A Baby-sitter
7 Capítulo 7 - Na escuridão do corredor
Notas iniciais
E,já agora, se tiverem interessadas fica aqui uma OneShot que escrevi há algum tempo e postei no forum:
https://fanfiction.com.br/historia/261360/Oneshot_-_Cao_Irrequieto/capitulo/1
O armário mistério tinha 2 gavetas, a primeira tinha na maioria Skittles, pacotes de batatas fritas e bolachas, e a segunda tinha cerveja, bebidas brancas e…farinha?
Era um pó branco num saco transparente de plástico, mas porque alguém iria por farinha em sacos de plástico num armário fechado á chave?
- Mas..que merda é esta...
A não ser que…pois, a não ser que não fosse na verdade farinha, e outra espécie de pó. Larguei o saco e rapidamente retirei dois pacotes de bolachas, um de batatas e um de gomas.
"Espero que ninguém dê pela falta deles mas, estou com fome, e esta casa só tem comida para coelhos."
Peguei no que tinha “pedido emprestado”, voltei a fechar o armário e vagarosamente voltei ao meu quarto.
******
Já estava naquela casa á 3 dias, as coisas estavam a correr muito bem com a pequena Sarah, as vezes “me esquecia” e a deixava ver tv por mais do que 30 minutos, outras vezes passávamos mais tempo na rua do que o indicado nas “tarefas”, ela estava feliz mas sempre preguntava pelo “papi”.
Pelo que já entendi ela é mais ligada ao pai do que á mãe, e eu não a julgo.
Mas algo me falhava, no dia em que entrei ao serviço, Tom me tinha falado num irmão e Sarah já falou uma vez no tio “Bi” que nunca vinha comer a casa.
Eu já estava estranhando sua ausência sem mesmo o conhecer!
Havia várias fotografias nas molduras na parede, estavam Tom, Ria, Sarah e outras pessoas que a menina dizia serem os avós e os tios “G’s” mas não havia nenhum que ela dissesse ser o tal tio “Bi”.
Eram 22:30h, Sarah acabava de adormecer depois de mais um conto de fadas, fechei com cuidado a porta do seu quarto e ouvi o barulho da
porta de entrada da casa a ser fechada. Me assustei e arregalei os olhos na escuridão do corredor.
Ouvi passos pesados e descompassados nas escadas.
“Oh meu deus, será um assaltante? O que faço?”
Vejo um corpo se aproximando que quase cambaleava pelo corredor, me assustei por não conseguir saber quem era, as minhas pupilas não estavam habituadas ao escuro e eu não via nada mais do que uma sombra. Me encostei na parede de fora do quarto de Sarah, tinha mais medo por ela do que por mim mesma. Sustive a respiração, ouvi uma porta bater, eu era quase parte da parede naquele momento.
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