Chapter 3°

Lays C.

Os dois garotos pareciam dois zumbis ambulantes.

Peter era alto, forte, e pesado. Lays tentava conter o garoto, mas era totalmente em vão. Ele repetia algo de uma voz bela e graciosa. Mas Lays não ouvia nada, até avistar uma mulher de longos cabelos negros. Ela olhava para Peter, mas ao mesmo tempo para o outro lado do lago, que estava Danilo.

Lays pensava em algo rápido, eles já estavam chegando próximos ao lago. Lays se lembrou do seu charme.

–Mislayne. – Gritou Lays. – Distraia a mulher.

Mislayne pegou algumas pedras no chão. Danilo avançou e caiu no rio, que tinha uma textura preta. O garoto ia afundando aos poucos como se fosse areia movediça.

–O que você... – Mislayne tacou algumas pedras na mulher, que chiou ao receber uma chuva de pedras. – Está pensando em fazer?

Lays correu para o lado da garota, e entregou seu arco e flecha e a alava para a garota.

–Atire todas as flechas nela.

–Mas eu nem seu usar.

–Hora de aprender.

Lays correu até Peter.

–Ei! Peter, você está ai? – Lays falou com a voz mais doce possível. – Lembra-se de Julie.

Ao ouvir o nome da garota, Peter parou, seus olhos voltaram à cor normal.

–Lembra-se dela caminhando contigo nas ruas do “Lar de Roma”?

Peter foi ao chão.

Lays corria até Danilo, que afundava lago abaixo.

A mulher chiava forte, os ouvidos de Lays se incomodavam.

–Acho que ela não está gostando muito disso. – Gritou Mislayne atirando flechas na mulher.

Do lago, saíram seres metade peixe metade humanos. E atacaram Lays. Gritavam forte um chiado parecido com a sua “líder”. Segurava o pé da garota, ela os chutava, mas os mesmos não se distanciavam dela.

–Danilo. – Gritou a garota.

–Lays, eles está quase todo submerso.

Lays procurava forças, mas quase todos os seres estavam acima dela, em um amontoado de metades peixes.

As flechas de Mislayne estavam acabando, ela começava a tacar pedras novamente, com uma expressão aflita.

Os olhos de Lays se enchiam de lagrimas olhando Danilo ficando submerso.

Em um instante, os seres foram jogados longe, um gigante zumbi tirou-lhes como se fossem bonecos. Peter tirava cada ser e esmurrava suas caras jogando-os longe.

Lays correu junto a Danilo, segurou sua mão forte.

–Danilo. – Gritava tentando usar o charme, mas lágrimas caiam sobre seu rosto. – Dan! Volte.

Cada vez mais o garoto afundava. Lays usou toda sua força para puxa-lo. A mulher chiava forte e agudo. Mislayne e Peter tampavam seus ouvidos. Lays não se incomodava.

–Dan... Volte, volte pra mim. Volte! – Gritou forte.

Danilo L

Como um sussurro, um grito desesperado. As forças se esvaíram, os músculos pareciam geleia. O subconsciente dizia para desistir, mas uma voz, doce e meiga, o chamava para fora.

Danilo ouvira uma voz ao entrar na floresta, suave, que chamava para fazer companhia para ela. Danilo nunca se sentirá assim, como se precisasse ficar perto daquela voz.

Ao cair no lago, algo o puxava ainda mais pra dentro. Uma mão o puxou.

A voz doce e meiga se lembrara da primeira vez que tinha ouvido aquela voz.

“Oi, meu nome e Lays Chashien”.

Mas agora, com um choro, e um grito.

Danilo usou todas as forças para sair do lago, que parecia com piche.

Sentiu como se fosse vomitado pelo lago, uma sensação estranha.

Caiu sobre o chão de terra, e logo abriu os olhos, viu Lays sendo atingida pelos raios de sol, como um anjo.

Lays caiu sobre Danilo chorando forte.

–Você voltou. – Dizia a garota.

Danilo ainda estava confuso com tudo, viu Mislayne atirando pedras contra uma figura estranha e feia que chiava contra a garota. Peter detonava contra seres metade peixes metade humano.

Danilo olhou atento novamente para o ser em cima de uma pedra no meio do lago, sua face mudou, agora olhava meigo para ela.

Uma raiva consumia seu corpo, o garoto se levantou, e invocou raios dos céus. Um vento forte atingiu o local, os céus ficaram negros e trovões eram audíveis de dentro das nuvens.

Danilo gritou forte, e invocou um raio que atingiu todo o lago, e logo o ser acima da pedra, que gritou forte, e chiou contra o garoto. E logo se transformará em pó.

Todos estavam cansados, e respiravam fundo.

Os seres desapareceram junto com a mulher da pedra. Os céus agora eram claros com o sol forte atingido a clareira na floresta.

–Que bom... – Disse ofegante Mislayne. – Que vocês voltaram.

–Obrigado por vocês nós salvarem. – Disse Danilo.

Peter ajudará Mislayne.

–Vamos voltar para o barco.

–Estamos sem recursos alguns. – Falou Lays.

–Melhor voltarmos, não quero enfrentar outra mulher feia do mal. – Falou Peter.

Danilo sabia que se não fosse às garotas, os dois teriam morrido dentro do lago. Estaria mesmo preparado para liderar o grupo, mesmo isso sendo algo banal de se pensar, ele não seria forte o tempo todo, mas para liderar um grupo, seria ele mesmo digno.

Davi N.

Davi ficara no barco. Jake era uma boa companhia, mas às vezes falava ate demais.

Olhava para o mar ao fundo, vasto e grande. Davi tinha o mapa de todo o local no cérebro. À direita mais ao longe, centenas de ilhas juntos. À esquerda, se estendia um grande mar, e alguns seres que desconhecia.

Davi poderia ver, que a frente de todos. Havia seres enormes que andavam abaixo da água.

Devia contar a todos o que esperava? Poderia deixar todos com medo, e eles quererem recuar. Será que Danilo ia continuar com a missão?

Danilo havia chamado Davi para conversa no acampamento.

–Faz tempo que não fazemos isso.

O garoto havia pegado centenas de bolachas, suco e besteiras. Os dois foram para o alto da colina, e desenhavam tudo que viam. Um hobby de infância.

Logo Danilo se levantou, desceu a colina e foi até o lago, Davi o seguiu. O garoto pegou uma pedra e tacava em direção ao lago.

–Danilo.

–Sim – Respondeu o amigo.

–Essa missão. – Davi se sentou no chão. Danilo ainda ficará em pé tacando pedras no lago. – Você está preparado?

–Sendo sincero... Não.

Os dois riram.

–Por que estamos fazendo tudo isso? Poderíamos estar em casa agora jogando vídeo game.

Danilo jogou a ultima pedra no lago.

–Meus motivos... Quero salvar a todos...

Davi parou e admirou o lago. Aos poucos se levantou e ficou ao lado do amigo.

–Então, você poderá contar comigo.

–Serio mesmo? Não vai sumir igual da ultima vez?

–Aquilo foi por acaso.

As risadas surgiam instantaneamente.

–Mas se por acaso, eu morrer. – Falou Davi.

–Eu não vou deixar isso acontecer.

–Mas se acontecer, pelo menos posso morrer sorrindo igual a um herói.

–Acho melhor nem falar isso.

Danilo socou o ombro do amigo.

–Dessa vez, eu irei proteger você ou salvar.

–Falou a bela adormecida.

Davi socou o amigo de volta.

–Não tenho culpa que os monstros gostam de me atacar, talvez vejam que sou o mais forte.

–E o mais mentiroso também.

Era como nos velhos tempos.

–Será que vamos conseguir mesmo? – Questionou Davi.

–Não sei, mas vamos tentar. – Sorriu confiante Danilo.

Aquela confiança, e aquele olhar firme, Davi queria ter aquela confiança. E ele tinha a confiança que Danilo tinha nele, a confiança de amigo, que poderia ter ele do seu lado, para batalhar junto.

Mesmo com tudo aquilo, Davi se sentia um pouco inútil na missão, até um pouco fraco, inutilizado. Danilo deixou claro que o garoto era importante, mas o seus amigos só confiavam no garoto para proteger o barco, por que tinha poderes no mar.

Ele dizia a si mesmo para tirar aqueles pensamentos da sua mente, mas uma voz lá no fundo dizia para ele desistir, que era fraco demais.

Davi se sentia ruim com essa voz.

Jake trabalhava na sala de comandos com Sr. Brown. E pegava pequenos recursos que encontrava na praia para arrumar “Perry”.

Aquele era a criança de Jake, o garoto manejava as ferramentas com facilidade pelas mãos, e ao mesmo tempo em que pegava outra ferramenta em seu cinto de utilidades. Se estivesse com uma capa e uma mascara seria o Robin.

No bolso da calça, Davi guardava a foto de Barbará, prometerá a garota que iria voltar para o acampamento, para o seu lar. E iria cumprir a promessa.

Davi brincava com a água, até que viu Danilo e os outros correndo todos sujos e com... Aquilo era piche na roupa de Danilo?

–Jake, abre a porta do convés! – Gritou Davi.

A porta de abriu, e todos entraram. Eles estavam bem.

–O que ouve com vocês? Isso e piche?

–Longa historia. – Danilo pulou no mar, um gesto louco, mas aos poucos o piche foi saindo.

–Enfrentamos um tipo de senhora do mal que tinha voz meiga e doce, mas era feia. – Falou Peter.

–Parecem as garotas que moravam no meu bairro. – Comentou Jake.

–Sereias, mas essa estava no meio da ilha? – Questionou Sr. Brown.

–Havia um grande lago lá. – Mislayne trazia alguns copos d’água para todos. Danilo já retornará para o barco.

–Vocês trouxeram algum recurso? – Perguntou Jake.

–Nenhum, foi mal Jake. – Falou Danilo.

–Sem problemas, agora precisamos que os outros dois tenham trago algo. – Disse o garoto.

–Verdade, onde eles estão? – Falou Lays.

Peter apontou ao longe.

–São eles?

Os dois, Victor e Helena, vinham correndo carregando ferro, bronze e madeira, atrás deles uns humanoides estranhos com dreads nos cabelos.

–Abram a porta! Abram a porta! – Gritava loucamente Victor.

Os dois entraram correndo pela porta, logo Brown fechou a mesma, e os humanoides batiam contra o casco.

–Vamos, vamos. – Gritou Jake.

As engrenagens rangeram, e logo saíram pelo mar adentro, e os humanoides gritavam algo na língua humanoide, que se parecia muito com um berro.

Helena e Victor caíram sobre o convés superior, e Victor estampava um sorriso enorme.

–O que aconteceu? – Falou Davi.

–Longe... Historia.

Davi estava curioso, mas pelo menos tinham poucos recursos, so precisavam chegar à outra ilha... Em segurança.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.