Um rico mercador, tinha três filhas, todavia, enquanto as crias mais velhas gastavam dinheiro e ostentavam o seu luxo, a mais nova, Bela — como todos costumavam chamar, era doce e gentil. Gostava de ler livros e ser agradável com os moradores do vilareijo. Era muito bonita também, sempre atraia olhares para si.

Certo dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna e propriedades, com exceção da pequena casinha distante da cidade. A filha mais moça aceitou a situação com dignidade, mas as outras duas irmãs não se conformaram com a perda de suas heranças e decidiram descontar toda sua ira em Bela.

Um dia, o mercador recebeu boas notícias de novos negócios, e decidiu partir.

— Papai, eu quero roupas caras — pediu Rebecca, a mais velha. — Vestidos de seda finíssimos, trajes de gala. Quero ficar igualzinha à uma princesa!

— Me traga jóias valiosas — disse Selene, a do meio. — Lindos colares das mais belas pedras preciosas.

— E você Bella, o que vai querer? — indagou o comerciante para a mais moça.

— Apena uma rosa — disse lançando um olhar preocupado ao pai. — Já está de bom tamanho.

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Quando o comerciante voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, sem escolha, o velho resolveu se abrigar em um grande castelo que avistou no caminho.

Os portões eram altos e estavam fechados, o mercador decidiu escala-los. Ao adentrar na localidade, percebeu que se tratava de um castelo mágico, e tudo nele era servido com um poder de encanto, assim o velho comeu da comida e descansou a pé de uma lareira confortável.