Notas iniciais
Olá queridos leitores! Peço desculpas pela demora, mas, como já expliquei a alguns eu passei por uma série de problemas pessoais e tive que me ausentar. Bom, estou de volta e espero que continuem gostando da fic! Este capitulo é decicado aos meus queridos leitores : Dara e Marcos pelas recomendações sz todo amor do mundo a vocês! Amei suas palavras, muito obrigada! Sem mais delongas, boa leitura!

Suna

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Suna

Sasuke fitava a lona de couro que ficava acima de sua cabeça pensando em sua viagem a Suna. Deitado em uma confortável cama de palha ele ouviu novamente as palavras do bárbaro que chegara à noite em que ele próprio fora gravemente ferido.

“Os amigos de Sakura são bem vindos em minhas terras, até você Uchiha. Podem ficar em meus aposentos”.

Sasuke crispou os lábios como fizera ao ouvir as palavras debochadas do outro, não aceitara ficar na grande tenda de Sasori, assim como Shikamaru. Sakura e Ino deram de ombro e seguiram até a única tenta colorida que ficava no ponto mais alto daquela imensidão de areia. Sakura.

Ele balançou a cabeça tentando tirar a irritação palpável que sentiu ao vê-la cavalgar ao lado de Sasori durante toda a viagem. Eles conversavam entre sussurros e às vezes o ruivo gargalhava deixando-a estranhamente vermelha. Suspirou ao ouvir o batuque e os gritos vindos da rua, levantou sentindo uma dolorida pontada no ferimento e saiu para a festa daqueles bárbaros.

Baía de Umbar

Naruto olhava boquiaberto o baluarte de pedra que se erguia imponente contra o céu negro. A fortaleza dos elfos livres da Terra Média ficava no coração de uma velha floresta cercada por lendas e contos que os viajantes contavam.

A chegada até os grandes portões fora escoltada por outros elfos vestidos de verde que se juntaram a comitiva no inicio dos seus territórios.

– Nem sempre foi assim.

Naruto olhou para o lado e fitou Hinata que seguia em frente olhando para os grandes portões de ferro, agora abertos para dar passagem aos novos “amigos” do povo da floresta.

– Com tantos guerreiros?

Ele não pode deixar de notar que a atmosfera era muito hostil.

Ela anuiu.

– A Montanha Sombria fica do outro lado de nossas fronteiras, temos de ser cautelosos.

O loiro sentiu um estranho arrepio transpassar-lhe a pele e adentrou na grande morada os elfos, seguindo de perto a mulher que fazia seu coração bater de um modo diferente.

Suna

Shikamaru mastigava uma erva nativa do deserto que lhe proporcionava uma sensação de frescor enquanto observava as mulheres dançar em volta de uma grande fogueira. Teve que admitir para si mesmo ao chegar a Suna que estava muito errado. Esperava encontrar um povo pobre, sem artifícios para sobrevivência e em uma situação precária. Doce engano.

A vila de Suna era grande e bem equipada, cercada por muros de areia e pedra trazidas das fronteiras além das terras ermas, ninguém entrava ou saia sem que os guardas da cidadela tivessem conhecimento do caso.

As casas eram na verdade tendas feitas de osso, madeira e couro de animal curtido ao sol. Eram de diversos tamanhos e a cor que prevalecia ali era a da própria areia, porém, a grande tenda do intitulado Rei dos Bárbaros era vermelho sangue e apontava ameaçadora acima das outras.

Com os cotovelos apoiados em uma espécie de muro de pedra ele observava as mulheres de Suna dançarem em volta da fogueira, à direita delas havia um grande poço de água e os tambores e atabaques retumbavam chamando a noite que vinha.

– Tem vontade de dançar com elas?

Ele virou o rosto para encontrar a dona da voz. Diferente das outras mulheres que vestiam saias do mesmo couro utilizado nas lonas e fitas nos seios desnudos, esta vestia uma longa saia negra e uma blusa da mesma cor. O tecido era mais leve e duas espadas estavam presas em sua cintura.

– Não sei dançar.

Ela sorriu em deboche.

– Vocês estrangeiros não sabem de nada mesmo não é. – respondeu ela puxando um pouco da erva da mão dele e mascando.

– Acho que sabemos mais do que vocês.

Ela ergueu a sobrancelha.

– Você tem a língua grande demais para alguém fora de suas terras.

Ele bufou e revirou os olhos.

– Por que não pulamos esse discurso ensaiado? No mínimo você deve falar isso para todos que vem até Suna.

Ela cuspiu a erva no chão de areia e sorriu.

– Você é sempre assim? Irritante?

Ele fitou a mulher loira a sua frente pela primeira vez com interesse. Era muito bonita, diferente das outras que ali viviam.

– Porque elas estão dançando? – perguntou ele apontando para as mulheres que faziam uma coreografia diferente de todas as que ele já havia visto.

– É o nosso presente aos deuses, nosso pedido de sorte para a guerra.

– Hm. Vou ver como o Sasuke está. Até mais...

– Temari.

– Temari – disse ele assentindo e saindo logo em seguida.

Baía de Umbar

Tenten não queria que ninguém percebesse o quão maravilhada estava. Depois de um banho quente no lindo quarto de paredes claras e cortinas azuis, ela saiu pelos grandes corredores de mármore para o jantar. Todos os soldados ficaram bem instalados, mas somente ela e Naruto tiveram quartos especiais dentro da casa do Senhor dos Elfos, o mestre Hyuuga.

Seguiu o som delicado e baixo de uma harpa até um salão que possuía as paredes brancas com muitas pinturas em azul, dourado e laranja. Ao que pode perceber eram cenas de grandes batalhas. A luz irradiante do local juntamente com tantas criaturas diferentes fez com que se sentisse em outro mundo. Um mundo magico.

– Nunca esteve em um lugar civilizado?

Ela voltou seu olhar para a voz que zombava de sua expressão deleitada, porém, a expressão do próprio Neji era suave.

– Não vai atrapalhar meu jantar fada da floresta. Vocês tem vinho?

Ele sorriu e foi até a mesa, alguns elfos conversavam baixo enquanto sentados, outros em grupos perto das grandes janelas. A Mitsashi reparou no quão bonito ele estava sem as vestes de guerreiro. Os longos cabelos estavam soltos e perfeitamente alinhados, as orelhas pontudas sobressaiam nos fios macios e as vestes prateadas lhe davam um ar superior.

– Aqui está – disse ele oferecendo a taça de prata a ela.

– Obrigada.

– O jantar já será servido, está com fome?

– Comeria um urso se fosse servido.

Ele não conseguiu segurar a risada diante dos modos da “moça”.

– O que foi fada?

– Não me chame assim, coma rápido – disse ele vendo alguns elfos entrarem com travessas de comida – quero lhe levar para conhecer um lugar.

Ela bebericou mais um pouco da bebida amarga enquanto ele voltava para a mesa. De longe Naruto e Hinata entraram e acenaram para ela.

“Isso não vai dar boa coisa” pensou antes de fazer cara feia para as folhas e pães ali servidos “Ah se fosse porco salgado”.

Suna

Sasuke seguiu a movimentação no centro da vila e ficou um pouco ao longe observando as mulheres dançarem. Homens faziam parte do estranho ritual as agarrando pela cintura enquanto seus corpos se retorciam como se não possuíssem ossos.

Achou digna a fama de bárbaros que os povos além das terras ermas possuíam, nas suas terras nem as meretrizes conseguiam dançar daquela forma, e mesmo que conseguissem, nunca fariam em frente a toda uma vila.

Quando ele achou que não poderia ficar mais difícil olhar para aquelas selvagens sem sentir seu ventre esquentar, viu que as pessoas davam espaço para outra pessoa entrar.

Ele gemeu baixinho quando a viu.

O longo vestido fora substituído por uma saia preta do mesmo couro ali usado, porém, a da bruxa possuía uma grande fenda na perna esquerda. Os seios eram cobertos por uma tira de couro amarrada com tanta força que as cordas pareciam lhe penetrar na carne. Toda a barriga estava desnuda, a pele branca e alva brilhava com a luz da lua e ele podia jurar que era tão macia quanto os longos cabelos que balançavam ao vento.

Todos pararam para observar a mulher que dançava como uma deusa enviada de outro mundo para hipnotizar todos os homens em terra.

Sakura quebrava de leve a cintura enquanto os primeiros sons eram feitos e logo seus pés descalços guiavam seu corpo esguio em uma dança que prendia os olhos.

Sasuke não conseguia piscar. Enquanto ela contorcia a cintura e jogava os braços para o alto ele sentiu seu coração dar um leve pulso.

Lentamente a cintura dela fazia ondas e a bruxa abaixou a cabeça deixando os fios róseos caírem por cima cobrindo quase toda a visão de seu tronco nu.

Quando ela levantou a cabeça novamente fixou os olhos em Sasuke.

– Ps.. – resmungou ele sentindo um arrepio na espinha quando ela virou de costas para os moradores que batiam palmas e mexia somente a cintura deixando toda a parte superior do corpo imóvel.

– É a primeira vez que vê a bruxa da noite dançar?

Ele se assustou com a voz em seu ouvido e virou para encarar o homem ruivo ao seu lado. Vestia roupas do mesmo couro de seu povo, porém um pouco mais ornadas. Sasori não retirou os olhos por nem um segundo da mulher que seduzia a todos no centro da vila. Logo as outras se juntaram a ela fazendo os gritos e palmas aumentarem consideravelmente.

– Sasori...- foi somente o que Sasuke conseguiu dizer.

– Cuidado Uchiha, já vi homens enlouqueceram por olhá-la por muito tempo, mas, que culpa tem? Ela é incrível mesmo.

– Concordo. Ela é incrível.

– Gosta dela?

– Ela salvou minha vida – respondeu seco voltando os olhos para Sakura que, ainda de costas virou o rosto por cima do ombro e lhe dera um sorriso de canto.

Sasori apenas cerrou os olhos e sorriu, como um belo diplomata. Saiu com as mãos cruzadas atrás do corpo sem transferir nenhuma outra palavra.

Levemente irritado e desconfortável Sasuke se afastou e foi em direção ao poço de água que ficava atrás das tendas dos visitantes.

Puxou o balde e jogou toda a água na própria cabeça, a camisa de flanela grudou imediatamente no corpo quente, mas, ainda sim se sentiu mais refrescado.

– Sasuke.

Ele prendeu a respiração quando a viu em sua frente. Não ouvira nenhuma aproximação.

– Sakura.

– O que Sasori queria?

Ele notou que gotas de suor escorriam pelo corpo esguio, apertou os dentes com força.

– Falar da sua desenvoltura.

Ela arqueou uma sobrancelha e ele se obrigou a soltar o ar preso nos pulmões.

– Está sentindo dor? – disse ela tocando o local antes ferido.

– Não, e eu preciso te agradecer. Tenho uma divida eterna com você Sakura.

Ela não conseguia desviar os olhos daqueles ônix tão intensos. Como Sasuke possuía alguns centímetros a mais do que ela própria, Sakura se obrigava a olhar para cima.

– Não precisa agradecer.

O som atrás deles ficava mais alto, gritos e risadas acompanhavam os tambores. A noite quente deixava o ar abafado e ela sentiu que também poderia jogar um balde de água sobre si.

– Sakura ... – sem perceber ele levou as mãos nos braços dela, a pele quente o deixou tenso e sua respiração já ficava pesada.

Ela se surpreendeu por querer, querer aquela aproximação. Queria o toque gelado dele, queria aquela força a puxando para si. Mordeu o lábio ao perceber que pensamentos estavam inundando sua mente, seria a atmosfera e a dança?

Sasuke deslizou as mãos pelos braços dela e novamente subiu as pressionando com força nos ombros, deu um passo à frente segurando firmemente o corpo da bruxa. Tremeu quando as mãos pequenas dela pousaram em seu peito.

– Senhora?

O contato visual foi quebrado e ela jurou ter ouvido Sasuke praguejar.

– Temari?

– O Rei o chama em sua tenda.

Ela apenas assentiu e caminhou em direção a grande tenda.

– Vá dormir Uchiha, amanha partimos cedo.

Ele crispou os lábios quando a loira saiu sorrindo em deboche.

“Como se eu fosse conseguir” pensou em desespero caminhando para própria tenda.

Sakura passou as mãos pelos cabelos um pouco nervosa, não entendia o que havia acontecido minutos antes no poço, ou pior, o que aconteceria se Temari não os tivesse interrompido?

Desde o episodio no vaú ela sentia uma estranha sensação quando estava junto de Sasuke, e por tal motivo fizera questão de permanecer longe do mesmo pelo máximo de tempo que conseguira. Mas naquela noite, ao vê-lo de longe parado a lhe observar dançar algo balançou dentro do peito. Ao vê-lo com a expressão seria, concentrada e quase sofrida ela sentiu vontade de mais, sentiu vontade de provar daquela agonia que ele exalava.

– Queria me ver – afirmou entrando na sala adornada com diversos tapetes, cortinas, almofadas e lenços. As cores que prevaleciam no ambiente eram o vermelho e o dourado, as preferidas do Rei.

– Queria, sua dança foi espetacular. Teremos sorte na guerra – disse ele se afastando de um aparador com duas taças na mão.

– Fico feliz que pense assim. – respondeu ela aceitando a bebida oferecida.

– Sakura, precisamos conversar.

– Aproveite meu tempo, ele é curto.

O bruxo virou uma generosa dose da bebida fresca e fitou a mulher a sua frente. Ela emanava poder.

– Aceitei juntar meus homens e meus deuses a esta guerra porque ela é sua. Você é alguém importante para mim, sabe disso.

Ela permaneceu quieta.

– Por considerar tanto sua existência neste mundo preciso lhe ser sincero Sakura. Temo que pela primeira vez em sua vida, não saiba o que está fazendo.

– Como? — disse ela confusa.

– Você sabe tudo sobre a Grande Sombra?

De repente o ar parou, o som na rua já não existia e Sakura sentiu um leve sopro no ouvido.

– Sei.

– Sakura você sabe tudo sobre Sasuke?

Ela começava a se irritar.

– O que Sasuke tem haver com Madara?

– Há uma razão por eu nunca ter aceitado sua permanência nas Colinas de Ferro.

– Você nunca a disse.

Os olhos do homem se cravaram em cima dos dela.

– Sakura, Madara é um Uchiha.

Notas finais
E então? gostaram? espero que sim! Bom, primeiro quero AGRADECER aos comentários e favoritos, MUITO MUITO OBRIGADA! vocês me fazem continuar, segundo, irei responder a todos ainda hoje! E novamente perdão pela demora. Agora por ultimo, mas nao menos importante quero fazer uma pergunta: Querem um especial? GaaIno - irão aparecer também-, NejiTen, ShikaTema ou NaruHina? Escolham! Até os comentários gente linda!!