A Babá.
18 Capitulo 18
POV REGINA
Emma virou a noite com nós, tomamos banho, jantamos e Henry se enfiou no meio de nós duas. Dormiu agarrado a ela, sempre que os dois estavam juntos era lindo. Eu demorei a dormi observando os dois, ainda estava com medo de Emma ir embora ou de como as coisas se sucederiam dali para frente.
— ACORDEM! – Ouvi Henry gritar e quis mata-lo.
— Acho bom você fazer uma cara boa, foi você quem ensinou ele a acordar cedo. – Emma disse se sentando com cara de sono.
— Henry, você precisa acordar mais tarde filho. – Falei colocando o hobby por cima do pijama.
— Precisa não. – Emma disse com ele já sentado em seu colo.
Dei um beijo na testa de cada um e fui para a cozinha preparar o café. Emma comia igualmente ele e tomava leite. Fiz café pra mim, enquanto os ouvia rindo. Sempre rindo. Emma estava cantando alguma musica infantil muito ruim, Henry odiava essas coisas.
— Mãe! – Ele disse puxando minha blusa.
— Oi Henry. – Falei me abaixando até ele.
— Nada, a Emma me mandou só te chamar. – Falou rindo e a vi na porta com a cara de deboche.
— Vou mandar vocês dois para o país dos bobos. – Falei me levantando jogando o pano de prato nela.
— Se lá tiver comida nós vamos, né? – Emma disse pegando uma bolacha do prato.
— E sorvete. – Henry completou.
— Vocês vão ser os bobos da corte gordos. – Sentei ao lado de Emma na mesa.
— E você a Rainha. – Emma falou colocando uma bolacha em minha boca. Não, eu não queria.
— O que vamos fazer hoje? – Perguntei vendo a animação dos dois.
— Eu não sei de dia, mas a noite, eu preciso voltar pra casa. – Eu engasguei e Henry pigarreou.
— Não vou deixar você ir embora. – Henry disse manhoso.
— Emma, acho que precisamos conversar. – Falei me negando a falar sobre isso com Henry ali.
— Ok, nem precisa. – Henry disse pulando da cadeira, indo pra sala.
Ambas olhamos ele ir, ela estava com a expressão tranquila, continuou comendo e bebendo depois que ele saiu, seu olhar estava preso a xícara a sua frente.
— Você pretendia ir embora esse tempo todo? – Perguntei cansando de esperar ela dizer algo.
— Sim. – A resposta veio rápida.
— Eu.. pensei que nós.. Droga Emma. – Desisti de falar sentindo um nó apertar minha garganta.
— Lembra-se da audiência? Ou melhor, depois dela? – Ela perguntou levantando o olhar até o meu. Apoiando o cotovelo na mesa e a cabeça na mão. Assenti. – Eu fiquei Regina, nem sei o que dizer sobre ontem e ainda estou aqui.
— Até a noite. – Falei revirando os olhos.
— Sim, até a noite. Depois eu preciso voltar. Minha mãe sequer sabe que vim aqui para resolver coisas com você e tenho um serviço lá. Mas... Eu estou pensando no que fazer, não posso simplesmente mudar para a sua casa, entende? Ficar aqui sem uma renda estável, só comendo e bebendo. – A expressão dela mudou de tranquila para preocupada. Em compensação a minha aliviou demais, meu coração até se acalmou.
— O problema é você ficar aqui? – Perguntei arqueando a sobrancelha.
— Sim.. O maior deles. – Ela disse.
— Você pode ser minha escrava sexual. – Pisquei pra ela, pensando em uma solução viável para isso.
— Aceito cinco vezes. – Ela disse com um sorriso maroto.
— Posso arrumar um emprego para você aqui, Emma. Você realmente pode ficar aqui, Henry vai amar estar com você. Mas se não quiser, pode alugar um apartamento também. – Peguei sua mão fazendo carinho.
— Eu vou pensar, ok? Vou em casa, preciso conversar com minha mãe, ela meio que te odeia. E te dou uma resposta. – Falou passando me abraçando de lado, dando um beijo em minha bochecha. – Não estou dizendo que estou rompendo isso que temos, só preciso me organizar, tudo bem?
— Eu e Henry não vamos deixar você ir nunca mais. – Falei sorrindo, vendo ela me apertar.
— Nem quero. Vem. – Ela se levantou e me puxou até o quarto fechando a porta. – Xiu.
Encostou-me a porta enchendo meu rosto de beijos, com os dedos enrolando os fios de meu cabelo. Sorri segurando sua cintura, buscando seus lábios, puxando levemente.
— Promete não demorar na sua casa? – Falei com as mãos passeando em sua cintura.
— Não vou demorar nada. – Falou dando beijos estalados em meus lábios.
Enrolamos ali por alguns minutos, o carinho dela sempre foi característico. Não queria que ela fosse, mas entendi seu lado, só esperava que ela não mudasse de ideia no meio do caminho, ou que sua mão a influenciasse. Não comentei sobre meus medos com ela, queria aproveitar.
Eles decidiram ir a um parque que estava na cidade, eu nunca fui adepta dessas coisas, ainda estava me acostumando. Contudo conseguia ficar a vontade na presença deles. Henry andava de mãos dadas com nós duas, olhando abobado para tudo. Queria ir a todos os brinquedos, queria comprar todas as coisas que via de comer.
— Vai com calma, garoto. – Emma disse colocando ele no pula pula.
Sua mão buscou a minha, o observávamos pulando e se divertindo com outras crianças. Emma sorria lindamente o chamando, foram poucas as vezes que o vi se divertindo sem reservas. Saiu de lá e foi em um aviãozinho que subia e descia. É engraçado analisar como criança se diverte realmente com pouco. As mãozinhas para cima, me chamando e acenando. Emma levantou a mão dela junto com a minha acenando de volta.
— Já volto. – Falou e me deixou sumindo no meio da multidão.
Henry desceu, comprou um algodão doce e sentamos em um banco próximo. Olhei em volta para ver se a via e nada.
— Mãe a Emma deixou a gente aqui? – Henry disse com os olhos brilhando em direção ao carrinho de sorvete.
— Ela não vai te dar sorvete. – Falei apertando sua bochecha.
— Vou sim. – Ouvimos sua voz e nos viramos. Ela estava com um pacote de pipoca em uma mão, um picolé na outra e um ursinho segurado por seu braço. – Aqui. – Entregou o sorvete a Henry. E aqui. – Me entregou o ursinho, parecido com um panda. – Isso é tão gay, mas é o que tem pra hoje.
— Onde conseguiu? – Perguntei não segurando o sorriso bobo.
— Ali naquele. – Apontou para o lugar onde havia um jogo de tiro. – Sou boa de mira.
Henry nos puxou até outros brinquedos, em alguns ele puxava Emma com ele, como o carrinho de bate-bate. Ele demorou a cansar, mas pouco antes do almoço já estava vermelho, suado e reclamando de fome. Fomos para casa, tomar banho e trocar. Almoçamos em um restaurante fomos ver filme. Só no final do dia pude sentir uma pontinha de preocupação novamente.
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