A Casa Imoral
27 Relembrando
Notas iniciais
Boa Leitura e vejam como é que Yuma e Tonio se relacionam desde sempre (nesta história).
Quando ele caiu sentado na poltrona de couro bege seu primeiro movimento foi tentar sair do outro lado, pela porta do motorista, mas o maior garantiu que não fugisse, puxando seu casaco e o fazendo sentar, ao tempo que passava o cinto de segurança e rapidamente passava por cima de seu corpo, apoiando os joelhos dos lados de suas pernas. Yuma detestava aquele carro, era grande e espaçoso o suficiente para Tonio se mover da maneira que lhe conviesse.
Seus pulsos foram segurados pelo maior, que aproximou os lábios ao pé de seu ouvido, soltando a respiração quente... E levemente excitada.
-P-Por que está fazendo isso? -sibilou com a voz cortada, seu rosto queimando ao sentir a boca implantar um beijo abaixo de sua orelha.
-Já disse. –sussurrou com a voz rouca- Vamos conversar.
E terminando de forma grosseira, soltou o menor e sentou-se no banco do motorista, trancando as portas e dando a partida como um mestre. Yuma ainda ficou olhando a casa desaparecer à medida que se afastavam... Ele pode ver a figura de sua irmã chegando no portão e olhando curiosa o carro que se afastava apressado.
O rosado suspirou pesadamente, pensando no problema em que estava se envolvendo. Para si era um sequestro, mas Tonio era influente e, mesmo se quisesse, Yuma não conseguiria fazer nada contra ele.
O silêncio que se instalou permitiu à Yuma minutos sem interrupções de sua música. Só que mesmo sendo menos perturbador, ele poderia imaginar que o que viesse dali em diante com aquele homem não seria algo confortante. Os pensamentos o deixaram relutante e inquieto, movendo-se na poltrona de couro desconfortável.
Os olhos dourados não poderiam encarar o motorista. Yuma tinha certeza que Tonio queria esclarecer as coisas porque o empresário não era de aparecer do nada para simplesmente conversar. Se fosse “apenas” uma conversa, iria demorar muito.
Observando a paisagem depois dos segundos, notou estar no centro de Kyoto. As luzes estavam bem brilhantes e as pessoas rapidamente andavam pelos cruzamentos, como num final e semana agitado, mesmo com a garoa caindo. Sombrinhas de todos os tipos pintavam as avenidas do centro comercial, os shippings estavam bem abertos, em plena noite as pessoas estavam ligadas, internautas ativos e consumidores nada preocupados com o horário de acordar no dia seguinte. Yuma sorriu mesmo estando naquela situação. Ele adorava sua vida.
Tonio parou no sinal, onde dos lados das ruas amontoavam-se pequenas poças d’água, mas nada que pudesse atrapalhar o trânsito. O som da chuva acima da lataria do carro era um pouco constrangedora, como se reclamasse do silêncio em que estavam. Na verdade, Yuma estava muito irritado e cansado para sequer iniciar uma conversa. Sabendo que o moreno queria dizer umas coisas diretamente, trabalho com certeza, ele não precisaria falar nada.
“Eu fui sequestrado afinal. Não vou falar nada.” Reclamava em sua mente enquanto pegava o celular e aumentava o volume, começando a digitar uma mensagem.
RoRo- Amanhã podemos conversar a sós?
O rosado apertou os olhos, imaginando que Len estivesse muito cansado e que já estava dormindo. Mas segundos depois a resposta veio.
Sugatami- Sim. Vc está mto ocupado agora? Queria falar uma coisa.
Yuma pensou uns segundos antes de responder. Se Len pedisse para ir até a mansão seria um problema, mas sentia que algo estava errado com o loiro para ele estar negligenciando seu horário de dormir.
RoRo- Sim.
Sugatami- Estou com um problema... Hoje eu e o Kyte-nii nos beijamos.
Foi como se Yuma esquecesse todos seus problemas. Não era como se ele estivesse ignorante às conversas de Luki e Len, ao contrário, ele sempre estava junto e até que torcia pelos dois.
Yuma sentiu uma felicidade incontrolável pelo amigo e sorriu largamente, colocando a mão na boca com a super notícia! Tonio até o olhou para ver o que Yuma tinha chiado baixo, estranhando a expressão mudada do mais novo.
O moreno via o rosado pelo canto dos olhos digitando sem parar, algo que o irritou em certa parte. Parecia-lhe que ele não era importante pra Yuma de nenhuma forma. Que apenas era o vilão. Tonio achava que com Yuma as coisas iam ser diferentes.
A próxima virada deu em um outro condomínio. Yuma nem prestava atenção, distraído coma conversa, descobrindo tudo o que tinha acontecido naquele mesmo dia. Estava fervendo pelas notícias, como uma garota, mas quando se tratava dos amigos a questão era descobrir o máximo possível e, para ver como Kamisama é bom, Len estava à vontade para contar TUDO! Yuma até sorriu, sabendo que era o primeiro a saber.
RoRo- E pq vc tah contando pra mim ao invés do Luki-chan??
Sugatami- Luki-kun eh fofoqueiro e vai ficar no meu pé pra seduzir o kyte-nii kkkk
RoRo- Verdade XD
Tonio estacionou já desligando o carro. Os únicos sons eram os das teclas no touch do celular.
-Roro, chegamos. –falou um pouco impaciente batendo a porta para ir até o outro lado, abrindo a porta de Yuma.
O rosado levantou os olhos, parecendo irritado pela interrupção e digitou saindo do carro. Esperou que Tonio trancasse o carro e o seguiu para dentro do prédio, iluminado pelas luzes modernas e de aparência impecável: típica de ricos.
Os seguranças acenavam com a cabeça respeitosamente para o moreno mesmo que ele estivesse parecendo um trapo sem vida, e abriram o elevador para ele, encarando o rapaz que o seguia cabisbaixo.
Para todos naquele lugar Yuma era conhecido, mas digamos que não era por coisas boas. Já era conhecido ali desde alguns anos.
Tonio fazia questão de levar ele ali e somente ali, pois a imprensa tinha pistas de outros hotéis e outros condomínios em que ele e o Idol poderiam ficar. Eles normalmente os enganavam com sósias muito bem disfarçados.
Mas voltando, os moradores (ricos, famosos, milionários) que ali morava tinham em mente apenas uma coisa sobre Yuma: garoto de programa.
OOPA! Vocês devem ter pensado: “Kamisama!! Desde quando isso?! Ele não pode ser!”
Pois bem. Ele realmente não é, mas dá a aparecer.
Se dizia nos inúmeros apartamentos que o ex-Idol estava sempre acompanhado pelas ruas, e que ali no prédio aparecia sempre de noite com Tonio. E todos já sabiam de que tipo Tonio era.
Umas pistas aqui e ali e chegaram à conclusão que Yuma, deslocado e um pouco assustador por seus gostos distintos, era um vagabundo que só conseguiu se tornar Idol porque Tonio tinha “afeto por ele”. Engraçado como as coisas são não é?
O preconceito atingiu rapidamente por suas aparições televisivas. Yuma antes pensava que a horda de “haters” de Kagamine Len eram BEM MAIORES. Mas a sua não era muito diferente.
Enquanto o loiro era o “shota” (ou uke como todos adoravam dizer por aí), Yuma era o “tsundere” (ou o seme como todos adoravam dizer por aí), mas os dois estavam na linhagem yaoi.
Os estilos de Idol variavam de uma época para outra, mas as pessoas adoravam relacioná-los e usá-los para dizer qual era melhor ou pior, no caso das fãs. No caso dos haters o assunto era quem era mais bicha que o outro...
Todos os comentários nacionais, em redes sociais e tudo o que conseguirem pensar fazia parte. Com olhos em cima, as pessoas já julgavam. Para contribuir com tudo isso, era inevitável que, quando saísse do prédio, as pessoas vissem as marcas que ficavam e o estado brutal em que ficava, parecendo até ter sido espancado. Tudo isso era o cúmulo, mas era uma verdade inegável.
Somente a aparência de Yuma, o estilo descolado, já o fazia parecer um garoto desbocado qualquer. Isso interiormente o perturbava mais do que outra coisa, como uma perseguição interna o discriminando. Só que a música sempre o salvava. Quer dizer... Quase sempre. Quando não tinha a ver com Tonio.
O elevador mostrava os números rapidamente. Yuma os olhava pouco se importando, estava com pressa, e queria ainda falar com Len. Mas apenas pela ação de Tonio naquele dia o fez deduzir que não conseguiria nem voltar para casa. Estava longe, além de estar muito tarde.
Assim que as portas abriram mais dois guardas apareceram do lado de fora, cumprimentando-os. Yuma via naqueles olhos o que estavam pensando. Era óbvio que imaginavam qual seria seu número e quando estaria livre para o servicinho o qual ele não tinha realmente e que nunca teria. Ele odiava ir àquele lugar. Se culpava mentalmente por sempre ir quando o moreno mandava. O que ele podia fazer? Que poder ele tinha contra Tonio?
-Chegamos.
Yuma mordeu o lábio. Ele sabia onde era, não precisava de que dissesse nada, ele conhecia bem o lugar para saber que já tinham chegado. Tonio era ignorante.
Os dois adentraram. O apartamento estava tão vazio e sombrio com a chuva fazendo barulhos nas vidraças que o mais novo se arrepiou.
Yuma andou alguns passos, um pouco perdido, tentando alcançar com a mão o interruptor... Mas tudo o que conseguiu foi não achar e só ter mais uma dor de cabeça. A mão de Tonio encontrou a sua na parede, quase o fazendo aproveitar-se do escuro e sair dali, mas o empresário era muito rápido quando interessava. Tonio agarrou seu braço e o puxou para seu corpo, prendendo os pulsos do rosado, que até essa altura do campeonato tinha deixado os headphones no pescoço, e procurando seu rosto com a boca. O som das respirações abafavam-se, Yuma resmungou para que parasse, mas parecia que Tonio só tinha vindo para aquilo mesmo.
-Para, você não queria conversar?! Por isso eu vim.
Tonio alcançou sua orelha e mordeu-a.
-Hm...
Mesmo no escuro, apenas por conhecer Yuma, Tonio já fazia ideia do que acontecia com ele. Yuma estava vermelho e quase sem forças para revidar. Era notável em seu tom de voz.
-Você fazendo doce é realmente uma graça... Roro. –Tonio sussurrou lascivamente em seu ouvido.
Yuma tentou afastá-los, mas o insistente o impedia de todas as formas. Forçava-o a caminhar sem enxergar nada, travando uma batalha para poder tomar seus lábios. Se ele conseguisse, Yuma já não teria mais como escapar. Tonio era muito certo em relação a isso: nunca deixava ninguém fugir depois de ter uma retribuição no beijo.
Acontece que Tonio não era só tão maldito que até mesmo quando o rejeitava, ele o “punia”. Yuma já tinha cansado de todas essas brincadeiras do mais velho. Ele só era um objeto, mais nada.
-Solta.
Tonio conseguiu roçar em sua boca, fazendo-o virar o rosto. O maior apertou seus pulsos e o fez cair em cima de algo fofo... Devia ser o sofá.
Tonio acendeu a luz de um abajur que ficava ao lado. Era clara sua expressão de desespero naquele momento, algo que apenas Yuma podia ver.
Afinal era assim não era? Ele era o bode expiatório de todos os problemas de Tonio. Havia sido assim a vida inteira.
O maior se inclinou, tirando a gravata, enquanto continuava a ser rejeitado pelo rosado mais tentava agarrá-lo. Tonio não poderia perdê-lo de nenhuma forma. Simplesmente não podia.
Yuma estava deitado e encolhido com o corpo do maior sobre si, sua boca parada enquanto o maior tentava excitá-lo pelo beijo.
O ex-Idol já não podia negar ele. Mas já era claro que ele não podia ficar mais com alguém que só pensava em sexo e dinheiro. Desde seus 11 anos aquele homem o corrompeu totalmente: sua alma, sua mente, seu corpo... E seu coração.
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O garoto limpava a garganta despreocupadamente com um sorriso. Naquele pátio escolar se encontrava em um palco, uma festa que reuniu os pais e amigos para comemorar mais um ótimo ano.
Ele estava sozinho em pé, com um microfone e um headphone na cabeça coberto por uma touca cinza e branca.
O menino tinha cerca de seus 10 anos, em breve completaria os 11, e estava ali como centro de atenções, parecendo calmo até demais para uma criança daquela idade e para o que iria fazer. Diferente dos outros, não era tímido.
A diretora da escola deu entrada e pediu para que ele iniciasse. Ali ocorria sua performance em mais um Concurso de Música do Colégio Chigakou na cidade de Sapporo.
Respirando fundo e ouvindo o início da parte instrumental, ele contou as notas e ao abrir a boca em direção ao microfone, seus olhos dourados abriram-se também. Um sorriso pairou em seu rosto e sua voz ecoou fortemente nas caixas de som. Seu corpo se moveu e a música fluiu docemente, deixando todos os pais presentes estarrecidos e surpresos, maravilhados com tal voz.
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Roro Yuma era aluno daquela escola desde o início de seus estudos. Era conhecido muito bem pelos funcionários e era amigo de todos. Popular com tão pouca idade, ele perambulava nos outros horários apenas para ver os ginasiais e normalmente era bem acolhido lá.
Yuma parecia ser uma criança bem feliz. Apenas parecia...
Sem que o resto das pessoas além dos superiores soubesse, as pessoas que tomavam conta de Yuma contaram que o rosadinho era adotado.
Parecia que sua família verdadeira vinha de uma linhagem muito pobre e eles viviam no subúrbio. Yuma se lembrava dos momentos ruins de sua vida... Se lembrava até os dias atuais.
Yuma foi quase morto por seus próprios pais. Já não havia mais salvação para nenhum deles, então, sem entender nada, um dia tudo escureceu e Yuma acordou em uma enfermaria de algum lugar.
Lá havia uma quantidade razoável de crianças... Ele perguntou onde estava para os adultos, o que aconteceu e porque estava ali. Suas respostas chegaram apenas um ano depois, depois de se martirizar em silêncio e finalmente se conformar de que a vida seria diferente, após ser acolhido numa comunidade de um Templo.
Para uma criança de 5 anos não poderia ser algo mais chocante. Seus ambientes de repente mudaram, os tipos de pessoas. Ele viveu na presença de padres e freiras por um curto espaço de tempo, que lhe ensinaram a ser bom e lhe explicaram tudo sobre o que devia saber.
Yuma aos poucos realmente passou a amadurecer mais rápido que as outras crianças, se tornando alguém completamente centrado e bondoso.
Quem sabe o que poderia ter acontecido se não tivesse ido para lá? Ele se esqueceu quase completamente dos pais depois de descobrir aquele novo mundo a sua frente.
“O que é isso?” Ele perguntou apontando para um microfone um dia na Igreja para uma garota que também ali morava, de cabelos pretos e olhos mel.
Yuma tinha 7 anos quando a conheceu.
“Um microfone. Serve para aumentar o volume da nossa voz quando falamos perto dele.” Ela explicou sorrindo, era dois anos mais velha que o rosado.
“Meu nome é Yuma. Posso ver o microfone?” Sorriu com as bochechas coradas.
A menina estendeu o objeto, ligando a caixa de som e ajustando.
“ALOOOO!!!” –falou o garotinho sorrindo com o novo “brinquedo”.
Ela riu de canto.
“Meu nome é Mizki! Que tal você ser meu irmãozinho, Yuma?” Ela perguntou recebendo um olhar meio confuso.
“Mas sabe... Não somos irmãos.”
“AH! Vamos fingir que somos adotados!” Ela saltava um pouquinho vendo o rosado abrir a boca e soprar no microfone.
“Você sabe cantar?”
Os olhos mel da menina fitaram o mais novo com a doçura de uma criança de sua idade. Ela adorava cantar e, como em seus sonhos de criança, queria um par para fazer um dueto. Bastava encontrar uma pessoa que soubesse cantar, mas ali na Igreja não havia muitos bons cantores (mesmo razoáveis não havia).
Ele coçou a cabeça envergonhado. Era verdade, ele não tinha tempo para se preocupar com essas coisas há pouco tempo, mas ele normalmente cantava músicas que ouvia pelas ruas, em mercados, rádios ao ar livre.
“Não sei dizer...”
“Quer que eu te ensine?” Ela ficou com os olhos brilhando, empolgada com a ideia de ter uma nova companhia naquele lugar um tanto quanto entediante.
“V-Você pode? Eu... Posso te chamar de onee-san?”
Ela assentiu rapidamente. Ali se dava início a relação do pequeno com a sua irmã mais velha Mizki.
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Foi então, quando a música terminou fechando o concurso, Yuma soube que tinha ganhado. Ele não conseguiu conter o sorriso e o choro, emocionado.
Depois de todos os candidatos serem chamados depois das parabenizações do júri e tudo o mais, Yuma ouviu os resultados pacientemente. O terceiro e segundo lugar saíam com os buquês e os troféus. Mesmo que estivessem insatisfeitos por terem perdido, eles se encaminhavam para a grande quantidade de pessoas que os assistiam diretamente para seus pais, os quais os abraçavam e sorriam afagando suas cabeças e pegando-os nos colos.
Yuma sentiu a medalha passar por sua cabeça e o buquê parar em seus braços em seguida da medalha. Mas diferente de todos os outros alunos, ele simplesmente voltou a se sentar, tendo consciência de que não adiantaria ele sair em busca de alguém ali no meio. Não havia ninguém.
A diretora e os professores saíram para cumprimentar os pais e os funcionários se encarregavam de ir já arrumando o que estava desarrumado em excesso.
Em seguida eles iriam fazer o encerramento. Mas mesmo assim demorou mais do que Yuma poderia esperar. Foi obrigado a permanecer sentado, observando os sorrisos e risos, abraços, beijos e cumprimentos. Viu tudo em silêncio. Mas em seus ouvidos estava os headphones, tocando uma música melodiosa e agitada.
Ali, parecia que ele não tinha sido vencedor em nada. E seu sorriso anterior desapareceu em uma expressão de pura solidão.
Passando o encerramento as despedidas começavam apressadas e Yuma observava os pais se despedirem educadamente e os filhos todos alegres acenaram uns para os outros. Aos poucos as crianças saíam de mãos dadas com os pais e entravam em carros ou em bondes, ou iam a pé, sorrindo e conversando sobre a festa e os conhecidos que viram e as pessoas que conheceram.
Yuma colocou a mão no headphone, abaixando-o até o pescoço ao notar que o som exterior sumiu até sobrar apenas os sons de vassouras.
A diretora sentou-se ao seu lado. O rosadinho então a fitou meio perturbado e ele finalmente perguntou.
“Por que a senhora pediu que eu esperasse até o fim da festa?” De alguma forma ele sentia que poderia chorar.
A moça passou a mão por seu rosto e explicou.
“Há uma pessoa que quer te conhecer. Ele ficou sabendo de um garotinho talentoso com uma voz maravilhosa por estas bandas... Você provavelmente vai se animar.” Ela sorriu tentando passar confiança.
Ela se levantou da cadeira, estendendo a mão para o pequeno, mas não houve retribuição. Yuma pareceu ter ficado ainda mais frio e negou qualquer tipo de pena, ignorando a bondade daquela pessoa. Ele não precisava ser consolado.
Ao entrar na sala da diretora, ele viu as costas de uma pessoa alta. Os cabelos eram castanho avermelhados e ondulados curtos.
Seus olhos se arregalaram ao identificar um terno. Yuma sabia que pessoas de terno eram importantes e que deviam ser tratadas com cuidado, foi isso que Mizki afirmou a ele.
Engolindo em seco, foi caminhando até a diretora parar seu corpo de frente para o homem.
O rosado levantou seus olhos preocupados, vendo uma pessoa completamente incrível. Em sua mente, aquele devia ser o tipo de pessoa que ele queria se tornar: com dinheiro, com poder, com beleza.
Yuma reverenciou-se, mas logo a voz grave pediu para que não o fizesse. Um sorriso maldoso cruzou os lábios daquele homem que olhava o garotinho atentamente.
-Você é Roro Yuma?
-H-Hai. –falou tímido com toda a imponência à frente.
Como reagir? Uma pessoa realmente diferente estava falando consigo, com aquele tom maduro, alto, bonito... Ele também seria o exemplo de pai que ele adoraria ter. Mordeu o lábio contendo os pensamentos.
-Você realmente tem uma bela voz. Não gostaria de ter minha ajuda?
O tom galante e a forma com que o olhava com os olhos mel cativaram Yuma no primeiro instante. O certo seria se manter longe de qualquer desconhecido. Mas ele nem ousou desconfiar de uma pessoa tão perfeita como Tonio. Ele apenas assentiu com a cabeça.
Não importava não é? Ele já sabia que sua voz atrairia pessoas como aquele homem mais cedo ou mais tarde. Apenas tinha se surpreendido com a velocidade das coisas e como de repente se viu preso em Tonio depois de ter saído.
“Eu só tenho uma condição.”
“Diga pequeno” O maior sorriu com um cigarro na boca e braços cruzados.
“Vai ter que levar minha irmã comigo.”
O adulto o fitou uns segundos. Apenas levar. Seria um peso levar mais um, mas aquela criança adorável simplesmente parecia ser muito frágil. Para ele o mais importante devia ser sua irmã adotiva e mais nada. Tonio teve a liberdade de pesquisar absolutamente tudo sobre o garoto.
Não havia melhor presa não? Um órfão, com um talento incrível, uma criança que se bem cuidada atenderia todos seus pedidos sem hesitar. Tonio tinha o coelho e a faca.
Mas o amor que surgiu depois de um simples ano... Foi arrebatador.
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-Haa...
O suor tocou de sua testa para o sofá. A mão do moreno trabalhava em seu pênis de forma lenta e forte, os beijos tocando seu pescoço e ombros.
O maior insistia em se demorar com as roupas, mantendo-as nos corpos, apenas levantando-as. Tonio era o pior dos pervertidos.
Yuma grunhiu baixo apertando o sofá com violência. Estava de quatro em cima do sofá enquanto o braço musculoso dava a volta em sua cintura.
-T-Ton...
Yuma franzia as sobracelhas. “Quantas vezes eu já chamei assim o nome dele?...” Seus olhos começavam a formar lágrimas. Suas coxas separadas, o tecido da calça descia lentamente ao tempo que o maior o acariciava em todas as partes com a mão livre.
Ele sussurrava para si docemente... Mas Yuma sabia que quando ele estava na mão do moreno ele o tratava como uma puta de esquina.
-N-aaa...
Sua touca foi arrancada, os cabelos rosados ficaram um pouco rebeldes e espalhados, e nem conseguiu impedir que seus headphones também fossem tirados a força e fossem lançados em cima das roupas. Ainda com toda a rejeição que queria mostrar ao maior, seu corpo não o ajudava. Tinha se acostumado com os toques do cantor.
“Por que ele não desiste...?” Yuma fechou os olhos impedindo-se de olhar no rosto de Tonio, que tinha o virado para cima.
Os lábios tocaram gentilmente os seus, movendo-se devagar, a língua do maior ameaçando adentrar sua boca, os dentes puxavam a pele macia e avermelhada com as respirações batendo-se uma contra a outra, quentes e ofegantes. Tonio passou as mãos pelas laterais do mais novo, apertando os dedos com cuidado, para não machuca-lo, seu quadril sobre o do outro se roçando quase sem movimento.
-Yuma... –ele sussurrou.
O rosado permitiu-se ver naquele breu escuro suspirando com o empresário. Aquela cena tinha acontecido várias vezes. Naquele escuro, naquele silêncio, apenas sentindo o maior, Yuma nunca se sentiu tão inseguro e ultrajado. “Mais uma vez.”
-AHH...
Os dedos provocavam a entrada pequena e enrugada. Fazia um tempo. Yuma mordia o ombro do maior. Sua boca escorria para cima, apenas para se auto satisfazer já que não havia jeito de escapar, mordiscando a pele firme do mais velho no pescoço, atiçando-o com a língua e dentes. O rosado dedilhava a linha da coluna do maior e mordia a orelha, respirando ao pé do ouvido com gemidos baixos ao passo que os dedos do maior adentravam seu ânus e se mexiam.
-H-Hãã... H-ugh!!
Tonio sorria mesmo não sendo visto, os dentes marcando sua pele, dando espaço para que sua excitação aumentasse. Não havia como. Yuma não poderia ser substituído. Tonio respirava o cheiro que exalava de seu companheiro, os cabelos claros roçando em seu nariz trazendo uma sensação de tranquilidade. Ele realmente adorava aquele menino... Por que ele não o aceitava?
-Yuu...
O rosado sentiu as mãos passarem por suas costas e as bocas grudarem em um intenso e profundo beijo. Suas línguas entrelaçaram e foi difícil não se entregar, Yuma pareceu ter se esquecido da realidade enquanto o tinha perto assim. Aquilo valia a pena naquilo tudo. Naquele momento ele poderia dizer com certeza que não estava sozinho.
Suas pernas dobraram acariciando a cintura do moreno. Tonio já tinha o casaco e a camisa no chão, seu cinto lançado em algum ponto desconhecido na sala e sua calça já metade fora do caminho. Na boxer preta o volume que fazia Yuma estreitar os olhos com medo.
Os dedos percorreram seu abdômen liso, seguido da língua quente. O ex-Idol não pode reprimir um gemido um tanto alto quando a boca viciante e com gosto de tabaco passou por sua masculinidade e depois tocou a abertura avermelhada.
Tonio mostrou seu olhar lascivo e malicioso, sentindo a tensão aumentar naquele corpo de garoto perfeito.
Desde quando Yuma tinha onze anos... Era irônico pensar que aquele garotinho que rapidamente aprendeu várias coisas impróprias estava ali agora também.
Tonio parou para observar o que tinha feito daquele garoto sem futuro. Um menino inocente que já não tinha a quem recorrer mais. Pensar que ele o usou tanto. Tonio mordeu os lábios, pensando o quão canalha fora. Ele não era digno do amor do rosado.
Seus olhos analisaram a figura meio oculta na escuridão.
Podia ver com seus olhos completamente vedados o corpo incitante, as formas lisas e belas, a nudez que tanto o excitava à mostra, a coloração vermelha no corpo com a vergonha e timidez, a cor dos cabelos espalhados e até mesmo o brilho dos lábios.
Antes o garotinho fofo que gemia como um gatinho era um homem formado. E ele ainda estava ali.
“Eu sou um monstro não sou?” Ele pensava indignado por suas próprias ações no passado.
Os olhos de Yuma se abriram, mostrando-se cristalinos e brilhantes mesmo no preto instalado no cômodo. A chuva continuava batendo na janela com menos intensidade.
Ele piscou, sua respiração rápida. Ele parecia estar tão desesperado por alívio.
Tonio observou novamente se lembrando de que exatamente aquele garoto tão novo ele obrigou a fazer sexo dia após dia. Ficou com medo das pessoas descobrirem, mas por alguma razão aquele menino nunca sequer reclamou. Ele parecia realmente gostar do mais velhoe das coisas que faziam.
“Isso é anormal não é?”
Yuma entreabriu os lábios. Ele dobrou mais as pernas e pronunciou com a voz grave e sem olhar para o mais velho. Seus olhos lacrimejavam. A dor era muito forte em seu coração.
-Termine com isso de uma vez!!
O maior juntou as sobrancelhas, certo de que seria pior se desistisse de tudo, num primeiro movimento adentrou todo o canal. Seu rosto mesmo se esquentou, os músculos deliciosos o apertando, era tão bom.
-U-Ugh-...
Já o menor tinha lágrimas abundantes descendo por seu belo rosto macio. Tonio o abraçou, deitando-se sobre ele, depositando selinhos por seu rosto enquanto as mãos acariciavam seu membro.
-Hmm...
O braço de Yuma enlaçou o pescoço do maior, a outra mão pousou na nuca, acarinhando-a. tonio fechou os olhos, o falo no interior do menor pulsava. Só com o garoto que era assim.
Seu coração acelerado e os cheiros misturados.
-Mova... –Yuma sussurrou ao seu ouvido, apertando-se mais ao corpo do mais velho assim que sua entrada aceitou um pouco mais a invasão repentina.
Tonio fechou os olhos, movendo-se uma, duas e três vezes para em seguida repetir um pouco mais rápido.
-AHH! Não! Toni-o ah! Ma-is devagaar... hha...
Seu corpo era impulsionado até quase sair do sofá, o som do sexo atravessando seus ouvidos como lâminas e os corpos trepidando com a intensidade do momento.
Yuma segurou os cabelos castanho-avermelhados para trás, revelando todo o rosto do maior enquanto fazia aquelas expressões tão raras, não conseguia resistir. O que sentia por ele superava toda a frustração e a raiva. Seus olhos continuavam lacrimejando enquanto sua garganta despejava gemidos altos e incontidos.
O nome do empresário se repetia uma vez após a outra. Sem parar, seus beijos molhavam, sem controle, a saliva escorria de suas bocas formando par com o suor que desciam dos rostos vermelhos e completamente focados no prazer.
Yuma não percebeu quando foi para sobre o maior, cavalgando em seu membro com aquela vontade toda, as mãos grandes e macias seguravam suas nádegas de um jeito erótico, sua pele e a carne apertadas entre os dedos enquanto o membro colossal e envolvido pelo próprio orgasmo se retirava e voltava com o dobro de força com uma batida tão forte que o fazia empinar-se.
Eles eram intensos. Eles estavam intensos. Yuma estava morrendo de saudade, de prazer...
Tonio não aguentava mais aquela situação entre os dois como se fossem estranhos.
Aquela reunião realmente foi o cúmulo da idiotice. Sabendo disso, Tonio em meio a todo aquele fogo que Yuma precisava apagar, não pode deixar de dizer.
-Eu não posso -Hmm- te obrigar a nada...S-se você ahh- não qu-iser ser mais um Idol, n-não posso te impedir...
O moreno lutava para falar enquanto os gemidos de Yuma sobrepunham sua voz com gemidos desesperados e movimentos mais sensuais. Tonio agarrou as coxas do menor e o virou, estocando-o certeiramente.
-N-AAAHH! AHH... hghm... hghm...
Os olhos de Yuma pareciam cansados, não para menos. Tonio o trouxe para seu colo novamente, movendo-o uns instantes a mais até onde ele gemesse de dor.
-H-h-a eu n-ão quero m-mais ser um Idol... V-você já não quer mais saber de mim pra outra coisa além disso... –sua voz falhava enquanto buscava as palavras corretas para resolver de uma vez o que o incomodava.
Tonio apertou o corpo do rosado em seus braços. Não havia melhor aconchego para seu pequeno pupilo... Yuma sempre devia estar ali com ele e com mais ninguém. Por isso...
-O Len-kun...
Tonio ficou atento, sentindo o corpo do mais novo tremer, mas não era da sensação pós-orgasmo.
-Eu não sou um objeto. Você acha que eu vou voltar depois de ter me trocado?
Tonio se separou do menor para olhá-lo nos olhos. O rosado tentava manter-se impassível, secando as lágrimas com o braço livre.
-Eu nunca te troquei. Só achei que você queria um tempo.
-NÃO BRINQUE COMIGO!! –Yuma explodiu batendo no peito do maior. –EU NÃO ACEITO ISSO! VOCÊ DISSE QUE EU ERA ESPECIAL. VOCÊ ME PROMETEU QUE NUNCA ME ESQUECERIA! VOCÊ ME TROCOU E AGORA QUE O LEN NÃO QUER MAIS VOCÊ NÃO TEM NINGUÉM PARA OCUPAR O LUGAR!! E AGORA FAZ DRAMA APENAS PRA EU ACEITAR! IDIOTA!!
Yuma soltou suas mágoas acumuladas todas com um berro e os olhos doendo de tanto chorar. Não era ele ali, mas seu eu estava bem guardado dentro de seu peito apenas esperando o momento de ouvir o que desejava.
Flash Back
-“Te amo?” –Tonio repetiu enquanto lia a carta. Era Dia dos Namorados e ele recebeu uma carta escrita apenas Te amo.
Por um segundo, passou pela cabeça do moreno de jogar aquilo fora. Mas um sorriso se formou em seus lábios.
Um som o fez olhar para a porta do escritório onde um garoto de 14 anos estava indeciso se entrava ou não. os cabelos rosas e os costumeiros headphones. Estava usando uma blusa branca mangas compridas e decote v com um pulôver bege por cima e uma calça preta com sapatos sociais. Estava indo para o colégio.
-A-Ano... –ele começou desviando os olhos.
Tonio sorriu estendendo a mão e acariciando os cabelos do garoto. Se abaixou, puxando o corpo muito pequeno em comparação ao seu e beijou-o nos lábios. Foi um beijo casto que não se prolongou.
-Você vai se atrasar. –sorriu sinceramente, achando engraçado em como uma criança podia ser tão ingênua a ponto de escrever algo tão irresponsável tão facilmente assim.
Mas o moreno sorriu. Ele era o verdadeiro irresponsável ali. Ele que tinha entrado naquela loucura. Porém, dizer que o amava assim tão facilmente... Não havia como.
Flash Bac Off
Tonio segurou os pulsos do rapaz fazendo-o se acalmar. Implantou um beijo leve nos lábios bem maiores e bem mais experientes.
-É verdade. Nós estamos há 6 anos dessa forma sem termos conversado uma única vez. –sussurrou olhando-o nos olhos.
Yuma ainda mantinha aquele olhar triste e assustado. Estava percorrendo em sua mente um único pensamento torturante. Que Tonio iria largá-lo de vez. Isso seria seu fim.
A mão acariciou seus fios de cabelo caídos no rosto com um cuidado acima do normal. Todo o carinho direcionado a ele naquele momento e durante todos aqueles nunca foi de mentira.
-Eu nunca fui muito expressivo não é? –Tonio sorriu de leve sentindo que se não se abrisse Yuma escaparia e nunca mais voltaria. – O Len é apenas um ótimo cantor. Mas eu sempre fui apaixonado por você, Yuma. Não há mais ninguém que eu queira. Eu não arriscaria um relacionamento com um menino de dez anos se eu realmente não o amasse.
Tonio pôs a mão na boca, respirando fundo.
-Sempre pensei que estava te forçando e que estava cansado dessa carreira pesada e de minhas exigências... Eu não sei, quis dar tempo a você no momento em que descobri um compositor anônimo que estava fazendo sucesso. Eu não pude desperdiçar a chance ao ver eu ele seria perfeito para cobrir seu espaço.
Yuma arregalou os olhos. Seus olhos doeram mais com o inchaço.
-Eu não sei. Eu só queria que você pudesse pensar mais sobre isso. Se é realmente o que você quer. Mas... Eu realmente. Realmente quero ficar com você.
O rosado engoliu um soluço antes de enxugar mais duas lágrimas. Tudo não faria o mínimo sentido realmente. Se Tonio era só um pedófilo psicopata como acreditou no início, agora ele acreditava que o homem estava certo. Ele ainda mantinha-se junto com ele. O obrigava a ir em todos os lugares juntos. Levava-o para o colégio quando podia. Não era pelo dinheiro e para se satisfazer. Talvez fosse mesmo porque o amasse.
-Mas é estranho não é?
-O quê?
-V-Você não se sente nenhum pouco mal por sermos homens e estarmos fazendo isso há tanto tempo?! É vergonhoso. É um escândalo! Isso pode arruinar sua imagem se isso vier a público. –dizia tentando se defender.
Tonio riu baixinho, apertando-o contra si enquanto acendia a luz de um abajur próximo. Sua boca tocou a do outro, implantando um envolvente movimento que lembrava uma pequena e calma dança, as línguas entrelaçando-se devagar quase a ponto de faze-los continuar sem se importar com mais nada.
Ao parar, Tonio afirmou com o mais novo.
-Se isso chegar a público, nós assumimos, ou se quiser, saímos do país e vamos morar na minha ilha particular. O que acha? Vamos visitar o mundo e deixar que algum outro garoto seja um Idol e ganhe o dinheiro que pagará nossas contas. –sorria o moreno.
-I-IDIOTA! Não brinque assim com as pessoas!!
-Yuu...
O rosado o encarou ainda nervoso e descontrolado por toda a emoção num dia só.
-Te amo, pequeno.
O rosto do rapaz esquentou rapidamente, fazendo-o quase desmaiar, ficando apenas paralisado. Sua boca entreabriu e ele acordou, virando o rosto.
-Eu também, idiota... Não faça mais isso.
Tonio riu. Fazia mesmo um tempo que eles não passavam umas noites assim. Tonio se culpava e ainda se culparia por ter feito o que fez, mas parecia que Yuma não se importava nenhum pouco.
Bem, de qualquer forma, eles conseguiram resolver aquele assunto inacabado de forma bem repentina, mas foi muito bom para os dois.
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-Tonio?
A morena adentrou o escritório com todos os documentos e rascunhos em mãos, mas ao entrar se deparou com uma cena totalmente assustadora e inesperada logo no início da manhã.
-Hm?
-AHHHHHH!!!!!! O QUE ESTÃO FAZENDO AQUI DESSE JEITO?!!!
Mew se descabelava vendo a cena mais de tirar o fôlego de sua vida. Yuma estava com um vestido, debruçado na mesa enquanto o chefe fazia vocês-sabem-o-quê com ele descaradamente enquanto levantava a saia mostrando a cinta liga e apertando as coxas do rosado que não evitava o constrangimento e sem poder parar os gemidos.
-T-Tonio nunca poderia imaginar que logo você...
-Dê o fora se não quiser ser demitida.
-H-Hai. *gota*
Continua
Notas finais
ME DÊEM FORÇAS IRMÃOS COM SEUS REVIEWS!!! Jaa mata nee.
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