A Babá.
29 Capítulo 29
POV REGINA
Em torno de minha casa a paz que se instalou era palpável. Emma ficou com Henry para eu fazer as coisas que precisava na prefeitura. Ao chegar lá encontrei minha assessora, algumas pessoas do partido e outros desconhecidos. Todos eufóricos, falando sem parar, esbanjando alegria. Sempre fui muito envolvida com politica, desde pequena minha família estava nesse meio.
Sempre agi com honestidade, buscando o melhor para minha cidade. Não foi fácil, os grandes políticos simplesmente se recusam a colocar fé em meu trabalho, porém nunca me deixei abalar, motivo de eu ter uma postura impecável é para poder bater de frente com qualquer um que queira se engradecer diante de mim, nunca aceitei e jamais aceitaria desaforo.
Como prefeitura me acostumei à correria, a ligações em horários inapropriados, à invasão de privacidade e nunca me importei com isso, até aquele momento. Enquanto voltava para casa depois de longas conversas com aquelas pessoas e da proposta de reeleição, pensava se valeria a pena encarar toda aquela bagunça e jogo de poder, mesmo amando minha cidade, a minha frente estava Henry e Emma e, eu não estava disposta a perder os dois por serviço ou algo assim. Deixei em aberto para conversar com Emma sobre.
À noite nós fomos tomar sorvete e Henry levou o barquinho para brincar no lago, a luminosidade ajudou bastante. Emma não saiu de seu lado enquanto ele estava na beirada do lado, ver meu garoto brincando era um alivio dentro de mim, estava preocupada em relação a Robin. Mas ele estava se divertindo, Emma havia se sentado no chão e Henry em sua perna, guiando o barquinho, acenando para mim.
Na volta Henry foi entre nós, segurando nossas mãos, tagarelando sobre o tempo, o lado, os brinquedos que tinham na casa de Emma. Ele ainda tinha o boneco que havia pegado dela logo quando se conheceram e o adorava mais que qualquer outro brinquedo. A voz se tornava mais fraca à medida que avançávamos, sabia que o sono o estava ganhando.
Em casa tomou banho e dormiu, Emma foi para sua casa e fiquei chama-la quando terminasse de fazê-lo dormir. Após deixa-lo na cama, tomei e sai vendo as luzes de sua casa apagada, apenas a do banheiro acessa. Permaneci na porta, esperando que ela saísse, com o coração dançando alegremente e um sorriso bobo nos lábios. Gostaria de tê-la conhecido antes, talvez tantas coisas pudessem ter sido diferentes e melhores.
— O que está pensando? – Assustei-me com a voz de Emma, havia me perdido em pensamentos. Ela estava com uma blusa grande e um short minúsculo, os cabelos presos e um sorriso enorme no rosto.
— Não pode saber o que as pessoas pensam.. – Sussurrei a vendo passar seus braços ao redor de mim.
— Só quero saber o que você pensa.. – Sussurrou mordiscando meu lábio inferior, ainda sorrindo.
— Vem.. – Dei passos para trás trazendo-a para dentro de casa. – Quero conversar algo com você.
— No seu quarto? – Arqueou a sobrancelha vendo o caminho que seguíamos, corei na hora.
— Eu quero deitar, Emma.. — Passei apagando as luzes, sem olhá-la, até então minha mente não havia pensado em nada, nada mesmo.
A única luz do quarto foi a do abajur ao lado da cama, Emma deitou e me chamou para seu colo, não importa onde estivéssemos aquele seria o melhor lugar do mundo, dentro dos seus braços, de seu mundo. Soltei todo o peso sobre seu corpo, com seus dedos se entrelaçando aos meus sobre minha barriga.
— Eu não vou me reeleger. – Falei, apertando sua mão, tomando a decisão naquele mesmo momento.
— Não? – Perguntou, colocando o queixo em meu ombro.
— Não.. Eu sou formada em direito, sabia? E tenho dinheiro para passar muito tempo. E quero aproveitar Henry, o crescimento dele, você também. Em época de eleição é um inferno, eu não paro aqui, não quero isso agora, não mais. – A sinceridade foi nítida em cada palavra. Era exatamente o que queria no momento, aproveitar aquele sentimento bom dentro de mim.
— Eu estaria com você mesmo que escolhesse o contrário, você sabe né? – Passou as mãos em meu rosto, virando lentamente. – Mas.. se não vai, eu vou aproveitar muito de você, sabia? – Encheu meu rosto de beijo, enquanto ria bobamente e travessa.
— Vai se aproveitar de mim? – Perguntei devolvendo a sobrancelha arqueada. Emma mordeu o lábio assentindo com a cabeça, dispensando qualquer palavra.
Emma segurou em minha cintura me deitando com rapidez sobre a cama, seu corpo ficou sobre o meu, os cabelos caídos para frente, às mãos ao lado dos meus braços e o os lábios entreabertos. Seus olhos brilhavam sobre os meus, a queria tanto, cada parte de mim pedia por isso naquele momento. Segurei em sua blusa a trazendo para baixo, colando seu corpo ao meu.
Seus lábios buscaram os meus, enquanto as mãos desciam por minha cintura, levantando a blusa, os dedos tocavam levemente em minha barriga me causando arrepios por todo corpo. Levantei os braços permitindo que tirasse a blusa. Emma sentou-se em meu quadril, correndo os olhos por meu corpo, meus seis cobertos pelo sutiã preto, sentia meu rosto esquentar.
— Vergonha? – Perguntou, passando as unhas curtas por minha barriga, ostentando um sorriso aberto.
— Não.. Saudade. – Segurei em sua cintura levantando sua blusa deixando que ela terminasse. Sua barriga definida me deixava extasiada, assim como todo o corpo perfeitamente definido. Minha mão desceu por essa região, estava quente, a respiração de Emma falhou. Ela era tão segura nesses momentos, eu amava isso, ser guiada de certa forma ao prazer único.
Empurrei sua cintura para baixo e levantei, com seus olhos sobre mim retirei as roupas que faltavam e sentei-me em seu colo, Emma parecia não estar ali, o olhar passeava por meu corpo, como se decorando, guardando. A despertei do transe lhe beijando. Uma mão passou por minhas costas enquanto a outra subia entre meus cabelos apertando. Movimentei sobre seu colo, passando os braços ao redor de seu pescoço. O prazer do momento misturava-se aos sentimentos fervilhando dentro de mim, parecia estar caindo em céu aberto e feliz.
Meu pescoço sempre foi sensível, Emma deslizou os lábios por toda região, mordendo e beijando, beijando e mordendo, os gemidos escavam, apertei seus cabelos ao sentir uma mordida forte do lado direito. Suas mãos seguraram em meus ombros afastando meu corpo, sobre seu colo eu ficava mais alta que ela, seu dedo passou por meus lábios, pescoço, ombros até alcançar os seios e apertar, arqueei as costas com o gesto. Meus olhos estavam fechados, os dedos soltaram-se dando lugar aos lábios que pareciam desespero por cada ponto. Apertei seu ombro gemendo alto.
Não ousei abrir os olhos, sentia em seus lábios alternando entre meus seios e as mãos desenhando minha cintura, costas, pernas. Tudo em mim sentia seus toques com o dobro de intensidade, desejava sempre mais. Uma mão subiu por meu rosto me fazendo olhá-la, toquei seus lábios sentindo sua língua contornar os meus, o carinho com que me tocava desde o principio fazia-me derreter completamente.
Estava imersa nos beijos, nos dedos emaranhando-se em meus fios de cabelos, a outra mão ganhava cada vez mais minha atenção, deslizando da minha coxa para minha virilha explorando, os dedos pareciam brincar até alcançar meu sexo e fazer-me gemer alto.
Meu coração acelerou com o simples toque, meu corpo incentivou de cima a baixo, coloquei ambas as mãos uma de cada lado de seu rosto e a beijei, entre gemidos e respiração ofegante, o dedo deslizou lentamente para dentro de mim, subi o corpo em seu colo com esse ato, mordendo seu lábio com força, ambas gememos. Meus dedos passavam em seu rosto, ainda com os lábios nos meus, simples toque, apenas roçando, enquanto dois dedos entraram até que senti sua mão chocando contra mim. Fazer isso com amor, com todo amor do mundo, as sensações eram esplendidas e em sua maioria desconhecidas por mim, em êxtase, feliz, louca, sem juízo ou razão, sendo completamente dela. Completamente entregue.
Gemi seu nome, subi e desci em seu colo buscando por mais, pendi o corpo para trás segurando em seu ombro para não tombar, os dedos de Emma ganharam força entrando e saindo.
— Me beija.. – Sussurrei com seus dedos sendo apertados dentro de mim. Emma deu um sorriso de canto, com o rosto vermelho. Tomou meus lábios, um beijo intenso, sua língua dançava com a minha, apertei-me a ela soltando completamente o peso sobre seu corpo, senti seus dedos deslizarem em mim, com o corpo tomado pelo orgasmo.
— Ei.. – Chamou depois de longos minutos que eu estava com o rosto escondido em seu pescoço, sorrindo bobamente com o corpo tremulo sem força alguma.
— Amo tanto, mas tanto você, que não cabe em mim. – Falei em seu ouvido, voltando a olhá-la.
— Dizem que você não deve dizer que ama alguém depois de ter um orgasmo. – Emma brincou mordiscando meus lábios. Tão linda.
— Posso repetir isso daqui algumas horas com a mesma certeza. – Sorri empurrando-a para trás, a fazendo cair na cama. A luz fraca me dava pouca visão de rosto, só de olhá-la e tinha certeza que essa foi a melhor escolha da minha vida, a qual nunca me arrependeria.
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