A Baby-sitter
6 Capítulo 6 - Armário Misterioso
Notas iniciais
E assim se passou um dia, eu tinha feito tudo como o casal fofinho tinha deixado escrito. Sarah era uma criança educada, estava habituada às regras impostas do seu dia-a-dia, era risonha e senti que ela já tinha alguma confiança em mim. Ainda bem, porque eu não estava acostumada com crianças tão pequenas.
Eram 9 da noite e Sarah apenas tinha mais uma hora para estar acordada. Olhei de novo o papel das tarefas com medo de me esquecer de algo importante. A criança, que tinha um tom de cabelo loiro escuro com algumas ondas, me olhou da porta.
– Posso brincar com o Scotty?
Vi um dos cães do seu pai perto dela e percebi que seria o tal Scotty.
– Você costuma brincar com ele? – Perguntei com medo de permitir
– Sim, todos os dias – sorriu
– Esta bom, então pode brincar, mas com cuidado!
Observei um pouco Sarah e o cão, de seguida arrumei o resto da cozinha e quando dei por isso já eram as 22 horas. Fui deitá-la depois do tal banho quente ao qual Sarah parecia habituada. Li um pouco duma história dum livro de contos de fadas e esperei que adormecesse.
– Que seca! – Exclamei ao abrir a porta do meu quarto – não há um pedaço de carne nesta casa!
Vesti o meu pijama e me deitei, liguei o LCD do meu quarto e quando dei por isso já eram 2 da manhã.
– Merda…daqui a 5 horas tenho de estar de pé para dar-lhe o pequeno-almoço! – lamentei ouvindo a minha barriga roncar — Mas estou cheia de fome!
Me esqueci de dizer que, á tarde, quando arrumava a cozinha depois do almoço, descobri um armário fechado á chave, estranhei imaginando o porquê de estar fechado com chave e o que lá estaria dentro.
Me levantei e saí do quarto sem fazer barulho, desci as escadas calmamente em pontas dos pés até chegar á cozinha. Fechei a porta e acendi a luz.
Abri o frigorífico.
– Não há nada de jeito – bufei com um pacote de leite de soja na mão.
Olhei o tal armário fechado, não aguentava a curiosidade.
Do meu cabelo tirei um gancho, daqueles baratos do chinês, que me prendia a franja, também me esqueci de dizer que quando eu andava na escola pertencia a uma espécie de “gang” e aprendi a abrir cacifos com ganchos. Ui, eu era uma rebelde!
Abri com algum esforço a fechadura do armário, a porta se abriu fazendo algum barulho.
– OH MEU DEUS! – Não podia acreditar no conteúdo.
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