A Casa Imoral
5 Sentimentos nascendo
Notas iniciais
A loira começa a afagar a cabeça de Kuro, o gato preto de olhos vermelhos muito atencioso. Kyte ainda sem acreditar que um menino de 12 anos possa se sentir atraído por outro menino.
_Que cara é essa, Kyte? –Rin.
_Nada, nada…então você tá com ciúmes do Len? –Kyte rindo falsamente.
_Não. Tô com inveja. –Rin corando, mas entregando-se.
_I-Inveja? Você se acha menos bonita do que ele? –Kyte.
_Eu sou menos bonita do que ele. As meninas falam que ele é um shota fofinho e os meninos que ele é bonito por chamar a atenção das garotas. Eu fico sobrando, porque apesar de toda a atenção que ganho, é sempre por causa do Len. –Rin.
_Que filosófico…onde aprendeu a falar assim? –Kyte.
_Com o Len…ele me deu aulas de português. –Rin estreitando os olhos.
_Ahn…Rin, acho melhor você parar com isso. Ele é seu irmão e com certeza não tem culpa de nada. considere isso, ok? Pensa um pouco. –Kyte levantando e puxando a loira até a cozinha.
No quarto…
Len seguindo o conselho de Gackpo, foi tomar um banho, estava em baixo do chuveiro um bom tempo. Ao sair, colocou aquele vestido vinho que adorava.
Ele mexeu no cabelo solto, dando uma pequena volta. Suspirou…ele se parecia mesmo com uma menina.
_Talvez eu e a Rin tenhamos trocado de corpo. –comentou.
_Vai sonhando, panaca. –Rin entrando no quarto.
_Ah, você tá aí. –Len abaixando o rosto.
_Hun. –Rin sentando na cama.
_S-Seu microfone quebrou? –Len.
_Não. Mas foi por pouco…e… -Rin abaixando o olhar.
Era difícil pra ela olhar seu irmão vestido daquele jeito ultimamente. Ele levava aquilo como se fosse normal, mas ela desacreditava disso e queria seu irmão homem.
_E? –Len a encarando com o rosto meio virado, meio inocente demais pro gosto dela.
_Foi mal, eu quase fiz da sua vida um lixo. –Rin.
Len sorriu, aproximando-se da irmã e segurando-lhe as duas mãos. Ele a puxou, levantando-a e a abraçou tão forte como fazia tempos.
_Len… estou com saudade de você. –Rin retribuindo.
_Eu estou com saudade mesmo de ser criança. –Len a soltando e beijando os lábios da irmã num selinho breve.
_Hihihi…imagina, nós dois já demos nosso primeiro beijo há muito mais tempo do que todo mundo acha. –Rin rindo.
_Pois é. Mas isso é coisa de irmãos. –Len.
_Coisa de irmãos gêmeos. –Rin.
_Eu te amo Rin. –Len suspirando.
_Eu te amo Len. –Rin sorrindo.
Os dois voltaram a se abraçar e ficaram parados sentindo o calor. Logo, Kyte e Gackpo já saíam de trás da porta, meio confusos.
_Só não chame tanto a atenção do Mikuo, ainda gosto dele! –Rin.
_Ok. –Len.
Os dois se resolveram, e este fora o primeiro impasse entre eles. O primero viria mais tarde, um ano depois, quando Mikuo teria revelado seu amor por Len.
-Len Pov’s on-
Naquele dia, eu senti que algo ia dar errado. No meu treino, minha voz saía desafinada, a de Rin também…o Kyte e o Gackpo pareciam estar tão ocupados com o trabalho que esqueceram um pouco de nós. A Miku era a única que tinha sobrado para trabalhar na casa.
-Len Pov’s off-
Depois de 7 anos, Mikuo era o último amigo companheiro de casa que restara, e infelizmente, as coisas não iam bem.
Rin teria começado a ignorar os dois rapazes intrigados a tocar guitarra e fazer músicas juntos, ela emburrava, se metia a fazer coisas apenas dela, como ler livros. Ela chorava escondido e muitas vezes ficava com apenas o Kuro, que a acariciava com o corpo e a encarava com os profundo ohos vermelhos.
_Ai, Kuro…só você mesmo…eu queria poder fugir, mas é o meu irmão. Mas eu amo tanto o Mikuo. –Rin.
_Ou acha que ama.
_Ahn? Quem falou? –Rin olhando em volta enquanto agarrava o gato e o apertava contra o corpo.
_Fui eu mesmo.
_Não, não foi você Kuro…foi? –Rin.
_Foi. Olá Rin. –o gato apenas a olhava.
_AHAHAHA…tá legal…Len, pode sair. Ninguém me faz cair numa peça dessas. Eu não sou idiota. –Rin encarando a sua volta.
_É…você não é tão idiota, só por gostar daquele babaca. Eu seria bem melhor.
_Pára! Ou mostra a sua cara duma vez ou começo a gritar. –Rin.
_Você já está me vendo,mas infelizmente esse não é meu verdadeiro rosto.
_K-Kuro? Não é brincadeira?! –Rin começando a suar frio.
_Eu sou o Kuro. Você é a Rin. Ontem você disse no telhado o quanto estava sozinha e disse que apenas eu te entendia. E entendo, mas não quero entender. –Kuro.
O gatinho mantinha sua carinha normal. Rin desconfiou novamente, sabia que era mentira, olhou diversas vezes e foi até o quarto de Len. Ele estava lá…com o Mikuo.
_Mikuo, Len? O que estão fazendo? –Rin observando as mãos de Mikuo segurando fortemente os pulsos do loiro, que tinha o rosto manchado de lágrimas.
_R-RIN! –Len tentando se soltar.
_Mikuo, solta o Len! –Rin já se aproximando.
O garoto soltou, mas olhou melancólico para Len. Era estranha a cena: Mikuo olhava como se estivesse implorando algo para Len, que estava de certa forma lindo vestido daquele jeito.
_Rin. –Len abraçando a irmã.
_Que aconteceu? Me contem. –Rin olhando de Len para Mikuo.
_Nada, ele ne assustou um pouco. –Len.
Mikuo levantou os olhos não suportando aquilo. Ele era um garoto de 13 anos de idade, assim como Len e Rin, muito novo pra entender algo sobre amor profundo.
_Você está amando o meu irmão??? Mas ele é um menino! –Rin inconformada.
_Você não ligava pra isso antes. Pelo que o Len me falou, você o transformou nisso. –Mikuo.
_O QUE?! Você disse isso pra ele, Len?! –Rin o encarando furiosamente.
_Não, eu não… -Len.
_Aquele “Nyah” dele, ele aprendeu com você. –Mikuo.
_Éramos crianças. –Rin se defendendo.
_Você chamou todo mundo para uma festa sem falar pro Len, então todo mundo viu ele de vestido. –Mikuo.
_Eu só-só estava b-brincando… -Rin.
_Ele pagou o maior mico quando gravou ano passado ele abraçado com aquela banana de pelúcia. –Mikuo.
_M-Mas… -Rin acumulando lágrimas.
Len segurou forte a mão de Rin e pôs-se na frente da irmã. Ele olhava com raiva o garoto a sua frente.
_Chega, Mikuo-san. Minha irmã não tem culpa, nem eu e nem ninguém. Eu não ligo, ela é minha irmã gêmea mais velha. Ela só queria uma coisa, mas já que você não percebeu, não adianta vir atrás de mim. Quando uma pessoa que eu amo muito é apaixonado por alguém que ME ama, eu tenho que me recusar a ser feliz. Você não vai ter nada de mim, esquece. –Len empurrando Mikuo e trancando a porta.
_Lenn…me perdoa… -Rin chorando e abraçando o irmão.
_Você não tem nada do que pedir perdão. –Len.
O Kuro os olhava na porta. Rin olhava o gato por cima dos ombros, os olhos dele brilhavam.
_Len, preciso te contar algo. –Rin.
_O que? –Len.
_O Kuro…ele fala. –Rin.
_Quee??? Tá zoando com a minha cara? –Len sem acreditar.
_Não. Eu juro, ele falou comigo, claro, se ninguém tiver pregado uma peça em mim. –Rin.
_Pode ter sido uma peça. Mas vamos jantar? Gackpo está fazendo panquecas à calda de laranja e a sobremesa é Bolo de Banana. –Len.
Eles passaram por Kuro, e o gatinho se contentou com um sorriso meigo de Rin e voltou para o quarto.
Mikuo estava muito silencioso, assim como todos na mesa. Kyte parecia ter brigado com Miku, não sabe-se o porque. Gackpo estava fatigado e precisava descansar.
_Bem…acho que vou dormir… -Len terminando seu bolo meio tristonho e voltando ao quarto.
Ele assim que entrou, começou a despir o vestido, mostrando seu corpo branco, sem muitas imperfeições. A pele alva e macia. Kyte estava sonhando já quando olhava pela fresta da porta o loiro se despir para pôr um pijama.
O azulado chegou a suspirar quando o vento da janela meio aberta passou pelos cabelos dourados e arrepiou o corpo do menino. Kyte sabia, mas estava virando um doente…fazia tempos demais que notava o quanto Len era bonitinho, e o bonitinho começou a passar para bonito e depois lindo, depois perfeito…
_Kyte? –ouviu Gackpo.
_Ahn, Gack, o que foi? –Kyte correndo até o roxo desconfiado.
_Tava olhando o Len. –Gack fazendo segredo.
_N-Nãoo… -Kyte.
_Olha sua idade, cara. Ele é uma criança ainda. –Gack batendo a mão no ombro do amigo e andando.
O azulado inspirou. A Miku estava certa…isso tinha que parar, e logo.
Continua
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