A Casa sem Relógios
2 Parte Dois
Caio não podia acreditar no que via. Então a lenda era mesmo verdadeira? Havia mesmo um fantasma naquela velha casa?
A estranha criatura olhava para os garotos com frias expressões. Os meninos sentiram um terrível arrepio a subir-lhes pelo corpo. A respiração tornou-se ofegante. Aquele homem estranho não era feito de carne e ossos, parecia uma miragem, pois seu corpo transparecia.
Os rapazes sentiram-se fracos diante daquela estranha presença. O fantasma dava início ao terror mais uma vez.
De alguma forma, aquele ser maléfico asfixiava os garotos, que iam tombando um após o outro. Caio foi o último a ser vencido. Antes de deixar-se morrer, olhou mais uma vez para o fantasma. Não devia ter ido aquela casa, afinal. Se ao menos tivesse dado ouvidos aos conselhos dos seus pais, não estaria morrendo naquele momento.
A morte dos três rapazes foi rápida, e provavelmente indolor. O fantasma estava agora mais forte do que nunca.
Na velha cidade o terror já era natural. Espalhava-se rápido e logo dominava a todos os seus moradores. Os boatos sobre o desaparecimento dos garotos já tomavam proporções gigantescas, e eram discutidos com um certo ar de temor tanto nas mesas dos botecos até nos bancos das igrejas. Por precaução, ninguém se aproximava daquela casa maldita.
Quem morava perto, resolveu se mudar o mais rápido possível!
A casa sem relógios estava totalmente isolada num canto qualquer da cidade. Seus poucos visitantes nunca mais voltaram pra casa.
Fim da Parte Dois
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