Notas iniciais
Na verdade, eu não lembrava mais de ter escrito a continuação dessa história. Descobri por acaso anotações minhas de antes da pandemia que não estavam organizadas. Aconteceu muita coisa na minha vida nesse meio tempo, mas vou publicar o que escrevi e, se possível, fazer um final. Depois que eu vi que se passaram uns oito anos desde a última atualização, mas o que é o tempo se não uma construção social para vender relógio e calendário, não é mesmo?

O navio aportou na pequena cidade ao sul do Império, depois de semanas de viagem em alto-mar. Não deveria ser um episódio incomum para uma cidade portuária, mas era um dos primeiros navios estrangeiros a aportarem ali depois do fim da sangrenta revolução que derrubou o antigo imperador. Além do mais, aquele era o navio de um país bem distante, vindo da longínqua nação de Aerugo e trazia passageiros de vários lugares, incluindo pessoas de um certo país sem saída para o mar chamado Amestris.

As ruas principais que ligavam o porto ao centro estavam decoradas com lanternas vermelhas pintadas com desenhos estranhos, mas Alphonse não conseguia deixar de olhá-las com admiração. Ao seu lado, Zampano e Jelso terminavam de descarregar a bagagem. Felizmente, eles haviam chegado à cidade no meio da manhã e teriam o resto do dia para aproveitar.

Alphonse também olhava em volta enquanto as pessoas reuniam suas bagagens e as arrastavam pelo convés porque esperava ver Akame e Wave no meio deles. Essas cinco semanas no mar não foram ruins, mas foi difícil para Alphonse conseguir um tempo sozinho com Akame. Jelso, Zampano e Wave estavam sempre por perto. Difícil de ter um pouco de privacidade.

Não demorou muito para eles aparecerem no convés e Alphonse sorriu largamente para Akame, antes de dar um aceno de cumprimento para Wave.

O apito longo do navio cortou o ar enquanto as tábuas da passarela rangiam sob os passos dos passageiros que desciam um a um do navio. Antes que terminassem de descer a escada, eles perceberam que um grupo já os aguardava. Vários homens de expressão contida, alinhados ao lado de três automóveis pretos esperavam perto do desembarque. Nenhuma palavra foi dita de imediato. Apenas um leve aceno do homem à frente — um gesto quase imperceptível, mas cheio de significado.

- Bom vê-los novamente — Run tomou a frente do grupo — Estou aqui para levá-los a suas acomodações. Ordens da ministra Najenda.

A bagagem foi recolhida por mãos ágeis e guardada nos porta-malas. Aparentemente, Run tinha a função de recolher tanto Akame e Wave quanto Alphonse, Jelso e Zampano e levá-los à residência oficial da primeira-ministra, antigo palácio de verão da família real. O novo imperador não possuía poder político ou executivo. Era uma posição mais simbólica de união do povo e do Estado. Por isso, algumas das antigas propriedades imperiais foram confiscadas e reutilizadas para funções executivas do novo governo. Esse palácio que estavam indo, apesar de ser a nova residência oficial do primeiro-ministro, Najenda não costumava visitá-la.

A viagem de carro foi um pouco decepcionante para Alphonse porque Akame acabou indo em outro carro com Zampano e ele precisou dividir espaço com Jelso.

Viajaram praticamente a manhã toda, parecia já estarem em outra cidade bem distante do porto em que chegaram. Quase ao final da tarde, chegaram em uma grande propriedade onde um casarão se destacava no centro. Os empregados os esperavam do lado de fora para recepcioná-los.

Havia tantos quartos naquele casarão que cada um ficou com um quarto para si e, mais ou menos na hora de servirem o jantar, Najenda apareceu para dar-lhes as boas-vindas.

- Trago boas notícias — ela anunciou, animada — Recebi o aviso da descoberta de um sítio arqueológico que pode estar relacionado às teigus em um arquipélago na costa do Império.

- E quando poderemos ver, ministra? — Alphonse perguntou de forma muito educada.

- Run irá guiá-los amanhã mesmo — ela indicou o assistente com a cabeça — Mas, por enquanto, aproveitem, descansem bastante e comam à vontade — finalizou, erguendo a taça de vinho para fazer um brinde.

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- Por aqui, Akame — Najenda indica a porta do seu escritório — Pode deixar a porta encostada. Ela não está fechando direito mesmo — Ela disse depois de Akame tentar fechar a porta duas vezes, inutilmente — Fique à vontade. O que gostaria de falar comigo?

- Como está realmente a situação, chefa? – Akame perguntou sem rodeios.

Najenda suspirou profundamente e fingiu apreciar a paisagem da janela de seu escritório.

- Achava que se livrar dos tiranos seria a parte difícil – ela deu um sorriso enviesado.

- Achei que tivesse dito que estavam na fase de reconstrução – Akame parou ao lado dela e também ficou olhando a paisagem.

- E estamos – Najenda confirmou – Mas reconstruir é ainda um processo lento. Vamos precisar de bastante dinheiro para as coisas se normalizarem como antes – e acrescentou com um riso sem humor – Um dinheiro que não temos.

- Lembro de existir muita riqueza neste país – Akame emendou – Mas era para poucos.

- Mas você sabe que redistribuir riqueza é algo fácil... na teoria – Najenda cruzou os braços, suspirando – E, praticamente, toda a infraestrutura do país foi abalada. Já vai fazer três anos, mas existem lugares de difícil acesso e com os trilhos das ferrovias ainda destruídos. Fora outros itens de necessidade básica que continuam escassos em algumas regiões.

- Se precisar de minha ajuda para alguma coisa – Akame fez uma breve pausa – não hesite em me chamar.

- Acho que vou precisar, sim — Najenda ponderou — Lembra sobre eu ter dito que aqui ainda estava um pouco perigoso? Estamos tendo problemas em alguns territórios do Império. Estão acontecendo ataques contra países vizinhos e muitas testemunhas afirmam que são ações de soldados do Império — ela suspirou — Recebi um pedido de explicações da nação de Aerugo porque aparentemente um aliado militar deles sofreu um ataque. Eu disse que estamos investigando com o máximo rigor, mas isso abalou bastante nossas relações diplomáticas.

- Mas são soldados nossos?

- Podem ser apoiadores do antigo imperador infiltrados nas fileiras do exército — Najenda abanou a cabeça, desanimada — Está sendo difícil saber em quem confiar. Run está sendo de grande ajuda, apesar de eu ter desconfiado dele no início porque ele era dos Jaegers, mas ele também pensava que o Império estava corrompido e precisava de mudanças… — ela deu outro longo suspiro — Olha, eu não gostaria de pedir isso para você, mas você é uma das poucas pessoas que pode fazer isso e que eu posso confiar. Eu preciso que você investigue isso para mim, mas você precisará agir nas sombras. Precisamos saber quem ou o quê está comandando esses ataques e o porquê.

- Onde exatamente estão acontecendo esses ataques? — Akame perguntou, séria.

- Não estão concentrados em um lugar. Vou te passar todos os dados depois — Najenda suspirou, novamente — Vou te dar poderes de um oficial superior do exército. Pode recrutar quem quiser para lhe ajudar na missão.

- Por ora, gostaria de levar o Wave comigo, se ele quiser — Akame coçou o queixo — Ele se mostrou confiável e realmente é devotado a servir ao país.

- Ótimo — Najenda deu um breve sorriso — Mas, se precisar de ajuda extra, pode falar comigo.

- Gostaria de te pedir uma coisa também — Akame hesitou um pouco antes de começar a falar — Esse sítio arqueológico das teigus… Queria te pedir para mandar Alphonse-san, Jelso-san e Zampano-san de volta à Amestris logo depois dessa visita ao sítio arqueológico.

- O quê? — Najenda virou-se totalmente para ela — Mas por quê?

- O exército de Amestris está financiando a pesquisa e a estadia de Alphonse-san aqui — Akame explicou — Eu não tenho reclamações do novo Führer de Amestris, mas a alta cúpula do exército não é confiável. Mande-os embora o quanto antes.

- Mas eles são cidadãos amestrinos, Akame. Nossos aliados — Najenda encolheu os ombros — Eu não posso simplesmente expulsá-los do país sem um motivo! Isso poderia gerar uma crise diplomática.

- Alegue problemas na reconstrução, reavaliação de leis antigas de imigração, qualquer coisa — Akame tentava evitar encarar Najenda nos olhos — Só faça o que pedi.

- Eu não vejo esse rapaz como ameaça mas, se você diz, deve ter motivos — Najenda olha para ela, desconfiada — Apesar de que temos interesses na estadia dele aqui também. Como resolveremos os problemas das teigus sem sua ajuda?

- Conheço uma pessoa com muito mais conhecimento sobre a alquimia utilizada nas teigus do que os amestrinos — Akame ainda não olhava para Najenda — Só não o procurei antes porque… ele tem uma personalidade bem… — ela parecia estar procurando pelas palavras certas — excêntrica. Mas te garanto que as buscas por uma solução não vão parar depois deles voltarem para Amestris.

- Bom, posso alegar motivos de segurança com essa onda de ataques para convencê-los a partir — Najenda abana a cabeça — Não vejo eles como ameaça mesmo. Mas, se você diz que eles não são confiáveis, confio no seu julgamento. Vou tentar fazer isso da forma mais diplomática possível para não gerar atritos. Mas não posso realmente dar um prazo para eles saírem, entende? Acabamos de assinar um acordo com Amestris.

- Só pergunte quanto tempo mais pretendem ficar — Akame meneou a cabeça.

- Está bem — Najenda suspirou — Mas só porque você pediu.

- Obrigada, chefa. Não irá se arrepender.

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Ao sair do escritório de Najenda, Akame sentiu uma presença estranha no corredor e, sem pensar, deu meia volta, pegou o objeto mais próximo que pudesse segurar com uma das mãos e jogou na direção onde o corredor projetava sombras mais ocultas. O barulho do objeto atingindo algo sólido e um leve gemido denunciaram seu observador.

- Por que fez isso? — Wave emergiu das sombras, massageando um galo na testa — Está tentando me matar?

- O que estava fazendo aí?

- Eu estava… eu estava apenas… — Wave gesticulou inutilmente na direção de onde surgiu.

- Então, você tem o costume de ouvir conversas escondido — parecia que Akame estava mais fazendo uma constatação do que uma pergunta.

- Não foi nada disso! Eu só estava procurando o banheiro! — Wave se arrepiou todo e ficou imediatamente vermelho.

- Está indo para o lado errado — Akame já estava dando as costas e se afastando.

- Espere! Espere! — Wave pediu em um tom urgente — Eu não tinha intenção de ouvir sua conversa com a ministra Najenda, mas agora não posso ignorar o que ouvi.

Com essas palavras, Akame parou no meio do caminho, porém continuava de costas para Wave.

- Eu ouvi meu nome, mas mais do que isso. Eu ouvi você pedindo para a ministra mandar o Alphonse-san, o Zampano-san e o Jelso-san embora tão logo voltassem do lugar lá que eles acharam coisas das teigus — ele continuou, cautelosamente, mas Akame não demonstrou reação e nem virou para encará-lo — Possivelmente, Alphonse-san e o irmão dele são os únicos que podem nos ajudar sobre as teigus. Então… por quê?

- Quem disse que eles podem? — Akame finalmente olhou para Wave.

- Eles são alquimistas. E dos bons — Wave encolheu os ombros — Pode ser que a alquimia do país deles seja bem diferente da alquimia daqui, mas eles ainda estão melhor do que nós que estamos partindo do absoluto zero!

Akame fechou os olhos brevemente, como quem estava recuperando o fôlego para poder falar.

- Isso não tem nada a ver com eles — Akame recomeça, quase sussurrando — Não acho que eles tenham o conhecimento necessário para entender como as coisas aqui funcionam…

- Você mentiu para o Edward — ele a interrompeu.

Wave falou essas palavras de forma tão impulsiva que surpreendeu até mesmo Akame. Ela piscou e arregalou os olhos enquanto ele recomeçava a gaguejar, percebendo que havia sido uma decisão estúpida acusar Akame tão abertamente.

- Digo — ele tentou se recompor — Sobre a compatibilidade da Murasame. Quando estávamos em Amestris, o Edward perguntou porque somente o Alphonse conseguia pegar a Murasame. E você disse que Murasame tinha gostado dele.

Akame cruzou os braços e fez uma careta como se estivesse tentando se lembrar do episódio relatado pelo Wave.

- A Najenda e o Run estavam com a gente — ele continuou — Eles não conhecem o Alphonse-san, mas eu e você conhecemos bem ele. Ele seria incapaz de fazer mal a uma mosca — e como Akame continuou sem reação, Wave concluiu — Ele jamais seria um candidato para Murasame.

- Mas como o Run disse — Akame continuava impassível e com os braços cruzados — Às vezes, a teigu pode ter compatibilidade com outra pessoa, além do seu usuário.

- Ora, vamos lá — Wave franziu a testa em desaprovação — Você e eu sabemos que isso não é possível. Ele não tem jeito de assassino. A Murasame jamais se interessaria por ele. Então, esse papo de que a Murasame gostou dele não funciona comigo.

- Se achava que era mentira — ela olhou para ele em desafio — por que não contou para o Edward-san?

- O quê??!! Você acha que sou amiguinho dele?? — Wave parecia levemente ofendido — Eu estou do seu lado!

Akame continuou a encará-lo, imperturbável. Parecia uma disputa de quem cedia primeiro ao olhar do oponente.

- Escuta aqui — Wave se aproximou mais e cochichou — O mínimo que você poderia fazer é abrir totalmente o jogo para mim. Afinal, sou o seu cúmplice — ele olhou em volta antes de continuar — Se você pediu a mim para que eu te “ajudasse a descansar” caso a maldição da Murasame consumisse toda a sua humanidade, é porque sou digno de sua confiança, não?

Akame continuou séria mesmo com a menção do acordo deles.

- Você não precisa saber além do necessário — ela rebateu.

- Se não vai confiar em mim, vai confiar em quem mais? — Wave insistiu — Todo cavaleiro precisa de um escudeiro. Alguém para cobrir suas costas — ele esperou uma reação dela, mas ela continuou encarando de maneira indecifrável — Eu posso te ajudar mais do que isso.

- Você disse que está do meu lado — ela ainda não tinha se dado por vencida — Então, você confia em mim? Por quê?

- Porque Kurome confiava em você — ele disse, firme — Então, eu também confio.

Wave sabia que era um golpe baixo. Mencionar Kurome era um golpe baixo. Mas ela também tinha usado esse truque quando pediu para que a eliminasse se fosse consumida totalmente pela maldição.

E teve o efeito esperado. Akame arregalou os olhos, completamente surpresa com suas palavras.

- Eu não sei, está bem? — ela suspirou de impaciência antes de responder — Eu não sei o porquê da Murasame ter gostado do Al-kun.

Wave estranhou o apelido que Akame usou para se referir ao Alphonse, porém estava muito mais interessado na história para poder perguntar sobre isso.

- Não sabe?

- Não sei — ela repetiu — Mas tenho uma ideia. Acho que você ouviu a história de que o Al-kun passou anos sem um corpo, não?

- Ah, sim — Wave balançou a cabeça, lembrando-se lentamente — Inclusive, o major Armstrong contou essa história com riqueza de detalhes.

- Lembra do que eu disse sobre os humanos não serem proibidos de acessar outros planos como os demônios, mas que sofrem sérias consequências se fizerem isso? Agora, responda — ela continuou após o aceno afirmativo do rapaz — O que você vê de errado no corpo do Al-kun?

- Como assim? — Wave olhou para ela, esperando que ela dissesse que essa pergunta era parte de alguma pegadinha.

- Ele passou muito tempo em um plano que não era seu — Akame continuou — Seus músculos atrofiaram quando ele esteve lá, mas e sua mente? Ele ficou anos compartilhando a existência com o Universo. Sua mente se fundiu com a Verdade? Quanto ele absorveu de lá? Como um humano conseguiu sobreviver tanto tempo naquele lugar?

- Não sei — Wave respondeu, sinceramente — O que isso quer dizer?

- Quer dizer que, se Murasame se interessou, não é boa coisa — Akame olhou ao redor também — Lembra quando teve aquele episódio em Xing em que ele foi sugado para lá novamente e eu precisei buscá-lo? Quando fui buscar o Al-kun, Murasame tentou me convencer a cortá-lo com a espada.

- Matá-lo com o veneno da Murasame? — Wave encolheu os ombros — Por quê?

- Não sei — Akame abanou uma mão com impaciência — Só sei que fazia parte dos planos da Murasame me atrair até o deserto para que eu me encontrasse com o Al-kun.

- Quando vocês se conheceram? — Akame deu um breve aceno de afirmação e Wave continuou — Achei que vocês se encontraram ao acaso. O Alphonse-san me disse que vocês se encontraram por acaso.

- Não. As almas me disseram que eu encontraria um xamã estrangeiro no deserto que resolveria o problema das teigus.

- Espera aí, que almas? — Wave fez uma careta.

- Almas da Murasame — Akame revirou os olhos — Longa história.

- Mas eles disseram xamã mesmo? — Wave estranhou a escolha das palavras — Não alquimista? De onde venho, xamã e alquimista são coisas diferentes.

- É, também não entendi muito bem — Akame começou a massagear a têmpora — Achei que fosse apenas modo de dizer.

- Mas eles disseram que ele resolveria o problema das teigus — Wave disse, lentamente — Então, estamos no caminho certo…

- Não — Akame segurou o braço de Wave com força e isso o assustou — Não se pode confiar em Murasame. Ele é um demônio, esqueceu? Eu não sei quais os planos de Murasame, mas eu tenho certeza que não vamos ganhar nada de bom com isso, entendeu?

- Eu… eu entendi — Wave concordou e Akame soltou lentamente seu braço.

- Precisamos manter o Al-kun longe de tudo isso — ela recomeçou, mais calma — É a única maneira de frustrar os planos de Murasame. De toda forma, se eu tiver que fazer outro acordo com um demônio, prefiro fazer isso sozinha.

- Sozinha, não. Eu também estou no mesmo barco, esqueceu? — Wave apontou na direção da porta da sala de Najenda — Todos nós que usamos teigus. Se não me engano, se não fizermos algo para cortar a ligação das teigus, os demônios vão se apossar de nossas almas, não?

- Está bem. Mas só porque não tem outro jeito.

- Mas, sem a ajuda do Alphonse-san, ficamos sem nada — Wave olhou para os lados, frustrado — Voltamos ao início novamente.

- Eu tenho uma ideia. Mas é arriscada.

- Arriscada quanto? — Wave voltou a olhar para ela com interesse.

- Eu diria que temos uma chance bem mínima de sucesso — ela ponderou, lentamente — Mas contanto que a chance não seja zero…

- Eu estou dentro — Wave falou com confiança — Apenas, dê a ordem, Akame.

- Bom, vamos precisar recorrer a uma pessoa que eu preferiria evitar — ela continuou, pensativa — Mas situações desesperadas pedem medidas desesperadas.

Notas finais
Aliás, pretendo adicionar o capítulo 2 dia 17/08. Até logo.