A Babá.
9 Capítulo 9
POV EMMA
Nunca odiei tanto uma pessoa como odiei Robin, aquele filho da puta iria pagar por deixar Regina daquela forma. Se ele acha que é esperto a ameaçando de perder o filho, vou mostrar a ele quem vai conseguir essa guarda. Regina insistiu em ficar na prefeitura depois que eu a acalmei, senti meu coração em pedaços quando ela se jogou em meus braços. Eu gostaria de roubar toda a dor dela. Mas eu só podia abraçá-la e apertá-la, sentindo suas lágrimas molharem minha roupa.
Sai de lá e fui até Henry, ele estava curioso para saber por que eu sai, porém não contei. O levei para minha casa e passei o dia inteiro brincando ele e trocando mensagens com Regina perguntando se ela estava bem “estou bem”, “Swan, não sou criança”, “para de me mandar mensagens”, eu ria com as mensagens.
Quando Henry dormiu, liguei para algumas pessoas e consegui o endereço da nova família de Robin. Tinha algo que me interessava muito naquele lugar. Levei Henry para casa quando estava na hora de Regina chegar e graças a Deus ele permaneceu dormindo.
— Oi. – Ela disse aparecendo na porta do quarto.
— Hei. – Falei me levantando. – Está bem?
— Só vai me pergunta isso, hoje? – Falou balançando a cabeça negativamente. Peguei suas mãos nos tirando do quarto.
— Até me convencer de que está bem, sim. – Estávamos no corredor, bem próximas. – Não quero que chore por aquele idiota nunca mais.
— Por ele não, por Henry.. Desespera-me a ideia. – Ela começou a falar e seus olhos lacrimejaram.
— Para. Você confia em mim? – Perguntei e ela assentiu. – Você não vai perdê-lo. Essa é minha promessa para você. – Ela sorriu e selei seus lábios em um beijo calmo, puxando seu corpo contra o meu, abraçando.
— Vai ficar? – Perguntou brincando com meus lábios.
— Preciso ir em casa, fazer algumas coisas. – Vi sua expressão mudar. – Aproveita o tempo sozinha com Henry, você precisa me prometer que vai tentar se aproximar dele.
— Eu vou tentar. – Falou com a voz baixa.
— Preciso ir, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo você pode ligar. – Falei e sai.
Encostei-me à porta da casa dela com o coração acelerado, a respiração presa e uma sensação de ansiedade fora do normal. Não lembro quando foi a ultima vez que senti tal coisa por alguém. Segui para casa e fiquei muito tempo deixando a água descer sobre meu corpo, tentando aliviar aquilo que eu nem entendia o que era.
Esperei dar 6 horas e segui até o endereço que havia conseguido, era um lugar afastado, não muito indicado para ir sozinha, mas arrisquei alto. Parei atrás de uma arvore e vi os três chegando. Robin, a mulher e o filho. A claridade me ajudou e muito, peguei a câmera e tirei várias fotos, o que me ajudou muito e me deixou possessa foi ver a felicidade dele. Porque ele simplesmente não largou de Regina? Repassei as fotos vendo se eram suficientes e voltei.
Passei no mercado, comprei um pote de sorvete e ao invés de ir para casa, fui para casa de Regina. Ela me atendeu com uma roupa de dormir e os cabelos molhados, a amei dessa forma.
— Surpresa. – Falei um pouco sem jeito.
— EMMA! – Henry apareceu correndo até minha.
— Oi meu amor. – Falei me abaixando. – Adivinha o que eu trouxe? – Ele remexeu a sacola e comemorou.
— SORVETE! – Pegou de mim e levou pra cozinha.
— Não aceito não como resposta. – Falei antes mesmo dela se pronunciar.
Coloquei um filme infantil e puxei os dois para sala comigo. Henry de um lado e Regina de outro. O sorvete é claro que ficou em minhas mãos.
— Não acredito que estou vendo isso. – Regina disse e peguei a colher como sorvete e coloquei em sua boca.
— Xiu. – Falei vendo a cara feia dela e ri.
Henry encostou-se a mim comendo e vendo o filme. Regina tentou resistir, mas depois de um tempo se soltou e pegou também. Dei um beijo em meio ao cabelo de cada um deles, pensando no quão ferrada estava até então. Notei Regina me observando e sorri.
— Você não existe. – Sussurrou.
— Estou bem aqui. – Falei e passei sorvete na ponta de seu nariz.
— Mãe sua desastrada! – Henry disse rindo dela e recebi um olhar fulminante.
— Acho que ela merece cócegas por isso, você não acha? – Perguntei a Henry e ele assentiu. A essa altura ela já havia se levantado. Porém o garoto pulou nela a fazendo cair no sofá e fez cócegas gritando e rindo. Pude ver o sorriso dela, a gargalhada na verdade.
— Socorro Emma! – Falou me vendo observá-los.
— Você mereceu! – Falei debochada puxando Henry pra mim. Ela ficou vermelha e descabelada.
— Banho, menino atentado! – Falou pra ele e ele me olhou fazendo bico.
— Vai Henry. – Falei e ele foi pro banheiro, ele odiava que ficassem com ele no banheiro. Só liguei á água e voltei para a sala.
— Você é má! – Regina disse sentada no sofá.
— Momentos assim são divertidos, poxa. – Sentei no sofá de frente para ela. – Sei que gostou.
— Amei, mas você ainda é má. – Falou de pirraça e sorri avançando até ela.
— Você gosta de mim assim. – Falei e a beijei mordendo seus lábios, com as mãos em meio a seus cabelos. Pude ver ela se arrepiar e soltei seus lábios puxando levemente. – Já esteve com uma mulher antes?
— Não. – Respondeu curta e direta.
— Como é?
— Porque quer saber? – Perguntou com a expressão confusa.
— Quero saber ué, como é para você estar comigo, Regina? – Perguntei séria e ela suspirou.
— É diferente, Emma. Você é muito cuidadosa, muito delicada a seu jeito. É leve estar com você. – Falou séria mexendo em minhas mãos.
— Leve? – Arqueei a sobrancelha. – Se eu for embora, você vai sentir minha falta?
— Não vou te deixar ir embora mais. – Falou ganhando meu melhor sorriso.
— Também gosto muito de você. – Falei dando um beijo em sua testa.
Henry chamou e desliguei a água para ele. Fomos juntas o colocar na cama. Li uma história para ele enquanto Regina mexia em seus cabelos. Pude ver os olhos dele brilhar a ver a mãe ali, sem uma armadura. Isso já eram nove horas.
— Se pudesse fazer um pedido o que seria? – Perguntei enquanto ainda estávamos no quarto.
— Qualquer coisa? – Falou e assenti. – Fica aqui, não me deixa sozinha.
— Vai ser um prazer, Srta. Mills. – Respondi brincando com o modo de dizer.
A campainha tocou e estranhamos, devido ao horário. Fui atender e era Robin.
— Você? – Perguntou estranhando.
— Eu sou quem pergunto, você? Tu é louco? – Perguntei nada feliz.
— Tenho coisas aqui, Emma. E preciso conversar com Regina. – Falou de modo tranquilo.
— Entre. – Ouvi Regina dizer. Ela estava com a mala dele na mão. – Tudo que é seu está aqui.
— Obrigada. – Respondeu.
— Pode ir agora. – Falou friamente.
— Henry. – Robin tentou, mas balancei a cabeça negativamente.
— Ele está dormindo. – Falei o encarando.
— Entrei com a ação hoje, Regina. – Falou e ambas arregalamos os olhos pra ele. – Não vou deixar ele com você.
— Seu desgraçado. – Murmurei. – Você não vai conseguir. – Falei sorrindo ironicamente.
— Você é prova de que ela não é uma boa mãe. – Falou deixando a mascara de bom moço cair.
— Vai à merda Robin, você acha que criando outra família você é um bom exemplo? Tem certeza?
— Pelo menos fui um bom pai. – Falou arqueando a sobrancelha.
— Bom aonde? Você nem parava em casa. Na lista de quem foi pior, nós empatamos. Agora sai da minha casa. – Regina falou abrindo a porta.
— Te vejo no tribunal. – Falou colocando a mão em seu ombro. Que raiva.
— Te vejo no inferno. – Falei atrás de Regina, fechando a porta.
Olhei para Regina e lá estava novamente aquele olhar desesperado. As lágrimas se formando nos cantos de seus olhos.
— Vem cá. – Falei a abraçando. – Confie em mim.
— Estou confiando. Se eu perder ele, eu não sei o que faço Emma.
— Não vai. Amanha você vai atrás de uma advogada. Tudo bem?
Ela assentiu segurando em mim, me apertando. Direcionei-nos a cama e a deitei junto a mim. Tão forte e tão frágil. Suas mãos contornaram minha cintura e logo ela pegou no sono.
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