Notas iniciais
Capítulo bem longo porque é o último... depois, teremos só um epílogo, com uma singela surpresa.
Espero que gostem =)
p.s.: tem uma parte Sebastana no começo do capítulo... quem for Brittana, me desculpa, mas cada fic é uma fic, né? apesar de na série eu torcer por elas... ;)
p.s.2: não fiz revisão pra postar logo, então perdoem erros...

Sebastian tinha acabado de se preparar para apresentar a cerimônia das chaves, quando viu Quinn entrar, com o semblante desanimado, em um dos carros da GHShow e suas malas serem colocadas no porta-malas pelo motorista. A expressão cabisbaixa dela foi refletida no rosto dele, que assumiu que, se ela estava indo embora, Finn havia escolhido Santana, antecipadamente por alguma razão, ou a garota tinha desistido, o que também só deixava a concorrente latina no páreo, para se casar com seu chefe e se tornar a Sra. Hudson.

Aquela ideia o deixava muito mais triste do que ele gostaria de admitir até para si mesmo, porque Santana tinha um efeito sobre ele que nenhuma mulher jamais havia conseguido ter. Antes de conhecê-la, ele era o exemplo de mulherengo, um destruidor de corações, que só se preocupava mesmo em não engravidar nenhuma garota, pois sabia que esta seria uma responsabilidade da qual não teria como fugir. Não tinha sentimentos, apenas desejos, sensações, atração e o prazer da satisfação que o corpo de uma mulher poderia proporcionar.

Agora, ele estava sentindo uma necessidade dela que só poderia imaginar ser aquilo que chamam de paixão ou até amor, mas ele não podia tê-la e ela seria de outro, jurídica, física e emocionalmente. Pela primeira vez, Sebastian Smythe estava experimentando a sensação de ter o coração despedaçado e aquilo machucava tanto que ele tinha até uma vontade louca de pedir desculpas às mulheres que tinha magoado.

No entanto, o famoso apresentador de TV era um cara tão sortudo que, apesar de merecer todo sofrimento, ele não durou mais que quinze minutos. Da mesma forma que ele tinha visto Quinn ir embora de "mala e cuia" da mansão onde gravavam, ele viu Santana deixar o local nas mesmas condições, apesar de a expressão facial dela ser um pouco menos macambúzia que a de sua companheira loira. Não chegou a ficar confuso mais do que alguns segundos, porque Artie apareceu ao seu lado praticamente no mesmo momento, dizendo a ele que poderia ir embora, porque não haveria filmagem alguma com ele.

"Como apresentador, eu não deveria pelo menos anunciar quem o Finn escolheu, mesmo que ele já tenha feito a escolha? Eu to confuso." Disse ao diretor.

"Não, não... o Finn vai entrar direto e falar. Você pode mesmo ir, cara." Assegurou o outro, já olhando em outra direção, preocupado com alguma coisa importante que precisava fazer.

"Ele escolheu a Santana, não foi?" Questionou, com medo da resposta, mas precisando dela.

"Não, o Finn nunca se casaria com a San, cara. Eu acho que ela é uma irmã pra ele." Respondeu, distraído, já saindo de perto do colega de trabalho e indo lidar com pendências relacionadas ao programa, cuja parte previamente gravada estava sendo transmitida.

Sebastian ficou alguns segundos processando a informação. Talvez ele jamais fosse ter uma chance concreta com Santana, mesmo que ela não se casasse com Finn, mas talvez a vida fosse louca e injusta o suficiente para que, mesmo ele não sendo digno disso, ele tivesse, sim, esta chance. De um jeito ou de outro, só havia uma forma de saber, e esta forma era ir atrás da garota e abrir seu coração, pela primeira vez.

Ele pegou seu carro e correu, como nunca antes, pela estrada que ligava o local da mansão ao centro de LA. Foi fácil localizar o automóvel que levava a garota, pois não se tratava de um percurso movimentado, principalmente àquela hora da noite, e o motorista dirigia em uma velocidade moderada, sem nenhuma pressa. Munido de esperança apaixonadamente insana, buzinou, sem parar, espantando o condutor e a morena, e não desistiu até fazer com que o carro parasse no acostamento, onde encostou também o seu.

"Eu preciso de você, San!" Ele disse, assim que ela saiu do carro, irritada. "Eu preciso de uma CHANCE... só uma chance pra mostrar que eu posso fazer você feliz... que eu posso mudar, que com você eu quero mais que só sexo, pela primeira vez na vida."

"Sebastian, por favor..." Pediu, revirando os olhos.

"Sou eu que to pedindo por favor. Uma chance! Você não vai se arrepender, gata."

"Eu já te falei, Sebastian. Eu te disse que você mexe comigo, mas que tem uma coisa que eu quero mais do que ficar com você. Eu quero uma família, eu quero filhos... eu quero um companheiro, e isso não mudou só porque não vai poder ser o Finn."

"Eu posso ser tudo isso pra você. Eu posso." Ele viu a expressão de total descrença no rosto da garota e teve certeza de que, naquele momento, seria necessário um gesto maior, mais radical. Porém, nada o pararia quando o assunto fosse Santana Lopez e ele sabia que tudo que ela quisesse ele daria, apenas para não perdê-la. "Casa comigo, San." Pediu e ficou de joelhos, em pleno acostamento. "Santana Lopez, você aceita se casar comigo?"

"Seu... seu maluco! Seu LOUCO! A gente tá no meio da estrada! Levanta, Dio mio!"

"Eu não saio daqui enquanto você não disser que aceita se casar comigo... que vai ser minha... pra sempre!" Falou, sério, deixando a menina paralisada.

"Tá. Tudo bem, eu... eu me caso com você." Disse, abrindo um sorriso, e sentindo imediatamente as mãos dele em seu quadril, os pés saindo do chão, a boca mais gostosa que ela já tinha provado tomando a sua novamente.

Enquanto isso, na mansão, as coisas estavam corridas, e Artie estava bastante ocupado quando foi abordado por uma confusa e preocupada Mercedes. Assim como Sebastian, ela tinha visto Quinn e Santana entrarem em seus carros e, do mesmo modo que ele, não compreendera o que estava acontecendo, uma vez que estava no local para acompanhar a última cerimônia das chaves.

"Se a cerimônia vai ser em outro local, Artie, não me leve a mal, mas nós temos que ser transferidos pra lá também. O contrato de vocês com a revista nos dá o direito de presenciar tudo, não é?"

"Não se preocupe, Mercedes. Você aqui vai presenciar tudo o que há pra ser presenciado. Não vai perder nada." O rapaz pareceu pensativo, por algum tempo, e então sorriu, tendo uma ideia. "Eu poderia deixar você se surpreender junto com todos, mas vou te dar uma informação, porque... não sei... talvez você queira usá-la de algum modo, antes mesmo da parte ao vivo do programa entrar no ar." Piscou, antes de continuar falando.

Não foi uma conversa longa e nem muito cheia de detalhes, mas foi o suficiente para que Mercedes tivesse a certeza de que deveria ligar para Rachel e fazer com que ela visse o que seria transmitido. Quando Berry ligou a televisão, ainda estava com a amiga na linha, e reclamou um pouco, pois o canal passava apenas comerciais naquele momento e ela estava com medo do que viria, mas Jones foi persistente e não deixou que ela desligasse o aparelho. Permaneceu na linha telefônica até a vinheta do programa entrar e, então, disse que iria desligar porque precisava prestar atenção também.

"Olá. Boa noite." Finn cumprimentou os telespectadores de seu programa, e respirou fundo.

"Eu sei que vocês devem estar se perguntando por que eu estou aqui, falando diretamente pra vocês, em vez de estar junto com a Quinn e a Santana, fazendo a última cerimônia das chaves, e pedindo uma delas em casamento. Eu sei que muitos ficarão decepcionados com o que eu tenho pra dizer, mas eu pessoalmente não posso fingir que estou nem um pouco triste com a minha decisão.

O fato é que esta noite eu não vou escolher nenhuma das duas meninas para ser a senhora Hudson. Eu já conversei com elas, que entenderam o que aconteceu, já deixaram a mansão e serão indenizadas pelo tempo que passaram aqui... por terem se dedicado ao programa, pensando ter uma chance de se casar comigo.

A verdade é que eu tinha, sim, a intenção de me casar com uma delas, quando o programa começou. É preciso que vocês saibam disso! Eu idealizei o programa, sem esperanças de encontrar alguém do jeito tradicional, e querendo formar uma família... ter alguém com quem dividir a minha vida.

O que eu não esperava era acabar reencontrando, enquanto o programa estava sendo gravado, a pessoa com quem eu sempre quis me casar... e com quem eu continuo querendo me casar... e de quem a vida tinha me separado, há muito tempo. Ela é a única pra mim... a única pra quem eu quero voltar todas as noites, com quem eu quero acordar todos os dias, com quem eu quero que os meus filhos se pareçam.

Se eu escolhesse a Santana ou a Quinn hoje, eu acabaria não me casando com quem eu escolhesse. Eu estaria enganando a cada um de vocês que assistiram ao programa, eu estaria enganando a garota que eu escolhesse... enganando a mim mesmo... e magoando a mulher com quem eu quero me casar, se ela me aceitar.

Por isso, eu não tenho escolha, esta noite. A única coisa decente que eu posso fazer é pedir desculpas a cada um de vocês, que assistiu o programa, esperando ver um conto de fadas acontecer na tela... duas pessoas se apaixonarem e ficarem noivas no final. Eu tenho um compromisso com a verdade... um compromisso comigo mesmo e com todos vocês... que eu não posso deixar de lado, mesmo correndo o risco de desagradar grande parte do público e até os meus parceiros de trabalho.

Eu agradeço a atenção de vocês e desejo sinceramente a todos uma boa noite."

O discurso de Finn não foi nenhuma declaração de amor, afinal ele não estava ali falando para Rachel, e sim para os telespectadores, que não tinham por que participar da intimidade dos dois, mesmo que ele suspeitasse que alguns até se interessariam, que o programa final faria mais sucesso se ele fosse bem dramático e emocionado. Ele tratou a coisa com a objetividade necessária, torcendo, é claro, para que a maioria entendesse a atitude dele, mas tomando-a de qualquer modo, mesmo correndo o risco de que ela não fosse compreendida, porque era mesmo a sua única opção.

Finn sabia que, se escolhesse Santana, a amiga fingiria, sem problemas, para a imprensa, que depois a relação tinha dado errado e o casamento havia sido cancelado. No entanto, ele se sentiria realmente muito mal em enganar as pessoas e, além disso, tinha a impressão de que Rachel talvez não entendesse a armação e ele não poderia correr o risco de acabar com qualquer chance de ficar com ela finalmente para o resto de suas vidas.

Rachel assistira a tudo, quieta, de pé, no meio da sala de TV de seu apartamento. Sorria feito uma boba e chorava, ao mesmo tempo, quando Finn se despediu. Não importava nem um pouco se as palavras dele não tinham sido direcionadas a ela ou não tinham sido melosas, porque a decisão tomada por ele, a corajosa e arriscada decisão de um grande empresário comprometido com seu público e patrocinadores que, naquele momento, tinha preferido pensar nos dois em primeiro lugar, era a maior declaração de amor do mundo!

"Ele ainda tá aí?" Perguntou a Mercedes, para quem ligou imediatamente, sem nem dizer "oi".

"Tá, sim. Tá uma loucura isso aqui... todo mundo querendo falar com ele. No telefone dele, no do Artie, em outros daqui..." Respondeu Jones.

"Não deixa ele ir embora, porque eu já to entrando no elevador e indo praí AGORA!"

"Como eu vou segurar ele aqui, mulher?"

"Se vira, Mercedes!" Ela escutou a outra rir e riu também da própria ansiedade. "Eu tenho certeza que você dá um jeito, só... por favor, não deixa ele sair daí. Eu preciso falar com ele." Acrescentou, aos suspiros, enquanto a amiga assegurou que iria fazer o impossível.

Não foi, contudo, necessária qualquer interferência de Mercedes. Finn teve que falar com pelo menos meia dúzia de pessoas, inclusive a própria mãe, que não esperava que ele ainda quisesse se casar com Rachel, depois de tudo, e só depois de protestar muito aceitou conversar com o filho mais tarde, para que ele lhe contasse tudo o que ela não sabia sobre fatos do passado e do presente do casal. Felizmente, a repercussão do programa, com a exposição sincera dos sentimentos feita pelo protagonista da atração, tinha sido bastante positiva e, por isso, nem os patrocinadores estavam aborrecidos, como ele esperava.

"Finn?" Hudson devolvia o celular de Will, usado para falar com um parceiro comercial, quando ouviu uma voz atrás de si.

"Rachel?" Mostrou-se surpreso com a presença dela. "Meu amor, eu te liguei tanto..."

"Eu aceito." Ela disse, afoita, interrompendo.

"O... o que?" Ele nem conseguiu processar.

"Eu aceito, Finn. Eu aceito me casar com você! E, dessa vez, é pra valer, eu... eu posso te pegar na cama com as quatorze participantes do programa, que eu expulso todas elas de lá, porque você é MEU, Finn Hudson. Só meu." Os dois riram e ele segurou o rosto dela, se aproximando e beijando seus lábios, apaixonadamente.

"Como as notícias correm, né?" Ele brincou.

"Você falou na TV, né?"

"Você viu?" Franziu a testa, e a enrugou ainda mais quando ela balançou a cabeça, assentindo. "Eu não imaginei..." Interrompeu a frase no meio, ao ver que ela trocava olhares e sorrisos com Mercedes e Artie, parados não muito longe dos dois. "Ah! Entendi... é claro. Temos bons amigos, bem intencionados... mas o fato é que, se eu soubesse, eu tinha sido mais romântico. E isso tirou as minhas chances de fazer o pedido também... de me ajoelhar e tudo mais. Eu queria isso, caramba! Mas parece que a senhorita nunca vai me dar essa chance de ser tradicional e romântico." Riu, lembrando que no passado também não tinha feito um pedido realmente a ela.

"Tradicional, até pode ser. Mas você já me fez um monte de surpresas românticas... lindas." Beijou-o, várias vezes, como se só os dois estivessem ali, apesar de a movimentação continuar frenética na casa e de o celular dele continuar tocando em seu bolso.

"Tem uma coisa tradicional que eu ainda posso fazer." Declarou ele, de repente, piscando. "Produção, serve aquela champagne pra todo mundo e vamos brindar, galera. EU TO NOIVO!" Gritou, abraçando de lado uma Rachel subitamente tímida, que foi, em seguida, agarrada pela melhor amiga, enquanto começavam as comemorações que varariam a madrugada.

Depois disso, a semana foi uma loucura só! A sexta-feira de folga de Finn foi passada todinha na cama com Rachel, que também recebeu folga depois que seus superiores ficaram sabendo de quase toda a sua história com o rapaz. No sábado, os dois voaram para Las Vegas, para conversar com Noah e assistir à luta dele, e acabaram saindo de lá casados, porque Rachel insistiu em não esperar mais um segundo, uma vez que era para os dois serem marido e mulher havia oito anos àquela altura. No domingo, passearam com Puck, que contou ter conhecido uma garota nos bastidores do campeonato, com quem sairia à noite, e pareceu muito empolgado. Na segunda, visitaram Carole, que estava morando com o marido em Washington, para explicar tudo o que tinha acontecido, e a mulher acabou chorando abraçada a Rachel, e se oferecendo para ocupar o lugar de mãe deixado por Shelby.

De volta a LA, Finn carregou Rachel para dentro de casa nos braços, como manda a tradição, e fez amor com ela na cama que agora era oficialmente dos dois. Mesmo cumprindo com suas obrigações de trabalho, os recém-casados conseguiram se organizar durante a semana para que a mudança de Rachel fosse feita, e o apartamento ficasse com jeito de lar de uma família e perdesse a aura de casa de homem solteiro. Também fizeram testes de aproximação entre Uno e as gatinhas da morena, e surpreendentemente descobriram que seria possível uma convivência pacífica, para alívio do casal.

No sábado seguinte, tudo estava ajeitado, e Kurt e Blaine insistiram para que eles pelo menos comemorassem a união com os dois, Mercedes, Artie, Will, Emma, Santana e Sebastian, em um bar recém-inaugurado em Santa Mônica. Então, Finn fez uma reserva em um dos melhores restaurantes daquela mesma praia e levou Rachel para jantar, antes de irem encontrar os amigos, pois ainda tinha algumas surpresas para ela.

Os dois foram encaminhados a uma área mais reservada do restaurante, para que não fossem incomodados ou fotografados por paparazzi, e receberam a carta de vinho das mãos de um garçom, que, em seguida, os deixou a sós. Depois de terem escolhido seu vinho e sido servidos, receberam cardápios e, sem perceber que Finn apenas a observava, Rachel abriu o dela, conversando distraidamente.

"O que é isso, Finn?" Perguntou, fingindo irritação, mas sorrindo, depois de passar os olhos no cardápio que, em vez de trazer opções de pratos com carnes, aves e peixes, trazia opções de salões de festa, datas e locais para lua-de-mel. "Eu já sou sua mulher e não pre-"

"Não precisa de nada disso, pra ser feliz... eu sei. Mas eu não posso querer compartilhar a nossa felicidade com todos os nossos amigos e a nossa família? Não posso querer te ver vestida de noiva, em vez de usando um vestido QUASE branco, comprado num saguão de hotel? Não posso querer passar férias de verdade com você, num lugar diferente... ter a nossa união abençoada?"

"Claro que pode." Ela respondeu, acariciando a mão dele sobre a mesa.

"Ótimo!" Ele sorriu, amplamente, fazendo um sinal, para que ela recebesse o cardápio de verdade do garçom, e explicou que ela poderia escolher tudo com calma depois, que tinha sido só um jeito divertido de pedir para eles se casarem de novo, com pompa e circunstância.

Os dois comeram, enquanto ela falava de trabalho, mas Finn não conseguia se concentrar, nervoso com a aproximação da última surpresa da noite, que veio junto com a sobremesa.

"Eu sei que é estranho um anel de noivado, depois do casamento." Finn se apressou em dizer, enquanto Rachel abria a caixinha da Cartier. "Mas eu não tive tempo antes, já que não ficamos noivos nem dois dias inteiros." Riu. "E da outra vez eu só tinha dinheiro ou pras alianças ou prum anel..."

"É lindo, amor! Lindo! Coloca pra mim." Mandou, sorridente, e ele o fez, beijando o dedo dela, com a aliança e o reluzente solitário.

"Além do mais..." Ele continuou. "Na sua posição, vai cair bem uma joia como essa." Falou, em tom jocoso, afinal ele não era de dar valor a essas coisas, somente queria conduzir a conversa.

"Na minha posição de esposa do dono de uma grande emissora de TV?" Ela acompanhou.

"Também... mas, na verdade..." Pigarreou. "...eu estava me referindo mais à sua posição de Presidente da TVZoom No Ar."

"O que?" Ela perguntou, quase se engasgando. Sabia muito bem tudo sobre a nova parceira de Finn com os RIB, que consistia na criação de um canal do grupo GHShow somente sobre o próprio mundo da TV, com exibição de making of de outros programas, entrevistas com celebridades, notícias sobre elas, etc., mas aquele negócio de presidente só poderia ser piada!

"Eu e os RIB conversamos ontem e concluímos que você é a pessoa perfeita. Dizer que nós queremos que você seja nossa sócia não faz sentido, porque você já é dona de tudo junto comigo... mas nós queremos que você seja a principal responsável pela emissora. O que você me diz? Você... aceita esse novo desafio?" Sorriu, mas o sorriso dela foi ainda mais amplo.

"Finn!" Ela saiu da cadeira, indo abraçá-lo, sentando-se no colo dele, sem cerimônia. "Esse é o melhor presente de casamento de todos! Mas... eu não sei... será... será que eu..."

"Não é um presente, Rachel. Não é. Eu tinha pensado em você, é claro, mas eu esperei e foram eles que sugeriram o seu nome. É pela sua competência que a gente tá te fazendo esse convite e não porque você é minha mulher, apenas."

Ela sorriu e beijou Finn, de novo e de novo. Os dois terminaram o jantar e foram beber e dançar com amigos, e, na segunda-feira, Rachel assinou um contrato e se tornou, pouco antes dos vinte e oito anos, a presidente de uma emissora de TV que se tornaria uma das maiores do país.

Naquele momento, se sentia abençoada, completa como mulher e profissional, eufórica. A sua felicidade não tinha tamanho, não podia ser descrita em palavras. Ela duvidava que as coisas pudessem ser um dia melhores do que naquele exato momento de sua vida.

Não estava atenta, no entanto, ao fato de que tinha ao seu lado alguém como Finn Hudson, que se esforçaria a cada dia, a cada minuto e segundo da vida dele, para mostrar que, nisso, ela estava completamente errada!