Notas iniciais
Olá!

_Ohayo… -Kyte entrando no quarto de Gackpo.

O azulado bufou ao ver o parceiro deitado na escrivaninha cheio de folhas musicais, abraçado à guitarra. Ele estava se fatigando de tanto que quebrava a cabeça para escrever uma música.

_Gack…parece que as idéia só falham né? –falou mais para si mesmo ao sair do quarto.

Ele passou pelo quarto dos gêmeos devagar, abrindo a porta, observando pela greta. Rin estava acordada e Len dormindo, ela acariciava Kuro, e cantarolava uma canção.

Kyte sentou no chão e ficou escutando. Uma criança de seis anos que cantava desse jeito certamente tinha um futuro brilhante pela frente…e Len? Cantaria tão bem assim?

Mais tarde, Kyte os aprontou para conhecer a empresa. Claro, o chefe não ia ficar bravo, ele era de boa.

_Esse é o Hiyama Kiyoteru. Sejam educados com todo mundo e nada de tocar nas coisas ok? –Gackpo.

_Haii!! –Len e Rin.

Kiyoteru sorria para as crianças, seus olhos demonstravam toda a bondade por detrás das lentes finas. Os loiros se sentiram bem com a presença dele, lançando-lhe alguns abraços.

_Er…espero que não tenha se importado com isso, chefinho. –Kyte *gota*.

_Tudo bem. Crianças são adoráveis, e também são grande alvo da música. –Kiyoteru ajeitando os óculos.

_Música? –Len e Rin sorrindo empolgados.

_Bem que notei que gostavam desse tipo de coisa. A Rin preferiu um microfone ao invés de uma boneca Yukari… -Kyte rindo (Atencion: eu troquei a idéia da Barbie ser a boneca mais famosa, aki no Japan da história as bonecas das vocaloids: IA, Yukari, Kaai, fazem muito + sucesso).

_Bem, vamos começar com um passeio lá na sala de insrtumentos… -Kiyoteru.

Gackpo e Kyte já iam segui-los.

_Nã-na-nã-na! Vocês vão trabalhar, eu e Miku mostramos. –Kiyoteru acompanhando Miku que magicamente apareceu ali.

_HAI! Por coincidência eu trouxe o Mikuo, espero que se dêem bem. –Miku empurrando o irmão para perto dos gêmeos.

_Yo. –Rin quase empurrando Len.

_Y-Yo…meu nome é… -Mikuo.

_Mikuo, sabemos. Eu sou a Rin! Prazer em te conhecer! –Rin se achegando ao garoto com um largo sorriso.

_R-Rin, tá assustando ele. –Len segurando a mão da irmã.

Rin fez cara feia para Len e puxou sua mão, se soltando do loiro. Ela se virou e começou a conversar animadamente com o esverdeado.

_Esse é meu irmão, Len. Somos gêmeos, mas eu nasci primeiro! –Rin fazendo pose de superior.

_Não precisa fazer essa cara. E Mikuo, você vai ir com sua irmã lá pra mansão? –Len sorrindo corado.

O esverdeado sentiu-se ruborizar, os novos amigos eram parecidos, mas com a personalidade bem diferente. O menino era mais calmo e tímido.

Kiyoteru lhes mostrou o caminho, mas antes Len e Rin agarraram Kyte e Gackpo, depois saíram correndo atrás dele.

_Vocês estão felizes com o Kyte e o Gack-san não? –Kiyoteru.

_Hai. –Len corando.

_É…eles são boas pessoas e vão ensinar tudo o que precisam saber. Espero vê-los mais aqui na empresa, certo? Quem sabe não tem algum talento? –Kiyoteru.

Os gêmeos foram direto nos instrumentos que lhes chamavam a atenção. Len pegou no teclado e Rin se jogou no banquinho da bateria.

_Ahh, que legal! Posso tocar?! –Rin segurando as baquetas.

_Não, espera! –Miku.

Só ouviram os sons horríveis da menina, mas ela logo parava, vendo que estava errado. Bateu em uma caixa, depois no bumbo e ficou experimentando um tempão.

Len tocava os dedos pelas teclas ainda pensando qual tocar, mas ficava se deliciando com os sons adoráveis de cada nota.

_Que bom que estão gostando. E que tal se mais tarde fôssemos a um karokê? –Kiyoteru.

_Legal! –os gêmeos esboçando seu melhor e mais grato sorriso.

A partir daquele dia seria assim, dois gêmeos vivendo com dois rapazes esforçados e estudiosos.

Na escola, Len e Rin foram de cara tachados, e graças ao espírito fervoroso da garota, ela logo ficou muito popular, e Len era tão tímido, que ao pagar várias vezes micos por causa do “Nyah”, e dos vestidos que o pessoal viram ele usar na mansão, se isolou em seu canto, evitando conversar demais, atendendo apenas sua irmã.

Lá eles também conviveriam com Mikuo, Nero e Gumo. Luki e Dell eram mais velhos. E com certeza alguns romances vieram, assim desfazendo grande parte da intimidade de Len com Rin.

Rin ao chegar aos 10 anos já era uma ótima cantora, tirava notas médias na escola. Len se esforçava ao máximo, tirava notas altíssimas, e treinava muito seu canto, mas por mais que tentasse, sua voz continuava fina.

6 anos depois…

_LENN! –Rin chamando-o.

_Hm…ainda tô dormindo… -Len se cobrindo.

A loira raivosa retirou as cobertas do loiro, esparramado e vestido apenas com uma regata curta e um short colado batido na metade da coxa. Ela suspirou, seu irmão estava virando gay, só podia.

O loiro sentou-se e esfregou os olhos cansado, sem pregar os olhos a noite toda. Rin corou, ele estava mais shota do que o comum.

_Por isso que você não tem amigos…é seu jeito natural ser shota. –Rin dando de ombros e sentando na cama.

_EI! NÃO ME CHAMA DE SHOTA! –o garoto.

Agora aos doze anos, eles sofriam a fase de namorico, em que Rin está apaixonada por Mikuo. Len estava maior, seu cabelo havia crescido e não havia deixado ninguém cortar. Ficou do tamanho do de Rin, e ele prendia ele agora em um rabo de cavalo pequeno.

Seu corpo era mais formado, estava crescendo rápido pelas suas contas, mas por mais tempo que tenha passado…

_Minha cara não mudou nada. –Len olhando o espelho.

_Ah, Len, pára de drama! –Rin o abraçando.

Len sentiu algo macio em suas costas, o corpo de sua irmã. Ela era de seu tamanho, e talvez por causa dessa falta de amadurecimento dos dois, eles acabaram sofrendo aquilo que se chama de: Tábua, atraso no crescimento.

_Hunf, porque não vai atrás do Mikuo agora? Ele deve estar no Face louco pra falar com você! –Len a empurrando magoado.

_Tá com ciúme? –Rin.

_Não. –Len se abraçando a sua banana de pelúcia, bem inteira.

Rin ligou a web can e apontou para Len, e quando ele notou que estava sendo visto por todo mundo, jogou a banana pra um canto e atacou a web can com o microfone de laranja.

_LEN! MEU MICROFONE! –Rin segurando o brinquedo e vendo se estava quebrado.

Ela olhou com ódio para o irmão assustado e lhe lançou um sapato, saindo quase aos choros do quarto.

Len tentou ainda se convencer de que fora culpa dele, mas não era. Ele não pediria desculpas…

_Len? –Gackpo entrando.

_Ah, ah…Gackpo nii-san, desculpa, bom dia! –falou meio apressado.

Gackpo estava agora com 24 anos de idade. Estava corpulento, muito mais forte e seu rosto tinha adquirido belos contornos adultos e maduros, que deixavam Len com vergonha de si mesmo.

_Ei, levante o rosto, me olhe nos olhos, Len. –Gackpo segurando o queixo do loiro.

_Ahh, que foi? –Len corando.

_Len, Len…diga agora o que fez pra Rin. –Gackpo com muita paciência.

_Bem… -Len enrolando.

_Não me enrola, garoto! –Gackpo.

_Ok, vou falar…

Enquanto isso…

_A culpa foi sua, Rin. Sei que apesar de tudo, você gosta de brincar com ele. Mas fazer uma coisa dessas é errado, ainda por cima que pode ter ferido ele sabe? Esse tipo de brincadeira é errada, faz mal, e pode tornar a vida de seu irmão um lixo. –Kyte com Rin no colo.

O azulado estava cada vez mais bonito, os olhos azuis expressivos e os cabelos sedosos e rebeldes.

A loira suspirou. O brinquedo não havia quebrado mesmo…

_Bem, vou pedir desculpas. –Rin.

_Rin, porque fez isso? –Kyte segurando o pulso da garota.

_Ah, eu…queria que o Mikuo parasse de falar tanto no Len quando estamos conversando. –Rin meio vermelha e decepcionada.

_Sério?! Ele fala tanto assim do Len? Sobre o que? –Kyte.

_Não sei, eu nem gosto de prestar atenção. –Rin.

_Vamos Rin, me conta. Somos parceiros, loirinha! –Kyte se expressando com um sorriso.

_Ele fala que o Len é bonito e fofo… -Rin.

_GASP, O QUE ELE DIZ?! –Kyte engasgando com o sorvete de baunilha matinal.

Continua

Notas finais
Onegai, deixem reviews...eu necessito de reviews nessa fic.