A Babá.

21 Capítulo 21


POV EMMA

Ver Regina com a expressão preocupada, pensando que eu já havia desistido foi impagável! Não deveria fazer isso com ela, mas foi divertido. Tivemos um jeito maravilhoso de matar a saudade. Porém o fato de Henry estar com Robin me incomodou de verdade. Ele não era uma boa pessoa e repente Regina confiou em deixar o garoto oi final de semana lá? Contudo achei melhor não me intrometer tanto.

Quando anoiteceu ela me chamou para irmos a um bar que há na cidade, ela sempre quis conhecer, mas nunca teve tempo. Concordei sem rodeios, ficaria em sua casa até na segunda, depois mostraria onde ficaria, o que seria uma surpresa para ela também. Arrumamo-nos e Deus, eu preferia ficar em casa com ela, e tirar aquele vestido que realçou completamente suas curvas, que deixar os outros babarem por isso.

— Vamos ficar aqui.. – Falei, beijando seu pescoço.

— Não, quando voltarmos você tira. – Piscou para mim, sorrindo.

— Chata. – Me senti a Miss Simplicidade perto de Regina. Pois estava com uma calça preta e uma blusa social de manga ¾, branca. – Brincadeiras a parte, você está linda, amor.

— É bom ter você aqui me chamando assim e obrigada. – Falou, colocando-se a minha frente. –Puxei sua cintura, tirando o batom de sua mão, a beijando, sorrindo entre o beijo.

— Vamos, Emma!! – Regina me afastou, com a voz brava que fazia para Henry.

Passou o batom, perfume e saímos. Eu dirigi, seguindo suas instruções. Uma coisa que descobri que ela precisa muito treinar a coordenação motora, virei umas duas erradas, por indicação dela. Mas foram poucos minutos, o lugar é grande e havia muitas pessoas do lado de fora esperando.

— Vamos esperar muito? – Perguntei descendo, entrelaçando seus dedos aos meus.

— Não. Conheço muito bem a dona do local. – Arqueei a sobrancelha, e levei uma cutucada. – Não é assim, pervertida.

— Isso dói! – Reclamei, passando a mão.

À medida que avançávamos muitos olhares caíram sobre nós. Regina cumprimentou algumas pessoas e ignorou descadaramente outras, o que me fez rir. Todo mundo a conhece, exatamente pelo seu posto frente a cidade. Fiquei extremamente feliz elo respeito vindo da maioria de todos.

— Não acredito que vivi para ver isso! – Ouvi uma voz conhecida, era Ingrid. – Sua ilustre presença em meu humilde local.

— Deixa de disso, de humilde isso não tem nada. – Regina disse, a cumprimentando.

— Olá, Emma! – Cumprimentou-me. – Fico feliz que esteja com Regina e faça-a viver.

— Mas isso foi ideia dela. – Sorri, abraçando sua cintura. – Mas vou a fazer ter o melhor porre da vida. – Brinquei.

— Jamais Emma Swan! – Repreendeu-me. Acho que ser brava, faz parte dela.

Ingrid nos direcionou a uma mesa e sentou-se com nós. Pediu doses de bebidas variadas e deixou sobre a mesa. A música eletrônica me animava. E o local era agradável mesmo.

— Cada uma da um motivo para Regina virar. – Ingrid disse.

— Nem pensar. – Regina rebateu, antes de ela terminar de dizer.

— Vamos lá, uma vez só. – A puxei, encostando-a entre minhas pernas, abraçando sua cintura.

— Esse é pela nova Regina! – Ingrid a entregou o primeiro.

— Esse é por ela ter me deixado ir.

— Esse é por ela ter passado tantos anos dando mais atenção a trabalho.

— Esse é por Henry.

— Esse é por nosso amor.

— Esse por nossa amizade.

— Esse é pelo passado que está ficando para trás.

— Esse é por aquela secretária ordinária.

Ela virava à medida que falávamos, não foi atoa que a puxei para junto de mim, foi para segurá-la. Depois de umas cinco, eu sabia que ela já estava tonta e seu corpo pesava para frente. Tomei algumas em meio a isso.

— Vocês não prestam. – Regina disse, pendendo completamente o corpo sobre o meu.

— Vamos dançar. – Levantei, ainda a segurando.

— Vou cair, Emm.. – Resmungou, enquanto a puxava.

— Xiu..

Ingrid nos ajudou muito, colocou uma música mais calma. A luz no bar ficou baixa e outros casais juntaram-se para dançar também. Ela piscou algumas vezes, acredito que voltando a si, em meio à tontura. Seus braços envolveram minha cintura e os meus permaneceram em torno de seu pescoço.

— Você está linda, mesmo um pouco bêbada. – Sussurrei em seu ouvido.

— Você não deveria ter feito isso. – Respondeu e ri.

A conduzi a música toda, de modo simples, ela dava dois passos desajeitados para frente e dois para trás. Sua cabeça encostou-se em mim bem no finalzinho da música. Busquei Ingrid com olhar, ela estava com a DJ, às luzes do local alternaram-se e uma música animada começou a tocar.

— Essa é a ultima, vai.. – Afastei-me dela, balançando seus braços, mexendo a cintura desordenadamente. – Dance comigo, Regina.

As luzes me mostravam pouco de seu rosto. Ela segurou firme em minha mão, girando, dando passos precisos. Segurei em sua cintura trazendo seu corpo para junto do meu. A acompanhei tentando decifrar seus passos. Seu corpo descia, passando pelo meu. A bebida fez um efeito rápido. Vê-la daquela forma me deixou em brasa, não é possível que alguém tenha visto descer naquele vestido colado e não tenha sentido as pernas tremerem.

Passei as mãos em seu rosto, deslizando até seus cabelos a beijando. De ambas as partes, os beijos saíram urgentes. Ela puxava meus lábios, com as mãos deslizando em minhas costas, por baixo da blusa.

— Vamos, né? – Sussurrei em seu ouvido.

— Vamos.. – Respondeu, com o corpo pendendo para o lado.

Despedi-me de Ingrid e saímos. Ela estava abraçada a mim e soltou-me de repente, olhando para uma direção. Olhei e vi uma garota, que não me recordei de onde conhecia. Regina saiu andando a passos largos.

— Ei! – A chamei, fazendo-a parar.

— Espera, ok? – Falou séria e voltou a andar. Fui atrás só para ter certeza de quem era.

Regina encontrou a menina a um passo da calçada do bar, que ainda bem, estava um pouco distante.

— Regina! – Falou e lembrei-me, era a antiga secretária.

A menina sorriu e Regia avançou sobre ela, prendendo seu corpo contra um poste, que estava exatamente atrás.

— Regina, para! – Segurei seu braço.

— Me solta, Emma! – Ela gritou, desvencilhando. Antes que eu voltasse a pegar, ela proferiu um soco certeiro no rosto da menina.

— Isso é por você ter sido a maior filha da puta do mundo! – E mais um foi-se, eu quis rir, mas segurei seu braço, a puxando para mim.

— É por ser assim que Robin te deixou! – A menina sorriu com sangue saindo do nariz.

— Cuidado para não perder a língua! – Falei avançando sobre ela, apertando seu pescoço. – Vamos.

Seguimos até o carro, Regina sorriu satisfatoriamente. Respirei pesadamente. E voltamos para casa.

Notas finais
Sou contra violência, mas ela mereceu. u-u