Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeey! Não me matem!!!! Desculpa pela demora! T-T Bom, bom... como vocês estão? Espero que bem!!! O capítulo demorou, mas tá grandinho... E torço para que gostem dele. E torço também para eu criar vergonha nessa minha cara e não demorar mais para postar. É que me dá uma preguiça de reler os capítulos... Hm, agora que o Nyah! tem esse negócio novo de agendar, penso que não vou demorar tanto. Assim que acabar minhas provas (sexta-feira tão esperada), eu começo a reler os capítulos e deixá-los já agendados, aí vai automático ^^ (só eu que amei esse novo recurso??) Agora... Bom capítulo para vocês! Nos vemos lá embaixo!

Capítulo 17

Em algum lugar da Irlanda.

1 A. C.

Morrigan.

Toquei seus lábios vermelhos e carnudos. Como resposta, suas mãos puxaram-me para seu colo. Sorri maliciosamente para o guerreiro que estava comigo e beijei-lhe a boca.

O beijo foi eletrizante, totalmente anormal. Nossas línguas buscavam mais na boca de cada um, trançando-se entre si.

Minhas mãos foram para sua camisa, abrindo-a de qualquer jeito — tanto que os botões dessa soltaram-se e caíram na terra, na orla do rio.

Meu guerreiro riu e remexeu-se embaixo de mim.

— O que achas engraçado? – perguntei, sorrindo.

— Desculpe, minha cara senhorita de cabelos vermelhos. Mas não poderei satisfazer-te hoje. Estou por deveras cansado, e amanhã terei que retomar meu caminho.

— Ah, mas eu posso fazer-te ir a um lugar muito melhor. Posso fazer-te chegar à Outro Mundo. — minha voz era provocadora.

Parecia que ele cederia aos meus caprichos. Seu rosto enfiou-se por debaixo do meu decote acintoso e inspirou meu cheiro. Deixei meu pescoço pender para trás e seus lábios seguirem até ele, beijando-o.

Mas ele parou. Um sorriso malicioso estava aparecendo em seus lábios. Senti meu sangue ferver e meu corpo tremer de raiva.

— Desculpe. Mas não posso. — falou ele. — Tenho que seguir meu caminho pela manhã, e meu curso é mais importante do que qualquer outra coisa.

Frouxo! Como aquele homem ousava me recusar?! Eu que era a deusa tríplice! Ora, ele que realmente não me subestimasse.

— Tens certeza, guerreiro? — perguntei.

— Sim, minha cara. — afirmou. Idiota! — Tenho um destino a firmar. Embora fosse adorar passar uma noite de amor com ti, não tenho condições hoje. Talvez, outro dia selaremos nossos caminhos novamente.

Ah, certamente iria! E quando esse dia chegasse, aquele guerreiro estúpido veria o quão grande fora seu erro. E se arrependeria.

— Não sabes o que estás a fazer, guerreiro. — o avisei tentando fazê-lo voltar a si. Ninguém nunca me rejeitava!

— Tenho plena certeza do que estou fazendo. — continuou.

Suas mãos passaram por minha cintura, contornando toda a minha silhueta. Em seu olhar vi luxúria e desejo por meu corpo. Por um momento, suas mãos rudes me trouxeram mais para si; nossos corpos se unindo cada vez mais como um.

Nossos olhares se cruzaram e me senti derreter em sua negrura. Minhas mãos puxaram seus cabelos escuros para trás e inclinei meu rosto para beijar-lhe os lábios. Novamente, senti que o beijo era capaz de estremecer tudo enquanto ele passava a mão por todo o meu corpo.

Mas novamente não passamos disso. Subitamente, ele me afastou.

— Já disse que não posso. — afirmou novamente.

Ah, aquele guerreiro brincava comigo.

— O que vais fazer amanhã, guerreiro? — perguntei, já tendo outro plano em mente. — E o que fez hoje para que estejas assim, tão cansado?

— Tive um combate hoje, minha cara. — respondeu orgulhosamente. — Um combate muito cansativo, e outro amanhã me espera.

Olhei para a beira do rio, onde estavam algumas armaduras sangrentas, as quais eu tinha que lavar. Percebi que no meio delas estava a dele. Dei um sorrisinho. Ele morreria amanhã, e mais a tardar ouviria minha música.

Bem, eu podia cantá-la agora mesmo em seu ouvido, enquanto fazia dele meu homem.

— Bem, meu homem. — comecei. — Posso ajudar-te a ganhar o combate. Estás vendo aquelas armaduras? — indiquei e ele assentiu. — A tua está no meio delas, o que significa que irás morrer amanhã.

O olhar negro do guerreiro arregalou-se, porém nenhum som saiu de seus lábios. Hm... Corajoso.

— E logo ouvirás minha doce harmonia. — sussurrei. — Mas posso muito bem fazer-te sobreviver e tornar-te campeão. Assim, conservarias tua força para algo muito mais interessante e prazeroso. Posso tornar-te meu homem. O homem de uma Deusa, ou tu pensaste que eu seria uma mera mortal?

Não. Ele não teria tamanho atrevimento. Vira meu corpo nu — enquanto me banhava — sob a luz do luar com seu olhar fixo em minhas curvas, cheio de um desejo pecaminoso. E depois que me vestira apressadamente — com meus melhores trajes — vira como eu brilhava, igualando-me ao sol.

Mas agora aquele insolente só dava de ombros e sacudia-se em risadas.

— Deusa? — ria-se. — Não, nem passou por minha cabeça. E ainda por cima uma Deusa que irá me ajudar?

Minhas mãos que descansavam em suas costas apertaram-lhe, gravando fortemente minhas unhas cumpridas em sua carne. O cheiro de sangue invadiu minhas narinas e eu quase cedia ao desejo de lamber-lhe as feridas.

Ele gemeu de dor e saiu de baixo de mim, lançando-me um olhar de indignação que logo se tornou debochado.

— Não, obrigado, minha Deusa. — riu-se com a palavra. — Mas Deusa ou não, és uma mulher.

Quem riu agora fui eu.

— Ah, então tudo não passa de um sentimento de superioridade, porque sou uma mulher! — continuei rindo, balançando meus cachos ruivos. — Mas posso avisar-te que irás se arrepender desses seus pensamentos insolentes.

Ele olhava-me como se não acreditasse em uma só palavra que saía de minha boca.

Fui para o rio, sentindo suas águas límpidas banhando meus dedos dos pés e molhando-me o longo vestido amarelo.

— Já que não queres minha ajuda, guerreiro, aceite que sentenciarei vossa morte. Não será amanhã, em um combate. Não, eu mesma o matarei e beberei vosso sangue como prêmio. Acabas de ganhar uma inimiga implacável.

Sorri ternamente para ele, mesmo que em meus olhos cintilasse um brilho maligno.

Fiz um movimento com a mão e as águas trouxeram uma carroça com cavalos vermelhos brilhantes, onde, em meu mundo, tal cor representava a morte. Junto com a carroça, um pajem trazendo uma varinha bifurcada.

Minha outra face saía da carroça. Implacável, cruel. Minha face da morte vestia um longo vestido vermelho, mais profundo do que meu veículo mágico. Eu era a mágica.

— Morrigan. — sussurrou o guerreiro assustado.

Assenti e deixei que ele presenciasse seu presságio de morte, mas depois abri meus braços e gritei para a lua. Logo, não era mais a bela mulher que estava em sua frente segundos atrás. Era um corvo.

Que logo beberia o sangue insolente do humano à minha frente.

Floresta Wicca.

Dias atuais.


Deixei que um pequeno riso escapasse por entre meus lábios vermelhos. Lembrava-me daqueles fatos como se tivessem ocorrido hoje. Mas não. Ocorreram há muitos anos.

E logo ocorreria novamente.

Juntei meu corpo junto com meu “receptáculo” e novamente me sintonizei com suas emoções. Bobas emoções.

***

Londres, Inglaterra.

Dias atuais.

Lauren.

— O quê?! — gritou Megan.

Revirei meus olhos e assenti impacientemente. Estávamos na sala de estar, na minha casa e tínhamos acabado de chegar do colégio, onde Cameron não falara comigo e nem apareceu no refeitório, e onde Derek tinha tentado se aproximar.

Pelo menos, minha amiga voltara a conversar comigo.

— Foi exatamente o que aconteceu. — reafirmei. Assim que chegamos, eu contara tudo o que havia acontecido.

Megan continuou estando paralisada e muda, com o queixo aberto. Eu, no entanto, estava corada e nervosa, mexendo na barra de minha camiseta e mantendo meus olhos longe dos dela.

— Não acredito! — continuou gritando. — Céus! Você estava louca?!

Soltei um risinho nervoso e assenti.

— Sim, acho que estava. — mas eu sabia que era mentira. Não estava maluca ou algo do gênero. Eu sabia muito bem o que queria e aquela era uma parte de mim nunca antes vista.

Um frenesi passou por mim. Boba emoção.

— Mas com Derek! Sabe, aquele cara quer te matar! — ralhou.

Dei de ombros, como se minha vida ou minha morte não representassem nada.

— Mas não pude impedir, Megan! Não era algo que eu fosse capaz de fazer. Derek tem um poder enorme sobre mim! – o pior é que eu desejava esse poder.

Encontrei seu olhar pela primeira vez desde que tentara conversar com ela. E esse não era outra coisa senão preocupado.

— E você deveria ter mais poder sobre si mesma. — bufou. — Mas já que tudo já foi estragado, não tem mais nada a ser feito. Exceto... Contar-me os detalhes.

Revirei os olhos para ela, mas sorri.

— O que diabos quer saber?! – perguntei, nervosa.

— Ah, sei lá. Não os detalhes sórdidos, é claro, mas... Como foi?!

— Ótimo. — respondi rapidamente. — Perfeito, até. Ele me tratou tão gentilmente, Megan! — suspirei. — Tratou-me como se eu fosse a pessoa mais importante para ele.

— E certamente é. Você é a pessoa mais importante para ele matar e usar! — minha amiga revirou os olhos.

— Não tenho mais tanta certeza disso. — falei.

Mas era óbvio que eu tinha. Aquelas palavras mentiam para mim mesma, porque eu sabia que ainda teria um fim se continuasse com Derek. Ele era minha morte pessoal.

— Laury, você sabe que tudo já está certo. — sussurrou ela.

— Olhe, Meg, eu gostaria de poder resistir a ele, mas não é algo que eu queira fazer. Não quando ele me trata com doçura e diz coisas que... Ah, não sei explicar! – exaltei-me. – Apenas... Não quero brigar com você, ok?

Megan assentiu e ficou em silêncio. Também deixei o silêncio instalar-se e não fiz nenhuma tentativa para quebrá-lo. O único barulho era o da chuva que começara a cair lá fora.

Mas estávamos erradas. Nada era certo.

Levantei-me da cama ao ouvir a campainha. Megan tinha acabado de sair, e eu não esperava que ela voltasse. De fato, não era ela à porta.

— O que faz aqui? — perguntei rispidamente.

— O que você acha? — ele respondeu. — Vim vê-la.

Exalei um longo suspiro e me afastei da porta para que ele entrasse. A chuva agora era torrencial, então um Derek ensopado passou por mim, fechando a porta ao passar.

— Vou refazer a pergunta e quero uma resposta concreta. O. Que. Você. Quer. Aqui? — o fuzilei com o olhar.

— E eu vou responder novamente sua pergunta. Vim. Ver. Você!

Revirei os olhos e saí de perto dele, sentindo a rotineira ânsia de pular em seus braços e beijar-lhe os lábios.

Corei com tal pensamento e me sentei ao sofá, puxando minhas pernas para o peito.

— Se só queria me ver, já viu. Pode ir embora agora. — falei e olhei para a porta.

— Lauren, por favor. Não seja assim. — Derek disse e sentou-se ao meu lado, passando os braços ao meu redor. — Senti falta disso. — sussurrou por entre as mechas escuras do meu cabelo.

— Falta do quê? – perguntei, tentando me afastar.

— De estar próximo a você. — falou e me beijou a testa.

Senti o impulso de me afastar e correr para fora, para a chuva forte que me aguardava. Mas não fiz nada disso. Apenas me deixei aproximar mais e descansar a cabeça em seu ombro largo.

— Eu também senti. — beijei-lhe o pescoço. — Por mais que seja errado, não posso me afastar de você.

Ah, sim eu era idiota. Muito idiota. Mas aquela idiotice era tão gostosa!

— Eu sei. É a mesma coisa que eu sinto. — pelo tom de sua voz, demonstrava que era uma fraqueza.

Ergui meus lábios para os seus e fechei os olhos quando nossas bocas se selaram. Beijar novamente seus lábios carnudos e macios era algo maravilhoso! Eletrizante e capaz de abalar todo o meu corpo, que começava a se aproximar do seu.

Derek sentou-me em seu colo e continuou me beijando intensamente. Seu corpo também reagia ao meu, fazendo-nos ficar cada vez mais perigosamente perto. Até que cedemos e ele me deitou no sofá, deitando-se por cima sem interromper jamais nossos lábios compenetrados um no outro.

Ele começou a arrancar minhas roupas, atirando minha camiseta em um canto qualquer. Depois se levantou e puxou-me consigo, carregando-me escada acima em seu colo e me jogando na cama quando chegamos lá em cima, em meu quarto.

O frenesi de antes — quando eu pensara nele — voltava com intensidade total. Agora eu era incapaz de pensar em qualquer coisa que não fosse Derek. O mesmo desabotoou minha calça e em seguida a sua.

Olhei para ele com malícia estampada na cara e passei minha mão por seu peitoral firme e musculoso. Cada toque meu era carregado de possessão, como se ele fosse só meu e de ninguém mais. Eu queria que fosse só meu.

E eu queria ser só sua. Ao menos, naquele momento.

Os alertas de Megan – meus próprios alertas! – pouco importava agora. Tudo o que eu pensava era naquele garoto que me possuía, que um dia iria matar-me.

Novamente, deixei que minha sanidade se esvaísse de mim enquanto fazíamos amor.

Afastei os braços de Derek de mim e me levantei, logo colocando a lingerie. Ele ainda lançava olhares cobiçosos em meu corpo e ainda estava deitado em minha cama.

Revirei os olhos enquanto colocava os jeans e tentava ajeitar meus cabelos soltos e embaraçados.

— É sério. — falou ele.

— O quê? — perguntei encabulada, franzindo a testa.

— Tem que parar de me cansar desse jeito. — sorriu maliciosamente e colocou os braços atrás da cabeça, suspirando.

Revirei meus olhos novamente, embora ele não tenha visto e falei calmamente:

— E temos que parar de arrancar as roupas um do outro quando nos encontramos.

— E por quê? Está tudo tão bom assim! — exclamou.

— Porque não é assim que pessoas maduras agem. Não é assim que eu ajo. — falei e o olhei atentamente os olhos.

— Tem razão. Pessoas maduras se casam. — pigarreou. — Quer se casar comigo?

Peguei um travesseiro que estava no chão e ataquei nele, que o pegou e jogou de lado, rindo.

— Estou falando sério.

— Seriedade é uma coisa muito chata. — disse apenas.

— Derek! — exclamei. — Ora, mas que coisa. Odeio essas suas brincadeirinhas inoportunas.

— Mentira. Você as adora. Ao menos na cama. — ele riu.

Corei, mas o fuzilei com o olhar.

— Não me olhe assim, meu amor. — falou. — É verdade.

— É impossível mesmo conversar com você! — gritei e lhe dei às costas, indo para o banheiro.

— Ei, calma! — ele me puxou pela cintura — de onde diabo ele tinha saído? — e baixou seu olhar para o meu. Suspirei e me libertei dos seus braços. — Não fique mal-humorada. Sobre o que quer conversar?

— Sobre nós. — sussurrei. — Não acho que isso seja certo, Derek. Um relacionamento é muito mais do que sexo. — desprezei a palavra.

— Eu sei. — Derek sussurrou. — Eu sei, mas nunca foi tão complicado assim com ninguém.

Engoli em seco — então sim, ele nunca fora apenas meu -, mas soltei um risinho nervoso.

— É, nunca foi tão complicado. — respirei fundo. — Eu tenho outra ideia do que é o amor, Derek. E certamente não é isso. Não é só a tentação de uma cama. É muito mais complexo e confuso.

— Então, ensine-me a amar. — sussurrou ele de volta.

Dei-lhe um meio sorriso, que não chegou aos meus olhos, e novamente tentei ir ao banheiro.

— Aonde vai? – perguntou, novamente fechando meu caminho.

— Ao banheiro. Vou me arrumar. — sussurrei.

Ele assentiu e pegou sua calça do chão, vestindo-a por cima da cueca box branca. E eu apenas segui meu caminho, fechando e trancando a porta quando entrei.

Uma vez lá dentro, minha respiração começou a ficar escassa e eu buscava o ar com todas as forças. Lágrimas escorriam por meu rosto e me embaçava a visão. Nem eu mesma sabia por que estava chorando, mas sabia que precisava deixar de represar aquelas lágrimas e sentir-me triste ao menos por alguns minutos.

A fim de limpar meu rosto, fui até a pia e abri a torneira, jogando água na face e depois encarei o espelho, assustando-me.

Não eram mais meus cabelos castanhos que estavam adornando meu rosto. Nem meus olhos que demonstravam a tristeza. Não. Agora o cabelo era ruivo e cacheado. Os olhos eram negros e esbanjavam malícia e diversão. A pele também era mais morena e reluzia, bem diferente da minha pálida e sem graça.

Os lábios vermelhos da mulher se abriram em um sorriso a me ver de olhos arregalados. Ao que parecia, ela se divertia muito com a situação.

Recuei, ainda mantendo meus olhos na garota que me era desconhecida, e abri a porta, indo para meu quarto. Derek estava alerta.

— O que foi, Laury? — perguntou preocupado.

Apenas balancei a cabeça e me desfiz de seus braços que tentavam me segurar. Precisava estar em outro lugar agora. Não mais perto dele. Precisava de outra pessoa perto de mim.

Não disse qualquer coisa para Derek, deixando-o lá parado e me chamando. Mesmo assim, não tinha qualquer pretensão de voltar ou dar-lhe alguma resposta. Na sala, apanhei minha camiseta no chão e a vesti.

E quem agia não era eu. Simplesmente, não podia ser. Nunca que sairia correndo pela porta e me encharcaria com a chuva torrencial. Nunca nem olharia para a segurança do meu carro e nunca correria pela rua descalça.

E nunca seguiria para onde estava indo, não mais.

***

Londres, Inglaterra.

Dias atuais.

Morrigan.

Encarar aquela garota estúpida fora a melhor parte. Divertia-me sua feição de espanto, com aqueles olhos castanhos gentis arregalados, tentando achar a resposta para o que estava acontecendo. Esse era o mal dos humanos. Bobos demais, eles sempre procuravam e tinham que achar a resposta para tudo o que viam, ou simplesmente desconsideravam.

Mas ninguém me desconsiderava.

E o que aconteceria ia ser mais engraçado do que a cara daquela menina idiota que acreditava em tudo que era dito.

“— Então, ensine-me a amar.”

Revirei os olhos quando escutei Derek dizer aquelas palavras. Ora, quem diria. Ele querendo se apaixonar e assumir essa paixão! E ainda mais quando... Não completei meu pensamento.

Estúpido.

Ah, mas eu acabara de viver tudo o que queria com ele. Tudo por meio da insegura Lauren.

Mais estúpida que ele era a garota, Lauren. Apenas uma humana fraca. Mas pelo menos a fraqueza dela me ajudou. Quando derramou aquelas lágrimas sem motivo e quando deixou a tristeza inundar-lhe o peito, eu conseguira ultrapassar a barreira que me era imposta.

Consegui me projetar no reflexo do espelho.

E consegui tomar às rédeas das ações idiotas da garota.

Agora, ela se encaminhava para um lugar distante de Derek, deixando-o chamando pela garota que continuava a correr, como o idiota que era. Bem, ele ficaria sozinho esta noite.

***

Londres, Inglaterra.

Dias atuais.

Lauren.

Com muito esforço, consegui conter-me. Parei frente à uma praça deserta, a meio caminho da onde eu queria ir verdadeiramente. Mas não, eu nunca poderia voltar lá. Não seria justo comigo, com Derek e nem com...

Cameron. Ela para lá que meus pés estavam me dirigindo sob um controle que nunca antes senti sobre mim. Só parei com um único pensamento: Derek.

Arfei e escorreguei para o chão. Logo, o mundo estava negro.

Notas finais
E aí, o que acharam? Gostaram da história da titia Morrigan? Espero que sim! Bom, amores da minha vida... Não deixem de comentar, sim? É muito importante para mim (e mil desculpas por não estar respondendo os reviews. Pretendo fazê-lo assim que entrar de férias) Enfim... Tô com soninho e acho que já me vou deitar. Nos vemos nos comentários, sim??? Baci :*