A Bela e a Fera
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Haviam se passado dois dias logo após a partida do pai de Olliver, eu estava consideravelmente mais distante de Olliver, passava as tardes na biblioteca enquarto ele trabalhava no escritório, a mas havia uma tarde que eu estava particularmente perdida em pensamentos, quando Olliver abre a porta da biblioteca de uma forma brusca, ele vem cambaleado em minha direção, não acredito que ele bebeu de novo, esse foi meu primeiro pensamento.
– qual é o seu problema?
– Olliver você está bêbado?
– responda bella.
– Nada.
– Mas então porque você não tenta falar comigo? — Ele meolha com a sobrancelhas levantadas em um aspecto confuso.
– A é que eu passo muito tempo aqui na biblioteca, eu pensava que você estava trabalhando ao invés de estar bebendo todas. — Eu disse, enquanto ele tentava vir em minha direção, tropeçou e quase caiu, me jogue em sua frente para tentar dar algum apoio.
– Como é que eu vou trabalhar? se eu fico pensando no que eu fiz de errado pra você não falar comigo. — Senti uma pontada de culpa em meu peito, desde que eu havia ouvido a conversa de Olliver com o pai, eu tentei me manter o mais afastado possível, pensando no que Olliver estaria escondendo de mim.
– Me desculpa Olliver, vem eu vou te levar pra cama. — Ao ouvir isso ele fez um beicinho emburrado, pronto seu lado bebezão quando está bêbado está começando a surgir.
– Você até parou de me chamar pelo apelido. — Ele disse enquanto subia as escadas, ele estava largando quase todo o peso para cima de mim.
– Droga Olliver, você é pesado.
– E eu sei, mas a Meg cozinha muito bem, não tem como não comer um monte. — Segurei uma risada, ele falava como uma criança de 7 anos que gosta de comer bata frita.
Entramos no meu quarto e coloquei Olliver deitado em minha cama, fui tirar seu sapato.
– Pra onde você vai? — Ele disse quase se levantando.
– Vou tirar seu sapato, assim você não vai sujar a minha cama.
– A eu vou ficar aqui no seu quarto hoje. — ele afirmou de uma forma alegre.
– Sim, você não me deixa entrar em seu quarto. — Logo após eu tirar os patos fui em sua direção, seu sorriso não estava mais em seu rosto.
– A se você visse o que tem lá, você me acharia maluco, estranho perseguidor. — Ele ficou com uma cara triste, mas depois balanço a cabeça e seu leve sorriso apareceu nos lábios.
– Olliver você consegue tirar sua gravata? — Ele olhou para a roupa, e logo depois para gravata, começou a puxa-la mas a unica coisa que conseguiu foi aperta-la mais ainda.
– Eu já vou conseguir, você vai ver.
– Nossa porque você bebe desse jeito? — eu disse tirando sua gravata.
– Por sua causa. — fiquei irritada com a resposta.
– A então você bebe e a culpa é minha? — Perguntei levantando a sobrancelhas de um modo irritado.
– Não eu fico nervoso e inseguro e a culpa com certeza é sua. — Fiquei sem entender.
– Mas você não precisa ficar inseguro, não tem motivos. — Ele estava quase dormindo, mas pegou minha mão e levou até seu peito, consegui sentir seu coração disparado contra a minha mão.
– Fico assim toda vez que chego perto de você, é isso o que você faz comigo. — Ele disse de uma forma sincera, olhando em meu olhos, logo depois fechou os olhos e começou a dormir, minhas mãos ainda se encontravam em seu coração, fiquei um tempo olhando de uma forma perdida para os lados, tentando assimilar o que acabara de acontecer.
– Boa noite Olli. — Eu disse puxando a minha mão e depositando em meu coração também acelerado por suas palavras.
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Jantei com a Meg, estávamos em silencio, até ela suspirar.
– Acho que o Pequeno Olli não vai jantar conosco hoje.
– A Meg ele está dormindo.
– Mas já cedo? — Concordei com a cabeça e logo o olhar de Meg se mostrou preocupado. — Ele bebeu novamente ?
– Sim, Meg eu não consigo entender ele, uma hora ele é um Cretino e bruto, e outra hora ele é irresistivelmente carinhoso e amigo, como você consegue lidar com ele? — Meg abriu um sorriso com meu desabafo.
– Eu o amo, e amar é aceitar todos os seus aspectos, ele é como se fosse um filho pra mim, e não me importa se ele é um Cretino irresistível. — Meg disse em um tom de brincadeira, enquanto se levantava da mesa após terminar de jantar. Meg foi em direção a cozinha me deixando sozinha com meus pensamentos.
Logo após o jantar subi para meu quarto, onde encontrei Olliver deitado em um sono tranquilo, Me dirigi ao armário peguei meu pijama e fui ao banheiro tomar banho. A o sair do banho , encontrei Olliver sentado na cama com um olhar de confusão e a mão na cabeça, ao me olhar toda a confusão que havia em sua expressão de desfez.
– A não, eu fiquei bêbado de novo não é?
– Sim.
– Eu juro eu não queria me embebedar eu só queria tomar um Whisky para tirar algumas preocupações da cabeça, você sabe trabalho. — Pelo jeito que ele falou não se lembra do que me disse ontem.
– Não só preocupações mas também nervosismo e inseguranças também. — Eu disse de modo sério, soltando meu cabelo que prendi durante o banho para não molha-lo, seu rosto se desfez em uma careta e logo depois vi que sua bochechas queimavam.
– A não, eu não falei.
– Falou. — Eu sentei ao seu lado na cama, vi ele fechando o olho como se tentasse recordar as lembranças.
– Mas pelo menos eu falei a verdade. — Ele disse, o levantei as sobrancelhas confusa, então ele pegou a minha mão, ele levou ao seu coração que estava disparado como da ultima vez, mas dessa vez sua outra mão foi para meu rosto, e me puxou para uma beijo leve e suave.
– Eu preciso te conta uma coisa. — Ele disse pegando uma corrente que estava no seu pescoço, e o arranca-la do pescoço vi uma chave, ele não precisava falar pois eu já sabia de onde era. Do seu quarto.
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