Chapter 4°

Jake I.

Recursos precisavam de recursos, ou Perry não iria aguentar nem chegar ate a Europa.

Victor trouxe bons recursos para o barco, e o que deixou Jake mais alegre, bronze. Poderia reequipar um pouco mais Perry. E com suas chamas, iria reabastecer todo o sistema defensivo.

Jake adorava mexer no barco, mas sozinho. Sr. Brown tentava ajudar o garoto, mas ele toda vez dizia que não precisava de tal ajuda, o ciclope tinha um olhar triste ao ouvir isso.

Haviam ancorado Perry em outra ilha, e todos ficaram no navio em segurança.

Jake desceu até o lado do navio, e começou os concertos, suas mãos se moviam com tão rapidez que até o próprio garoto se impressionava, em poucos minutos os concertos tinham sido feitos.

–Você e um robô? – Falou Danilo descendo até Jake.

–Quase isso, só falta os circuitos e engrenagens nas articulações.

–Desde quando ficou tão inteligente?

Jake percebeu que estava quase falando em latim.

–Com toda essa ocupação que tenho, meu cérebro começa automaticamente falar desta maneira. – Sorriu o garoto.

–Estaremos pronto quando para partir?

–Ao amanhecer, até lá, deixe tudo comigo.

Danilo se abaixou ao lado de Jake.

–Talvez possa ajuda, o que e iss...

–Não toque!

Alguns fios tocaram-nos outros, e labaredas de chamas atingiram a praia.

–Isso, são os fios que ligam os propulsores que lançam chamas. Talvez possa me ajudar nisso. Vamos ter que reabastecer, pegue um pote de vidro na dispensa.

–Sim senhor. – Disse Danilo batendo continência para Jake, fazendo o garoto sorrir.

Quando Jake viu Danilo pela primeira vez no acampamento, achou que seria mais um cara chato mandão que iria mandar e desmandar em Jake.

Mas não, aos poucos viu que ele era um garoto legal, e muito protetor.

Na missão até o Acre, Jake não participou de quase nada, e se sentia fraco por isso. Danilo fez quase tudo na missão, com ajuda de Lays, mas e Jake? Nada. Era uma criança indefesa. Mas faria diferente, iria ajudar a todos com seu talento.

–E para estarmos no ar! Será que vamos conseguir? – Disse Danilo.

–Não sei ao certo, alguns propulsores eletromagnéticos estão danificados, temos algumas turbinas, mas precisaríamos de vento, muito vento.

–Mas Danilo e um especialista em ar. – Falou Davi aparecendo pela rampa.

–Não e bem assim, eu consigo invocar raios.

–Mas já vi voar muitas vezes.

–Voar. – Disse o garoto se defendendo. – E diferente de invocar raios, você muito bem sabe, conseguiria invocar um tsunami?

–Ia exigir muito, mas quem sabe. – Falou o garoto filho de Poseidon sorrindo.

–Nem um pouco de vento conseguiria? – Disse Jake.

–Não sei.

–Está com medo? – Zombou Davi.

–Eu medo? – Riu Danilo. – Talvez sim.

Os dois garotos riram.

–Posso tentar. Não sei como conseguirei.

Danilo se afastou dos dois, e fechou os olhos. Ergueu as mãos.

Pequenas folhas começaram a levitar ao lado do garoto. Em um instante, um vento forte que fez até Davi cair ao chão.

–Acho que não sabe controlar esse poder ainda. – Riu Jake.

–Mas já sabe que pode usar. – Davi levantava arrumando seus óculos.

–Até o amanhecer, vou treinar um pouco. – Danilo tinha um sorriso contagiante no rosto, esperava que realmente desse certo.

Helena M.

Escondida nas sombras ficava Helena, quase imperceptível.

Não sabia que utilidade teria naquela missão, mas queria ajudar. Na verdade queria ajudar Danilo, era o único que conversava com ela naquele barco. Até quando ficou com Victor trocou meras palavras com o garoto.

Porem, o garoto agora estava concentrado em invocar ventos, o que resumia que Helena ficaria sozinha, mas já estava acostumada.

Admirava o filho de Zeus se concentrando sendo atingido pelos raios da lua que o iluminava. Ria quando ele se jogava contra o chão. Ele se levitava e logo após era jogado com toda força para o chão.

–Vejo que gosta dele. – Helena se virou em um sobressalto. Lá estava Brown, O Ciclope.

–Por que diz isso?

–Seu olhar, olhar apaixonado, reconheço ele. – Sorriu o Ciclope.

–Não e verdade.

–A verdade e que, convenhamos, ele e um garoto atraente. Com todo respeito.

–Tudo bem.

Helena olhou novamente para o garoto que enxugava o suor.

–Não sei o que rolou entre vocês, mas sente algo forte por ele correto.

–Ele me lembra de alguém, só não consigo me lembrar quem.

–Quem quer que seja, era um bom garoto. – Brown pegava algumas madeiras jogadas pelo convés. – Mas você tem boa concorrência. – Disse ele se retirando.

–Como assim? – A garota seguia o ciclope.

–Mislayne, uma amiga antiga, e os dois já passarem por grandes coisas. Sem falar pela a outra garota, a bonita de longos cabelos castanhos.

–Lays.

–Sim... Ela parece gostar bastante dele. –Brown apontou para onde Danilo estava Lays se aproximava com bandeja de suco e uma toalha.

Um sorriso doce, e olhos vibrantes a luz do luar, tudo aquilo encantava no garoto. Mas quem estava a sua frente era Lays. Um ciúme momentâneo. Mas Helena dizia a si mesma que aquilo não devia atrapalhar em nada.

Seguiu para sua cabine. Iria esperar até o dia amanhecer. Que não ia demorar muito, já que ela mal dormia.

Mislayne W.

Os raios de sol atingiam o grande barco, Perry, nome um tanto quanto diferente, para um barco, mas Mislayne gostava se familiarizava.

Danilo havia treinado noite toda como controlar os ventos, ele dizia que era como pegar água com as mãos, se deixasse um espaço vazio, iria escorrer tudo.

Mislayne estudava plano e formas de a missão ser bem sucedida. Mas todos os seus cálculos ou coisas do tipo, resultavam em derrota.

O que restava? Pensar positivo talvez. Era o que tinha feito todo esse tempo, e tinha dado certo. Sentia grande confiança em Danilo, na verdade apostava tudo no garoto, mas era peso demais, deixar tudo em suas costas, por isso estava em grupo, para dividir o peso entre si. Cada um com uma missão, um principio de estar ali. Mislayne sabia que cada um tinha grande papel, não era como na primeira missão, que se sentia perdida, aquela missão na floresta lhe deu confiança, que poderiam conseguir. Suas chances, quase zero, mas mesmo assim, a esperança devia prevalecer.

Olhando para o teto, no qual tinha colado inúmeros projetos de construções para o acampamento. Sentia uma leve saudade, e um sorriso brotou em eu rosto.

Um grande agito no convés, Mislayne pulou de sua cama e correu para lá.

–Já vamos partir? – Falou a garota.

–Assim esperamos. – Peter comia um pedaço enorme de pão, que logo acabou em duas mordidas, ele tinha um monstro no estomago.

–Estamos prontos. – Gritou Jake da cabine.

Mislayne pode ver Danilo logo atrás de Perry.

–Vamos lá garota. – Disse Jake, içou as velas, e Danilo lançou rajadas de ventos fortes, Todos se seguraram em algo perto deles. Outra rajada. Jake ligou alguns propulsores, e Perry rangeu forte como se tomasse impulso, e foi isso que aconteceu.

O barco iniciou um pequeno voou. Danilo agora ficava na parte inferior, se levitando com uma mão e a outra lançando rajadas de ventos nas turbinas que ficavam atrás, na parte inferior.

–Está, está funcionando. – Gritou Jake. – Brown, aumente a velocidade.

Sr. Brown correu e apertou serie de botões na mesa de comando.

Perry dobrou a velocidade, que já não era muita rápida.

–Fale pra Danilo voltar. – Gritou Jake.

–Eu já não o vejo mais. – Falou Victor.

Todos começaram a procurar Danilo, mas não havia sinal algum do garoto.

Até que em meio às nuvens, um grande corcel branco com asas grandes pousou no convés. Era Sunshine.

Danilo adormecia em cima de sua amiga.

–Dan. – Lays correu para ver como estava.

–Alguém... Me de comida, por favor. – Essas foram suas primeiras palavras, o que fez todos rirem.

As risadas pararam, quando o ar ficou frio, uma grande nuvem cobriu rápido todo o barco, mas não era escura como a dos espíritos do vento, era branca como a neve. O sol não dava mais para ser visto.

Mislayne avistou figuras com asas cruzando os céus.

Atravessando as nuvens, e pousando no convés. Uma grande águia branca, acima em seu lombo, um homem com armadura cinza com detalhes em branco. Logo tirou o capacete, pele branca como a neve, e olhos azuis como gelo. Cabelo loiro claro, como um fio de ouro e olhar duro. Olhou para todos e avistou Danilo deitado em Sunshine. Outras águias pousaram em Perry, dez para ser exato.

–Vocês acabaram de invadir espaço restrito. Quem são vocês? – Disse o rapaz de voz ríspida.

–Somos do acampamento olimpiano. – Disse Mislayne.

–E quem te deu direito de invadir o espaço aéreo de Cuóthar?

–Estamos em missão... Senhor? – Disse Davi.

–Armaul... Parcia Armaul.

–Senhor Armaul.

–Missão liderada por quem?

Davi apontou para Danilo, desacordado em Sunshine.

–Esse e seu líder? Belo exemplo, dormindo em um Pégaso.

Armaul desceu do lombo da águia.

–Muito bem... Meu senhor deu ordens de que quaisquer que sejam que adentrem o território de Cuóthar devessem ser confiscadas ou escoltadas até os palácios do nosso reino. – Armaul parou em frente de todos, com uma grande armadura, e uma túnica azul celeste presa ao ombro caindo sobre sua frente. Uma alava e um grande arco de bronze pendia sobre seu outro ombro. – Pois bem, deixo em sua escolha, iram se render... Ou lutar?

Todos os guerreiros ergueram suas espadas, e alguns deixaram as grandes flechas bem engatilhadas.

–Vamos até seu reino. – Disse Brown levantando as mãos.

–Vamos homens.

As águias levantaram voou.

–Se pensarem em cometer alguma gracinha... Seu fim não será muito bom. – Disse Armaul apontando o dedo para Brown.

–Tenho certeza que tudo correra como o plano.

–Que plano?

–O de vocês. – Sorriu o ciclope.

Mislayne tentava entender, o que Brown tentava dizer, teria um plano de escapatória?

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.