A Bruxa da Noite

10 O pesadelo da bruxa


Notas iniciais
Boaa noite meus lindos! Agradeço a todos que comentaram e favoritaram a fic! Boa leitura ^^

O pesadelo da bruxa

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Suna

“Madara é um Uchiha...Uchiha...Uchiha...”

– Não pode ..ser.

Foi o que conseguiu dizer depois das palavras proferidas por Sasori. A bruxa então levantou o rosto e fitou o homem com os olhos surpresos. Não havia mentira na face dele.

– Eu achei que você deveria saber.

Ela girou os calcanhares e saiu da tenda. A fúria tomava conta de seu corpo, mente e sentidos. Ela não aceitaria ser engada desta forma, todos iriam pagar.

– Sakura aonde você vai?

Mas a bruxa não ouviu o lamento de Ino, continuou andando e antes que a loira a seguisse foi segurada pela cintura pelo homem que conhecera no vaú.

– Olhe para os pés dela – ele sussurrou em seu ouvido.

A mulher baixou os olhos e viu a areia do deserto subindo a cada passo que a bruxa dava. Assustada ela acompanhou com o olhar o caminho que a outra estava percorrendo.

– Sasuke... – resmungou aflita – precisamos fazer alguma coisa!

– Você vem comigo, as coisas não ficarão bonitas por aqui.

E a contra gosto o homem chamado Gaara carregou a loira para o mais longe dali.

Colinas de ferro

Mikoto permanecia com as mãos pousadas no balaústre da sacada, mas o pensamento ia longe das fronteiras de suas terras.

O vento cálido tocava-lhe a face corada e os cabelos negros com pouco brilho, de longe ela sentiu a aproximação da velha amiga.

– Meus pensamentos também vagam longe. – disse a mulher parando ao lado dela, possuía olhos cansados e vincos de preocupação na testa.

– Oh Kushina, como será que estão nossos meninos?

– Eu não sei, mas rezo que estejam bem. Não teve noticias de Sasuke?

A morena abaixou a cabeça fazendo uma negativa.

– Temo que em Suna não seja possível mandar noticias.

– Ele está seguro Mikoto, está com a bruxa.

– Às vezes, a presença dela é o que mais temo Kushina.

– Não fale assim, Itachi confia nela. Falando nele, como está a tomada da Grande Estrada?

– Estão reunindo homens, Itachi mandou soldados para todos os cantos em busca de ajuda. Ele vai segurar a cabeceira do Anuí, eu sei que vai.

– Vamos Mikoto, temos muitas bocas para alimentar. Os soldados precisam estar bem satisfeitos para que suas espadas perfurem o inimigo.

– Você é forte Kushina.

– Minha velha mãe sempre dizia que ser mulher era algo difícil, não vamos para o campo de batalha, mas ficamos preocupadas com nossos maridos e filhos. Eu cresci preparada para a guerra Mikoto, você também.

A outra sorriu fraco e juntas voltaram aos seus afazeres.

Baia de Umbar

Hinata terminava de pentear seus cabelos quando alguém bateu em sua porta.

– Entre.

Sorriu ao ver o guerreiro louro adentrar no aposento com muita cautela, como se profanasse um templo sagrado.

– O que o trás aqui tão tarde? – perguntou levantando do banquinho que ficava em frente a sua penteadeira branca.

Ele passou por ela e foi até a grande janela do quarto, abriu as cortinas leves e olhou em direção ao fogo que saia da montanha ao longe.

– Dentro dessas terras a guerra parece tão distante. Gostaria de acreditar que estamos seguros aqui.

Ela caminhou até o lado dele e fitou o rosto que olhava para frente. Ele era um homem muito bonito, no seu intimo sempre achou que somente um elfo seria capaz de lhe chamar atenção, mas mudou de ideia depois que começou a partilhar da presença de Naruto.

Ele era leve, engraçado e divertido. Porém, quando era necessário ser sério ele possuía uma energia e uma seriedade que faziam ela o admirar cada vez mais.

– Também gostaria de acreditar nisso, mas meu povo não tem poder suficiente para suportar todo esse mal.

Um leve sorriso tomou conta dos lábios do loiro e logo ele se virou para fita-la. Seus rostos estavam tão perto que Hinata podia jurar que sentia o hálito doce que ele emanava através da respiração curta.

– Nós vamos vencer essa guerra Hinata.

– Estou certa que sim. – respondeu ela com os olhos grudados nos dele.

Ele sorriu e tocou a face da elfa que fechou os olhos e esperou pelo doce beijo que vinha.

Suna

Sasuke andava irrequieto de um lado para o outro da tenda, os archotes acessos faziam as sombras dançarem pelo couro esticado e o levaram para a dança da bruxa. Não conseguia parar de pensar em Sakura.

Seus pensamentos então foram interrompidos por uma torrente de ar que se abatera sobre a vila. Ficou imaginando se não seria uma das famosas tempestades de areia quando a viu entrar. Lívida de fúria.

– Sakura o que?

– Por que vocês mentiram para mim Uchiha? – disse ela pausadamente cuspindo as palavras.

A areia em volta dela se erguia juntamente com os cabelos róseos e o vento ficava cada vez mais forte.

– Do que está falando? – perguntou o outro confuso.

– Madara, vocês mentiram pra mim!

Sasuke tentou responder, mas sentiu uma dor lancinante no ferimento, abaixou os olhos e viu que ele se abria novamente e o sangue escorria pelas vestes brancas.

– Sakura pare com ...isso...

Ele levantou os olhos para fita-la e viu que a bruxa chorava. Sem pensar levantou forçando o corpo e a mente a não caírem pela dor que ficava a cada minuto pior e caminhou em direção a ela.

– O que tem...o Madara...

– Uchiha Madara você quer dizer.

Ele estacou.

– Uchiha ... não Sakura não pode ser.

Ela tremia e de seus olhos brotavam mais lágrimas.

– Uma vida inteira sendo enganada, morando nas terras do meu próprio inimigo – gritou ela fazendo com que a tenda balançasse precariamente.

– Pelos deuses Sakura eu não sabia disso! PARE COM ISSO – gritou ele a segurando pelos braços.

Ela arregalou os olhos como se tivesse levado um choque com o toque dele. Lentamente o vento foi se acalmando e a areia voltando a cair no chão.

A respiração da bruxa estava pesada e seu olhar perdido, como o de uma criança que leva uma grande bronca dos pais. Sasuke arfou e caiu de joelhos, o sangue escorria e ele estava mais pálido.

Sakura se manteve em pé com o rosto molhado, fitava o fundo da tenda e suas unhas estavam cravadas na carne das mãos.

– Sakura, me escute. Eu não sabia, e foi a sua mãe que te mandou pras colinas de ferro...não faz..sentido ela te mandar pra casa do inimigo. Eu sei.. que meu pai tem uma explicação...pra isso.

Ela abaixou os olhos e o viu com dor. Percebeu a razão nas palavras dele e se ajoelhou um pouco assustada.

– Sasuke você está sangrando... – disse levantando a malha fina que cobria o tronco do homem e jogando-a em um canto.

Ele gemeu baixinho quando ela colocou a mão quente sobre o ferimento e apertou. Os olhos da bruxa giraram nas orbitas enquanto a mesma proferia palavras de cura, aos poucos a carne queimou e foi se juntando em pequenos pedaços, quando Sasuke olhou já não havia corte.

Ele levantou o olhar para fitar a mulher a sua frente e viu que um filete de sangue escorria de sua boca, era o sanguedele.

– Me perdoe ... – disse ela esquadrinhando o rosto pálido.

Sasuke não pensou quando seu estomago revirou e sua respiração falhou, somente levou uma mão à nuca coberta por fios róseos e puxou o rosto dela para si.

O beijo fora quente, carregado de desejo e fúria. Sem perceber Sakura o puxava para mais perto e o sabor de sangue a deixava mais excitada.

Ela arfou quando mordeu o lábio dele causando um gemido baixo vindo do mesmo, quis deitá-lo naquele chão vaguear as mãos pelo corpo forte, mas a razão a trouxe de volta.

– Sa..sasuke... – disse separando-se dele e procurando ar.

– Desculpe.. eu não consegui.

Ele passou as mãos pelos cabelos e a fitou a mulher totalmente surpresa a sua frente.

– Eu.. eu preciso pensar. – e dizendo isso ela correu para fora da tenda, para longe daquele homem que tirara o ar de seus pulmões.

~~

Sakura caminhou de volta a grande tenda e ignorou os empregados de Sasori que se ofereciam para servi-la do que desejasse, precisa ficar a sós.

Estranhou não ver Ino em sua cama, a menina dormia cedo e sabia que amanha teriam uma longa viagem, porém, seus pensamentos vaguearam novamente pelas palavras de Sasori e para Sasuke...

Levou os dedos nos lábios sentindo o formigamento. Algo queimava em seu estomago e ela se obrigou a deitar. Ele a beijara, e pelos deuses ela queria muito mais que um beijo!

Gemeu baixinho pensando no corpo quente que a tocara e fechou os olhos, precisava esfriar a cabeça e dormir. Foi o que fez.

Baía de Umbar

Naruto sorria junto a sua cama macia e com um doce perfume de flores. Não poderia ter sido melhor do que estava imaginando há dias.

A boca da elfa era macia, doce e seu gosto era bom.

O beijo que deram foi rápido, porém fizera ambos ficarem conectados de uma forma estranha. Riu sozinho imaginando o que Sasuke diria se soubesse disso, provavelmente reviraria os olhos e o chamaria de idiota por falar palavras como “beijo e conectado” na mesma frase.

Pensou no amigo, em como estaria. E pensou que na manha seguinte teria que cumprir a tarefa lhe incumbida: treinar os homens pobres da região além das terras élficas para a batalha. Não seria uma tarefa fácil pois muitos deles jamais sentiram o peso de uma espada.

“Ou de uma guerra”.

Precisavam agir logo, precisavam fechar o cerco para não deixaram nenhum dos Orcs adentrarem nas florestas protegidas.

Respirou fundo e virou-se para encontrar uma posição mais aconchegante, logo o sono lhe tomou a mente e ele dormiu sem imaginar que ali perto sombras se mexiam na escuridão.

Suna

A névoa entrava facilmente em todos os locais enquanto a vila dormia. Nem mesmo os guerreiros que deveriam proteger os moradores a perceberam.

Ela entrou sutil, leve e gelada. Seus dedos percorreram cada corpo adormecido deixando-os febris e com sonhos terríveis.

Até que a névoa a encontrou. Dormindo descoberta, as pernas brilhavam pelo luar que entrava por uma fenda alta.

Tocou-lhe a pele, os cabelos e a boca.

– Eu sabia que você viria. Marada.

Ele riu baixinho e se postou em frente ao corpo da bruxa que se levantava. Linda como em seus mais perturbadores sonhos.

– E você esperou por mim, Sakura.

Ela deixou a cabeça cair de lado e sorriu diabolicamente. Os olhos se arregalaram e ele se viu preso a ela, não podia se mexer.

– Eu vou estripar você, até que implore pela morte.

– Não tenho medo das ameaças de uma bruxa, e não quero lhe fazer mal.

Um lamento alto e doloroso foi ouvido na rua, o vento parou e com um farfalhar de vestes ele estava atrás dela, tocando-lhe e pele das costas.

– A quero comigo Sakura, ao meu lado. Sabe quantas vezes imaginei isso? Você reinando como a bruxa que é, como a mulher que é.

Ela cuspiu e se virou de frente para o espectro dele. Era um homem alto, moreno e seus traços lembravam muito a linhagem dos Uchiha.

As sombras dançavam a sua volta, homens com cabeças de animais. Ela podia ouvir seus gemidos de dor e sentir a agonia de cada corpo amaldiçoado.

– Sabe por quantas noites ansiei em te tocar? – disse ele baixando a mão pelo ombro da mulher.

Ela sorriu.

Levou as garras até o peito dele e o sentiu arfar.

– Você vai morrer, Madara.

Ele gritou. As garras da bruxa o queimaram profundamente, arrancando-lhes um pedaço da carne.

Com isso ele se dissipou como névoa, deixando todos os moradores da vila de pelos ouriçados e com medo de fechar os olhos novamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado, vamos lá! Conversem comigo!!