Notas iniciais
Voltei, amores. Me perdoem pela demora em postar novamente.

Capítulo Seis
Crescer é uma droga.

Apesar de parecer muito pequeno por fora, ao adentrar o chalé Tori percebeu que ele era extremamente espaçoso. Havia logo na entrada uma sala de estar, com um sofá grande e de cores escuras, além de muitos detalhes rústicos que combinavam.

— Filho, você tem visita! — senhora Wood gritou para o filho e depois encarou a visita — Fique à vontade, que vou buscar uma poção para seus ferimentos. — e sumiu por uma porta.

A mesma porta que a mãe entrou, Olívio surgiu trajando um avental de flores cor-de-rosa, luvas de borracha e uma bandana amarrada na cabeça. Ele corou ao ver de quem se tratava, principalmente por vê-lo vestido daquele jeito, e soltou um riso nervoso.

— O que é isso? — Tori gargalhou e apontou para o visual do amigo.

— Eu estava lavando louça. — desatou o nó do avental e o tirou.

— Lavando louça enquanto luta com a lula gigante do lago de Hogwarts? — continuou a brincar ao reparar que ele estava todo molhado.

— Eu não sou bom nisso. Mamãe sempre fez tudo usando magia, até resolver me colocar de castigo como elfo-doméstico! — se jogou no sofá e retirou as luvas.

— Pare de drama. Eu sempre fiz serviços de casa sem o uso da magia e sobrevivi. Você consegue também, ô astro do Quadribol! — ela tirou a bandana dele.

— Nem me fale em Quadribol. Eu ia usar as férias para treinar, mas até nisso fiquei de castigo. Vou voltar para o ano escolar e Grifinória perde a Taça de Quadribol de novo. Eu estou muitos meses parado, poxa! — o garoto ficou abatido, tanto a ponto de parecer que havia acabado de morrer alguém que ele gosta.

Nos meses que conviveu com o garoto, Tori pôde reparar o amor que ele sentia por Quadribol, amor esse que às vezes o fazia parecer chato e repetitivo. Agora além de ter sido banido do time da Grifinória por meses, também não poderia matar a saudade nas férias e mais uma vez por culpa dela.

— Aqui está a poção. Em segundos, esses arranhões vão ter sumido. Beba tudinho! — senhora Wood estava de volta, agora com uma taça em mãos.

Mesmo odiando beber poções, Tori a pegou e aproximou da boca, fazendo uma careta horrível só com o cheiro. Depois, tomou coragem e bebeu tudo em um único gole.

— Obrigada, senhora. — agradeceu, ainda com uma careta terrível no rosto — Acho que vou precisar de uma poção mais potente do que essa nesse ano. Vou fazer o teste para o time de Quadribol da Grifinória, e sem mal saber montar em uma vassoura eu vou me arrebentar. Pena que parei nossas aulas, Olívio. Ah, se arrependimento matasse... — lamentou, tristonha.

— Eu te ensino alguma coisa quando voltarmos para a escola. — Olívio a consolou.

— Sabe que não é suficiente. Eu sou péssima! — choramingou e o amigo entendeu o que ela estava tentando fazer — Eu queria tanto ser boa em Quadribol e eu quero mais ainda entrar para o time. Quero poder me lembrar de que sou filha do Tiago e que nada muda isso. Mas somos tão distintos, pelo o que me falaram... Quadribol seria nossa única semelhança! — fungou e passou as mãos pelo rosto.

— Olívio poderia te ajudar. Desde que não seja todos os dias, pois ele ainda está de castigo. — senhora Wood se compadeceu — E pai é aquele que consideramos, não o que foi responsável por nossa existência! — falou com firmeza e se retirou da sala.

Assim que a mulher passou pela mesma porta de antes, Tori secou as lágrimas e encarou o amigo.

— Ela está meio irritada com o seu pai biológico, Tori, pelas coisas que ele fez. E sorte a dele que foi morto por aurores, se não a minha mãe que faria isso no lugar deles! — Olívio soltou um risinho — E você é genial! — sussurrou para ela.

— Era o mínimo que eu poderia fazer por você depois de ter se encrencado por minha causa. Mas... não sei quem eu quero enganar, as vassouras me odeiam e acho muito difícil que eu consiga conquistar elas em um mês... — suspirou pesado.

— Eu dou meu jeito nisso, não se preocupe. Eu sou talentoso, esqueceu? — gabou-se o garoto — Quando começamos? — abriu um sorriso animado e ansioso.

— Me dê umas semanas. Preciso dar um pouco de atenção para meu irmão e arrumar uma boa desculpa para ir para a escola mais cedo. — Tori avisou e se levantou — No começo de agosto está bom para você? Antes disso eu não posso, pois final de Julho é aniversário do Harry e eu quero estar com ele. — sugeriu.

— Está ótimo, vamos ter um mês inteirinho para te fazer melhorar. Você vem de mala e tudo, não é? Nós temos um quarto extra. Você pode ir conosco no Beco Diagonal comprar os materiais e já fica perto para ir para Hogwarts! — se levantou e na animação chacoalhou a menina pelos ombros algumas vezes.

— Não vou poder se você me desmontar antes! — ela reclamou e riu.

— Obrigada, Tori! — Olívio a abraçou, com gratidão.

A menina sentiu o estômago revirar por algum motivo e se afastou do garoto, o encarando de modo estranho.

— Eu tenho que ir. — falou rapidamente — Akin deve estar preocupado e tal. Você tem lareira, pelo o que pude perceber, e onde está o Pó de Flu? — desconversou e vasculhou a sala a procura de um vaso.

— Temos sim, mas está fechada. Meus pais não confiam de deixar aberta. Mas o Cabeça de Javali tem uma e o dono parece não se importar em receber viajantes inesperados. Eu te levo, deixe só eu avisar minha mãe! — Olívio pegou o avental, luvas e bandana e saiu dali apressado.

Sozinha na sala, Tori pôde respirar aliviada. O estômago estava normal outra vez, para seu alívio, mesmo sabendo que logo ficaria enjoada por mais uma viagem turbulenta de volta para casa. Mas conseguiu reparar que aquele incômodo no estômago era diferente do enjoo causado pela viagem mágica, parecendo que algo fazia cócegas. Talvez fosse ela quem tivesse com má digestão em vez de Cedrico.

— Vamos? Eu tenho cinco minutos antes de voltar para minha escravidão! — o garoto surgiu apressado e logo correu para a porta.

— Tudo bem. — assentiu e o seguiu.

Os dois amigos saíram do chalé e caminharam lado a lado pelas calçadas vazias de Hogsmeade. Àquela época do ano, as férias, o lugar não possuía o fluxo intenso de pessoas no fim de semana, o que o tornava silencioso.

Tori ouviu Olívio tagarelar sobre tudo o que pretendiam fazer nas aulas, do seu otimismo com a melhora dela e com a possibilidade de fazerem parte do mesmo time. Ouvir toda aquela expectativa e sentir a responsabilidade deixou a menina ansiosa e trêmula, mas era tarde demais para desanimar o amigo.

— Não se preocupe se tiver algum sujeito estranho. É normal nesse pub! — Olívio avisou enquanto puxava a porta do Cabeça de Javali, o mesmo lugar que a menina usou a lareira para chegar até Hogsmeade.

Assentindo uma vez, Tori adentrou o lugar seguida do amigo. O que parecia ser o dono do lugar seguia limpando o balcão com o mesmo pano esfarrapado, mas agora sem clientes. Ela pode concluir que ele realmente lembrava seu padrinho, mas ao mesmo tempo não se pareciam em nada.

— Olívio, ela se parece com o... — não terminou de falar, pois o lugar estava silencioso demais até para um sussurro.

— São parentes. — Olívio respondeu a dúvida dela — Boa tarde, senhor Aberforth. Vou usar sua lareira para mandar essa dona encrenca para casa dela, ok? — se virou para falar com o dono do lugar.

Ele apenas assentiu e mudou o pano de local do balcão.

— Obrigada. — agradeceu e guiou a amiga para a lareira — Não se esqueça de dizer com clareza o local que você quer ir. Não quero que se machuque de novo! — falou e depositou um beijo na testa dela.

— Prometo voltar inteira para nossas aulas! — garantiu e pegou um punhado do pó, logo se posicionando no local correto — Casa-trouxa de Akin Thompson! — o jogou, fazendo a chama verde-esmeralda acontecer mais uma vez.

◾ ◾ ◾

Desde que chegou a lareira de Akin, até sua casa na Rua dos Alfeneiros, Tori não abriu a boca para falar nada além do necessário. Ela foi direto para o quarto, ignorando a tentativa de atenção do irmão, e fechou a porta, onde se jogou na cama.

Estava exausta e não era só no corpo, mas também na mente. Estava preocupada com o que havia causado em Cedrico, aquele que havia se apegado tanto nos últimos meses.

Mas essa não era sua única preocupação. Estava confusa sobre tudo a sua volta e não tinha ninguém para te esclarecer as coisas. Nunca pensou que crescer fosse algo tão ruim assim, principalmente para uma menina órfã.

Em meio a dúvidas e incertezas, Tori adormeceu.

◾ ◾ ◾

Não sabia ao certo por quanto tempo dormiu, mas Tori se irritou quando um barulho em seu quarto a despertou no domingo pela manhã. Ela abriu os olhos com dificuldade e ergueu a cabeça, espiando com os olhos um pouco embaçados de sono.

Mas recobrou sua visão quando notou que era Duda quem estava ali e revirava suas coisas no malão. Ela o viu no momento exato de vê-lo rasgar sua camisa da escola.

— DUDLEY DURSLEY! — gritou Tori e assustou o primo.

Ele a encarou a soltou um risinho travesso, enquanto pegava um livro e saía correndo porta à fora, enquanto arrancava e jogava as páginas para trás.

Tori pulou da cama muito irritada e quase caiu ao escorregar nas muitas páginas rasgadas de seus livros do ano anterior.

— Seu projeto de demônio, por que você fez isso? — pegou algumas páginas e colocou sobre a cama.

Para sua sorte, Duda era um pouco lerdo e odiava leitura. Então provavelmente não havia reparado que aqueles livros eram um tanto peculiares.

Disposta a esmagar o garoto com as próprias mãos, Tori saiu correndo do quarto e viu o primo entrar no banheiro. Ela correu até lá e o viu prestes a jogar o livro dentro do vaso sanitário.

— Por favor, Duda, não faça isso! — suplicou.

— Você não pode me impedir! — cantarolou de forma irritante e soltou o livro.

Ao ouvir o barulho do papel caindo na água, Tori respirou fundo, sentindo muita raiva daquele garoto criado sem limite algum. Ela o encarou muito raivosa e se surpreendeu quando um vidro de shampoo saiu voando e acertou com força na cabeça do primo, que gemeu.

— Mamãe! — gritou, surtado — Mamãe, a minha cabeça... A minha cabeça está rachada... Estou vendo tudo escuro e acho que vou morrer... Eu não quero morrer... MAMÃE! — gritou mais alto.

— O que é que está havendo aqui? Que bagunça é essa? — Petúnia apareceu e encarou a confusão.

— Tori me bateu forte na cabeça. — apontou para a prima com o dedo acusador e mentiroso — Mamãe, está doendo. Está doendo muito! — dramatizou.

— Eu não fiz nada. Foi ele quem estragou todos os meus livros e rasgou meu uniforme. Ele é o capeta da situação! — a menina tentou se defender, mesmo sabendo que seria em vão.

Petúnia observou a distância entre os dois e o shampoo caído no chão. Acabou entendendo a situação e puxou o filho para perto do corpo, como se tentasse protegê-lo.

— Se relar em meu filho de novo, vai direto para o olho da rua! — rosnou e puxou o menino escandaloso para sair dali.

Diante da injustiça já esperada, Tori enfiou a mão dentro do vaso e pegou seu livro, ou o que restara dele. Ela começou a chorar de maneira incontrolável, por mais que não tivesse vontade alguma de chorar. Foi juntando todas as páginas pelo caminho, até chegar na porta do quarto.

— Que é que aconteceu, Lene? — Harry apareceu e arregalou os olhos claros por trás dos óculos.

— Duda destruiu minhas coisas da escola. Mas está tudo bem, eu resolvo tudo depois! — fungou e jogou os trapos dentro do quarto, logo fechando a porta.

Harry era muito mais esperto do que Duda, apesar de mais fraquinho. Então não poderia arriscar em deixá-lo sequer espiar uma página dos livros.

— Que isso aí? — tentou mudar de assunto e apontou para um caderno que o irmão trazia embaixo do braço.

— Tenho trabalho de literatura. Sei que você é boa nisso, então vim te pedir ajuda. — o menino explicou, mas parecia meio receoso.

— Me espera trocar de roupa? Depois vamos na biblioteca e eu te ajudo! — sorriu para ele e abriu a porta do quarto, por onde entrou e fechou a porta rapidamente.

Voltou a chorar quando viu suas coisas destruídas, por mais que soubesse que magia poderia resolver tudo. Chorou mais ainda quando sentiu dores nas pernas e se lembrou que a única biblioteca aberta de domingo ficava a algumas quadras dali. Chorou também sem motivos.

◾ ◾ ◾

Quando saiu de casa com o irmão, Tori já havia conseguido parar de chorar, mas o rosto estava inchado e meio vermelho. Harry tentou convence-la a ficar e que poderia muito bem ir sozinho, mas ela negou e disse que seria bom ficar fora de casa por algumas horas.

Uma buzina atraiu a atenção dos dois assim que passaram das primeiras casas vizinhas, os fazendo virar instintivamente.

— Onde você pensa que vai, sua chata? Eu quero saber tudo sobre ontem! — Abigail gritou para a amiga.

— Vou levar o Harry na biblioteca. Ele tem trabalho da escola. — Tori respondeu um pouco desanimada ao se lembrar do dia anterior.

— Que época vocês vivem? Eu tenho computador em casa e vocês podem usar. É mais prático! — sugeriu e causou um sorrisinho animado no menino.

— Não. — a irmã negou, fazendo o sorrisinho desaparecer — Ele tem que aprender as coisas sem ser escravo da tecnologia. Harry, você vai me agradecer por isso um dia! — falou para a carranca dele.

— Esqueci que você é atrasada de época. Mas tudo bem. Aceitam uma carona até a biblioteca pelo menos? Ou você só anda de carruagem? — Abigail revirou os olhos.

— Se não for incômodo... — deu de ombros.

— Entra logo! — a menina abriu a porta e passou para o lado.

Harry foi o primeiro a entrar, enquanto cumprimentava o motorista e agradecia a amiga da irmã. Tori entrou logo em seguida, ficando em total silêncio enquanto o carro se movimentava.

A pé a biblioteca era longe, mas de carro chegaram muito rápido. O lugar era grande e repleto de livros de todo o tipo, fora que Tori sempre achou que tinha um cheiro maravilhoso, coisa que a tecnologia jamais conseguiria ter.

Após estacionar o carro, os três desceram e entraram no lugar, com Harry apressado à frente.

— Nada de gibis, primeiro vai fazer sua obrigação! — Tori avisou para ele, que imediatamente tirou o sorrisinho dos lábios.

— Você está chata hoje, pegue leve com ele! — Abigail o defendeu.

— Não se mete, Abigail! — ela resmungou.

Quando pararam em frente ao balcão das bibliotecárias, eles repararam em uma mulher loira de costas, a única que não atendia alguém. Ela pegou um papel na impressora e então se virou, mudando a expressão de surpresa para felicidade.

— Abigail? Victória? — sorriu.

— Breslin? — as duas meninas falaram ao mesmo tempo.

Diferente de meses atrás, agora o cabelo ultrapassava os ombros no cumprimento. Era liso naturalmente, além de penteado com os fios nos devidos lugares. Breslin era bonita, mas apagada demais pela falta de vaidade.

— O que é que faz aqui? Por que é que não voltou para a escola? — Abigail perguntou e cruzou os braços, cobrando explicações.

— Ela não voltou? — Tori encarou a amiga e depois a ex-professora.

— Eu estudei outras coisas durante os meses de férias e descobri que muito mais do que números, gosto de livros! — sorriu outra vez — O que vocês precisam? — perguntou, agora falando de forma profissional.

— Bom, eu vou fazer uma pesquisa de literatura, pelo o que estou vendo. — disse Tori, desviando o olhar até o irmão, que espiava um menino lendo gibi de algum herói que ele gostava.

— Mas assim ele não aprende. — Breslin avisou.

— Aprende sim. Eu só faço uns rascunhos, ele é quem copia tudo depois e ele lê enquanto faz isso. — suspirou e abriu o caderno na página marcada — Bom, é isso... — colocou o caderno em cima do balcão.

— Temos muitos livros sobre o tema. Podem me seguir. — a mulher falou e abriu uma portinha logo ao lado, saindo para a biblioteca e caminhando para algumas prateleiras — Está tudo bem, Tori? Parece um pouco abatida. — perguntou, enquanto pegava um livro e o segurava.

— Estou bem, senhora Breslin. — a menina respondeu, meio seca.

— Tudo bem. Comece vendo nesses livros, que vou buscar mais outros! — entregou três pesados livros para a menina e desapareceu em outro corredor.

Mesmo sendo um peso suportável, Tori fez uma caretinha ao sentir o corpo doer enquanto caminhava até a mesa onde Abigail havia se sentado e olhava uma revista de moda de maneira tediosa.

— Agora vai me contar como foi o almoço na casa do seu namorado? — abaixou a revista sobre a mesa e perguntou, abrindo um sorrisinho divertido.

— Ele não é meu namorado. E pare de tagarelar, pois a regra número 1 de uma biblioteca é Silêncio! — sussurrou para a menina e abriu um livro, começando a ler o índice.

O aviso pareceu surtir algum efeito. Mas esse durou apenas alguns minutos, quando Abigail puxou sua cadeira para se sentar mais perto da amiga.

— Aquele idiota fez alguma coisa com você, não fez? — sussurrou — Pode falar, que eu mesma quebro os dentes dele por você! — insistiu.

— Ele não fez nada, Abigail! — a empurrou um pouquinho para o lado.

— Mas então por que é que você está estranha? Toda cheia de "não-me-toque" e com uma tromba enorme no meio da cara! — a menina continuou a tentar.

— Eu só estou tentando te falar de maneira gentil que NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO AGORA! — acabou alterando a voz, atraindo dezenas de olhares irritados — Ótimo! — sussurrou e se levantou.

— Onde você vai? — Abigail perguntou, mesmo sentindo que não deveria.

— Vou ao banheiro. Também quer saber o que vou fazer? — sussurrou de maneira rude, fazendo a menina enfim se calar.

Livre de questionários, Tori saiu correndo para a porta cujo a placa indicava ser o banheiro feminino. Pouco antes de empurrar a porta, novas lágrimas aconteceram.

A menina entrou em um cubículo e se trancou ali, podendo ouvir mais alguém entrar no banheiro logo em seguida.

— Victória? — era Breslin.

— Ah, meu Deus! — a menina arfou de susto de dentro do cubículo.

— Victória, está tudo bem? — a voz da adulta pareceu preocupada.

— Ahhhh, senhora Breslin, eu descobri porque estava tão irritada e chorona nos últimos dias... — ela chorava — Crescer é uma droga! — resmungou e chorou mais ainda.

— É o que estou pensando? — Breslin perguntou.

— Não leio pensamentos! — resmungou Tori, fazendo o banheiro ficar silencioso — É sim... — soluçou, um pouco menos nervosa.

— Eu já volto. Não saia daí! — e o barulho da porta se fechando foi ouvido outra vez.

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Notas finais
❝| Preciso saber: vocês acham meio bobo essa situação de "crescimento feminino" que eu coloquei pra Tori na fanfic? Como eu estava falando muito sobre crescimento, resolvi não deixar passar nenhum detalhe. Espero que não achem tosco. u-u kkk |❞