Notas iniciais
Ain, ain...erros, naum me avisem onegai, naum tenho tempo de arrumar. Boa leitura!

2 dias depois…

_Bem crianças, esse então será sua nova casa. A partir de hoje, oficialmente, vocês serão praticamente nossos irmãozinhos. –Kyte sorrindo.

_Irmãozinhos? Então vocês vão ser como pais mais novos para gente? –Len sorrindo todo inocente e feliz.

_Exatamente. E pensar que tivemos que explicar tim-tim por tim-tim sobre o que é ser pai e mãe… -Gakupo.

_E vocês vão levar e trazer a gente de volta pra casa da escola? –Rin toda corada e empolgada.

Os dois rapazes riram. Agora tinha um problema…Rin era a única menina dentro da casa, isso poderia soar mal na vizinhança.

_E que tal se acharmos uma amiga para ela? –Kyte sugerindo enquanto os dois estavam no escritório resolvendo assuntos da empresa.

_Ela vai encontrar alguma amiga na escola. E se não, ela tem a nós e o Len. –Gakupo.

_Ok. Então…os mordomos? –Kyte.

_Vou trazer algumas moças, e elas tem filhos…nós fazemos uma pequena entrevista hoje cedo. –Gack bebendo um chá de folha de berinjela (sei lá, não pergunte se dá pra fazer isso).

_No caso, vamos levar os gêmeos até a escola para fazer a matrícula e aproveitar para conhecer por lá. –Kyte se levantando e pegando um caso.

_Você não pode fazer isso? É que vão achar que somos um casal… -Gackpo.

_Tem razão, mas não vai achando que vai escapar da obrigação, hein? Sei muito bem porque quer ficar… -Kyte olhando destravessado o roxo.

_Hunf, vai logo. –Gackpo empurrando Kyte para fora.

Kyte desceu as escadas encontrando os loiros de braços dados, com casacos cor laranja, cachecóis azul-claro, luvas azuis, shorts até o joelho azul-escuro, meias até acima do joelho cor bege, e botas laranjas para andar na neve.

Len mantinha uma touca azul e Rin uma touca vermelha.

_Vocês estão uma gracinha… -disse o azulado com o senso de fofurísse batendo.

_Você também! –responderam em coro segurando as pernas de Kyte.

_Ok, ok…vamos antes que não sobre vagas para vocês no colégio mais próximo! –Kyte botando medo neles com um sorriso, pondo-os sobre os ombros e já saindo correndo.

As ruas ainda cobertas de neve não eram tão mais perigosas, mas ainda faziam as pessoas escorregarem. Kyte colocou-os no chão e segurando-lhe as mãozinhas pequenas e geladas, levou-os em passos lentos até a parte movimentada.

Passavam alguns carros, obedecendo os semáforos, todos muito ocupados em agilizar o trabalho perdido durante os dois dias de nevasca forte. Kyte tomava cuidado com as duas crianças, que pela primeira vez viam a cidade de uma forma diferente, que não fosse aquela às sombras para ninguém os ver.

Rin e Len sorriram, os dois parando nas vitrines, comentando. Kyte sorria e tentava as apressar, mas elas eram curiosas demais.

Numa loja de brinquedos eles apontaram para alguns brinquedos, disseram que eram muito bonitinhos.

Um deles era um pingente de celular…tinha uma penca de banana muito pequena, e bonitinha até. Tinha de muitas frutas…Kyte convidou-os para entrar e ver melhor, e foi nesse momento que os gêmeos sentiram uma felicidade imensa.

Mesmo curiosos, sabiam que se tocassem as coisas e quebrassem, algo ruim aconteceria. Kyte observou-os para ver do que eles gostavam mais.

_Rin!!! Olha isso! –Len apontando uma montanha de brinquedos.

Rin olhava brinquedo por brinquedo e parou com um microfone de laranja. Kyte teve vontade de rir, com a idéia de que ele e Gack ainda não haviam contado sobre a profissão deles, mas crianças não se importam com isso não é?

Len ficava olhando uma banana de pelúcia muito grande para o próprio Kyte. Ele tinha os olhos brilhando quase.

_Len…esse brinquedo é muito grande para levar agora. –Kyte falou meio a contragosto para não magoar o menino.

_Ahh…Rin, achou algo legal? –Len.

_Len, esse microfone é muito legal! Ele faz minha voz aumentar!!! –Rin sorrindo.

Kyte, um rapaz de dezoito anos, acabado de sair da adolescência, não teve como não achar engraçado as palavras da loira.

_Rin, é isso que microfones fazem…mas esse é pra brincar, não é de verdade. –Kyte.

_Não?! Ah…eu queria um assim, mas de verdade! –Rin batendo o pé.

Kyte se afastou um pouco, sentindo uma mão em seu ombro.

_Olá, Kyte! Como vai?! –uma voz meio forte e pouco aguda.

_Neru? Olá, garota. O que anda fazendo por aí? –Kyte.

_Hmm…buscando um presentinho pro meu irmãozinho Nero. –Neru.

_Coincidência…sabe que eu e o Gack estamos precisando de empregados lá na mansão? –Kyte.

_SÉRIO?!!! EU PRECISO DE UM EMPREGO! –Neru berrando feito uma idiota enquanto pegava o celular e discava um número.

_Kyte-san…? –Rin puxando a barra de seu casaco.

_Ah, Rin-chan, o que foi? –Kyte.

_Não temos que ir? –Len do outro lado.

_Kyte, eu posso ir na sua casa mais tarde? E…quem são essas crianças? –Neru apontando.

_S-São praticamente os novos moradores lá da mansão. –Kyte sorrindo torto.

_Ehh? São parentes do Kyte? –Neru.

_Não, ele nos salvou. Vamos morar com o Kyte-san e o Gack-san. –Rin sorrindo.

Neru sentiu seu rosto corar, eles eram praticamente a coisinha mais linda que já tinha visto. Ela se abaixou e segurou a bochecha de Len.

_Que fofinhos! –Neru.

Len corou e envergonhado, com um sorriso, não conseguiu deter o…

_Nyahh… –Len.

Rin começou a rir segurando a boca enquanto Kyte e Neru arregalavam os olhos. Ele tinha falado igualzinho a um shota com certeza.

_KAWAII! –Neru e mais umas meninas ali perto.

Len pegou a touca e abaixou a dobra escondendo o rosto fervente, enquanto suas pernas não paravam quietas.

_Se ele tivesse um rabinho de neko com certeza estaria balançando a todo vapor agora. –Neru ainda corada, depositando um beijinho na testa de Len, em seguida de Rin.

_Foi legal te ver, Neru. –Kyte.

_Té, Kyte. –Neru pregando os olhos na tela do celular e saindo.

_Len…? –Kyte segurando-o no colo.

_Hm? –perguntou a criança mordendo o lábio e mantendo-o assim.

_Ah…escolham alguma coisa para irmos. –Kyte sorrindo com um leve rubor no rosto.

Len e Rin correram pela loja até encontrar algo. Apareceu Rin com o microfone na mão e Len perguntou se na hora da volta poderiam levar o dele.

_Bem, vamos então. –Kyte sorrindo e levando-os.

_Ah…eu vou cuidar desse microfone lindo para sempre! –Rin abraçada a caixa do presente.

_Aquela banana… -Len com os olhos brilhando.

_Len, pára de falar da banana! Ela me dá arrepios! –Rin.

Ao chegar no colégio, o diretor chamado Ted, os recebeu de boa vontade, mostrando tudo, como funcionava e blá blá blá. O colégio era dividido em duas partes: a área do Pré e do Primário/ e a área do Ginásio e do Médio.

Kyte ainda verificou os documentos dos gêmeos (eles guardavam, mas não tinha nome dos pais), passou para o diretor, fizeram tudo certinho, comentando sobre ser a primeira vez deles na escola.

Chegando em casa, Gackpo teve um susto ao ver a banana de pelúcia, mas riu e deixou que as crianças fossem brincar em algum outro canto.

Kyte seguiu Gackpo até a varanda pro jardim, onde aguardavam Neru, Miku, Meiko, Luka,Haku.

Bla Bla Bla, não é preciso dizer que as moças tem idades aproximadas de Kyte e Gackpo, todas estão precisando de emprego, e todas tem irmãos. Afinal das contas, todas as crianças vieram acompanhadas das irmãs.

_Rin…tem um monte de gente ali… -Len apontando de cima da escada.

Rin segurava Kuro, acariciando-lhe o pêlo. Observaram agachados no andar de cima as crianças impacientes e as garotas empolgadas, assim como seus irmãos mais velhos.

_Olha só…tem um loiro… -Rin.

_O de cabelo verde-água tá olhando pra nós. –Len se encolhendo.

O menino era Mikuo, olhava-os com os olhos grandes e brilhantes. Parecia ser muito sapeca e fugir muito das regras, assim como o menino de cabelos castanhos e olhos vermelhos.

_Ele é… -Rin olhando o de cabelos verdes-água e corando.

_Rin tá gostando dele, tá gostando dele! –Len rindo baixo.

_Não tô não. Agora vamos, o Kuro tá com fome. –Rin puxando o irmão.

_Haku-san, você prefere então não morar, só cumprir horário? –Gackpo.

_Sabe como é…não me dou bem com crianças. –Haku com seu jeito maravilhoso de ser.

_Certo. Miku, vai ficar então? –Kyte.

_Claro! –Miku sorrindo para o azulado.

_Ahh…tô com fome, mana! –Meito puxando a camisa da irmã.

_Muleque, fica quieto agora ou cê vai é tomar leite da Luka! –Meiko.

Luka a olhou destravessado e ignorou. O garotinho bufou e começou a rolar pelo chão com o loiro.

_Nero, fica quieto. –Neru.

_Nha, nee-san! Deixa a gente ir lá pra fora! –Nero implorando para a loira.

_Não. Quietos. –Luka.

Todos no mesmo instante se calaram e se sentaram quietinhos. Mais alguns minutos e encerraram os acordos e tudo o mais.

Kyte se jogou no sofá, enquanto os gêmeos vinham pular em sua barriga. Pareciam incansáveis pensava o azulado.

_Bem, eu vou almoçar, depois vou com o Gack na empresa. –Kyte quase se rendendo ao sono.

Rin abraçou-o na barriga, apoiando o rosto em seu peito. Kyte sentiu um formigamento em seu corpo em contato com as duas crianças, o que era quente, bom.

_Você são muito importantes pra nós, sabiam? –Kyte.

Os dois não levantaram os olhos, apenas continuaram ali. Quando se deu conta, eles tinham ficado minutos abraçados e eles tinham dormido.

_Cochilaram não? É sempre assim. –Gack se aproximando e pegando Len no colo.

_É. Brincam até cansar e depois dormem. Nem eu era assim na infância. –Kaito levantando Rin e levando ao quarto.

Colocaram os dois juntos e cobriram, saindo para um almoço atrasado. Os gêmeos se abraçaram e o gato preto deitou-se no meio deles, aproveitando o calor dos dois. Eles dormiriam até o dia seguinte.

Continua

Notas finais
Ou, o Kuro daqui um tempinho terá seu destaque. Mas já dou aviso: uma certa parte da fic, a atenção vai ser voltada apenas ao Len, ok?
Deixem Reviews!Onegai shimasu!