Chapter 5°

Peter B.

Grandes construções, enormes. Cuóthar era um grande vale, com vilas, e no centro um grande castelo de mármore branco. A cidade inteira ficava suspensa ao ar sobre as montanhas. Todos os habitantes tinham pele branca como a de Armaul. As águias sobrevoavam a cidade e as pequenas casas. As crianças apontavam para Perry, admirados com sorriso no rosto.

Um grande portão, enorme, com passagem para Perry entrar e pousar no pátio onde havia pequenas fontes e algumas, ninfas... Peter achava que era esse o nome para pequenas mulheres graciosas e belas que tocavam harpa e cuidavam do jardim.

–Me acompanhem... Todos. – Falou Armaul.

–Não gosto disso, estamos perdendo tempo. – Sussurrou Danilo para Davi.

–Teremos que ver o que nos aguarda lá dentro.

As portas do palácio de mármore branco se abriram. Dentro, uma grande discursão. Gritos e papeis sendo jogados para o alto. Grandes senhores de barba branca discutiam sobre regras da cidade.

–Silencio! – Gritou um senhor de armadura semelhante à de Armaul, mas era branca como as paredes do castelo, e a túnica azul marinho. Tinha uma longa barba, e cabelos brancos como o de Armaul. Escorrido para trás preso em uma coroa de prata. Pele branca como neve e olhos de cor purpura.

Armaul bateu na porta, chamando a atenção de todos para eles. Aos poucos os senhores foram se retirando, era um grande conselho. Alguns resmungavam contra o senhor que deduziram que era o rei.

Abaixo a mesa onde discutiram sobre o assunto, um grande compartimento se abriu, e a mesa sumiu e o chão voltou a ser o que era antes. O grande senhor da barba branca sentou-se em seu trono de mármore branco, grande, encrustado de lápis-lazúli.

–Rei Parias. Trouxe aqui esse grupo de intrusos.

–Não somos bem intrusos... – Falou Jake.

–Silencio. – Gritou Armaul.

–Fique calmo Armaul... O que os ventos trazem jovem grupo?

–Ah? Não entendi. – Falou Jake.

–Sou o grande rei Leto Parias. Senhor dos céus, abaixo de Júpiter, e claro, que concedeu esse poder. Filho de Agloe, neto de Quentin.

–Quentin? Ele era quente? – Debochou Jake.

–Interessante você não foi o primeiro a dizer isso filho de Vulcano.

–Como sabe que sou filho de Vulcano?

–Seu cheiro garoto... Vários semideuses nesse local... Mas o que lhe trazem aqui?

–Foram os ventos do Norte senhor. – Disse Jake.

Armaul rangeu os dentes e fuzilou o garoto com o olhar.

–Vai com calmo amigo. – Disse Davi para Jake, e apontou para todos os guardas que rodeavam o salão.

–Gostei de você garoto, e o primeiro que não teme pelos meus poderes. – Disse Leto se acomodando no trono.

–Sem ofensas senhor... Mas não amedronta ninguém um rei que só tem uma armadura muito bela.

Leto se levantou, agora tinha o dobro do seu tamanho, das suas costas, enormes asas brancas e na mão direita, uma longa espada.

–Não intimido?

Jake se encontrava atrás de todos agora. Mas não amedrontou Mislayne, que se encontrava na frente de todos.

–Filha de Atena.

–Rei Parias. – Disse Mislayne convicta.

Leto voltou a sua forma normal, e se aproximou de Mislayne. A garota não moveu um musculo.

–Armaul, leve todos para as celas. Menos essa garota, e chame Condar.

–Sim senhor.

Armaul e outros guardas cercaram o grupo.

–Não, ela não vai ficar aqui sozinha. – Falou Danilo, que se debatia todo.

Armaul tentou segurar o garoto, Danilo revidou com um soco em Armaul, que não acreditou, e socou o garoto. Danilo caiu desacordado no chão. Armaul cuspia sangue e pegava Danilo ferozmente e colocou-lhe em seu ombro.

Peter ficou olhando para Leto, o que queria com Mislayne?

Mislayne W.

Grande Rei Parias, querendo falar com uma simples semideusa filha de Atena? O que ele queria afinal.

–Me chamou pai? – Disse um jovem de armadura semelhante à de Parias. Tinha olhos de cor purpura, mas claros e doces, igual a sua expressão.

–Sim Condar.

Parias chegou bem perto de Mislayne.

–Você não se intimidou na minha presença, você não se moveu para trás, nem temeu a minha forma.

–Não tem o porquê temer, você em feriria?

–Sem motivo, qual o proposito de te ferir?

–Foi isso que pensei.

Um sorriso malicioso surgiu no rosto de Parias.

–Esse e meu filho... Condar... Será o sucessor do meu trono, logo... Pois não aparento ter minha idade correta. Mas acho que ele não está totalmente preparado para subir ao cargo.

O olhar de Condar ficou triste.

–Continue. – Falou Mislayne.

–Seja a mulher de Condar, rainha de Cuóthar... Juntos, podem forma... Um novo Olimpo, um segundo Olimpo, seus filhos nasceriam divinos, e os filhos de seus filhos continuariam a linhagem de Leto Parias.

Mislayne enfim, deu um passo para trás.

–Você está pedindo algo muito importante, importante demais... Não e uma decisão fácil de tomar.

–Minha garota, e única resposta que pode dar, e sim... – Sorriu Parias.

–Mas pai...

–Calado. – Gritou Leto para seu filho. O garoto recuou sua mão, e abaixou a cabeça.

Mislayne sentiu pena de Condar, ser filho de um rei tão rude.

–Você seria venerada por todos em meu reino... Seria uma deusa para eles... Não e uma tentação?

Mislayne se afastará cada vez mais de Leto.

–Sim, uma tentação, mas não sei se aceitaria... Pois tenho meus amigos...

–Se importa com eles? Que estão em minhas celas? Não quero intima-la a nada... Mas aceite, e eles estarão livres.

–E se recusar?

–Ficaram em minhas celas... Para sempre.

Lays C.

–Odeio ficar aqui, odeio ficar preso. – Peter andava de um lado para o outro, impaciente.

–Andar assim não vai adiantar de nada. – Falou Jake.

–Agora e proibido? – Fuzilou Peter.

Jake se levantou e ficou frente a frente de Peter.

–Não estou te proibindo de nada.

–Então por que está se incomodando? – Intimidou Peter.

–Ei... Vocês dois, acalmem os nervos, brigar não vai resultar em nada. – Disse Sr. Brown em uma cela ao lado.

–Não acredito que estamos presos... – Falou Danilo.

–Ninguém queria Danilo... Ninguém. – Falou Victor.

–Só queria saber por que Leto queria conversar com Mislayne. – Falou o filho de Júpiter.

–Interessada nela? – Perguntou Helena.

–Não... Ela e minha amiga e me importo com ela... Não gostaria de ver ninguém na companhia de um rei louco do gelo.

Helena não queria, mas demonstrava ciúmes. Lays só observava a situação.

–A filha de Atena e forte... Inteligente e destemida, vai sair dessa. – Falou Sr. Brown se deitando.

–Como tem tanta certeza? E como pode ficar tão tranquilo com toda essa situação? – Questionou Victor.

Sr. Brown se virou e sorriu.

–Já passei por muitas coisas, e o que aprendi, e que se desesperar, não resolve coisa alguma... O melhor e esperar, e ver no que isso tudo vai dar... Acredite em sua amiga, ela vai resolver tudo.

–Esse e meu medo. – Disse Danilo se aproximando das grades. – Como ela irá resolver.

Mislayne W.

Se escolher ficar, eles são libertos... Mas ficarei aqui. Esse era o dilema de Mislayne.

Parias deu a decisão que a garota teria que tomar, agora a escolha era dela. Sentou-se em seu trono e ficou a observar a garota.

Condar olhava disfarçadamente para Mislayne, e suas bochechas brancas ficavam coradas aos poucos.

–Não teria outro jeito? Outra maneira...

–Não jovem... Ou você fica aqui... Comigo e meu filho, sendo a rainha de Cuóthar. Ou pode ir, mas seus amigos ficaram. E quem sabe se eu estiver de bom humor, os coloque para limparem algumas coisas.

Condar olhou para Mislayne, a garota sentia o olhar triste no rosto do garoto, e expressão semelhante.

–Pai... E se eu tiver outra...

–Já basta, já disse que a rainha de Cuóthar será de minha escolha... Foi assim comigo, meu pai e meu avô... Não será qualquer a rainha de Cuóthar

–Clarice não e qualquer uma.

–Clarice não será a rainha! – Gritou Leto, fez todo palácio tremer e algumas estalactites de gelo.

Mislayne recuou um pouco para trás e começara a sentir medo daquele louco psicótico.

–Decidiu garota?

–Sim.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.