A Besta & a Plebeia.
3 A besta.
Notas iniciais
Na manhã seguinte, o velho comerciante foi despertado pela luz que atravessava a janela de vidro. Levantou-se do sofá velho e morfado, recolheu sua capa para chuva e decidido arredou do palácio. Ao sair da localidade, ele avista uma linda rosa vermelha no jardim, e lembrando-se do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo.
— Minha filhinha ficara tão satisfeita! — murmurou ele pra sí.
No mesmo instante, o velhote foi surpreendido por uma criatura horrenta que o arrastou até as masmorras do castelo.
— Como ousa invadir o meu palácio e roubar minhas flores? — berrou a criatura furioso.
— Estava chovendo. E eu não tinha para onde ir — soluçou o comerciante. — Eu não pretendia fazer nada de errado. O aceguro de estar sendo honesto! A rosa era para minha filha mais noça, Bela!
Os olhos da besta pareceram brilhar em meio da escuridão.
— Você tem quantas filhas? — indagou a fera.
— Três, três moças — disse o senhor com a voz embargada.
— E... E como elas são?
Os olhos de comerciante de estreitaram, surpresos. — Graciosas! Possuidoras de uma beleza estonteante, principalmente a mais moça. Bela, minha caçuala, tem o dom de contar histórias feito a mãe. Ela é inteligente e gentil com todos. Selina é a mais sofisticada, enquanto Rebecca é abilifosa com bordados.
— Lhe darei um prazo de dois dias para visitar o seu casebre — disse o bicho. -caso decida não voltar, irei atrás de você e lhe mataria sem nenhuma misericórdia. Ou pior, na frente de todas as suas filhas.
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