A Casa Imoral
26 Descobrindo
Ahh... Estava tudo uma merda.
Além de ter passado do ponto, começou a chuviscar do nada. Não havia sido uma torrente, mas os poucos chuviscos irritaram seu nariz e nem a música nos headsets o distraíram a ponto de esquecer a raiva.
Aquelas garotas o irritaram ao máximo. O céu nem estava escuro, não tinha vestígios de aquele inverno ia ser tão rígido, mas a friagem, que começou a fazer em pleno 12:00am foi assustador. Len olhou para cima assim que deu um pequeno salto para fora da van, colocando o braço sobre a testa para não molhar a face.
Em volta, as pessoas que passavam já abriam sombrinhas ou se apressavam, puxando os casacos para mais junto do corpo.
A mansão ficava isolada, como bem sabia. A Rua Baras ficava no extremo da grande avenida principal do Bairro Kirine, bem ao fundo, em uma miniatura de colina que, quando nevava, acumulava a branquidão gelada assim como as folhas do outono e as pétalas das flores secas.
Um espirro ecoou pela rua, mal chamando atenção e se pôs a caminhar rapidamente, avistando a virada que teria que cruzar para ver o topo da colina.
Visto dali, a Mansão Venomania era assustadora, sombria. Os portões lembravam muito a entrada de um castelo de vampiro. Atualmente, Gackpo e Kyte estavam lutando para não deixa-lo enferrujar e quebrar com o gelo, mas ele estava quase desabando.
Len empurrou a franja para trás, tentando ver melhor no meio da chuva que se intensificava. Dali ele conseguiu ver uma figura borrada, parecia o irmão mais velho que cumprimentava alguém embaixo de um guarda-chuva xadrez rosa. Devia ser a Luka, não havia dúvidas.
Um sorriso brotou em sua face ao pensar. Gackpo e Luka estavam saindo bastante ultimamente, parecendo que, estavam tendo encontros além do trabalho que tinham juntos.
Para ser sincero, Len ficou um pouco curioso quando Yuma deixou de ser um Idol. Gackpo escrevia as músicas para o rosado e, agora que ele tinha “tomado o posto” (e agora abandonou-o também) Gackpo poderia ter mais tempo para sua vida pessoal que, cá entre nós, não existia.
O loiro notou que eles desapareceram por outro caminho e, de longe, ficou vendo-os andando lado-a-lado para longe. Len empurrou o portão, adentrando o caminho que já mostrava as flores imersas em poças d’água.
A escada era curta para uma mansão, mas por um lado era bom, ele não se cansaria demais mais do que já estava. Olhou o relógio no pulso, certificando se haveria alguém dentro de casa. Kyte deveria estar lá... Mas pensando bem, Len mordeu o lábio, estava muito pouco empolgado para ver o azulado tão cedo.
Pensou nas conversas de Luki enquanto adentrava a casa e deixava os sapatos em um canto. Olhou em volta, a enorme sala estava vazia, mas a lareira estava acesa, o que o confortou quase que imediatamente.
Respirou o ar aconchegante da casa e reuniu mais coragem para ir até os sofás, deixando a mochila e o casaco, e ir andando sem sons sob seus passos até a cozinha. Bem, sua indecisão desapareceu um instante observando uma figura alta se queimando no fogão.
Len riu alto colocando a mão sobre a boca. Kyte nunca fora o melhor cozinheiro e com certeza deveria estar com muita fome para de repente decidir fazer comida.
-O que está fazendo, Kyte-nii?
O azulado se virou. Seu avental branco meio chamuscado e a concha largada em cima da pia, parecendo um tanto... Torta. Len arqueou a sobrancelha para isso.
-Como você conseguiu... Derreter a concha? –perguntou com um sorriso bem maldoso, pegando com a ponta dos dedos a pobre ex-concha.
O azulado fez uma cara desgostosa e balançou as mãos, com o rosto meio vermelho. Atrás de si jazia uma panela que expelia uma fumaça alta e fedorenta.
-O que você está tentando conseguir cozinhar afinal?
Sem receber resposta ainda, Kyte se sentou na mesa suspirando. Sua voz saiu um pouco fechada, como se estivesse com dor de garganta.
-Acontece que eu pensei que algo tinha acontecido com você. Que horário pra chegar é esse? Eu pensei que devia fazer alguma pra nós... Mas vi que é sempre melhor te esperar. –sorriu fraquinho enquanto limpava as mãos.
-AH, eu perdi o ponto da van. Gomenasai...
O azulado arqueou as sobrancelhas, curioso. Pela cara do loiro não devia ter sido somente isso, não pela coloração e pela forma tensionada de seus ombros.
Len cruzava os braços, segurando os cotovelos, seus olhos desviados. No momento pensava em Nero, que foi realmente um choque ter encontrado.
-Tudo bem. –o loiro avistou novamente o conteúdo da panela: uma massa marrom que lhe deu ânsias. – Eu farei a comida agora.
O azulado se levantou para deixar a cozinha, talvez ir se lavar no banheiro. O menor sentiu algo estranho, uma sensação diferente e então segurou o pulso do “irmão”. Seus olhos baixos.
-Não quer me ajudar? Seus molhos são os melhores. Você viu o Gack-san e a Luka-san saindo daqui? –perguntou com um sorriso torto.
Era visível que estava um tanto sem graça. Era óbvio que ele estava preocupado com outras coisas.
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O cheiro de cigarro tomou conta do lugar, irritando a moça de cabelos escuros. Ela arrumou os óculos de leitura e abrigou os papéis no peito, parecendo extremamente irritada.
Não era para menos. Tonio estava enrolando no trabalho de forma negligente, mais do que nunca em sua extensa carreira.
Ele tragava intensamente, como se tentasse se distrair de alguma coisa. Mew o fitou mais intensamente, tentando chamar sua atenção.
-TONIO!!
A voz firme da moça chegou aos ouvidos do empresário com um tom levemente acima do normal, estava se sentindo tão morto que mal conseguiria discutir.
-E então? Como foi?
Ele suspirou, mostrando estar cansado. O empresário parecia 10 anos mais velho dessa forma. Não era comum que ele, o dono de várias empresas musicais, um talento nato, um tenor incrível, chegasse a ficar abatido como estava.
-Me dê pelo menos uma dica. Ou quer que eu vá falar pessoalmente com o Yuma-kun? –ela estreitou os olhos, felina, tentando arrancar a informação.
Mas nem isso foi possível. Tonio desceu da poltrona branca de alta qualidade, desligando o som clássico de seu home theater. Ajeitou o terno e se aproximou da secretária, agarrando sua nuca.
-Não fale nunca mais em Roro. Ouviu bem?
A forma violenta e fria com que falou foi suficiente. A moça assentiu com a cabeça, sentindo o toque diminuir de intensidade, calmamente, a mão do homem deslizou para fora, alisando seus fios de cabelo. No momento seguinte, um gatinho negro apareceu em cima da mesa da moça. Devia ter entrado pela janela entreaberta...
-Oh, como você chegou aqui?
Mew se afastou do empresário, que suspirou entediado e se retirou do aposento.
Ela acariciou o bichinho rajado e, ainda chocada pelo comportamento do patrão, se sentou imaginando os porquês. Se fosse algo relacionado ao ex-Idol, algo realmente sério, ela devia descobrir. Tudo dependia dela no momento, pois um passo em falso que fosse dado, a vida de Tonio poderia ser destruída em um piscar de olhos com tantos inimigos e adversários. Não seria fácil para aguentar a pressão daquela máfia maldita e a inconveniente imprensa.
Ela observou pela fresta da porta o homem agarrar um sobretudo e um guarda-chuva, além das chaves do carro. Ela não fazia ideia de onde ele pudesse ir agora.
Naquele dia, Yuma e Tonio teriam ido numa “reunião”. Não sabia por qual motivo, mas o empresário queria porque queria o rosado de novo nas paradas, pois devido às inúmeras pesquisas de público, ele e Len tinham o maior potencial e a maior adoração do país. Perder os dois não era opção, e Len aceitar mais anos de contrato era impossível. Tonio o conheceu o suficiente para saber que ele era muito determinado e muito jovem também, sem conhecer a verdadeira realidade.
Mas... Algo a mais foi levado em pauta nesta reunião entre os dois. Foi na casa de Roro, e Tonio voltou outra pessoa, estando assim, estranho, desde o dia anterior. A moça suspirou, preocupada. O que ela deveria fazer?
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Encolhido na cama, o rosado ressonava baixo. Ele não era fã de frio... Ele sempre vestia roupas grandes e touca mesmo no calor, no verão, não interessava. Yuma era friorento e as estações do outono e inverno eram sua perdição, apesar de gostar do aconchego de suas cobertas e da lareira.
O ex-Idol morava, não em uma mansão igual a Len, mas em uma casa assemelhada à uma casa de campo adaptada para o centro urbano. Mas assim como a casa do amigo loiro, a sua casa era um tanto isolada, em outro bairro, do lado oposto à área onde o Kagamine morava.
Estava com seus headphones, ouvindo Just Be Friends, em que a famosa Megurine Luka cantava, o que o agradava muito. Ele apertou a touca cinzenta escura para mais acima dos fones, mordendo a boca, irritado com tudo o que tinha acontecido em sua casa no dia anterior.
“Maldito Tonio...” Remoía as memórias perturbantes. Conseguiu se distrair no colégio o suficiente, estava mais tranquilo. Contudo, ainda não suportava tudo aquilo que ouviu. A pressão, a ameaça, as insinuações...
Yuma se perguntava por que Tonio foi tão gentil com o Kagamine durante os dois anos passados na turnê. O loiro deveria ter tomado toda a fama, mas o patrão insistiu para que ele ainda se mostrasse ao público, obrigando os dois, Yuma e Len, a serem “bons amigos”.
Sim, eles ficaram próximos e eram bons amigos. Mas Yuma não entendeu porque somente com Len, Tonio deixou por “dois anos mesmo” e deixou a mina de ouro escapar. Yuma se sentia substituível e também um objeto que o empresário poderia chamar quando quisesse e usar como convinha.
Nada daquilo era bom. Tonio queria cobrir a falta de Len agora com sua imagem, e sendo bem sincero, sendo bem rude, sendo bem corajoso, ou tolo, Yuma negou tudo e discutiu por horas.
Ele se tornou completamente diferente na noite passada. Pareceu liberar toda a pressão que recebeu naqueles longos anos de palco. Ele tinha guardado tudo e, mesmo sem querer, liberando toda sua raiva e mágoa, Yuma foi capaz de jogar todas as verdades sobre o homem e em seguida expulsá-lo. Alterado, o rosto vermelho, Yuma foi capaz de chorar em frente àquela pessoa que cuidou de si durante tanto tempo.
E, em contraste a isso, o homem não proferiu nenhuma palavra a mais. Se conformou, abaixou a cabeça e saiu. Yuma soluçou e bateu a porta.
Foi isso que aconteceu.
Agora estava debaixo da coberta, já era noite, chovia um pouco mais forte. A música acabou e passou para Immorality Memories ~The Lost Memory~. Pareceu tudo ficar mais abafado e ele abraçou o próprio corpo, mal sentindo fome.
Sua irmã o chamou várias vezes, mas compreendia. Ele contou tudo para Mizki, que preocupada, questionou aquele comportamento triste que não era de seu feitio.
Yuma repensou. Ele deveria esclarecer tudo depois com certeza. Ele não queria mais ser famoso. Não queria mais ter que olhar pra Len e lembrar que Tonio o obrigou a enganar o loiro, de certa forma. Era desgostante, pois realmente apreciava Len. Olhar para ele no intervalo durante todos os dias e pensar que teve que enganar o Kagamine por dois anos inteiros...
Yuma desligou o fone e se levantou. O frio quase o convenceu a não se mover, mas ele não poderia ficar pra baixo para sempre. Ele teria que encarar a verdade ali em baixo de seu nariz. Ele iria até a Mansão Venomania naquela mesma hora, pra esclarecer umas coisas com o garoto.
Assim que pegou o casaco branco e preto, as luvas personalizadas e o guarda-chuva, religando a música e abrindo a porta de saída, uma figura apareceu em sua visão, fazendo-o ficar pálido e duro.
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A surpresa que Rin teve foi a cena assustadora de seus “dois irmãos”... “Daquele jeito”. Ela não sabia se sentia raiva ou se ficava feliz. Eles a olharam pelo canto dos olhos, altamente corados e separaram as bocas no instante seguinte, Len com as duas mãos sobre a boca, apavorado, enquanto o mais velho estava com a boca ainda entreaberta e sem saber para onde olhar.
Rin, como sabem, já tinha conhecimento dos sentimentos do azulado. Mas... Não esperava que logo Len ia corresponder, er... Tão cedo.
Ela não soube o que fazer, ficando corada também, apontando para um e para o outro, em seguida baixando os olhos com a boca aberta ainda. Quando sua voz saiu, ela estava tremendo de nervosismo e tudo o que conseguiu dizer, depois daquele silêncio constrangedor sem que eles pudessem se olhar nos olhos, e sair correndo foi:
-M-M-ME DESCULPA ATRAPALHAR! EU VOU DORMIR NA CASA DA NEKOMURA-SAN!
Ela desapareceu depois disso, deixando-os atordoados com a velocidade com que falou. Rin era muito histérica às vezes!
Mas somente isso, a sensação de seu ouvido ser atravessado por um som fino e irritante, não foi suficiente para que os dois medissem a situação e se encarassem.
Kyte estava indeciso. Ele era um adulto e tinha que olhar, tinha que dizer. Tinha que ser homem. Mas a coragem onde estava? A coragem parecia sumir quando olhava bem nos olhos azuis quando estava tentando mentir.
Len já devia ter percebido que quando Kyte não o olhava nos olhos era porque estava mentindo.
Len levantou a cabeça bem devagar, soltando as mãos dos lábios. O rosto estava fervendo ainda... Não era como se tivesse acontecido com uma garota qualquer. Não. Era o Kyte. Era o seu irmão. Acima de tudo isso, estava envergonhado, porque aquele beijo foi tão intenso quanto ele não conseguiria nem sonhar. Era simplesmente outra coisa... Sua imaginação lhe pregando peças, ou o Luki sendo um ótimo cupido.
O loiro sentiu o pomo de adão em sua garganta (que quase não existia) mexer-se quando engoliu a saliva. Os lábios secos agora entreabriam-se, mas não sabia o que dizer. Tudo era incerto.
Kyte tentou se mover, mas não dava. Pareciam estátuas. Mas com esforço ele proferiu umas palavras.
-L-Len, me perdoa... Eu n-não...
Mas se calou. Len poderia dizer que entendia as coisas agora muito melhor do que antes. Bem que diziam... Que o Kyte era apaixonado por ele.
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-O que faz aqui? –sua voz saiu rouca ainda e Yuma não se deu ao trabalho de desligar os fones.
O homem se espremeu um pouco mais abaixo do teto tentando não se molhar com a água assim que fechou o guarda-chuva. Tonio parecia mais abatido do que nunca, isso fez o rosado apertar os olhos, imaginando que era uma estratégia para convencê-lo.
-Precisamos conversar.
-Não faz sentido, nós já conversamos ontem. –falou com um tom irritado na voz.
O homem suspirou, recostando-se na entrada, seus olhos castanhos mel fitando bem o jovem.
Se olhasse muito bem para Tonio, era possível ver a idade por trás do rosto. Mas não era algo ruim, pois parecia que a idade só o deixava mais charmoso e atraente. Quando verificou há tempos, Yuma viu que as vestimentas do tenor eram ridículas na época de atuação, mas com o tempo elas se modificaram para um simples terno, o deixando melhor apresentável e ainda mais... “sexy”.
Quem o olhasse diria que era o homem perfeito. Os cabelos ondulados num castanho-avermelhado, o corte curto, mas moderno e os olhos mel que seduziam. A barba feita cuidadosamente o dava uma aparência de Sherlock Holmes, altamente mais jovem e sensual.
Yuma tinha se atraído por essas características, mas a personalidade não foi uma delas.
-Posso entrar?
Yuma apertou os olhos soltando rude.
-Eu estou de saída. –falou já fechando a porta, quase batendo-a no corpo do moreno recostado, que saiu no mesmo instante antes de ser atingido. Ele resmungou.
-Poderia ter me machucado, Roro.
-Não me interessa. Seria bom se você ficasse mesmo e passasse um tempo no hospital pra não me perturbar mais. –falou, não conseguindo se concentrar mais na letra da música e desligando, pelo menos até o ex-chefe sair dali.
As chaves foram para o bolso e assim que se virou, abrindo o guarda-chuva (branco e rosa) para caminhar pelo jardim, para sair finalmente, a mão quente o pressionou no braço com força, puxando em sua direção.
Yuma fechou os olhos no mesmo instante em que o guarda-chuva ficou pendido para o lado, suas mãos não conseguindo se sustentar pela falta de reação que lhe abateu. A respiração tocava seu rosto, o cheiro de perfume invadia suas narinas proporcionando uma sensação deliciosa, assim como o contato quente do corpo do adulto o pressionando em si. Seus lábios estavam grudados nos dele.
O pouco tempo que gastava para raciocinar não foi suficiente para impedir e então o mais velho já adentrava língua, a saliva se misturando e o gosto acariciando sua língua. Era áspero e tinha gosto de tabaco... Yuma suspirou assim que os braços o impediram totalmente de se mover e o guarda-chuva caiu no chão, fazendo com que suas mãos levantassem para apertar os ombros.
Seu rosto esquentava, mas estava decidido a não ceder, a menos que o maior fizesse...
-Aah...
O som saiu involuntariamente, deliciando o maior. Yuma tinha uma linha de saliva escorrendo pelo canto da boca enquanto agarrava brutalmente os ombros de Tonio tentando afastá-lo. Seus olhos já juntavam lágrimas. Seus dentes cerraram, não suportando aquela tortura... O homem lhe apertava o meio das calças sem nenhuma vergonha.
Naquelas 10 da noite, o céu escuro, as ruas iluminadas apenas pelos postes e pelas luzes da casa. O maior o envolveu nos braços um segundo, mordendo-lhe o pescoço e voltando a beijá-lo várias vezes, sem soltar a mão atrevida e intensa.
O rosado respirava forte, o aperto o incomodando e envergonhando, sua mão tentando amenizar o toque doído. Tonio era um maldito sádico, mas não iria ceder...
-H-Hn! –sua voz escapava em bufos e suspiros.
A boca do moreno alcançou sua orelha e mordeu-a de leve, roçando o nariz lentamente, cada vez mais provocante, os dedos já ganhando liberdade para se mover pelo volume que se formou por debaixo das calças negras. Yuma rangeu os dentes, virando o rosto para o outro lado sentindo a língua e os dentes brincarem com a cartilagem de sua orelha, marcando-a com um vermelho tímido.
-Vamos conversar agora...
“I-Isso não vai ser uma conversa!” e o rosado tentava se esquivar e se soltar do braço que fortemente o puxava em direção ao carro estacionado na rua deserta.
Continua
Notas finais
Eu queria fazer Lemon desses dois, mas... Não quis. Vou fazer depois.
Primeiro eu tenho que explicar o que aconteceu na reunião de Tonio e Yuma e como era a relação deles quando se conheceram.
Depois eu tenho que contar o que aconteceu ali com o Kyte e o Len e como reagiram depois.
O KytexLen está começando! O TonioxYuma também.
Mas nessa explicação (E LEMON) acho que vai uns 3 capítulos no mínimo. Blz?
Logo virá as tretas com Lui, Ritsu, Mayu, Yukari, Ring e IA.
Vocês não esqueceram da Mizki não é? Achei o design oficial dela e de todos os outros vocaloids, o que me impressionou por conseguir me localizar facilmente.
GENTEN! Por favor, visitem o site Vocaloid Brasil, quem não é fã de verdade não entra lá, quem é entra! Dá uma olhada, vê os vocaloids, dá uma fuçada legal pra conhecer e VARIAR! Ninguém merece ficar só no MIKUMIKUMIKUMIKU... Faz favor...
Eu acabei de me impressionar com o Vocaloid em fase de projeto com Demo pronta: Yohioloid, que é um nome temporário, o voicer é o cantor de visual kei, Yohio (acho que não é japonês, mas tem cara), é um vocaloid macho, é bilíngue (Japonês e Inglês igual Luka) e... LOIRO (de novo) e tem olhos vermelhos. Na hora pensei: 96NEKO!!! Mas não era... Mas acreditem, a voz é linda de verdade, melodiosa e DÁ PRA ENTENDER! Deem uma olhada.
Tem o projeto ZOLA também que são 3: Yu, Wil e Kyo. Mas não vi a demo. E os designs não são nada atraentes apesar de terem sido feitos pelo cara que fez o não sei o que do Final Fantasy (Para quem no sabe é uma série de jogos famosa e que rendeu filmes que eu em particular curti bastante). Bjos e até o próximo!
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