A Atual Seleção - Fanfic Interativa

2 Apresentações - Parte um


Notas iniciais
Peço que as Selecionas que não apareceram ainda não fiquem decepcionadas. Vocês estarão aparecendo em breve. Eu tive um dia corrido e não muito tempo para escrever, então por enquanto os capítulos terão esta quantidade de apresentações. Época de provas, imaginem como é. Enfim, espero que curtam o capítulo. Boa leitura! P.S: Leiam as notas finais.

Província Carolina, uma semana para a Seleção.

Em uma casa não exatamente simples na província de Carolina, uma delicada e bela garota cantarolava, um sorriso brilhando em seu rosto, um caderno rabiscado em mãos. A jovem apoiava-se em uma mesinha de centro que havia em seu quarto e escrevia animadamente. Seus longos cabelos castanhos escuros balançavam presos em um rabo de cavalo alto, suas pontas levemente cacheadas sendo esvoaçadas. Os olhos azuis cinzentos acompanhavam o ritmo com qual a garota movia o lápis sobre o papel, sem cessar, ansiando pelo momento em que terminaria mais um de seus esplêndidos artigos. Colocou um fio de cabelo atrás da orelha delicadamente e voltou ao seu dever. Por sua responsabilidade como Jornalista Oficial da Casta 3 — sua casta -, função implantada não há muito tempo, a jovem tinha tarefas constantes, porém, instigantes. Sua paixão era a escrita, então não havia um modo para se cansar.
– Mabel? — A garota ouviu a doce voz de seu irmão mais novo chamando-a, enquanto abria levemente a porta e observava por ela. Os grandes olhos azuis dele indagavam se poderia entrar. Ao erguer seu olhar para ele, Mabel sentiu seus lábios repuxarem-se instantaneamente em um sorriso. Adam, seu irmão mais novo, era a pessoa por quem ela nutria maior carinho e amor no mundo inteiro. Largando o lápis sobre o caderno, ela indicou que ele entrasse.
O garoto adentrou no quarto rapidamente, caminhando em um ritmo acelerado até se sentar ao lado de Mabel. Ele pegou o caderno da garota de cima da mesa e leu a matéria nova. Adam podia ter apenas onze anos, mas sua mentalidade era suficientemente avançada para entender a maior parte dos textos de sua irmã. Mabel, em seus dezoito anos, ficava impressionada com a inteligência do mesmo.
– A Seleção? — indagou ele, contorcendo levemente o rosto. — Por que está escrevendo sobre isso?
– Estou distraída com isso — assumiu Mabel, mostrando um sorriso confortante para Adam. — Sabia que há boatos sobre o príncipe Nathaniel estar mais ansioso para sua Seleção do que o Rei Maxon estava em sua época?
– Sério? — perguntou o garotinho. — Isso é que alguém deveria chamar de ansiedade.
Ela riu, e ele a acompanhou. Adam acompanhou com os olhos todas as linhas do artigo até chegar ao fim. Então ergueu a cabeça ansiosamente para a irmã.
– Você vai participar?
– Eu vou tentar– corrigiu-o Mabel, pensativa. Ela já havia visto o príncipe Nathaniel em entrevistas e eventos beneficentes cuja cobertura foi reproduzida à população, e sempre o admirou totalmente. Quando soube sobre sua Seleção, ficou um tanto quanto surpresa e animada com a ideia. Montou seu formulário e o deixou pronto. Em um dia, saíria para tirar a foto, de acordo com o prazo lançado pelo castelo, dessa vez. Seu interesse era conhecer o tão bom rapaz de quem todos falavam, e não se tornar a rainha, apesar de tudo. Era apenas uma Jornalista de dezoito anos apaixonada pela história de toda uma nação, e não alguém para governar um país. — Torça por mim, Adam. Para que sua irmã possa ir ao castelo, então irei pedir ao príncipe para lhe mandar todos os artigos que eu montar lá, está bem?
Ele sorriu, animado.
– É claro! — O tom extasiado com qual Adam exclamou deixou claro para Mabel que ele acreditava em seu ingresso para o palácio e a chance de se tornar a próxima princesa, e futuramente rainha, de Illéa.
Era apenas ela que não acreditava.


Província Whites, seis dias para a Seleção.

Em um salão de bailes pouco conhecido na Província de Whites, uma bela e graciosa jovem tocava levemente o microfone à sua frente, a voz soltando-se livremente em uma canção composta por si mesma. A pouca platéia que ali estava a recebeu muito bem: aplaudiram-na e apreciaram sua música em uma aparente satisfação. A garota de cabelos castanhos claros caindo por seus ombros e em um comprimento não exatamente longo ou curto sorriu contente pelo resultado de mais uma de suas apresentações. As pessoas mal acreditavam que a jovem tinha apenas dezessete anos. Seus olhos verdes acastanhados analisaram sua platéia uma última vez antes que a garota deixasse o palco.
Ela encontrou-se com o homem que havia a contratado ao terminar de descer as escadas. O produtor musical e dono do salão sorriu para ela, abrindo os braços em rendição.
– Tudo bem, eu admito — confessou ele. — Você é uma das melhores cantoras que conheci na casta 2.
– Sou uma atriz — disse a ele. — Uma atriz que canta e compõe.
Seu olhar desviou-se dele para a estrutura do local, as paredes, as pessoas. Ela desligou-se do homem à sua frente por uma fracção de segundo ao ouvir um pequeno barulho do lado de fora do salão e encontrar-se instigada a olhar. O homem acenou para ela.
– Olá?
– Ah, Deus, perdão — pediu ela, balançando a cabeça. — Uma pequena recaída em... déficit de atenção.
– Claro, eu entendo — disse-lhe ele, em um tom de calmaria. — Veja, senhorita Grimm...
– Ruby — corrigiu-o. — Ou Ru. Apenas não senhorita Grimm.
– Como quiser, Ruby — Ele prosseguiu, parecendo levemente incomodado. — O que a senhorita acha sobre cantar aqui na próxima semana?
– Uma má ideia — confessou Ruby, desviando rapidamente seu olhar. Seus olhos se depararam com um jornal sobre uma das mesas do salão e, sem terminar sua conversa, ela caminhou até ele. Segurou o papel entre seus dedos e leu a matéria inicial, a qual seu interesse fora captado. — Um artigo sobre A Seleção. Isso é extraordinariamente interessante. Não pensei que algum Jornalista se daria ao trabalho de documentar algo tão... jovem.
– A Jornalista que escreveu é jovem — respondeu-lhe o homem, impaciente. — Ela é da Casta 3. Alguém de sua província pode ter trazido o Jornal quando veio ao salão e tê-lo esquecido aqui. A senhorita está interessada?
– Como se eu tivesse outro motivo para transparecer animação com a ideia da Seleção — Ela disse, não exatamente de modo áspero, mas aparentemente sendo um pouco maldosa. Não importava, afinal. Sua sinceridade era uma das grandes coisas que valorizava em si mesma.
Então a data para envio da foto veio à sua memória e ela murmurou um pequeno insulto.
– Preciso ir — falou, entregando o Jornal de volta à mesa e sorrindo para o homem. — Obrigada pela oportunidade, mas mesmo que eu não entre para a Seleção, ainda sou uma atriz. Deseje-me sorte. Adeus!
Então Ruby disparou para fora, animada e sorridente. Tinha esperança de que poderia ser escolhida. Queria isso. Queria mostrar que poderia dar conta de si mesma sozinha. Desejava também, secretamente, viver uma história de amor com quem pudesse ser feliz.
Mas acima de tudo, Ruby queria dar a seu pai a chance de se orgulhar dela.

Província Midston, cinco dias para a Seleção.

– Tudo bem. Parem!
Em uma sessão especial de fotos na Província de Midston, havia toda uma equipe de pessoas com câmeras, maquiagens e roupas posicionadas em mãos. Todas estas suspiraram ou murmuram entre si sobre a décima interrupção do dia. O motivo do alvoroço era a bela atriz, cujas fotos para promover um dos novos filmes estavam sendo tiradas naquele dia. A jovem de cabelos castanhos e olhos belos amendoados também deixou um suspirou exasperado escapar de seus lábios, após notar mais uma das paradas por sua causa.
– Vamos lá, Coralynn — pediu-lhe o fotógrafo, usando de seu melhor tom reconfortante para acalmá-la. Ele indicou que ela se aproximasse e a garota caminhou até ele. — Tudo bem, me conte o que está havendo.
– Desculpe — pediu ela, primeiramente. Sua gentileza era admirável e consideravelmente rara se comparada às outras atrizes de sucesso na casta 2 — casta de Coralynn. — Não estou nervosa, falo sério. É uma simples crise de ansiedade.
– Uma crise de ansiedade nestes tempos pode significar somente uma coisa, mocinha — disse o homem, divertindo-a. Ele sorriu. — Você enviou o formulário para a Seleção ontem?
– Sim — confessou Coralynn. — Não posso negar a um pedido de minhas irmãs e, além do mais, tem a minha mãe.
– Eu entendo, querida. Quantos anos você tem?
– Dezoito.
– A idade do príncipe — admirou o fotógrafo. — Sabe, minhas sobrinhas enviaram o formulário também, e fui jantar na casa delas ontem. Falo sério, se alguma delas foi capaz de encaixar uma colherada na boca, eu desviei o olhar durante o feito.
A garota riu levemente. Conseguia sempre se divertir com os fotógrafos, programadores e produtores de seus filmes, mas ainda não sentia-se confortável com eles da mesma maneira que era capaz de sentir com suas irmãs. Seu desejo era que elas pudessem estar com ela a todos os momentos até que chegasse a hora de sua partida para o castelo. Deixá-las seria a pior parte.
Coralynn — ou Cora, como era de sua preferência ser chamada — nutria uma imensa admiração pelo príncipe Nathaniel, tal como por seus pais. Havia ouvido muitas histórias sobre eles, então não podia encontrar um rastro de motivos para não satisfazer-se em participar da Seleção.
– Faremos assim — começou o fotógrafo, voltando a atenção da garota para ele. — A senhorita permite-me bater mais suas fotografias e então está liberada até o dia da Seleção.
Ela sorriu, assentindo e se alegrando com a ideia. Não queria realmente chegar em casa e se deparar com sua mãe, exigindo que ela passasse a se portar ainda mais educadamente, se é que isso era possível. Porém, desejava do fundo de seu coração que pudesse estar logo em seu quarto, conversando com suas irmãs e contando-lhes sobre como pretende passar sua estadia no castelo.
Porque mesmo que soubesse que era uma boa atriz, ela ainda não poderia negar um pedido da única parte de sua família que realmente importava.
E também, a jovem e gentil garota mal podia esperar para conhecer o tão comentado príncipe e saber sobre seu verdadeiro 'eu'.
E era exatamente por isso que precisava ser uma das Selecionadas.

Província Idaho, quatro dias para a Seleção.

Nem todas as garotas da casta 2 são idiotas.
A jovem de belos olhos azuis claríssimos observou a folha de papel escrita em sua mão, balançando a cabeça em satisfação com a própria mensagem em relação à sua casta. Seus cabelos castanhos escuros — parcialmente negros, ou talvez um pouco acinzentados — estavam em parte à mostra, enquanto a região de sua cabeça estava coberta por uma touca que a garota comprara há muito tempo. Sua aparência jamais denunciaria que a garota estava em seus dezoito anos. Suas sobrancelhas desenhadas ergueram-se por um instante, quando ela ouviu alguém se aproximar. Aliviou a tensão em seus ombros e sorriu ao notar sua melhor amiga caminhando na direção dela.
– Bom dia, Lena — cumprimentou a moça se aproximando. Lena acenou com a cabeça para ela, reparando que sua companheira havia reforçado algumas das mechas coloridas em seu cabelo negro. — O que está aprontando?
– Estou procurando um amuleto de sorte — esclareceu Lena. — É sua culpa, Talhi. Obrigou-me a me inscrever na Seleção e agora tenho de estar entorpecida para tomar conhecimento se estarei dentro ou não.
– Eu não a obriguei — riu-se Talhi. — Foi uma aposta, algo justo. Você sabia com prontidão quantas eram suas chances de vitória. Deve admitir que está ao menos um pouco interessada pela oportunidade da Seleção.
– Não exatamente — disse-lhe. — Quando fomos tirar a foto, você notou como eram as garotas por perto. Não quero me enturmar ou ter de batalhar com aquele tipo de pessoa por um simples príncipe.
– Ele não é um simples príncipe, é o príncipe Nathaniel — dramatizou sua amiga, achando graça. Então seus olhos deslizaram até o papel que Lena segurava. — O que é isso, afinal?
Lena girou a folha, apresentando a frase para Talhi, um sorriso brilhando animado em seu rosto.
– Fiz uma aposta comigo mesma há pouco — Ela confessou, rindo-se. — Se eu entrar para a Seleção, chegarei ao castelo com isso colado ao meu vestido.
– Deus, você não faria isso — acusou a morena de mechas coloridas.
– Não duvide — Lena esclareceu. — Essa, eu posso vencer.
– Então, defensora dos fracos e oprimidos — prosseguiu Talhi. Lena odiava o apelido sempre que alguma garota ou garoto estúpido o usava como uma ofensa direta e áspera contra ela, mas não se importava quando ouvia sua melhor amiga dizê-lo. — O que seus pais acham? Será que pode entrar?
– Sei que ficariam orgulhosos de mim — começou a garota, dando de ombros. — Tal como sei que não haveria qualquer decepção caso eu não entre.
– E com isso concluísse que você não se importa?
– Talvez eu me importe — prosseguiu Lena. — Mas não se preocupe, Talhi, não conseguirei com nenhuma das outras Selecionadas a amizade que alcancei com você aqui. Além do mais, procurarei saídas nas entrevistas para comentar seu nome.
– Não procurará, não — negou Talhi, rindo.
– Tudo bem, talvez não — A primeira corrigiu, rindo juntamente da amiga. — Mas garanto que, se eu conseguir entrar para A Seleção, farei questão de pedir ao príncipe Nathaniel que lhe envie um presente.
As melhores amigas riram, aproveitando do que poderia ou não ser um dos seus últimos juntas normalmente. Caso Lena ingressasse, nenhuma das garotas sabia o que poderia acontecer, apesar de ambas nutrirem a certeza de uma amizade eterna.
Mas Lena sabia que estar no castelo poderia ser uma oportunidade de ouro, tal como tinha toda a certeza de que ninguém — príncipe, Rei ou Rainha — poderia mudá-la.
Entretanto, tinha total noção de que uma vez que entrasse, sentiria-se na obrigação de competir.
Afinal, Lena era uma boa perdedora. Mas detestava perder.

Notas finais
Espero que tenham gostado, de verdade. Lembrem-se de comentar, Selecionadas. Obrigada! E, para aquelas que se inscreverão na fanfic após ler esse capítulo, peço que mandem fichas para qualquer casta, porém não a 2, pois já temos muitas garotas de lá. E, além disso, as províncias de Carolina, Whites, Midston, Idaho, Angeles, e Dakota já estão ocupadas. Pode ser que abra mais uma vaga em alguma dessas províncias futuramente, mas não por agora. Agradeço a atenção. Beijos.