A Casa Imoral
21 Nova Vida (Especial antes do Novo Arco)
Notas iniciais
Essa é minha ideia original. Por enquanto fiquem com Len e Luki encarando as belezas do mundo dos famosos e o surto de amor da Meiko! Amor no ar! Bye!
O loiro caiu no sofá, com os braços da morena em volta de seu pescoço. Ela beijava seu rosto quase que em adoração e isso o agradava.
Tudo o que estava vivendo, não era nada do que imaginava, mas era melhor.
O nome Kagamine Len já estava estampado por todo o Japão e ele era o mais conhecido, o mais rico e o mais amado. Quanto tempo fazia que não via sua família? No mínimo uns seis meses.
Nisso Len teve que abaixar a cabeça para Tonio: se dedicar inteiramente ao trabalho.
O loiro olhou ao lado. Luki não estava hoje, devia ter saído.
_Mew, melhor pararmos. Eu estou cansado do show.
A morena tirou os óculos e furtivamente sentou-se no colo do loiro. Len estava maior.
_E pensar que há um ano atrás você estava tão pequeno e shota... –sussurrou beijando os lábios do Kagamine.
O loiro retribuiu um pouco e depois soltou-os, colocando Mew de lado. Ele tinha mudado demais para um ano.
Continuava usando o cabelo do mesmo tamanho e preso, sua franja caía pelos olhos, mas agora seus cabelos estavam soltos pela ação da secretária.
Len tentou se lembrar de quando aquilo começou. Ele tinha entrado na carreira de uma forma comum, escrevia, Tonio mandava modificar, colocar mais emoção e logo tudo o que fazia ficou sendo controlado e mudado. Seu espírito não estava naquilo que escrevia.
Da última vez que viu Rin, ela estava só um pouco mais alta, estava embirrada e comentou sobre suas músicas terem virado um lixo.
Len teve que concordar, mas disse que ia manter sua promessa. Ao voltar pra Tokyo, Len entendeu o porquê de Tonio fazer tudo aquilo: o objetivo sempre é o dinheiro, e dinheiro se faz nas costas de fãs trouxas que compram tudo de seu ídolo favorito.
Não importa o quanto sua música fosse sentimental, aquelas declarações de amor e letras românticas e ilusórias sempre agarravam o coração e o dinheiro das fãs.
Len por um momento se sentiu mal, mas ao ver todo o benefício, a vida boa, a companhia de Luki que não era nada má, não tinha como negar que ele deveria estar é agradecendo.
Ele estudava sim, entrou num colégio particular junto com Luki e este a maioria das vezes o ensinava depois de fazer seu trabalho e suas músicas. Era tudo muito corrido.
Len se olhava no espelho, vendo que seu rosto ficou mais maduro, sua timidez sumira e sua voz ficou ainda mais potente.
Ele impressionava com notas altíssimas e suas baixas não eram tão desagradáveis, apesar de ainda ter aquele toque de feminino e tão criança. Isso cativava sua legião de seguidores.
Len se esticou no sofá, Mew o olhando com tédio. Ela queria brincar mais um pouquinho, mas ele tinha prova no dia seguinte e agora já era meia noite.
Len se levantou se espreguiçando. Iria ligar pra Luki e manda-lo voltar logo. Mas pensou que talvez estivesse se aproveitando demais do rosado.
Os olhos azuis mais afilados pousaram no chão. Ele não tinha mudado em seu coração, ele não tinha se esquecido de Nero, nem de Mikuo.
O loiro coçou a cabeça subindo pelas escadas de sua cobertura gigantesca.
_Vou tomar um banho, Mew e vou estudar.
Len lembrou-se também que na primeira vez que beijou Mew foi em sua festa de aniversário de 15 anos, depois de voltar da mansão em que vivia com sua irmã e seus “irmãos”.
A morena tinha simplesmente bebido e se agarrou com ele em um quarto, mas foram interrompidos durante o ato por Kuro. O loiro tinha mudado muito também.
Kuro passava muito tempo depressivo, ainda que conseguisse ficar bem perto de Rin, mas então ele não poderia desgrudar dela, senão começava a sentir esgotamento físico e mental, perdia o controle de suas transformações e ficava sussurrando coisas estranhas como se estivesse tendo um pesadelo.
Len suspirou. Luki tinha virado seu melhor amigo. Sabia que esse nunca o trairia e além de tudo, começou a ver Yuma com mais frequência também.
Então era o trio da moda, Roro Yuma, Kagamine Len e Megurine Luki, que ficou meio conhecido quando acompanhava Len aos shows.
Tonio não se importou, seria ainda mais dinheiro em sua conta se assinasse um contrato com Luki como “guarda-costas” de Len.
Cada vez mais o loiro se perguntava o que o fazia levar aquela vida. Era seu desejo de estar longe das pessoas ruins que só o faziam mal, ou talvez a vontade de mudar a si mesmo, e estava conseguindo.
O chuveiro estava quente, como adorava. Sua pele ficava mais vermelha e ele não tinha perdido a palidez ainda que tivesse ganhado um corpo maior.
Len se viu pensando no dia em que tomou banho com Luki num onsen. O rosado comentou sobre ele ter crescido, mas estar muito pequeno ainda pra idade.
Ele já se sentia satisfeito por ter mudado pelo menos um pouco. Seu vestuário mudou para calças jeans apertadas, blusas de pano leve, de decotes grandes, jaquetas, cintos de couro, botas, tênis e Len se viu num mundo completamente diferente e luxuoso.
_Len?
Len abriu o box olhando para fora. Luki tinha aberto a porta do banheiro, seu rosto estava ainda mais bonito e ele era o mais belo e mais homem dos três.
Len riu com o pensamento e perguntou o que queria.
_Você vai querer ajuda hoje? Você dormiu na aula de matemática.
Len assentiu com a cabeça, fazendo a água pingar do lado de fora e fechou novamente o box, terminando seu precioso e relaxante banho.
Quando saiu, depois de trocado e pronto pra estudar pelo menos uma hora, Len se deparou com um quarto cheio de instrumentos, uma vidraça, grandes móveis, um carpete caro e branco, quadros lindos, pôsters, uma cama de casal gigantesca, pufes espalhados, uma televisão gigante na parede, ventilador no teto, cortinas azul-escuro, consoles de jogos, um sofá, um espelho grande em um canto, maquiagem, uma mesa com telefone, sua escrivaninha e uma porta, o closet.
Len caminhou até a escrivaninha e se sentou, pegando um lápis e o caderno. Ele iria trabalhar com gráficos de função, equações e conjuntos.
_LenLen? –entrou um Luki sorridente de dentro do closet.
_Oi Luki.
_Está pronto para entrar no mundo maravilhoso dos números? –sorriu ainda maior sentando-se ao lado do loiro numa cadeira de rodinhas.
_Não? *gota*.
Luki riu, parecia muito feliz com alguma coisa. Len colocou o lado oposto da lápis no lábio e fez uma cara curiosa e sarcástica, que adquiriu com o tempo.
_O que aconteceu? A última vez que você ficou tão feliz assim foi quando a Meiko apareceu aqui.
Luki repreendeu Len com olhar, ele estava feliz mesmo. Mas o dia que a morena apareceu no apartamento particular de Len, procurando por Luki, o rosado sentiu que foi o dia foi mais feliz de sua vida.
Flash Back (on)
Fazia apenas um mês, tempo em que ainda estavam se acostumando com muitas coisas. Len parecia perdido e ainda timído com aquelas roupas, estava incerto com tudo, mas com ajuda do Megurine, ele conseguia superar muitas coisas.
Luki era uma pessoa excessivamente confiável, tranquilizante e inspiradora. Além de ser um gênio, ele conseguia até ser o tradutor de Len quando ele falava com alguma celebridade internacional.
Foi quando Luki apareceu na primeira vez na televisão e se tornou motivo de notícia na internet em todas as redes sociais, inclusive Instagram, rodando pelo mundo todo. O Tumblr estava infestado de fotos suas, corriam os mais absurdos comentários, de ser um amigo do Idol, de ser um possível namorado (boato de fujoshi), de ser um possível parceiro, até o compositor das músicas foi dito!
Depois, quando Len explicou pra Imprensa, ele deixou bem claro que Luki era sim amigo de infância, guarda-costas, e que não, ele não era o compositor, mas ele mesmo.
Daí em diante, todos em sua cidade natal entenderam porque Luki tinha meio que aparecido na escola, o que nunca fazia, se despedido da sala tipo assim: “Adeus pessoal” e depois sumido.
A despedida de Luki não foi explicada nem nada, já Len se despediu adequadamente, falando que era trabalho. Mas ninguém assimilou que os dois pudessem estar juntos no mesmo lugar.
Gackpo continuava com seu serviço, dava apoio à Len e era o que ele mais via, já que ele trabalhava diretamente com Yuma sempre dando notícias, avisos e conselhos.
Por intermédio do “irmão mais velho” ficava sabendo da irmã, de Kuro e Kyte. Parecia que com ele tudo ia normal, mas só parecia.
Então, um dia comum, Luki tinha se jogado no sofá do quarto de Len, esperando o loiro tomar o exercício, alguma coisa estourou na vidraça ao seu lado, assustando os dois. Tinha ficado uma marca enorme de quebrado, e Luki tinha levado o maior susto da vida.
Eles acharam que foi um tiro, mas logo ouviram uma voz.
O apartamento era grande (de estilo japonês óbvio) e não era tão distante do chão, só tinha dois andares, como Len havia pedido.
_MEGURINE, APAREÇA! SEU CANALHA DESGRAÇADO!
Luki caminhou lentamente reconhecendo a voz. Fazia um mês que não a via. Ela estava bêbada, chorando e com uma bolsa de garrafas de sakê e cerveja.
Luki desceu as escadas enquanto Len se aproximava para observar e quase levou um garrafa na cara.
O álcool escorria pela vidraça e pela parede, os berros de Meiko começaram a chamar a atenção.
_Meiko!
Luki segurou o braço de Meiko e agarrou a bolsa, levando-a para dentro da casa. Ao entrar, ela desabou no chão, abraçada ao corpo do rosado. Por sorte, Tonio não iria aparecer na casa, mas Mew estava presente.
_Luki porque você veio pra cá?! Sabe como foi difícil te achar?
Len no mesmo momento segurou a mão de Mew e a levou para o andar de cima. Seria uma conversa particular e ele não tinha o direito de dar opinião, afinal, ele tinha arrastado Luki junto.
_Meiko, o que está fazendo aqui? Você não era pra estar trabalhando? O que veio fazer aqui no fim das contas?! –perguntava exasperado sem entender.
Meiko limpou as grossas lágrimas, puxando o rosado cada vez mais para baixo, fazendo-o abraça-la.
_P-Porque você me deixou...
Luki acariciou os fios de cabelo castanhos que começavam a crescer. Meiko sempre pedia pra ele cortar, mas parecia que até nisso a morena tinha decaído.
_Você não é dependente de mim, Sakine. Você tem 25 anos!
Meiko apertou os braços nas costas daquele jovem. Era o pior, saber que era dependente dele.
_Eu deixei o Kyte... Porque não queria magoá-lo.
_Hm? Isso não importa. O que veio fazer aqui? Me diga. –Luki respirou fundo tentando acalmar a moça corada e descomposta.
Meiko arrumou os cabelos pra trás, se levantou, enxugando o rosto e sentando-se no sofá, puxando aquela mão carinhosa e macia.
Luki era um pouco maior que ela. Só um pouco, mas era visível a diferença de idade.
_Vim dizer que não aguento ficar sem você.
_Quê?!
_V-Você sempre esteve comigo. Quando eu chegava em casa do trabalho e ia beber, você estava junto com a Luka e quando eu passava dos limites você quem me parava. Lembra daquele dia que eu quase pulei da sacada?
Luki sentiu vontade de rir. Ele realmente esteve sempre ao lado dela, desde pequeno após ficar na mansão dos Venomania.
_Lembro. Mas eu tenho que seguir com minha vida.
Meiko engoliu em seco. Sua voz se prendeu na garganta um instante. É... Ele tinha a vida dele.
_E eu... Não posso esperar pra sempre a pessoa que eu gosto se tocar. –disse o rosado corando e apertando a mão de Meiko.
_Não ligo. Eu gosto de você...
Luki acariciou aquela mão. Ela era uma inútil em tudo, menos em dar conta daquela empresa na administração.
_Eu te amo, é isso. É esquisito e pouco saudável. Você tem um futuro brilhante pela frente e não pode perder seu tempo cuidando de uma bêbada louca como eu.
Luki arregalou os olhos. Os olhos vermelhos brilhavam um pouco e ela sentia vontade de chorar novamente.
A vida era injusta demais para ela.
_Sua tonta. Você é tão inútil que nem pôde me falar isso quando eu me despedi. –sorriu o rosado acariciando o rosto da morena.
Meiko semicerrou os olhos com a carícia.
_Mas eu também estava errado. Eu sou o homem não é? Não seria eu que deveria ter me declarado antes?
Meiko ganhou um sorriso nos lábios e seus braços instintivamente envolveram o pescoço do rosado, fitando aquele azul claro que mais parecia ondular nos olhos de Luki.
Sua boca entreabriu-se e se juntou ao do rapaz, que a envolveu igualmente, realizando a sua fantasia mais desejada.
Flash Back (off)
Depois daquilo, Meiko começou a namorar com Luki, ela comprou uma casa em Tokyo, transferiu-se para a sede da empresa, que felizmente era lá onde estavam.
E agora, Luki tinha um sorriso bobo no rosto. Além das saídas com Len, as festas, o trabalho e o colégio, ia sempre visitar Meiko e passar algumas horas com ela.
Sua agenda era quase tão corrida como a de Len.
_E então, o que houve?
_Ah, vamos ir pra Europa.
_Que?! Europa?!
Continua
Notas finais
Bem, no próximo capítulo, Len já vai estar voltando da tal turnê na Europa, que durou um ano ehehehe, e vai voltar a morar com a família.
No próximo vamos ver a reação de Len ao ver Kyte uhuhuhu. Gente, agora o ecchi e o lemon vai começar a aparecer, aguardem!
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