A Bruxa da Noite

8 A canção dos mortos


Notas iniciais
Olá gente linda! Agradeço a quem comentou e favoritou a fic! logo logo irei responder a todos! Boa leitura! ^^

A canção dos mortos

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Caminho para Suna

Eles passaram o dia cavalgando como se o próprio diabo estivesse ao encalço de seus cavalos. Sakura ia à frente e seus longos cabelos róseos esvoaçavam enquanto atiçava a montaria a ir mais rápido.

Sasuke estava preocupado, não poderiam enfrentar uma batalha a céu aberto e as planícies não os ajudariam, eram poucos e os inimigos não teriam pena. Observava a mulher sem medo algum a sua frente, ela tinha as feições duras e sérias olhando sempre em frente, mas, não deixava de procurar pelos companheiros em intervalos pequenos de tempo, sempre se certificando de que estavam bem.

Ele não entendia o que estava acontecendo, Sakura era como uma sombra que vivera durante onze anos ao lado de seu castelo, sempre ouvira o irmão falar dela e era como se a conhecesse há muito tempo. Só que não conhecia, aquela mulher era misteriosa demais para se deixar conhecer. O que o assustava era que talvez ele quisesse desvendar aquele mistério de cabelos róseos e olhar furioso.

Foi tirado do seu devaneio quando ela fez sinal para pararem, desceram dos cavalos e deixaram os animais descansarem um pouco enquanto ela olhava para as montanhas, agora mais próximas.

– Estamos a algumas milhas do Vaú, estaremos lá ao anoitecer. – disse voltando o olhar para Sasuke que concordou.

– Os cavalos precisam descansar, nesse ritmo estarão mortos antes do anoitecer Sakura.

– Todos estarão mortos se ela não puder fazer nada – disse Shikamaru que estava ajoelhado no chão com o ouvido grudado na terra seca – estão a meio dia de distancia, caminham rápido.

– Quantos?

– Pelas passadas, uns cem.

– Cem orcs? – disse Ino em um grito histérico – não podemos lutar com todos! Só tem dois cavaleiros aqui!

– Por isso precisamos chegar à base das montanhas, estaremos protegidos lá. – disse Sakura.

– Não são orcs.

Todos olharam para Shikamaru.

– São o que então?

– Pela forma que correm, eu diria que são homens.

– Traidores do próprio sangue – cuspiu Sasuke.

– Da ultima vez alguns homens também se uniram a Madara, não seria diferente agora. Vamos, temos pressa e nossos cavalos não serão tão rápidos.

***

A Grande Estrada

– Quanto tempo falta para chegarmos a Umbar?

Neji soltou uma risada audível.

– Já cansou?

A Mitsashi revirou os olhos com desdém.

– Não, só não gosto de cavalgar nesse ritmo, e daqui a pouco vou entrar em um sono eterno de tanto olhar para essa pele brilhante de fada que você tem.

Ele trincou os dentes. Os dois seguiam com a caravana e ele também estava irritado com a demora. Normalmente levariam três dias pela Grande Estrada, mas como agora levavam consigo guerreiros da Casa Uzumaki com muito armamento, montarias e suprimentos andavam devagar demais.

A mulher chamada Tenten o irritava de uma forma desconcertante e nada do que aprendera durante seus anos de estudo servia para manter a calma perante a ela. O problema era que ele não conseguia sair de perto dela.

– Também acho que estamos indo devagar demais – suspirou ele confessando seu incômodo.

Ela arqueou uma sobrancelha pelo fato dele ter concordado com ela.

– Vocês se esgueiram bem pela floresta não é? Costumam viajar assim, pela estrada aberta?

Ele virou o rosto e fitou os olhos castanhos dela, os longos cabelos agora presos em dois coques facilitavam na hora da batalha, pensou consigo.

– Não nos esgueiramos pela floresta – retrucou tirando uma risada da mulher – mas andamos mais rápido por ela. Não gosto da estrada aberta, não quanto àquelas nuvens parecem tão ameaçadoras.

Ela fitou o céu na direção da Montanha Sombria e mordeu o lábio ansiosa, o céu lá era negro.

– É sempre assim?

– Nunca foi um céu azul com pássaros felizes voando, mas também nunca ficou desta forma, é a preparação para a batalha.

– Você tem medo? – perguntou ela baixinho.

Os cavalos andavam lado a lado abrindo caminho para todos que vinham atrás, os animais estavam tão próximos que Neji conseguiria tocar na mão da mulher se assim quisesse.

– Não tenho medo dos orcs ou dos homens, eles podem ser mortos pela lamina de uma espada ou pela ponta de uma flecha. Tenho medo do que não pode ser morto pelas nossas mãos.

Ela suspirou e encarou os olhos perolados. Sorriu.

– Acredito que essas suas mãos de fada não podem matar muita coisa mesmo.

Ele tentou ficar irritado com a provocação, mas sorriu junto com ela para então pegar um pouco da água que ela oferecia no coldre.

***

Caminho para Suna

Os quatro haviam chego a base da montanha ao cair da noite e o clima entre eles era de ansiedade. Sabiam que os outros estavam perto, os cavalos estavam exaustos e não conseguiam mais aguentar o peso das próprias pernas, sendo assim, Sakura tomou a decisão.

– Sasuke – falou o puxando para um canto pelo braço enquanto Shikamaru observava o lugar.

– O que foi?

– Vou subir a estrada a pé mesmo e sozinha. Aguente, eu volto antes de tudo terminar.

– Não pode sair sozinha – disse ele segurando o braço da bruxa.

– Acredite, eu posso – antes de entrar na escuridão voltou seu olhar para o homem – cuide-se até eu voltar.

Ele concordou com a cabeça e voltou sua atenção para a espada e o escudo a sua frente, eles teriam que resistir.

Sakura nunca havia se importado com nenhuma outra pessoa além das crianças do orfanato, mas agora se pegava surpresa ao sentir os pés sendo cortados enquanto subia a estrada pedregosa com pressa. Tinha pressa de voltar, tinha pressa de não deixa-los morrer.

O clima estava cada vez mais quente à medida que se aproximavam das terras desérticas e logo ela sentiu o suor grudar o vestido em seu corpo, as mãos estavam sujas e lascadas, pois precisava tatear no escuro o caminho para o que precisava. Tinha pressa.

– Como assim ela nos deixou? – falou Ino em um tom de desespero.

– Ela não nos deixou, sei que vai voltar com o que precisamos. – disse Sasuke fitando a estrada de pedra.

– E o que precisamos?

O som de uma trombeta rasgou o ar e Ino prendeu a respiração. Eles haviam chego.

– Ino vá para aquelas pedras e tente ficar escondida – gritou Shikamaru quando o primeiro homem com armadura de couro marrom irrompeu à noite com a espada em punho. Atrás dele centenas surgiram gritando e rugindo.

Sasuke levantou a espada e no primeiro giro decepou a cabeça do homem, virando o corpo atingiu a barriga de outro, e de outro...

Sakura congelou quando ouviu o barulho, seus amigos estavam cercados. Amigos? Assustada com o próprio pensamento se pôs a correr não ligando para os rasgos que abria nos pés.

– Sasuke! – ele ouviu Shikamaru gritar quando outro bárbaro o cercava por trás, abaixou o corpo e cortou as pernas do mesmo o deixando caído no chão, depois enfiou a espada no peito e retirou para atingir o próximo que chegava.

Não sabia quantos haviam matado, dezenas surgiam da escuridão e ambos estavam cansados. Ino se mantinha quieta rezando para que não a encontrassem ali.

– Não vamos du..rar – Sasuke ouviu Shikamaru dizer entre a dura briga que enfrentava.

– Ela vai..chegar – respondeu Sasuke já lavado de suor e sangue do inimigo.

Sakura içou o corpo pela ultima pedra e sorriu aliviada, havia encontrado o enorme descampado do vaú.

Ali a grama era sempre curta e verde, pois o sol iluminava durante o dia, e a lua durante a noite. Não havia uma arvore sequer para cobrir os restos dos antigos povos que ali lutaram durante a última guerra. Sem esperar ela andou em direção ao campo florido sabendo o que tiraria dali. Suspirou e com uma pedra afiada fez um grande talho na mão. Pôs-se a cantar:

– Uns morreram outros vivos estão, outros navegam no mar...Com as chaves da prisão e o diabo de prontidão remando sem cessar. Da fossa profunda sobe o sino a tocar como um som sepulcral...Vem convocar pra retornar ao destino final.

O sangue que escorreu pela mão e pingou no solo. Ele se remexeu. A bruxa fechou os olhos e quando os abriu viu centenas de mãos e braços podres saindo da terra.

– Levantem agora, sou eu quem está chamando. VÃO!

O grito foi seguido de muitos corpos saindo da terra revirada. Homens e elfos com armaduras gastas e corpos corroídos seguiram o caminho que ela havia feito minutos antes com uma fome de vingança própria dos mortos.

Sasuke estava no seu limite quando ouviu o grito de Shikamaru, ela havia comprido sua promessa. O exercito de homens e elfos mortos tomou a frente da batalha com uma sede de sangue nunca vista antes pelo Uchiha, porém, antes que conseguisse voltar à luta uma lamina trespassou a carne acima de sua escapula. O urro de dor foi ouvido pela bruxa que fitou de longe o corpo do moreno caindo ao chão, o bárbaro se preparava para apunhala-lo novamente quando Hugin surgiu e passou a bicar os olhos do homem que tentava inutilmente afastar o pássaro em meio a gritos e sangue.

Então ela correu.

– Sasuke! – disse se ajoelhando ao lado dele.

– Não foi nada...- arfou ele cobrindo o ferimento com a mão suja.

– Preciso tirá-lo daqui ... Consegue levantar?

– Acho que sim – disse ele forçando o braço para fica de pé.

Apoiado em Sakura os dois caminharam a passos arrastados até a orla da floresta, aonde uma Ino desesperada veio ajudar.

Sakura colocou Sasuke no chão e olhou para a outra.

– Tire a armadura dele, preciso achar uma coisa...

– Mas foi só um ferimento... — resmungou ele gemendo de dor.

– A lamina estava envenenada, você vai morrer.

Ino tratou de tirar a armadura do homem enquanto Sakura correu para a floresta. Chegou à mata e fechou os olhos tentando se concentrar embora os gritos e o tinir das espadas não deixassem sua mente limpa. Girou os olhos nas orbitas e depois de proferir algumas palavras sentiu algo gelado no pé.

Suspirou aliviada quando viu a serpente negra, a pegou e correu para onde Sasuke e Ino estavam.

– A luta acabou – disse Ino quando a viu voltar a passos rápidos – graças aos deuses! Mas ele está tremendo!

– Vá ajudar Shikamaru! – ordenou a bruxa enquanto deixava a serpente deslizar pelo tronco do Uchiha indo em direção ao ferimento aberto.

– Sasuke, Sasuke olhe para mim! – ela segurou o rosto do moreno que puxava a respiração com força – Isso vai doer.

E foi assim, com os olhos fixos um no outro que Sasuke sentiu a picada dolorosa da serpente. Arfou com a dor e apertou forte a mão que segurava a sua.

– Está acabando ... – sussurrou ela enquanto ele grunhia. A serpente sugava o sangue envenenado e quando parou o corpo inteiro dele relaxou no chão.

– Ele está bem? – perguntou Shikamaru chegando com Ino ao seu encalço.

– Ele vai ficar bem, o veneno que eles usam, não é um veneno normal. Isso é magia negra. – disse ela trincando os dentes de raiva.

A serpente saiu do corpo mole de Sasuke e rastejou para alguns passos de distancia, enrolou-se no próprio corpo e esperou a morte certa que chegava.

– Aqueles mortos... eles..

– Eles voltarão para seus túmulos, não pense nisso agora. Arranje água para ele Ino.

A loira com os cabelos sujos e bagunçados correu para onde os cavalos estavam, com tristeza viu que um havia sido ferido na batalha e jazia morto perto dos outros.

Pegou o cantil de couro e correu de volta para junto dos outros, sentiu o coração parar quando viu homens descendo a montanha pela estrada que Sakura havia percorrido.

– Sakura ...

A bruxa pegou o cantil e levantou o rosto de Sasuke, derramou um pouco de água na boca vermelha e ele abriu os olhos para fita-la.

– Obrigada ... – disse com a voz fraca. Sem perceber ela apertou a mão gélida que ainda segurava a sua.

– Sakura...

– O que foi Ino? – perguntou com certa impaciência.

– Temos companhia...

– O que? – disse virando bruscamente o rosto e fitando os dois homens em seus grandes cavalos ruanos.

– Sasori.

O homem desceu do cavalo e observou a mulher ajoelhada a sua frente.

– Você fez um grande estrago aqui, Sakura. – disse ele sorrindo.

Notas finais
E então? gostaram? ME CONTEM! ahahhahaha tivemos um inicio de NejiTen *-* estou in love com eles! Sasori apareceu!!!!! e quem é o cara junto dele?alguém imagina? muitas surpresas! ahhahahaha Beijocas!