A Casa Imoral
22 -2ºArco- Dezesseis
Notas iniciais
Estou muito ocupada com minhas outras fics de Games e Animes, mas a Casa Imoral é minha de Vocaloid mais longa e eu a aprecio.
Não será longo esse arco, tanto porque é o último. 2 Arcos, 2 Fases, agora vamos focar KytexLen, e o ponto principal é: Como sua família vai reagir e como seus colegas de escola vão reagir ao ter Len de volta e tão diferente, especialmente Nero?
Boa Leitura!
...
O som das turbinas diminuiu, causando uma sensação bem conhecida para o loiro de óculos de sol azuis claros. Aquela sensação nostálgica da cidade de Kyoto que tão bem conhecia, ou pelo menos há dois anos.
Len suspirou, olhando para suas malas que eram descidas por inúmeros homens com roupas brancas e idênticas, o uniforme dos seguranças. Felizmente, eles conseguiram partir de Tokyo sem a imprensa saber.
Uma cabeleira rosada apareceu em sua frente, roupas mais práticas e um óculos também de sol rosa nos olhos. Uma risada soou em seus ouvidos, Luki era sempre contagiante e ele não esperava a hora de voltar.
_UAHHHH! Len-kun, como está quente aqui! A previsão de tempo não mentiu! –Luki estendendo os braços para cima.
O sol estava de matar isso sim, muito diferente do clima frio e cheio de neve que cobria a cidade várias vezes.
_Luki-chan, você está exagerando. Ah, você ligou para o Gackpo pra vir nos pegar? Eu tô com tanta saudade! –sorria o loiro imaginando o momento de rever sua querida família.
O loiro não tinha esquecido a promessa, mas tinha medo do que os mas velhos e sua irmã poderiam perguntar. Do tipo: “O que você fez tanto que não podia nem nos visitar?”.
Len pensou que poderia dar a desculpa da turnê que fez na Europa e foi um sucesso, mas ele passou vários meses em Tokyo com shows regulados e que não tomavam seu tempo tanto assim.
O loiro não poderia contar que nesse tempo esteve aprendendo coisas como beber, beijar garotas e assistir pornografia. Luki era seu companheiro em momentos como aqueles, mas ele sempre deixou claro que não tão pervertido e que apenas gostava da Meiko, sua namorada 10 anos mais velha.
_A Kagamine vai morrer de inveja!
Len arqueou a sobrancelha sem entender. Porque Rin teria invejas sua?
_Ah, ela deve ter ficado linda também. –sorriu Len com arrogância.
O garoto tinha adquirido uma pinta tsundere além do normal. Aquele lado fofo não era mais o único que existia, ele podia ser ciumento e dar de durão, assim como conseguia fazer olhares mais sensuais nessa idade.
_An, seu metido. Agora eu quero ver minha irmã logo, ela deve estar tão triste pela minha longa ausência. Só nos vimos duas vezes em dois anos, que tortura!
Enquanto os dois andavam para dentro do aeroporto o ar condicionado os fazia relaxar um pouco, pegando as malas mais importantes e necessárias no momento, indo até a saída. Eles não esperavam dar de cara com uma grande quantidade de pessoas os esperando.
Len abriu a boca vendo todos que conhecia, a maioria pelo menos. Seus olhos meio que estreitaram, analisando cada pessoa, uma a uma, enquanto descia as escadas rolantes.
Ele podia dizer que metade das pessoas que ali estavam presentes foi porque Rin chamou e estas nem eram suas amigas, eram conhecidos de rosto.
Quando tirou o óculos e pendurou na blusa, pondo o pé no chão, sentiu seu corpo ser rodeado pela sensação familiar e esquecida. Len respirou fundo abraçando o pequeno corpod e sua irmã sorridente. Era difícil ficar longe da gêmea.
Olhando por cima do ombro dela, Len fitou os outros três: Gackpo, que sorria, Kyte, que o olhava quase como se estivesse sofrendo de saudade e Kuro... O último estava limpando as lágrimas, parecia acabado, estava um pouco magro e seu cabelo cortado repicado.
Len acariciou os fios de cabelo da irmã, sorrindo para a turma atrás, diretamente para o loiro de olhos vermelhos. Kuro se recompôs o melhor possível e Len puxou Rin enquanto se aproximava dos três maiores, abraçando-os todos juntos.
_Minna, senti muito a falta de vocês...
Kuro apertou a camisa de Len, quase não querendo soltar. O gato negro finalmente ia poder se recuperar depois daquele longo tempo. Len apertou a mão de Kuro, dando um abraço mais apertado no loiro.
_Como está indo Kuro? Parece que ficou mais magro. Mas não se preocupa porque eu vou voltar a cozinhar pra gente! –sorriu o loiro mostrando sua auto estima modificada.
Depois dos cumprimentos e um abraço no azulado que há tanto tempo não via, Len sentiu o cheiro. Sentiu faltas da noites com ele, ouvindo histórias, sentir o calor dele, a voz gostosa e grave. Kyte fez muita falta.
Luki sorria para as pessoas e as distraia de Len para ele poder cumprimentar sua família direito, mas quando o rosado deixou de ser o centro das atenções, Len foi praticamente atacado pelas garotas.
_Len, quanto tempo! –sorria a loira de olhos azuis.
Len sorriu falsamente para a mocréia. Lilly não mudaria nunca e ela faria um bom par como Nero aquele traidor. Len não pôde deixar de notar o anel de compromisso no dedo anelar da loira.
_Que bom né?
A loira ficou branca, virando o rosto um pouco. Len tinha ganhado olhos um pouco mais afilados e tinha ficado mais alto que ela, seu sorrisinho falso era muito visível, mas ele fez de propósito de deixar claro a todos que odiava Lilly.
_Len-kun, espero que volte a estudar com a gente! –Meito sorriu.
Len não conseguiu não sorrir. Apesar do dia da festa, que levou um beijão do moreno, Meito era legal e uma boa pessoa. Depois de um tempo, Len recebeu uma carta do rapaz pedindo desculpas por tudo, que estava bêbado e que realmente tinha sido mancada. O Kagamine fechou os olhos e ouvidos (a boca e o tato), esquecendo-se do que havia acontecido e respondeu.
Len apertou a mão do moreno com vontade, aprovando a amizade dos dois, em seguida encarou Mikuo, que também tinha uma aliança, diferente da de Lilly. Os olhos verdes estavam meio cobertos pelos fios verde-água que o deixavam mais jovem e sensual, o Hatsune tinha um belo sorriso encalacrado no rosto e um olhar simpático, assim como sua mão estendida.
_Sem ressentimentos.
O loiro riu, apertando a mão do esverdeado. Pra que guardar rancor de alguém que somente cometeu o erro de gostar de você?
_Ok, esqueça, isso é passado.
Mikuo riu, ganhando até um abraço. Gumo estava junto, algumas meninas da outra sala, SeeU, Lapis e Ring e mais uma menina de longos cabelos brancos de olhos azuis, com as mãos juntas.
_Oi meninas, quanto tempo.
_Oi Len. A Rin contou pra gente que você voltava hoje, e mesmo não te conhecendo bem a gente veio. Essa aqui é a Aria-san, ela é uma nova aluna e adora você, acabamos trazendo ela junto.
Len olhou a garota. Os cabelos brancos dela eram tão grandes quase tanto quanto os da Miku, mas soltos, tinha duas tranças caindo pôs seus ombros e fios rebeldes dos lados da cabeça, vestindo uma roupa bem feminina, preta, saia rosa, uma botinha branca. Exibia um belo e gentil sorriso. Os olhos eram gordos e azuis como o brilho de um cristal.
_Prazer, Kagamine-kun, eu sou a IA.
_IA? É um apelido? –sorriu Len apertando a mão da menina com gentileza e a beijando no rosto em cumprimento.
_H-Hai. –corou a albina sorrindo largamente.
_Prazer. Eu sou o Len e acredite, não sou tão amado assim por aqui. Mas eu espero que nos demos bem. –Len sorriu arrumando a mochila no ombro.
Nesse momento Rin pulou em sua costas quase o fazendo cair.
_LENN! Você está tão alto! Agora você pode me carregar nas costas! –riu a loirinha com o rosto vermelho e abraçando o pescoço do irmão.
Len engasgou, mas segurou as pernas de Rin, andando com ela. Ele não era mais fraquinho, mas só conseguia carregar Rin porque a gêmea era um pouco mais leve que ele mesmo, uma pena.
_Bem pessoal eu preciso ir pra casa, me ajeitar e nos vemos no colégio.
_QUEEE???! NEM FESTA?! VOCÊ NÃO TÁ RICO?! –gritou a loira em suas costas.
Len a olhou firmemente a repreendendo. Ele não ligava pra dinheiro, então se desfêz do que não precisava, doando para ONGS e asilos.
_Eu não sou rico, eu só pego o suficiente pra mim viver, Rin. Eu já tinha dito que não fui por causa de dinheiro, nós moramos numa mansão e o Gackpo-nii ganha bem.
_É assim que você me vê, Len? Um banco? –sorriu Gackpo com deboche.
Nos últimos tempos Gackpo conseguiu se aproximar mais do loirinho, conversando com ele, conhecendo-o melhor. Gackpo percebeu que o garoto tinha um coração de ouro, que era dedicado, estudioso, mas frágil.
Gackpo sentiu-se bem melhor ao saber que Luki estava dando conta dos estudos de Len com um desempenho impressionante e o garoto nem parecia fadigado, ou seja, Len viveu bem, com estudo, trabalho, alimentação bem cuidada e uma auto melhora em seu comportamento com as pessoas.
O que levava a pensar que para o loirinho sobreviver à tão pesada carreira, ele era muito especial.
_Gack-san! Não, claro que não, mas sabe... Eu só tenho 16 anos... –sorriu Len timidamente.
Fugir do mundo adulto é uma coisa que ele podia fazer enquanto fosse jovem, porque depois não haveria volta.
Kyte riu um pouco. Ele tinha razão, só dezesseis anos. Teria que aproveitar esse resto de juventude para descobrir seus sentimentos, buscar alguém para gostar.
Rin saiu das costas do irmão, acariciando os cabelos soltos e meio longos, apreciando a maciez. Len tinha ficado ainda mais bonito e agora estava soltando feronômios, as meninas estavam quase com corações nos olhos.
Mikuo e Meito não ligavam e até riam da cara da novata, IA, ela estava feliz demais com a presença do Idol, mas era o tipo de fã quieta, sem escândalos.
_Bem pessoas, a gente vai indo! Obrigado por terem vindo, não precisava.
Todos negaram, acenando para os rapazes que se afastavam. Rin iria para algum lugar e Len ficou sabendo que ela estava trabalhando na empresa e tinha marcado reunião com o Kiyoteru-san e com a Miku-san.
Ao entrar no carro, Len sentou-se atrás, ao lado de Kuro. Este estava mais agitado, contando sobre as coisas que tinham acontecido em sua ausência e pedia detalhes da grande viagem do loirinho, deixando-o mais aliviado pela repentina mudança.
Pelo espelho retrovisor Gackpo notava a intimidade de Len com Kuro, o que era totalmente bizarro. Quando o arroxeado perguntou pra Kyte o que tinha acontecido com o gato, Kyte pensou inúmeras vezes antes de contar uma pequena história ao amigo.
Gackpo só foi aceitar a ideia sobrenatural quando a própria Rin confirmou, tímida e com medo de Gackpo interná-la num hospício.
O mais velho nunca comentou aquele fato com Kuro, apenas aceitou-o em sua casa e eles não tiveram mais problemas. O rapaz-gato era da casa e não poderia fazer nada quanto a isso.
_Vocês vão querer arrumar o novo quarto do Len primeiro? –perguntou o azulado com seu sorriso calmo como sempre.
Len sentiu seu rosto esquentar um tantinho. Kyte tinha deixado o cabelo crescer só mais um pouquinho, deixando vários fios arrepiados e cobrindo um pouco de seu olho esquerdo.
_C-Claro! –sorriu apertando a mão de Kuro.
_Ah, Len-kun, você vai adorar, eu e Rin pintamos ele!
_Vocês destruíram ele né?... –zombou o loiro pensando na cena.
Kuro bufou, mas começou a contar vantagem de sua obra artística. Ele disse que tinha colocado desenhos em duas paredes e nas duas outras estava pintado de branco e preto.
Um quarto muito original, era como Kuro definia.
Len ouviu atentamente sobre os móveis, o posicionamento de um tipo de janela que era dividida em três partes e fazia uma abertura pra fora da casa, com um sofá pra olhar a vista, de estilo antigo, mas extremamente belo.
O Kagamine teve que ver com os próprios olhos e confirmar que tinha sido uma bela decoração. Não era um quarto tão grande como o de seu apartamento, era de tamanho normal, mas muito bem arrumado, de espaço bem aproveitado e agradável.
_Adorei!
_O Kyte-san que quis preparar pra você! Ele nos chamou e pediu ajuda pra fazermos um quarto bem legal. –sorriu o loiro mostrando tudo.
_Ahhh! Eu vou chamar vocês pra dormirem comigo! –sorriu o loiro super avermelhado e encantado com os desenhos de gatinhos pretos, pencas de bananinhas e laranjinhas, berinjelas gordinhas e fofas e picolés azuis muito kawaiis.
_Nós achamos que estava muito infantil, mas a Rin garantiu que você ia gostar. –Kyte.
Len abraçou os dois. Era ótimo estar livre daquela pressão que sofria antes, era como se não fosse ele, apesar de adorar ser alguém diferente.
_Arigatou. –sorriu apertando-os bem forte.
Os três deixaram as coisas e foram comer algo. Len deixou Luki com sua irmã e agora ele voltaria às raízes, só precisava se acostumar.
_Nee, Len, sabe quem são nossas novas empregadas? –Kuro comendo uma coisa branca de um potinho também branco.
_Hm?
_A Luo-chan e a Rion-chan. Ela são muito fofas, a Tiyani Luo é chinesa, então o sotaque dela é engraçadinho, mas é muito legal. A Tone Rion é daqui, mas tem uma voz igual de chibi. Elas ficaram bem amigas da Rin, claro. O Kyte e o Gackpo acharam que presenças femininas podiam deixar a Rin-chan mais calma.
_Oh, isso é bem legal! E elas ficam por aqui? –Len curioso.
_Claro. Hoje elas saíram pra fazer compras e vão fazer um jantar de boas vindas. Sabia que elas chamam a gente de “mestres”?
Len se arrepiou.
_São maids?!
_São! Bem legais não?
Len murchou na cadeira. Ele tinha mania de ir à maid cafés escondido do Tonio e da Mew, não resistia. Ele ainda tinha aquele senso meio de nerd e taradice por vestidos, especialmente os maids de babados.
O loiro sorriu, rindo de sua própria vergonha. Ele ficaria mais tranquilo tendo maids em casa, assim não precisaria esconder nada.
_Ma, então ok.
_E elas são da nossa idade, mas trabalham bem. Rin-chan e eu ajudamos elas muitas vezes.
Len concordou, sabendo que era da natureza daqueles dois sempre quererem ajudar os outros e assumir compromissos.
Os loiros mais velhos eram super protetores, demais.
_Kuro-san, eu estou meio cansado. Acho que vou tomar um banho e ir tirar um cochilo. Eu arrumo as malas mais tarde ok? Jaa.
Kuro acenou com a cabeça e continuou comendo sua tapioca. Ele avisaria Rin quando chegasse e ajudaria Len a arrumar as coisas quando acordasse.
_Ele já subiu?
Kuro olhou para Kyte segurando uma caixa amarela com um laço vermelho em mãos.
_Acabou de ir, melhor ir logo senão ele vai capotar.
Kyte riu, subindo as escadas com rapidez. Iria entregar o presente de boas vindas.
Continua no próximo capítulo
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