Notas iniciais
Voltei com mais capítulo pra vocês, espero que gostem.

Ele pegou minha mão e colocou a chave, com suas mão fechou meus punhos me fazendo sentir a chave em minhas mãos.

– É lá que eu guardo os registros dos assassinatos, eu ainda estou tentando provar minha inocência. — Ele disse abaixando a cabeça, como se provar que ele era inocente fosse totalmente errado, mas eu ainda acreditava em sua inocência.

– Tem as fotos dos corpos ? — Perguntei sentindo um embrulho no estômago, Ele confirmou lentamente com um aceno de cabeça.

– Você quer ver ? quer dizer se você quiser entrar lá dentro você vai ver elas meio que estão coladas na parede.

– Você dorme olhando pra foto de gente que você acha que matou ? — Perguntei de forma incrédula.

– Talvez me ajude a lembrar o que aconteceu a cada noite.

– Nossa, isso é muito estranho.

– As vezes eu só quero me lembrar para poder armar uma defesa se eu for preso, mas eu também tenho medo de me lembrar e descobrir que fui eu que matei essas pessoas.

– E se você for culpado, você vai se entregar ?

– Meu pai não vai deixar.

– Mas as pessoas precisam de justiça.

– Meu pai quase te matou enforcada, você acha mesmo que ele se importa com justiça dos outros ? — Ele perguntou, só então eu percebi que estávamos um pouco exaltados.

– Eu não sei o que pensar.

– Não precisa pensar agora, pode falar comigo a qualquer hora no escritório.

– ok.- escapou baixinho da minha boca, estava confusa,eu não acreditava realmente que ele havia matado, mas e seu eu estivesse dividindo o teto com um assassino, uma pequena onda de desespero passou pelo meu corpo, sentei em minha cama, e fiquei observando Olliver me olhando de um jeito apreensivo, como se esperasse meu olhar de estranheza ou decepção, então como não fiz nada cruzou os braços e com olhar de tristeza começou a sair.

– Olli. — Ele se virou com um certo brilho de esperança no olhar.

– Sim ?

– Me leva até lá ? — Ele concordou cuidadosamente com a cabeça, e me ofereceu sua mão na qual eu segurei sem exitar .

Fomos em direção a porta, segurei a chave, mas minhas mãos tremiam só de pensar nas fotos em todo aquele sangue, não conseguia colocar a chave no trinco, então Olliver segurou minhas mãos e as levou até a fechadura me fazendo abrir a porta.

Entramos e ali estava, por todos os laos sangue, corpos, pessoas com rosto assustados, mas nos seus olhos não havia vida nenhuma, levei a mão há boca, estava em choque, nunca imaginei ver imagens tão reais da crueldade do homem, Olliver não parecia sentir nada enquanto olhava para as imagens, senti minha barriga revirar.

– Você tem certeza que não lembra de nada ?

– Tenho, seria mais fácil se eu lembrasse, mas meu médico praticamente me declarou culpado, ele falou que eu gerei uma especie de patologia, por culpa de um estresse pós traumático. — Ele deu uma risada debochada. — Ele basicamente falou que eu sou um psicopata por ter ficado traumatizado. — Ele se dirigiu ao armário e começou a revirar, pegou uma caixinha vermelha, mas tentou esconde-la, olhou para trás desconfiado, voltei minha atenção para a parede, torcendo para ele não ter percebido que meu olhos a poucos segundos atrás estavam nele, o que quer que ele tivesse nessa caixinha eu não deveria saber, ele parou ao meu lado e me entregou um relatório médico.

– Aqui olhe, ele falou que o trauma, faz com que uma parte do meu cérebro fique bloqueada o que me causa apagões, e também não me deixa lembrar nada que aconteceu. — Olhei para o relatório e comecei a me perguntar Trauma ?

– Olli, qual foi seu trauma ? — Eu perguntei cautelosa.

– Isso não importa agora, o que importa é que desde que você está aqui, eu não tive apagões. — Ele disse segurando a minha mão, me olhou nos olhos elevou uma de suas mãos ao meu rosto.

– Isso é sério ? Você precisa voltar no médico então, isso pode ajudar em alguma coisa. — Parei de falar. por nossa pouca distância, Olliver juntou nossas testas, e me olhou nos olhos.

– Você quer que eu vá no médico ? — Ele perguntou, e eu simplesmente concordei com minha cabeça. — Então eu vou.

– Eu quero ir junto. — Estávamos ainda muito próximo, a nossa pouca distância que impedia que um beijo acontecesse estava me incomodando, queria aquele beijo, mas precisava pensar afinal ele ainda podia ser assassino, coloquei uma de minhas mãos e seu pescoço acariciei vi seus olhos se fecharem com o carinho feito.

– Nós vamos juntos essa semana. — Ele disse ainda de olhos fechado, desci minha mão ao sei peitoral e o afastei lentamente, lancei o meu melhor olhar de desculpas, ele tentou parecer compreensivo mas eu via a dor de ser rejeitado em seu rosto. Virei de costas para ele e fui andando em direção a porta, ainda estava com minha chave no bolso, estava dando uma ultima olhada nas imagens que eu havia certeza que não sairiam da minha mente tão cedo, até que meus olhos pararam em uma menina, ela era eu? Não não era mas era muito parecida comigo, com sua única diferença o cabelo, quera totalmente cacheado, mas tenho certeza que se seu cabelo fosse liso seria idêntica a mim, ao olhar para seus olhos sem destino, sem vida, lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto.

Caminhei apressadamente até meu quarto e me tranquei, não estava entendendo tamanha semelhança, eu não tinha irmã, e essa menina estava morta, ela era muito parecida comigo, seria esse o meu fim ? Será que eu acabaria daquela maneira, foi tudo o que consegui pensar naquele momento, porque eu estava naquela casa? Não poderia ser uma era coincidência, alguma coisa estava acontecendo,e eu precisava saber, ouvi batidas na porta.

– Bella, Você Viu ela?

– Sim.

– Quer conversar?

– Não, pelo menos não agora, eu preciso pensar sozinha por um tempo.

Deitei-me em minha cama, meus pensamentos estavam a toda, e acabaram pousando em minha mãe, ela havia morrido em um acidente de trabalho há alguns anos atrás, penso em como seria bom te-la para me consolar, adormeço em mergulhada em saudades, confusão, e tristeza, uma tristeza profunda que não se apoderava de mim desde o enterro de minha mãe,não pude ver seu rosto pela ultima vez, o caixão havia sido lacrado, me deixei levar pelo sono e por essa tristeza que a havia estado com ela por muito tempo que agora havia voltado.

Notas finais
Foi Isso, calma eu sei que vocês querem me matar por todo o suspense que eu fiz a respeito do quarto de Olliver para " nada", mas ao longo das história vocês vão ver tudo o que está acontecendo. Aviso lembrem-se dos primeiro capítulos, muitas coisas estão ligadas uma há outra. E NUNCA PAREM DE COMENTAR