A Batalha do Caos

5 Um lugar secreto.


Notas iniciais
Eu ainda não aprendi a escrever essas notas. Esperem que gostem desse outro capítulo super emocionante!

Saí correndo da arena. Passei pelo Nicolas e Luccas que quando me viram tentaram me parar. Não me importei se esbarrava em todos os campistas ou em ninfas ( na sua forma de "pessoa"). Eu hesitei um pouco pois isso me fez lembrar o meu sonho com a silhueta mas depois que ouvi uns passos atrás de mim, continuei correndo. Entrei na parte mais perigosa da floresta. Meu rosto estava ardendo. A raiva que antes me dera aquela força estava desaparecendo.

O que eu diria para o meu pai? pensei. Aquela era a única foto com a minha mãe. E talvez a única no acampamento todo.

Finalmente eu parei de correr quando cheguei ao meu lugar preferido em toda floresta. Passei por videiras que batiam no chão. Atravessei um pequeno túnel de pedra com uns cristais que a iluminavam levemente. Cheguei ao fim desse túnel e me dei de cara com um rio de águas cristalinas. Uma grama verde cobria o local. De uma cachoeira escorria algumas pedras preciosas. Sentei-me na pedra mais alta e fiquei ouvindo o barulho da água. Olhei para um cervo que bebia água ali perto.

– Sofia! — ouvi Luccas chamar. Os dois garotos sentaram-se ao meu lado. — Está tudo bem?

Respirei fundo e tentei fazer a minha melhor cara de irritada.

– Até o Tártaro está melhor do que eu. — resmunguei.

Nicolas tentou dar um sorriso.

– Você foi incrível! — comentou. — Para o primeiro dia fazendo magias. Consegui derrotar a conselheira-chefe!

– O chalé de Ares vai ficar falando disso por muito tempo. — riu Luccas na tentativa de me animar.

Continuei encarando o riacho. Eu sei que era legal eles tentarem me animar, mas eu precisava de um tempo para poder pensar e me acalmar. O problema era que eu gostava de ter a companhia deles dois.

Luccas entrou no rio, fez uma careta como se estivesse muito frio, e começou a jogar água em mim. Nicolas também entrou na brincadeira. Um minuto depois estávamos todos encharcados e rindo feitos loucos. Olhei para o meu relógio e percebi que já eram quase nove horas da noite. Como não dava para ver o sol já que nesse local era coberto por árvores, perdemos a noção do tempo. Voltamos correndo e rindo para o acampamento.

– Cara, — disse Luccas quando voltamos para as fronteiras do acampamento. — só vamos comer novamente amanhã.

Rimos. Depois ouvimos a corneta tocando. Hora do recolher. Voltei correndo para o meu chalé e vi todos os meus irmãos já dentro do local. Senti vários olhares sobre mim, principalmente da Elina.

– Ora, ora, ora.- debochou de mim. — Se não é a nossa bruxinha preferida.

– É melhor você ficar quieta. — respondi. — Só se você quer levar outra surra.

Deuses, o que estava acontecendo comigo? Eu não era de brigar. Talvez tivesse sido infectada pela "doença" dos filhos de Ares. Ou fosse a aura estranha que esse chalé irradiava. Depois de estar pronta para dormir, esperei todos apagarem para poder ver todos aqueles livros nas prateleiras. Desci com cuidado para não acordar a Lilia. Ela resmungou alguma coisa sobre ratos, se virou e continuou a dormir. Botei a minha mão em frente de cada livro sentido cada maldição que os livros faziam. Quebrei a maldição de vários e fiquei lendo quase a noite toda. As 2 horas da manhã eu fui dormir e, felizmente, não tive nenhum sonho. Quando acordei tive que lavar todo o banheiro e tirar o pó de cada livro da estante.

Durante mais ou menos 2 meses fora aquela rotina. Até um dia. O dia de minha primeira missão.

Notas finais
Se puderem escrevam o que estão achando da fic. E se tiverem alguma duvida sobre ela podem me perguntar.