Andreas

Aquele tal David estava começando a me irritar. Não era como se eu não estivesse acostumado com clientes possessivos, mas geralmente eu não precisava lidar com eles quando estava em meio a um encontro ‘de negócios’. Louis poderia parecer um anjinho adorável e inocente, mas na verdade era uma criaturinha instável, mimada e cruel alimentada pelo poder que tinha vindo do pai e do tio. Eu tinha que cuidar para agradá-lo e garantir os sete mil que ele me pagava para diverti-lo.

Passamos algumas horas bebendo, enquanto eu sussurrava perversões que ia fazer com ele em seu ouvido. Louis ria, tímido, e corava. Isso me excitava. Eu sabia que era pura fachada, ele usava essa mesma fachada cândida para toda a família dele, e nem sei por que usava comigo também. Só sei que, mesmo sendo um pequeno e insuportável mimado, ele era uma delícia: rostinho delicado, bumbum empinado, pele clara, cabelos castanho-claros e ainda adorava quando eu o machucava durante o sexo.

Não que eu gostasse muito de sadomasoquismo, e nem era um machucar muito escabroso. Ele gostava mesmo quando eu metia forte e o mordia para marcar. Eu gostava desse controle. Geralmente era eu na posição dele precisando fingir que adorava que me colocassem de quatro e me fodessem de qualquer jeito; gozassem dentro de mim como se eu fosse um boneco inflável que gemia gostoso.

Eu não menti quando disse que gosto de um sexo mais violento, que me faça ver estrelas, mas em geral os clientes estão mais preocupados com o próprio prazer, o que é completamente justificável, afinal, eles estão pagando. Era bom mesmo quando eu sentia prazer junto. Chegava até a ser estranho daí, eu ganhava dinheiro para sentir prazer. Isso me deixava com um sorriso sarcástico no rosto por horas.

“Cansei daqui.” Louis falou. “Me leva logo para algum lugar sem ninguém.” Ele ordenou.

Eu paguei a conta e o levei comigo até algum motel ali por perto. Louis gostava de motéis. Acho que se excitava com os espelhos pelo teto. Gostava de me ver comendo ele em vários ângulos. Fomos no carro dele, mas ele me deixou dirigir. Claro que ele tinha uma carteira de motorista falsa e os pais dele fingiam que não viam. Mas ele gostava que eu dirigisse, então eu aproveitava para por as mãos em sua BMW de última geração.

Paramos em um motel de aparência bem cara que era muito bom, eu já havia estado ali com outros clientes, e subimos para o quarto mais luxuoso. Era repleto de espelhos, e Louis adorou, entrando no quarto e olhando ao redor com os olhos brilhando. Eu me aproximei e o abracei por trás, beijando-o no pescoço.

“Me diz o que você quer essa noite.” Sussurrei contra sua pele cheirosa.

“Eu quero... quero que você dance para mim. E que depois lamba todo meu corpo e me foda de quatro.”

“Vai para cama então. E tira a roupa. Quero ver você ficando duro.” Mordi o lóbulo de sua orelha. Era bom impor um pouco também, do que só deixar o cliente dar todas as ordens. Em geral eles se excitavam bastante com isso. Alguns de imediato já dava para ver que só querem me virar de quatro e meter, sem que eu abra a boca. Outros gostam de ser controlados.

Eu coloquei uma música sensual no jukebox do quarto e diminuí a intensidade das luzes. Louis se deitou, completa e deliciosamente nu, encarando-me em expectativa. Eu gostava dele. Era um bom cliente. Gostava do que eu fazia, pagava bem e era gostosinho. Deixava eu meter bem fundo. Fiz um strip bem sensual para ele, e ele não aguentou: começou a se masturbar e gemer, enquanto sussurrava coisas como ‘isso, assim, mexe esse corpo como a putinha que você é’. Ele parava de se fazer de santo quando ficava excitado.

“Agora vem e me come logo.” Ele exigiu quando eu fiquei sem roupas.

Eu subi na cama, onde ele estava sentado e encostado a vários travesseiros. Fiquei de joelhos com as pernas meio abertas bem na frente dele, meu pau ereto na altura de sua boca. Segurei seus cabelos e o forcei para frente.

“Me chupa primeiro, que eu te como até te arrombar.” Falei, instigando meu quadril para frente e fazendo ele engolir tudo de uma única vez. Revirei os olhos, cheio de prazer, e ele agarrou minha bunda com as duas mãos, começando um vai e vem frenético com a cabeça. Eu senti a ponta do meu pau bater no fundo de sua garganta a cada arremetida, e isso me fez gemer como a puta que ele queria. Ele gemeu junto.

Louis já havia admitido que adorava me ouvir gemendo.

Eu me forcei mais para dentro da boca dele, fodendo-a com gosto. Me inclinei para frente, segurando as grades de apoio da cama e começando a estocar rápido, de modo que a cabeça dele ficou jogada contra os travesseiros e ele nem precisou mexer o pescoço. Era só deixar a boca aberta e receptiva para meu gozo. E quando gozei, ele engoliu tudo, com um prazer tão grande, que jurei que eu poderia passar a noite inteira apenas metendo na sua boca quente que ele iria adorar.

Mas eu precisava satisfazer todos os seus desejos.

“Vira.” Mandei após alguns minutos, segurando o lado de seu quadril e o forçando a virar, ficando de quatro, com a bunda arrebitada toda para mim. Segurei suas mãos sobre o apoio da grade e comecei a me esfregar nele, beijando sua nuca, mordendo-a até fazê-lo soltar gemidinhos de dor. “Fala o que você quer.”

“Me fode. Me fode agora.”

“Hm... Não estou escutando.” Sussurrei contra seu ouvido, metendo a língua ali e fazendo-o se arrepiar e estremecer. Ele forçou a bunda para trás, procurando desesperadamente pelo meu pênis. “Vamos lá, Louis. Fala bem alto para mim. Liberta o teu putinho interior.”

“ME FODE, PORRA! ME FODE BEM FORTE, SEU VIADO DE MERDA!” Ele gritou, libertando-se. “Por favor! Mete, mete agora!” Implorou num tom mais baixo, lamurioso, trêmulo de antecipação.

Eu havia colocado a camisinha e então meti. Coloquei tudo de uma vez, como havia feito em sua boca. Ele gritou de dor, apertando com mais força as grades da cama. Eu saí inteiro e voltei a meter com força, arrancando-lhe um novo grito. Depois comecei a sair até a ponta, apenas a cabeça do meu pau dentro dele, e voltar a chocar meu quadril contra sua bunda durinha, até deixar a pele das nádegas brancas completamente avermelhada pelos baques. Ele estremecia e gemia com a cabeça baixa entre os braços, e eu gemia contra sua nuca, já inchada pelas minhas mordidas.

Antes que ele gozasse, eu saí dele e o puxei pelos cabelos, jogando-o de costas na cama. Ele ofegou quando minha boca aprisionou um de seus mamilos, sugando-o eroticamente. Fiz seu terceiro pedido. Lambi todo seu corpo como se ele fosse o doce mais delicioso do mundo. Quando cheguei à sua virilha, que comecei a lamber e mordiscar provocativamente, ele soltou gemidinhos baixos e xingamentos pervertidos.

“Coloca na boca. Coloca!” Ele pediu feito uma criança mimada. Primeiro suguei cuidadosamente seu escroto, fazendo-o soltar um gritinho abafado de aprovação, e depois suguei seu membro, já metendo também três dedos em seu ânus alargado pela prévia penetração. “Ah, seu boca é tão boa, Roy.”

Roy. Mais um entre os meus codinomes. Não era bom sair usando o nome Andreas. Eu ainda queria me formar e virar professor de Letras e Literatura. Me formaria e mudaria de Estado, talvez de país. Recomeçaria minha vida em outro lugar. Mas isso não é pensamento para se ter em meio a uma chupada.

De novo me afastei antes que ele gozasse. Masturbando-o, fiz meus joelhos deslizarem por baixo de suas coxas e entrei nele de novo, segurando-me para não gozar até que ele viesse primeiro. Ele era quente e sempre se comprimia com força ao redor do meu pênis, quase como se quisesse me expulsar ali de dentro. Isso me enchia de prazer.

Passei a considerá-lo meu melhor cliente.

“Droga, Roy! Mais forte!” Ele exigiu.

Eu me inclinei um pouco e voltei a meter com força, até que todo meu fôlego sumisse. Em algum momento larguei o pau dele e puxei uma de suas pernas para o lado contrário, pondo-o de lado enquanto ainda o fodia meio de frente, uma mão espalmada no colchão me sustentando. Atingi-o diretamente na próstata dessa maneira e o fiz gritar até que explodisse todo seu sêmen claro em cima dos lençóis. Eu saí de dentro dele e tirei a camisinha. Fiz ele deitar de costas de novo e andei de joelhos até deixar meu pau perto do seu rosto. Com algumas estocadas de mão, eu gozei no rosto dele e o fiz limpar minha glande com a boca pequena. Coisa que ele fez de bom grado.

Depois disso caí exausto para o lado, respirando ofegante. Em seguida ele girou e se aninhou no meu peito, com um sorriso de orgasmo no rosto.

“Te amo, Roy.” Ele murmurou.

Eu congelei. Declarações de amor nunca eram boas no negócio. Acariciei seus cabelos, permanecendo quieto, e ele logo cochilou. Eu fiquei nervoso, mas depois disse a mim mesmo que estava tudo bem. O garoto não era doido de querer me comprar como alguns caras decidiam fazer com seus prostitutos favoritos. Os pais dele nem deveriam saber que ele era uma bichinha que pagava para que o comessem.

Com essa linha mais tranquila de pensamento, acabei caindo no sono também.

XxX

Era tarde quando pude voltar para o dormitório, depois de sair com Louis do motel. Ele pegou o carro dele e foi para casa, e eu peguei um táxi. Já passava das quatro da manhã e eu só fui lembrar do que tinha combinado com David quando abri calmamente a porta e o vi deitado na cama, jogando alguma coisa no ipad dele, e uma garrafa de vodka no fim ao lado da cama. Ele se sentou na cama assim que me viu.

“Porra, você demorou.” Ele disse. Logo percebi que estava meio bêbado.

Suspirei.

“Olha, não dá para deixar para outro dia? Eu ‘to exausto.” Falei. Eu havia tomado um banho no motel, mas ainda me sentia fedendo a sexo. Queria muito cair na cama e dormir até não poder mais.

“Não.” David disse irritado, levantando-se da cama e andando até mim, de uma forma tão ameaçadora e pouco amigável, que eu recuei alguns passos para trás. Logo percebi que ele não gostou nadinha de ficar esperando por tanto tempo e supus que eu não estaria andando direito mesmo quando acordasse mais tarde.

“Se você me machucar, o preço vai subir.”

“À merda que vai. E eu não vou te machucar. Não sou a porra de um doente sadista.” Ele rosnou e me prensou contra a parede às minhas costas. Eu gemi com isso. E não sei se gemi porque estava acostumado a fazer isso para agradar os clientes, ou porque havia gostado. Talvez os dois. Ele começou a beijar meu pescoço e me agarrou pelos glúteos, me erguendo do chão. Ele era bem mais alto e forte do que eu. Seu bíceps era dois do meu, sem brincadeira. E eu malho.

Passei as pernas ao redor da cintura dele e me senti cansado demais para fazer mais do que isso. Já havia gozado três vezes aquela noite, porque Louis quis outra rodada. E ele ainda havia sido meu segundo cliente do dia. Antes dele gozei uma vez com um quarentão que adorava me dar todo carinho do mundo, como se eu fosse uma flor preciosa. Se entendi bem, eu era muito parecido com seu falecido companheiro, quando este era da minha idade. Eu sempre acabava com pena dele quando ele murmurava o nome do esposo e chorava depois do sexo.

David andou pelo quarto, me colocou sentado na escrivaninha de estudos e se encaixou entre minhas pernas, já arrancando minha camiseta. Eu suspirei mentalmente, pensando que ele estava pagando cinco mil e merecia uma boa foda. Eu me inclinei para trás quando ele se afastou para me olhar, e vi com certa diversão seus olhos escurecerem de desejo ao passo que o volume em sua calça de pijama criou uma tenda na região. Envolvi com mais firmeza minhas pernas no quadril dele, mordendo o lábio.

“Você tem mania de ficar apenas olhando.” Falei e o puxei com as pernas na minha direção.

Ele quase caiu em cima de mim, mas conseguiu se apoiar na mesa. David tentou alcançar minha boca, mas eu desviei o rosto, apenas para provocá-lo. Ele soltou um grunhido, mas pareceu ronronar satisfeito quando deslizei meus lábios pela linha de sua jugular enquanto abaixava a calça de seu pijama e tocava seu membro teso. Ele era como um leão fora da jaula, sendo domado pelas minhas carícias. O pau dele era grosso e grande, de uma maneira até um pouco impressionante e exagerada. Eu esperava que ele não metesse com força demais hoje, porque eu ainda tinha dois clientes no domingo. Havia me sobrecarregado no final de semana, por estar precisando mesmo do dinheiro – havia tirado muitos dias de folga.

David não aguentou esperar e me carregou para cama, jogando-me no colchão e já caindo sobre mim. Cacete! Ele era muito gostoso. Do tipo que te faz contorcer só por ter ele em cima de você. Seus músculos eram todos trabalhados de maneira exata para seu tamanho, uma verdadeira perdição dominadora e rígida. O pênis dele já pulsava feroz contra a minha mão, quase gritando para entrar em mim e me alargar vários centímetros com sua grossura. Eu gemi contra sua boca que me devorava e deixei que ele arrancasse o resto de suas roupas junto com as minhas próprias.

“Vai, grita meu nome.” Ele pediu, lambendo meu peito e bombeando seu membro contra meu corpo, friccionando-o junto ao meu. Eu gemi rendido, rebolando em baixo dele.

“Entra e mim e me fode se quer me ouvir gritar, idiota.” Resmunguei com os dentes serrados, movendo o quadril com mais vontade e segurando as barras de ferro da cama atrás do travesseiro. Ele grunhiu com isso, içando-se para trás e me levando junto. Segurou meus cabelos e desceu meu rosto contra seu pênis inchado.

“Você falou antes que uma chupada estava inclusa nos cinco mil...”

“Claro, essas partes dos acordos vocês nunca esquecem.” Murmurei, indo para o chão e me ajoelhando entre as pernas dele. O pau dele era bem bonito, na grossura ideal, teso, grande, ereto em toda sua glória, pedindo para ser chupado. Coloquei-o na boca sentindo-o quente, numa textura macia e endurecida que me fazia salivar. Eu gostava de chupar. Gostava de ouvir os gemidos que os caras soltavam quando eu lambia e os comprimia em meus lábios, era bom vê-los perder o controle daquele jeito. Ajudava a me deixar excitado.

Só que bem quando eu estava chupando, quase fazendo o David gozar por ficar encarando-o enquanto metia bem fundo na minha garganta, a porta do quarto se abriu. David me empurrou pelo susto e eu caí de bunda no chão, já fazendo uma anotação mental para chavear a porta da próxima vez. Se houvesse próxima vez.

“Porra, Alan! Você não bate! E isso são horas de aparecer? Quatro e meia da manhã!” David se levantou, em busca de seu pijama. O tal Alan, em vez de se desculpar e sair de fininho, entrou e fechou a porta.

“Desculpa, David, mas eu precisava... precisava falar com você.” Ele olhou para mim com aquela cara de ‘é particular’, mas eu me levantei, o encarei de cima abaixo, e me deitei na minha cama.

“Fodam-se vocês dois. Eu ‘to podre, e não vou sair desse quarto. Se querem conversas a sós, procurem outro lugar.” Falei, cobrindo-me com o lençol e virando de lado, louco para cair no quinto sono. David me encarou com raiva.

“Você não vai dormir!” Ele exclamou. Eu soltei um resmungo, já de olhos fechados. David bufou. “O que você quer, Alan, fala logo.”

Eu me pus a espiar os dois com as pálpebras semi-abertas. Fiquei curioso quanto ao que o Alan queria. Alan, que era ainda maior que o David, com um rosto rígido, de um maxilar quadrangular e sobrancelhas na mesma cor que os cabelos âmbar, sentou-se na cadeira da escrivaninha e olhou diretamente para o David.

“Como você chegou à conclusão de que é gay?” Ele perguntou de supetão, sério. Eu tive vontade de rir quando o David abriu uma careta de estupefação, de quem não tem a mínima ideia do que responder. Eu me deitei de costas e coloquei minhas mãos atrás da cabeça.

“Fácil. Ele transou com um cara e descobriu como é gostoso.” Sorri. Não diria que ele transou comigo, pois isso poderia levar Alan a me relacionar com a Casa das Máscaras, isso se o idiota do David já não tivesse aberto o bico para ele e outros. Alan me encarou com uma sobrancelha erguida e eu olhar tão sério que meu sorriso esmoreceu. “Eu só ‘tava brincando, não precisa fazer essa cara.”

David passou as mãos pelos cabelos castanhos desordenados.

“Sei lá, Alan. Eu nunca curti muito as vezes em que transei com alguma guria, sempre achei meio sem graça e sempre precisei me esforçar para sentir prazer e gozar. Quando eu experimentei com um cara, como bem apontado por esse loiro besta aqui, eu percebi que...”

“É muito melhor do que foder boceta.” Completei, me divertindo com o acanhamento dos dois quanto ao assunto. David me fuzilou com o olhar.

“Quer parar? Estou tentando ajudar um amigo.” Ele rosnou. Eu suspirei, cansado. David voltou a olhar para Alan. “Mas cara... você está achando que...”

“Ele ‘tá louco para chupar-“

“Andreas! Cala a boca!” David exclamou, tocando um travesseiro na minha cara. Admito que quando fico cansado e bêbado de sono começo a falar um monte de merda.

“Eu acho que... acho que estou.” Alan enterrou o rosto nas mãos. “Eu ‘to confuso pra caralho. Eu também... vocês falaram hoje mais cedo que eu nunca falo de garotas. Isso é porque... eu nunca estive com muitas. Já cheguei a pensar que sou assexuado.”

“Ah, fala sério.” Eu me ergui e me levantei da cama.

“Andreas-“ David tentou me segurar quando fui na direção de Alan, mas eu o afastei com um tapa. Alan ergueu o rosto ao perceber que eu estava parado bem na frente dele, sem roupas. Eu me ajoelhei e abri os joelhos dele.

“Se você gostar disso, você é um viado, e vai precisar lidar com isso, mas longe dos meus ouvidos, principalmente quando eu estou morrendo de sono.” Eu abri o zíper da calça dele, sob seu olhar do mais puro choque, e puxei seu membro mole para fora. Comecei a bombeá-lo e lamber a extensão da pele macia até que estivesse hirto como o de David minutos antes.

“Oh, Deus...” Ouvi Alan murmurar quando o abocanhei da melhor forma que pude. Ele também era grande, não tanto quanto de David, porém era mais grosso. Esse sim era capaz de arrombar qualquer um que decidisse comer. Alan jogou a cabeça para trás e agarrou meus cabelos. Ele me empurrou tão fundo que eu quase me engasguei enquanto ele forçava minha cabeça para cima e para baixo na velocidade e força que ele queria. Nunca vi alguém me fazer chupar dessa maneira tão necessitada, fodendo a minha boca com tanto ânimo.

Mas não pude terminar o serviço, pois David me puxou, colocando-me de pé de frente para ele.

“Senta nele.” Ele ordenou, me fazendo arregalar os olhos.

“O quê?” Eu exclamei junto com o Alan.

“Senta nele! Quero ver vocês dois transando...” David mandou, e vi que seu pênis estava rígido sob o pijama.

“Isso não estava no combinado.” Eu disse, sabendo que nunca era uma boa ideia ficar sozinho no mesmo quarto com dois adolescentes esfomeados. Por que eu havia saído da cama mesmo? Ah, sim, porque eu odiava novos gays se lamentando e adorava provar a eles que gostavam sim de macho e deveriam ficar felizes com isso.

“Foda-se. Você chupá-lo dessa maneira também não estava no combinado.” David falou, empurrando-me. Caí no colo de Alan, que me segurou pela cintura.

“David, você ‘tá louco?” Alan perguntou.

“Ele é um prostituto, Alan. Fode ele que eu ‘to pagando.” David estava ansioso. Eu pude ver seu membro pulsando por sob a calça, louco para ver seu amigo me comendo. Eu o encarei com raiva. Eu havia dito pra ele não contar a ninguém que eu sou um prostituto. Que merda!

“Mas que porra de pessoa você acha que eu sou? Eu não vou... Ahn...” Soltei quando senti os lábios de Alan em minha nuca, beijando-me de uma maneira até mesmo um pouco tímida que me arrepiou. “Mas que-“

“Vamos, Alan! Você não quer comprovar se gosta também?” David incitou. Alan pareceu hesitar. Eu devo estar ficando lerdo, porque geralmente entendo bem rápido quais são os fetiches da galerinha medonha que gosta de me foder, mas demorei alguns segundos até entender bem o que se passava pela cabeça do David. E digo as duas cabeças.

“Se rolar com os dois, o preço vai aumentar.” Avisei. Tinha que ser rápido nessas horas, antes que acabasse com um pau na garganta. David não pareceu se importar. E quando é que esses riquinhos cheios da grana se importam quando estão de pau duro? Me virei para o Alan, sentando no colo dele e passando os braços por seus ombros largos. Não podia negar que ele era gostoso também, e por isso o beijei antes que a cara de paisagem dele acabasse com a minha tesão.

Ele retribuiu ao beijo. Não que isso me surpreendesse, e que se foda a humildade. As mãos dele voltaram a segurar minha cintura, dessa vez com força e atitude, puxando-me mais contra o corpo dele. Abri um sorrisinho rente à boca dele, incapaz de não pensar que, de hétero, aquele ali não tinha é nada. Comecei a rebolar no colo dele, num movimento de quem cavalga, e levei a mão até nossas ereções, começando a nos masturbar. Não demorou nada; o impaciente do David se aproximara para beijar minha nuca, e eu conseguia ouvir o barulho da mão dele trabalhando no próprio pênis, batendo uma com entusiasmo.

Virei o rosto para beijá-lo, e os lábios do Alan desceram para o meu pescoço e peito enquanto o David devorava a minha boca e se masturbava com ainda mais força. Coisas mágicas acontecem nesses momentos, como uma camisinha surgir sem muita explicação em minhas mãos. E como nunca há muito tempo para ficar deduzindo essas coisas, eu tratei de abri-la e colocar no pênis do Alan.

Eu voltei para a posição de antes, sentado de costas para o Alan, e deixei que ele me segurasse de novo pela cintura e me fizesse descer contra seu membro grosso, praticamente rasgando-me. Arqueei o corpo, sentindo a boca dele no meu pescoço de novo. Comecei a gemer, estrangulado pela sensação de alargamento em meu ânus, minha próstata de cara sendo esmagada e me arrancando um grito. A sensação me deixou mole e, unindo o útil ao agradável, deixei meu torso se inclinar para frente, puxei David pelas pernas e coloquei o pau dele – que já parecia bastante carente e enciumado – na boca.

Alan movia meu quadril para que eu subisse e descesse contra seu pênis, e o movimento me ajudava a colocar o do David até o fundo da garganta. Estava tão acostumado a chupar que já nem sentia a ânsia que alguns novatos experimentavam ao colocar tão fundo. Eu estava passando a língua pela base do pênis do David, lambendo com gosto, porque qualquer cliente gosta de pensar que tem um pau saboroso e irresistível – o que no caso do David era bem verdade – quando o Alan começou a me masturbar de uma maneira gostosa demais para alguém que supostamente nunca havia tocado um pau além do próprio.

Eu investigaria isso depois. Primeiro precisava fazer o David gozar, chupando-o enquanto olhava para ele. Ele me olhava de volta, parecendo tomado pela melhor sensação de sua vida, e a respiração pesada escapava por seus lábios entreabertos. Provoquei a glande dele com a ponta de língua e abri um sorrisinho, sentindo a mão que segurava meus cabelos estreitar o aperto. Alan intensificou a maneira com que me comia e eu passei a gemer como uma cadela de boca cheia, já que o pau do David ocupava toda minha boca e mais um pouco.

Eu movi o quadril o máximo que pude e chupei até arrancar a última gota de sêmen do pau do David quando ele gozou, jogando a cabeça para trás e soltando um grunhido gutural de macho satisfeito. Alan também estava prestes a gozar, eu podia prever. Mas até me assustei quando ele levantou de repente e me virou contra a escrivaninha, obrigando-me a me apoiar nela. Agora que ele tinha mais poder quanto à velocidade das investidas, foi que eu me senti verdadeiramente rasgado. Ele entrou tão forte, quase tirando meus pés do chão, que eu cortei meu lábio, mordendo-o para não gritar tão alto. Cada estocada era uma mistura de dor e prazer que me fazia querer fugir e me empurrar mais contra ele, tudo ao mesmo tempo.

Mas foram poucas até ele finalmente alcançar o ápice de uma maneira que nunca devia ter alcançado antes e, com ele ainda usando a mão para estocar meu pênis, acabei gozando até antes do que ele, sujando a gaveta da escrivaninha. Eu estava além do fodido. Eu tinha dois compromissos amanhã e provavelmente não conseguiria andar. Eu estava numa fase de despertar os gays do mundo, só podia ser essa a explicação. Primeiro David, e agora o Alan.

Alan se afastou cambaleante de mim, deixando-me trêmulo contra a escrivaninha, tentando me manter em pé.

“Ok, chega.” David me puxou, fazendo-me dar uns passos um pouco incertos e me apoiar contra o corpo dele.

“Porra, David!” Alan exclamou. “Não foi para isso que eu vim aqui!” Me virei para ver Alan encarando com raiva o David. Franzi a testa para a cena. “Eu vim aqui em busca de ajuda e você me empurra para esse demônio loiro!”

“Mas o que você ‘tá falando? Achei que fosse ajudar!” David se justificou embaraçado. Os dois pareciam ter acordado para o absurdo da situação, mas eu ainda encontrei forças para soltar uma risadinha das expressões de garotinhos constrangidos deles. Mesmo que te ‘inho’ aqueles dois não tivessem nada.

“Eu gosto de você David, nós somos bons amigos, mas isso foi sacanagem. Eu acabo de transar com um cara que nem conheço!” Alan disse. “Porra, eu nem sei o que eu fiz aqui agora.” Ele balançou a cabeça.

“Eu costumo ter esse efeito sobre as pessoas.” Debochei. “Ah, e prazer, eu me chamo Andreas.”

“Cala a boca, Andreas!” Os dois falaram ao mesmo tempo. Eu bufei.

“Isso vai custar mais do que cinco mil...” Murmurei, apenas para lembrar, mas eles me ignoraram.

“Alan... nem sei o que dizer.” David disse. “Foi mal, é que esse loiro idiota me tira a sanidade...”

Alan caiu na cadeira de novo.

“Eu acho que posso compreender o porquê. Ao menos agora eu sei que... que gosto disso.” Alan me olhou. “Andreas, foi mal. Eu... quanto eu estou te devendo?”

“Vá pro inferno. O estúpido do David vai pagar. E vocês dois não espalhem sobre isso pro resto da faculdade!” Aquele papinho besta já estava me enchendo.

É claro que Alan gostava, havia gozado feito um animal e ainda se desculpava depois como se eu houvesse feito algo contra a vontade? Eu não faço porra nenhuma contra a vontade, ainda que às vezes me deixe levar mais do que deveria. Eu preferia bem mais algum agradecimento como ‘obrigado por ter uma bunda tão gostosa e me acordar para a vida, Andreas’.

Suspirei.

E eu achando que iria poder dormir depois daquela primeira chupada. Doce ilusão. Eu voltei para a cama, mancando, e caí morto ali. Definitivamente não me prestei para ouvir a ladainha dos dois. Apaguei no segundo que minha cabeça tocou o travesseiro. Era incrível que, por mais que eu me esforçasse para ser um adolescente normal, eu sempre acabasse nessas situações. Se eu tivesse caído num quarto diferente, talvez pudesse levar minha vida acadêmica com mais naturalidade, mas agora havia duas pessoas ali dentro que já haviam me fodido e sabiam que eu era um prostituto.

Parabéns, Andreas!

Mais uma vez você fode com a sua vida do mesmo jeito que deixa os outros te foderem com força.

Notas finais
E esse é o Andreas! OIUIAJIOauio! Se você leu até aqui, parabéns, você é um pervertido. ♥Próximo capítulo é narrado pelo Alan. E obrigada a todos que comentaram no capítulo passado: Deryck Astaire, Kassandra, Capitã Barbossa, Giovana Potter, ddkcarolina, RayUzu, Bruna Uzumaki, Jessy Michelli, Hanajima, Nath, Lippe, Diana R Barros, ikka chan, Lucca James, Sketcher. Beijos! ♥