A Batalha do Caos
6 Os Romanos
Notas iniciais
Tinham se passado 2 meses desde a minha luta com a Elina. Felizmente ninguém mais comentava aquilo (pelo menos não na minha cara). Meus sonhos estavam ficando cada vez piores. Acordava suando frio, cada vez mais frequente e varias vezes tinha até desistido de dormir. Fiquei mais amigas dos meus irmãos e, graças aos deuses, não estávamos brigando tanto. Elina continuava transformando a minha vida em um Hades.
Mas bem, a minha vida estava mesmo uma droga. Mas pelo menos eu estava indo melhor em fazer magias, principalmente em controlar a Névoa. Estávamos no tempo livre dos treinos, eu estava com o Luccas e o Nicolas. Um dia chuvoso estava por volta do acampamento mas a chuva estava contornando a propriedade. Avistamos de longe alguns campistas chegando, o que estranhei. Eram muitos campistas. Não era para chegarem tantos novatos de uma vez ou veteranos, não poderia ser os romanos pois Quíron avisaria a todo o acampamento. Mas enxerguei uma bandeira roxa com as letras SPQR bordadas em dourado. Quem estava segurando a bandeira era o pretor do acampamento, Frank.
Os campistas começaram a se amontoar tentando ver o porque de uma legião inteira de romanos aparecer. Quíron também apareceu, franzindo a testa. Depois vieram os cinco semideuses que participaram da profecia contra Gaia. Encarei enquanto eles passavam. Por algum motivo eu não gostava muito deles. Nunca tinha parado para conversar com eles mas eu supunha que eles se achavam por ter derrotado uma monte de deuses. O pretor, com a sua legião, chegou aos limites do acampamento. Frank trocou algumas palavras com o Quíron que deixou-os entrar.
– Voltem as suas atividades normais. — disse-nos o centauro.
– O que será que aconteceu? — perguntou Nicolas enquanto voltavamos para o anfiteatro.
– Talvez o acampamento tenha sido invadido por alienígenas. — brincou Luccas.
– Pode ter sido uma coisa mais séria.
– Tente ser mais otimista, Nicolas. — bufou o filho de Hefesto. — Assim vai parecer o seu irmão.
Enquanto eles discutiam eu fiquei pensando se o meu último sonho fora o que realmente aconteceu. Depois de um tempo no anfiteatro, fomos expulsos pelos filhos de Apolo que queriam ensaiar. Ficamos perambulando pelo acampamento até Lilia me chamar.
– Sofia, venha aqui.
Despedi-me dos garotos e fui ver o que queriam. Ela me levou até a casa grande. Uma construção de madeira pintada de azul ficava o local.
– Quíron quer que você vá.
– Eu? — perguntei indignada. — Eu não sou conselheira-chefe e nem nada!
– Mas você está aqui a muito tempo. — rebateu. — Ouça, eu não sei os motivos do Quíron. Ele só me mandou trazer você para cá.
Suspirei e fui em direção ao conselho de guerra. Era apenas uma sala de pingue-pongue com cadeiras, sofás, pufes e poltronas espalhados por toda a sala. Lá estavam todos os conselheiros-chefes reunidos. Quíron estava em sua forma de humano, recostado em sua cadeira de rodas. Sr. D estava conversando com o filho. Connor pegou a lança de Clarisse e ficou jogando para o irmão. Marcos, o filho de Nêmesis, estava jogando pôquer com Nina a filha de Tique. Frank e Hazel estavam conversando com Percy, Annabeth, Leo Valdez ( que tinha voltado 3 meses depois da derrota de Gaia), Piper e Jason.
Quíron suspirou cansado, como se já tivesse passado por tudo aquilo milhares de vezes, e de fato isso acontecera.
– Campistas, vamos começar. Connor e Travis, devolvam a lança da Clarisse. Prestem atenção em mim por favor. — todas as conversas e brincadeiras pararam. — Frank, poderia se explicar?
O romano se levantou.
– Nós fomos roubado igualmente a vocês. — começou um murmurio por toda a sala. — Roubaram a águia da legião. — quando ele disse isso o Percy resmungou sobre ter quase morrido para salvar aquilo. — E de acordo com os sonhos que vários semideuses tem tendo, poderemos saber quem roubou.
Hazel se levantou.
– Ultimamente vários lugares estão sentido uma força estranha. Os mortais estão conseguindo ver mais através da Névoa. Filhos de Hécate, sabem de alguma coisa?
Todos os olhares se voltaram para mim e para Elina.
– Não tivemos notícia de nossa mãe. — revelou a conselheira.
Pigarreei um pouco nervosa.
– Hã, Hécate falou comigo.
– Quando foi isso? — perguntou Elina com a testa franzida.
– Uns dois meses atrás. Ela disse que estavam roubando os poderes dela e que a filha do caos não estava morta.
Todos pensaram um pouco, tentando entender o que aquilo significava.
– Talvez eu possa ajuda-los. — disse um garoto loiro que simplesmente apareceu ali.
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