A Arte do Caos
40 Mais do que posso suportar.
Notas iniciais
O festival da lua tinha começado pra valer. A quantidade de barraquinhas e feirinhas tinha, no mínimo, triplicado. Maçã do amor, chocolates, espetinhos e muitos pratos quentes. Era comida de todos os sabores para todos os gostos. As lanternas decoradas traziam uma beleza e um brilho a mais para a cidade, mas o que encantava seus olhos era outra coisa: sua maga.
A animação dos habitantes também se espalhava como fogo na palha, trazendo aos turistas um pouco da magia da tribo reclusa, que conservava algumas das belezas mais lindas de Fiore, costumes e uma culinária centenária.
Lucy amava feirinhas. O tesão dela rapidamente passou sendo substituído pela fome quando viu as fileiras de barraquinhas e começou a experimentar inúmeras iguarias, empolgada como uma criança comendo chocolate pela primeira vez. Os olhos castanhos brilhavam como nunca.
Em contra partida um ronronar baixinho se mantinha em seu peito involuntariamente, e seu pau ficava um pouco desconfortável nas calças. A forma como ela se empolgava e o arrastava de barraca em barraca o contaminava com alegria e o deixava com mais fome. Seu estômago estava cheio, mas seu desejo estava faminto.
Alguns dançarinos e acrobatas passaram pela rua principal, fazendo malabarismos com tochas. O fogo sendo manipulado pela trupe usando máscaras de lobo e roupas tribais, tatuados com o símbolo da grande união das matilhas, encantavam os turistas e Lucy não era exceção.
Um deles jogou a dançarina para cima, enquanto outros dois engoliam uma certa quantidade de álcool e o usavam para soprar chamas. Com o auxílio de braceletes feitos de lacrima escarlate, eles conseguiam manipular um pouco as chamas, transformando-as em pequenos lobos que correram em direção ao céu.
—Que lindo! — Lucy exclamou, os olhos esbugalhados e admirando a dança enquanto manipulavam o fogo.
Teve vontade de mostrá-los o que era uma manipulação de chamas. Inundar os céus com chamas, criando formas que fizessem os olhos castanhos brilharem ainda mais. Podia fazer isso. Não era Igneel, mas criaria chamas de varias cores, colorindo o céu como estrelas.
—UH! Que doce é aquele? – ela disse agarrando seu braço e puxando-o para uma barraquinha.
Um espeto com esferas carameladas e um interior avermelhado. Pelo cheiro, sentia que era uma mistura emulsificada que envolvia morango.
Lucy pagou por um e abocanhou uma das bolas. Seus olhos brilharam quando mordeu a crosta caramelada e saboreou-a com o recheio quase cremoso. Ela gemeu em deleite, fechando os olhos. Seu pau pulsou.
—Isso é muito bom! — Disse enquanto caminhava.
Colocou o braço em seu ombro e a puxou para perto, passando brevemente o nariz por seus cabelos.
—Se não te conhecesse bem, diria que essa é a primeira vez que vai a um festival.
Ela ergueu a cabeça para encará-lo, e passou a língua no lábio superior, pegando resquícios do creme e deixando-o ainda mais rosado. Qualquer coisa que ela fosse falar se perdeu quando a beijou. Seu corpo se moveu antes de sua mente. O gosto de morango açucarado com caramelo e baunilha só intensificou seu desejo latente. Sua fome não podia ser mascarada e já não tinha muito controle sob seus impulsos, descendo a mão por sua cintura e apertando sua bunda. Queria muito puxá-la contra sua pelve.
—Você está certa. — Murmurou após o beijo. — Esse doce é muito bom.
Ela sorriu, um sorriso que tinha a sensação de que se arrependeria de ver de um jeito positivo.
—É feito com um dos meus doces favoritos. Óbvio que seria bom. — Disse mordendo mais uma das esferas espetadas.
Um carro alegórico com mais dançarinos virou a rua. Elas estavam apertadas por causa das barraquinhas, o que os obrigou a ir para o canto do passeio, recostando-se em um dos prédios junto com a multidão, esperando o carro passar para que pudessem voltar a caminhar nas ruas.
—Seu doce favorito é chocolate com caramelo salgado. — Afirmou. Sabia de todos os gostos, sabores e preferências daquela maguinha. — Por que esse doce se tornou seu favorito do nada? — Questionou, querendo ver onde isso iria.
Recostou-se no muro da casa, enquanto ela recostou-se em seu peito, olhando para a performa-se da alegoria. Passou os braços por cima de seus ombros, abraçando seu peito e dando um breve beijo em meio a seus cabelos dourados presos no rabo de cavalo. Tentou ignorar sua bunda pressionando seu pau.
—Por que é feito de morango.
Fez uma careta.
—Morango não é um doce é uma fruta.
Ela passou a mão entre seus corpos e agarrou seu pau por cima da calça. Prendeu a respiração.
—Eu discordo. Esse morango aqui é o meu favorito. Tem uma cabeça tão vermelhinha. — Ela sussurrou.
Suspirou, jogando a cabeça para trás, fechando os olhos e encostando a nuca no cimento frio. Seu controle tinha melhorado muito com os anos, mas ela o destroçava tão facilmente.
—Lucy, quer parar de me provocar. Eu não estou estável. — Confessou.
Os lábios dela beijaram seu pescoço e ela se ergueu na ponta dos pés para dar uma mordida em sua mandíbula.
—Bom pra mim. Eu também amo esse seu lado selvagem.
É claro que ela queria brincar com fogo, principalmente agora que seu corpo estava satisfeito com as necessidades básicas.
Isso só alimentava sua libido.
—Eu quero chupar você. — Ela sussurrou em seu ouvido a promessa que tinha feito pela manhã.
Aquilo era o bastante. Seus sentidos e olhos vasculharam o lugar, buscando qualquer parte que pudesse para devorá-la. Agarrou sua cintura procurando um lugar onde não seria interrompido, puxando-a pelas ruas lotadas. O chalé estava longe demais para seu gosto.
Se ela queria vê-lo sem controle ela teria. Só esperava que ela realmente soubesse com o que estava lidando, pois não seria capaz de se refrear.
O rosnado saiu antes que pudesse cogitar se conter. Tinha deixado seu instinto assumir e, uma vez que largava a coleira, era difícil voltar.
Lucy se assustou com o rosnado repentino, saindo do torpor do prazer que iriam ter para ver seus olhos vermelhos. Sua esclera também estava ficando negra. Droga.
A aura daquele alfa mesquinho cercou as ruas, emanando superioridade, instigando os outros inferiores a ele a desafiá-lo. Ele apareceu no centro da rua, desfilando com roupas estravagantes e acompanhado de várias mulheres com roupas minúsculas. Ele se exibia com uma garrafa de álcool na mão e convidando as outras mulheres solteiras a se juntarem a ele. Os lobos se viam obrigados a reverencia-lo, enquanto ele analisava a multidão atrás de alguma coisa que lhe interessasse mais que as mulheres e a bebida.
O instinto e a vontade de esmagar sua aura insignificante era grande demais para conseguir suportar. Ele o fazia esse showzinho por arrogância, e sentia gosto de sangue na boca só de pensar destroça-lo e colocá-lo em seu lugar na cadeia alimentar. Estava perdendo o controle e não seria capaz de recuperá-lo.
—Lucy. — Disse asperamente. — Precisamos sair daqui e eu preciso que você me impeça de esmagar a cabeça dele.
Ela viu o alfa andando pela rua e entendeu tudo. Se não fosse ela em seus braços teria comprado a briga com a matilha inteira. Um alfa não deveria se impor na cidade neutra de Viena. Isso oprimia e machucava aqueles que não eram fortes, mas não podiam reclamar.
Estava tão focado em não liberar sua aura e imaginando como arrancaria a cabeça colorida dele que não percebeu quando a maga enfiou a mão em sua calça e agarrou seu pau, aproveitado o fato de que todos se distraiam com o alfa.
Certamente isso mudou sua atenção de lugar. Quando abaixou a cabeça para encará-la ela o beijou, agarrando seus cabelos e se empurrando contra seu corpo.
Quando disse para impedi-lo era com uma ordem, mas essa forma era deveras mais interessante. Saciar seus desejos era algo muito mais importante do que destruir aquele alfa.
—Encontre um lugar pra gente dragãozinho. — Ela disse contra sua boca. — Enquanto isso vou brincar com esse moranguinho. — E apertou a cabeça inchada.
Sorriu, sentindo a necessidade de se impor ir embora. Alfinetou.
—Com essa mão gelada você não vai brincar com ninguém.
Ela puxou seus cabelos e mordeu seu lábio.
—Engraçadinho. Me esquenta então.
Oh, com certeza iria. Uma das bençãos — maldição para ela – era sua baixa pressão sanguínea, a razão dela sentir frio com a mínima queda da temperatura. Seu corpo naturalmente quente era o abrigo para o qual ela corria em busca de calor e podia se deleitar com as mãos dela passando por seu corpo, mesmo que, as vezes, fossem tão geladas que lhe arrepiavam a espinha.
Seu instinto alfinetou sua mente, e ergueu os olhos dela. O alfa o encarou. Bom, mais especificamente encarou a bunda de Lucy com desejo. Ele começou a mudar sua rota, querendo ir até eles. A raiva voltou, espumando, com a necessidade de queimá-lo por sua insolência, esmagá-lo com suas mãos. Não podia provocar uma guerra, mas queria e iria.
—Acno... — Lucy lambeu seu pescoço, sussurrando em seu ouvido, alheia a isso. — Você já foi melhor em encontrar um lugar. Será que você não quer que eu te chupe?
Toda a raiva queimou tornando-se desejo, seu pau pulsando em suas mãos. A magia das sombras os engoliu. Não tinha como ir muito longe, o alcance da magia que roubou de Gajeel era limitado, mas aquele celeiro de feno era próximo o suficiente e afastado o bastante para ter privacidade. Foda-se o alfa, a boca de Lucy contra a sua era tão mais interessante que uma luta.
O barulho da multidão e da música se foi, tornando-se apenas o estalar de seus lábios, seus gemidos, o ronronar selvagem, o feno seco sendo amaçado sob seus pés e o espirro de um cavalo. Esperava que o dono não viesse conferir o celeiro aquela hora da noite.
Puxou sua cintura contra seu pau. A diferença na altura fazia com que sua pelve se esfregasse contra seu ventre macio. Apertou sua bunda com ambas as mãos enquanto continuava a devorá-la com o beijo. Pelos deuses como Lucy era gostosa!
Ela passou as mãos por sua barriga, apertando seus músculos antes de descer para sua calça, abrindo o cinto e o ziper, puxando o membro duro para fora da cueca box. Uma das mãos agarrou-o, começando a masturbá-lo com rapidez, focando-se na cabeça sensível. Seu pau inchou.
Quebrando o beijo ofegante, ela sorriu, baixando os olhos para sua mão e lambendo os lábios ao ver o que segurava.
—Hora de me divertir com esse moranguinho. — Disse sapeca.
Antes que ela conseguisse se ajoelhar para chupá-lo, agarrou sua bunda com uma mão e uma coxa com a outra e a puxou para cima, forçando-a a se agarrar a seu corpo e a laçar sua cintura com as pernas.
Os olhos castanhos ficaram confusos e seu sorriso morreu.
—O que...
—Não tenho controle para brincar. — Interrompeu.
Agarrou a saia empurrando-a para cima, rasgou a calcinha e se enfiou para dentro da buceta húmida. Suas provocações anteriores dispensavam preliminares.
O corpo quente o recebeu com um gemido e suas panturrilhas apertaram contra sua bunda, pedindo mais e pedindo para ir mais fundo. Por fora poderia parecer bem, mas por dentro estava em chamas. O celibato dos últimos dias combinado com o festival de hormônios daquele lugar tinha tirado sua sanidade. Respeitava a indisposição que Lucy sentia quando menstruava – embora não ligasse nenhum pouco – mas isso o deixava faminto.
Fez uma pausa, enfiando o rosto em seu pescoço antes de sussurrar.
—Se eu te machucar me ordene a parar.
E foi a única coisa que conseguiu avisar antes de começar a se mover. Foi bruto agarrando sua bunda e começando a erguer os quadris freneticamente. Ela gemeu em seu ouvido, as unhas rasgando suas costas por cima da blusa preta e os seios prensados contra o seu peitoral. Seus calcanhares se apertavam contra sua bunda, querendo puxá-lo mais fundo.
Aquilo não era o bastante. Seus olhos foram ágeis em vasculhar o lugar e seu corpo mais ainda quando a colocou sob a mesa de madeira próxima as baias. Agarrou a blusa dela junto com o sutiã tomara-que-caia e a puxou sob sua cabeça.
A visão dos mamilos duros, redondos e macios fez sua boca encher de água. Abocanhou um deles e a empurrou, fazendo-a se deitar na mesa enquanto se curvava sob ela. O corpo pequeno arqueou, erguendo-se contra sua boca. De repente ela gemeu, insatisfeita.
Isso refreou sua gula. Tinha a machucado? Soltou o seio e ergueu o rosto, vendo os olhos inebriados de prazer e nenhuma dor.
Suas mãos finas agarraram sua blusa, puxando-a para cima, os olhos suplicantes.
—Por favor... — Ela quase implorou.
Oh, que pecado injusto. Tinha quase a desnudado por completo enquanto ainda estava vestido, deixando sua companheira no desejo de se deliciar com seu corpo. Um desleixo imperdoável de sua parte.
Se afastou apenas o bastante para tirar a blusa e jogá-la no chão em algum lugar. As mãos dela prontamente avançaram sob seu corpo, tocando sua barriga, sentindo seus músculos responderem e dando um gemido tão satisfeito como se tocasse uma divindade e sua sanidade foi para o caralho.
Curvou-se bruscamente em cima dela, chupando os seios com o bico sensível, agarrando sua cintura com ambas as mãos e posicionando-a melhor contra sua pelve em cima da mesa. A mudança na posição o fez entrar fundo e ela gemeu, apertando ainda mais as panturrilhas em sua bunda, querendo mantê-lo assim.
Foi ríspido, movendo-se forte, rápido deixando a fome dominá-lo por completo. Fechou os olhos sentindo cada gemido e cada respiração, ficando imerso no próprio prazer, abusando de sua força e de seus sentidos sem se preocupar com mais nada.
—Oh! — Ela gemeu, se contorcendo na mesa. — Mais, por favor...
Essa súplica o fez abandonar completamente a idéia de que Lucy talvez não soubesse no que estava se metendo.
Sua única opção era ouvi-la e dá-la mais.
~*#*~
—Eu pensei que veria um lobisomem se transformar hoje.
Ela comentou, se ajeitando no pano aveludado da capa de frio para cavalo que usaram para colocar em cima dos fardos de feno e se deitarem por um tempo. Acnologia torceu a cara, puxando sua cintura para junto do corpo dele.
—Não sei por que você quer ver a transformação de um cachorro. — Resmungou e tirou alguns fios dourados que caiam pelo rosto dela.
Ela sorriu maliciosa e espalmou as mãos em seu peito.
—Não seja ciumento.
—Não estou com ciúmes.
Ela ergueu uma sobrancelha debochada com sua afirmação. Ok, estava com ciúmes.
—Pra que você quer ver um idiota se transformando em uma bola de pelos desfigurada? — Questionou emburrado para tirar a atenção dela de seus sentimentos.
—Curiosidade. Estou querendo colocar lobos em um novo livro de fantasia que estou escrevendo. Quero ver como é para colocar descrições bem legais.
Já imaginava isso. Um romance, tinha certeza. Incapaz de se controlar, o ciúme saiu por sua boca através de palavras que denegriam a espécie lincantropa.
—Compulsivos, reproduzem como coelhos, temperamentais e a maioria trata não lobos como lixo. Ah, não podemos esquecer da hierarquia machista e regida pela força.
Ela torceu o nariz, mas sua expressão logo mudou para uma intrigada.
—Você é um dragão e também é compulsivo, temperamental e adora me comer. — Debochou outra vez.
Cerrou os olhos e beliscou sua bunda.
—Ai! — Ela exclamou, dando um pulinho e levando a mão para massagear a área dolorida.
—Somos bem diferentes, não me ofenda. — Se fosse outra pessoa teria socado a cara.
Isso o magoou. A diferença entre suas espécies era gritante para si. Era um insulto comparar seu relacionamento com o que os lobisomens possuíam com suas escolhidas.
Lucy ergueu uma sobrancelha, deitando-se sob seu peito, cruzando os braços e apoiando a cabeça neles. A curiosidade brilhou em seus olhos.
—Explique.
O desejo genuíno de querer entender o fez sua irritação por ser comparado a lobos passar. As vezes tinha que se lembrar que o que era obvio para ele não era óbvio para os outros. Ela não tinha a intenção de ofender sua espécie.
—As características que compartilhamos vem apenas da parte em que somos mais animais que humanos, mas é só isso. Dragões são solitários, não precisamos de um bando, lobos precisam ou morrem. Apesar de termos companheiras é diferente. As matilhas mais velhas acham que fêmeas os servem, e quando acham uma companheira apenas a tratam um pouco melhor. Para nós vocês são a nossa vida. É diferente.
Lobos se ligavam a suas companheiras até a morte, mas a maioria delas não tinha voz na hierarquia. Dragões davam suas vidas a sua escolhida, e destruiriam o mundo para dá-las voz. De certa forma, podia dizer de forma grosseira que para lobisomens o homem vinha acima da mulher e para dragões o contrário.
Ela sorriu, e se apoiou em seu peito para se elevar mais um pouco e ficar com o rosto a centímetros do seu, os cabelos loiros caindo ao seu lado.
—Hum. — Murmurou. — A cada dia que passa eu descubro o quanto tenho sorte de ter você.
Seu coração derreteu. Por um momento ficou difícil de respirar e ele parou de bater. Riu e desviou o assunto na tentativa de suprimir o sentimento que que esmagava seu peito.
—Sorte por ter um dragão imprevisível e homicida? — Usou as palavras de Levy para provocar.
O sorriso dela aumentou. Ela não era facilmente provocada por palavras que não acreditava ser verdade. Uma de suas mãos passou por seu rosto, tirando alguns fios de cabelo e acompanhando seus traços enquanto falava.
—Exatamente. — Ela murmurou.
Logo em seguida ela se empurrou mais para baixo, apoiando a cabeça de lado em seu peito e o abraçando da forma que dava com um suspiro profundo.
—Quando eu era mais nova meu segundo gênero literário favorito era romance. Eu sempre gostei da ideia de amor eterno e dramas melosos, mas nunca esperei encontrar isso na vida real. A realidade não condiz muito com a literatura, principalmente a literatura de romance escrita por outras mulheres que, na maior parte das vezes, escrevem o que queriam ter, e não o que tem.
Acompanhou seu raciocínio, mas não entendeu seu propósito.
—Então a Lucy adolescente sonhava com um príncipe encantado te salvando com um cavalo branco? — que menina não sonhava com algo assim?
Foi inevitável não sentir uma ligeira pontada no peito, pois não era nada daquilo que os sonhos imaturos de adolescente dela propunham. Tentou engolir isso da mesma forma que ela engolia o fato de que tinha uma grande quantidade de ex-parceiras de foda. Não desceu muito bem.
—E recebeu um dragão. — Completou com ironia.
Ela riu contra seu peito ao perceber seu ranço e pelo contraste com a história infantil.
—Eu recebi algo melhor. — Ela comentou. Uma de suas mãos deixou a lateral de seu corpo e começou a acompanhar uma marca que cortava seu peitoral.
—Como assim? -Questionou genuinamente confuso com a leveza em sua fala.
Claro, ela também notou seu desespero em saber o porquê seu sonho de infância não tinha sido arruinado.
Ela ergueu o rosto, voltando a cruzar os braços em seu peito e a encará-lo.
—A definição de um príncipe genérico na literatura é sempre um cara rico, bonito, que vem resgatar uma mulher de algum tipo de perigo qualquer e depois se casa com ela em menos de 24 horas sem nem tempo para se conhecerem.
Ela fez uma pausa e deu um sorriso orgulhoso para si.
—Você, meu lindo dragãozinho, gosta de me resgatar, mas me ensinou a me cuidar sozinha. Você não me põe em um castelo seguro, você entra em todas as minhas enrascadas e fica lá comigo caso eu precise de ajuda. Você me respeita e briga comigo quando sabe que estou errada. Você me incentiva a ir mais longe e perseguir meus sonhos ao invés de ficar presa em uma vida padrão. — O sorriso se alargou. — Você me deu algo muito mais emocionante e valioso do que uma história de conto de fadas. Fala sério! Quem mais iria sustentar minhas loucuras, como dar uma rapidinha no meio do jardim do castelo real e ainda me carregar no palco para receber a premiação depois porque eu não conseguia andar naquele salto com as pernas bambas?
De repente o peso de Lucy em seu peito passou a incomodá-lo. Seus pulmões pareciam pela primeira vez serem fracos demais para sugar o ar. Seu estomago estava cheio de calafrios e sua garganta parecia entalada com todos aqueles sentimentos. Ninguém nunca tinha dito algo assim a seu respeito.
—Além disso eu duvido que um principezinho mimado quebraria o nariz de um idiota que passou a mão na minha bunda. Eu gosto de dinheiro, mas não preciso ser rica. Sem falar que um pri...
Ela não pode terminar por que a puxou contra sua boca. O beijo lascivo refletia sua necessidade de tocá-la. Enquanto uma mão segurava os fios dourados para mantê-la ali, sua outra a puxou pela cintura, trazendo-a mais para cima de seu peito e a apertando contra si. Não podia permitir um mísero espaço entre eles. Se ela se afastasse um centímetro de sua pele agora sentia que iria morrer.
Ela perdeu o fôlego em meio ao beijo voraz. Mal deixou que ela pegasse um pouco de ar antes de capturar os lábios carnudos outra vez. Precisava daquele contato para não enlouquecer, só que os pulmões dela tinham um limite.
A liberou para que ela respirasse, mas seus braços se enrolaram entorno dela e a puxaram em um abraço apertado enquanto sua boca foi para sua garganta, lhe dando um beijo. Lucy arfou e tentou empurra-lo.
—Me solta! — Ela suplicou.
—Não. — A voz dracônica foi ríspida e ameaçadora e um rosnado de aviso retumbou no seu peito, afirmando que aquilo não era uma opção.
Não podia soltá-la. O aperto em seu peito provocado por aqueles sentimentos era algo que não conseguia controlar, não conseguia deter. Fechou os olhos meio húmidos tentando assimilar aquilo. Nunca teve tanta certeza que tinha escolhido a pessoa certa. Droga! Queria marcá-la de novo e de novo, quantas vezes pudesse. Lucy Hearphilia era a melhor coisa que tinha acontecido em sua vida.
Ela riu.
—Pelo menos me deixe respirar!
A forma como seus seios estavam prensados contra seu peito lhe dizia que de fato estava usando força demais. Afrouxou os braços, mas os manteve ali. Ela não sairia de perto de si.
Aquelas palavras eram algo que não sabia que precisava ouvir até ouvi-las. Fazia 15 anos que estava com Lucy, e mesmo assim ela lhe surpreendia.
O barulho de uma portinhola se abrindo e o espirro de um cavalo chamou sua atenção. A poucos metros de distância, o cavalo marrom com uma mancha branca na testa tinha conseguido, de alguma forma, abrir a parte de cima da porta da baia. Ele olhou para os dois no chão e fez um meio relincho enquanto balançava a cabeça para cima e para baixo.
—Que fofura! — Lucy exclamou.
O cavalo esticou o pescoço ao máximo em sua direção e fez um bico enorme com os lábios, tentando alcançar o monte de feno que estavam deitados. Seus lábios enormes abriam e fechavam no esforço em pegar um punhado.
Lucy caiu na risada ao ver a cara inusitada do animal.
—O dó! Você está com fome, seu danadinho?
Impossibilitada de sair de seu aperto, ela se esticou e tentou tirar uma parte do fardo de feno para dar ao animal. O problema é que o fardo estava bem apertado e amarrado por uma linha firme. Ela não conseguia tirar.
Irritado pelo animal roubando a atenção de Lucy, usou as garras para cortar a linha do fardo mais próximo. Agarrou um pedaço dele e, usando suas chamas de forma controlada, fez uma mão com elas e jogou para dentro da baia. Assim que o cavalo colocou a cabeça para dentro, fechou a porta de cima e trancou o ferrolho.
Ela o encarou com uma sobrancelha erguida.
—Você está um pouquinho ciumento hoje em? Foi ele que nos emprestou essa roupinha de veludo para nos deitarmos no feno.
Revirou os olhos antes de puxá-la para outro beijo. Alguns segundos depois ela o quebrou com um selinho. Os olhos castanhos olharam fundo nos seus olhos e ela lambeu os lábios antes de falar.
—Eu ainda quero cumprir minha promessa e brincar com esse moranguinho. — Sua mão desceu por sua barriga e agarrou o pau duro que relava em sua cocha.
Ela usou o dedão para circular a glande inchada. Estava duro já a algum tempo. Esperar o período de Lucy era algo que fazia por respeito a ela, mas isso só acumulava um tesão estrondoso que o fazia devorá-la depois. Uma vez só não era o bastante, principalmente quando seu acumulo de tesão era combinado com a bruma irritante daquele lugar. Não queria estragar o bom momento que tinham com sua fome excessivamente descontrolada.
Entretanto, especialmente após tudo aquilo que Lucy disse, ela era a dona de seu corpo.
Colocou as mechas de seu cabelo loiro atras da orelha antes de liberá-la do aperto de seus braços.
—Você pode fazer o que quiser.
Ela sorriu, lhe deu um selinho, e desceu por seu corpo.
Suspirou em antecipação, abaixando os olhos para vê-la. Precisava ver.
Ela segurou o pênis rígido com ambas as mãos e deu um beijinho da cabeça rosada. Seu saco contraiu. Queria virá-la e entrar dentro dela, vela gemer e devolver tudo o que ela o fez sentir, mas engoliu o desejo. Não importava sua fome, tinha decidido que seria o dia dela. Seus desejos estavam acima do seu naquela noite. Se ela queria chupa-lo, assisti-lo gozar ou qualquer outra coisa ela teria.
Sua boca o engoliu. Sua mão imediatamente agarrou os cabelos loiros e a respiração travou. Lucy nunca foi capaz de engoli-lo por completo, e tentar a deixava desconfortável, mas isso não importava. A forma como ela movia a língua na cabeça de seu pau era mais que o bastante para fazê-lo gemer seu nome.
Apoiando o cotovelo na manta de veludo, ergueu parcialmente o tronco e a observou chupá-lo. Ela gemeu contra seu pau, a vibração enviando uma onda de prazer por sua barriga. Apertou seus cabelos e gemeu.
Suas mãos auxiliavam o trabalho enquanto ela envolvia a língua safada por seu comprimento. Os olhos castanhos o encararam, divertidos e com as pupilas dilatadas. Ela queria vê-lo gozar. Sempre que ela o chupava era por que queria vê-lo gozar sem estar dopada por um orgasmo.
Gemeu. Nunca negaria seus desejos.
—Mais rápido linda... — Instruiu entredentes.
Ela obedeceu, gulosa pelo que viria. Arfou sentindo um arrepio na espinha, o prazer subindo rapidamente. Ela não queria deixá-lo durar, ela queria vê-lo gemer em êxtase. Sua língua rodopiou de uma forma na cabeça de seu pau que fez seu corpo arrepiar. Seus dedos puxaram seus cabelos.
—Ai, meu deus, faz isso de novo. — Suplicou.
Ela fez, de novo e de novo. Seu pau pulsou e seu saco contraiu. Não fez questão alguma de segurar. Gemeu, travando a mandíbula, os incisivos pulsando enquanto seu corpo tremia forte.
Jogou a cabeça para traz enquanto o prazer ecoava em seu corpo por longos e longos segundos. Soltou o ar, arfando, deixando a satisfação dominá-lo. Olhou novamente para ela com os olhos inebriados.
Ela o encarava de baixo, lambendo os lábios e passando a mão por eles para limpá-los. Tirou a mão de seus cabelos e passou o dedão pelo canto de sua boca, tirando um resquício de seu gozo que tinha parado lá.
Ela tirou a outra mão de seu pau e limpou o que não tinha conseguido engolir na manta que usavam.
—É sempre divertido brincar com você.
A satisfação de vê-lo acabado brilhava em seus olhos castanhos, como se tivesse acabado de receber um prêmio na loteria. Como poderia negar o prazer de vê-la dá-lo prazer e ficar incrivelmente feliz com isso?
Sorriu, ainda um pouco grogue pelo nocaute do orgasmo e voltou a posição deitada, abrindo os braços para ela.
—Vem cá.
Ela sorriu, voltando a se deitar em seu peito. Enfiou o nariz em seus cabelos e respirou fundo, absorvendo seu cheiro viciante com os olhos fechados.
—Algo mais que você queira brincar?
Ela riu de novo.
—Você é mesmo insaciável!
Não negou. Sua fome por ela o assustava as vezes e dessa vez estava pior por causa da situação.
Ela suspirou enquanto se acomodava.
—Não, não pensei em mais nada hoje. Te informarei se tiver alguma ideia maluca. — Brincou.
Por alguma razão estranha sua resposta o fez pensar em uma coisa que queria muito saber e em uma ideia que queria tentar.
—Qual parte do seu corpo você gosta mais que eu toque? — Quando as palavras saíram de sua boca nem acreditou que não as tinha feito antes.
Era algo que devia ter perguntado a anos. Podia senti-la através da marca, seus sentidos afiados podiam capitar com clareza e perfeição cada reação que ela tinha a cada coisa que fazia, lhe dando um mapa perfeito do que ela gostava e do que não gostava.
Lucy não gostava de ter suas mãos restringidas por muito tempo, parte de seu tesão era tocá-lo. Ela amava quando fazia movimentos curtos e fortes, esfregando o botão sensível do clítoris com a pelve e, estranhamente, não gostava muito de quando usava seu pau e os dedos em conjunto naquela área sensível. Ela preferia a tensão que gerava antes de gozar do que a explosão rápida que provocava quando o fazia com ambos. Tudo isso eram coisas que o corpo dela lhe contava.
Mas ouvir palavras era diferente.
—Hum...- Ela pensou por um momento. — Eu não sei.
Mas a forma como ela escondeu seu rosto ainda mais em seu peito e sentiu suas bochechas corarem, lhe diziam outra coisa.
—Lucy...- Repreendeu. — Por favor. -Suplicou.
Não gostava nadinha que ela tentasse esconder algo.
Deu a ela um pouco de tempo para vencer a vergonha.
—Aquela...- ela começou baixinho e hesitando, a voz abafada contra seu peito.
Aumentou a precisão de seus ouvidos, ciente de que ela não teria coragem de repetir o que quer que falasse. A menina tímida ainda vivia ali dentro.
—Às vezes você faz algo com a boca... nos meus seios. É bom. — A voz era um fio quase inexistente.
Essa era uma das coisas que já tinha notado que ela gostava. Frequentemente ela puxava sua boca contra seus seios, ou suas mãos. Era uma parte sensível e que jamais negligenciava. Não era só uma parte que ela gostava de ser tocada, era uma parte que amava tocar.
Aquela era a sua parte favorita.
Sua mente tarada trabalhou rápido, lembrando-se de todos os momentos em que brincou com os mamilos e assimilando o que seria o algo que ela falava. Aos poucos uma nova ideia que o fez ficar duro apareceu. A que limite poderia explorar aquilo?
A puxou para um beijo lento, vagarosamente a virando e a deitando ao seu lado, colocando seu dorso em cima dela.
—Feche os olhos. — Ordenou em um sussurro.
A queria concentrada em sentir o que faria. Seu corpo falaria com ele. Ela obedeceu fechando os olhos quando passou a ponta do nariz por seus mamilos. Podia sentir o cheiro de sua ansiedade com o que faria com ela.
Também fechou os olhos e abocanhou o monte macio e sedutor. Ela gemeu, suas duas mãos agarraram seus cabelos e os puxaram. Colocou o botão do mamilo entre a língua e o céu da boca, girando-o com cuidado e o provocando enquanto apertava um pouco os dentes afiados na carne macia.
O corpo dela arqueou e ela gemeu, profundamente, apertando as pernas ao redor das suas, os calcanhares apertando sua bunda enquanto ela tentava se esfregar em seu pau, que estava duro, relando em sua barriga lisa.
Ignorou a dor pulsante de seu membro desejoso e voltou a explorar seus seios.
Sugou com mais força, impondo mais pressão. Ela gemeu, puxando seus cabelos com força o suficiente para doer.
Oh, como não tinha percebido que ela era tão sensível assim antes? Lucy era uma caixinha de surpresas deliciosa de se desembrulhar.
Com a mão direita, agarrou o seio negligenciado e o apertou ao mesmo tempo em que sugou o esquerdo, provocando-o mais com a língua no botão sensível.
Lucy gemeu, arqueou o corpo, se contorceu e sua boca se abriu em um O. Sentiu as pernas dela tremerem e seus olhos ficaram nublados.
Ela tinha gozado. Forte.
A soltou bruscamente e pulou para longe dela como o diabo corre da cruz.
Sua respiração estava galopante, a mil, e podia sentir o cheiro de seu prazer pairando o ar como uma droga venenosa. Puta merda.
Ela tinha gozado apenas por ter chupado seus peitos. Aquela era a coisa mais sexy que uma mulher já tinha feito com ele na cama. Seu pau estava tão duro que sua cabeça estava roxa e apontava para sua maguinha refletindo o quão desesperado estava para entrar nela.
Ela quase o fez gozar com isso.
Porra, teria gozado em sua barriga se ainda estivesse em cima dela.
Era seu aniversário? Quantas coisas boas e surpresas teriam naquele dia?
Lucy Heartphilia, o que diabos está fazendo?
Os olhos castanhos saíram do torpor prazeroso que tinha gerado nela e, aos poucos, ela pareceu entender o que tinha acabado de acontecer.
Suas bochechas ficaram vermelhas de vergonha, ela se encolheu e cobriu os seios com as mãos e desviou os olhos dos seus.
—Acno... eu...- Ela se encolheu ainda mais. — Me desculpe...- ela sussurrou.
Me desculpe?
ME DESCULPE?
—Me desculpe? — As palavras saíram ásperas de sua boca, indignadas e confusas. — Pelo que?
Ela parecia realmente envergonhada e preocupada. Acanhada ela começou a misturar as palavras.
—Bom... eu.. — Hesitou. — Você me soltou do nada e.... — as palavras começaram a sair muito rápido -me desculpe. Eu fiz algo que você não gostou e...
—Lucy!— Quase rosnou quando entendeu que ela tinha interpretado a situação de forma totalmente errada.
Passou as mãos no rosto tentando se controlar. Queria avançar em cima dela, beijá-la, consumi-la até seu corpo implorar para que parasse.
—Essa foi a coisa mais sexy que eu já vi em toda minha vida. — Confessou. — Caralho, você quase me fez gozar sem nem me tocar mulher! — Ralhou indignado.
Isso nunca tinha acontecido antes. Nenhuma mulher tinha chegado nem perto de fazer isso.
—A única razão de eu não estar em cima de você agora é porque eu não vou parar até nós dois estarmos mortos. Ou você acha que isso é normal? — Apontou para o próprio pau.
Ele estava mais inchado e maior do que o normal. Nem parecia que tinha gozado poucos minutos atras, e mais de uma vez. A cabeça estava roxa, pingando enquanto apontava para Lucy. Tinha certeza que gozaria no segundo que entrasse dentro dela. Gozaria forte. Ela amaria, é claro, mas não conseguiria sair depois disso.
Lucy Heartphilia o deixava louco!
Ela riu, aliviada por seu medo de ter feito algo errado ter ido embora, e pela situação lastimável que se encontrava.
Isso, ria. Não era ela que estava morrendo de tesão, tentando frear uma fome perigosa, com o pau doendo e se sentindo estimulado cada vez que sentia seu cheiro entrar por seu nariz. Aqueles peitos maravilhosos foram sua perdição. Queria chupá-los de novo.
Ela sorriu.
—Vem aqui. — Ela pediu, deixando a vergonha de lado e voltando a expor seu corpo com o clima mais leve.
Travou a mandíbula. Não podia. Ia perder a sanidade que não tinha. Precisava de água fria.
A cabeça dela inclinou para o lado com sua resistência, mas seu sorriso se manteve.
—Acno... por favor. — Ela pediu manhosa.
Ela podia ordená-lo, mas preferiu fazer algo pior. Ela abriu relaxadamente as pernas e o olhou com uma carinha pidona. Ver aquele recanto húmido enquanto sentia seu cheiro excitado e os olhos castanhos olhando cobiçando seu pau foram o bastante.
Deu passos largos e se pôs em cima dela. A beijou, com ganância ao mesmo tempo em que entrava nela de uma só vez, fundo e forte. Como imaginou, bastou entrar nela e seu corpo desmoronou, gozando forte. Gemeu contra sua boca a apertando contra si.
Não era o bastante. Sentia a fome se renovando em seu corpo. Queria mais dela. Aquele amor que ela confessou por si, a forma como ela se desdobou ao seu toque era mais do que poderia aguentar. Não ligava mais pra bruma dos lobos, não impediria sua influência sob seu corpo. Precisava amar aquela mulher ali e agora ou morreria.
Tomou fôlego, sentindo a tremedeira do orgasmo arrancar seus pulmões. Seu pau, no entanto, estava tão duro quanto antes, respondendo a seu desejo. Hoje talvez morressem, mas não ligava. Amava aquela mulher maluca e precisava tê-la de novo até que sentisse que estava transmitindo de volta o que ela o fazia sentir.
Ela riu baixinho com sua afobação. Claro que ela tinha amado vê-lo gozar sem controle de novo. Pestinha
O barulho de passos e de chaves batendo umas nas outras os fez congelar. Os passos pararam na porta de madeira e começaram a mexer na grossa corrente que ficava do lado de fora do celeiro de forma despreocupada.
Lucy congelou e enrijeceu no lugar, todo o tesão indo embora na hora com a possibilidade de ser realmente pega. Gostava do quase, não do ser pega.
A raiva por ter seu momento interrompido borbulhou em suas veias. A possibilidade de matar o homem passou por sua mente.
—Vamos embora! — Lucy sussurrou em pânico, empurrando-o de cima de si.
—Betinha! — O homem falou com uma voz doce. — O papai trouxe maçã para você!
O cavalo relinchou dentro de sua baia.
Puto consigo mesmo por não ouvir o homem antes e completamente irado por ter sido interrompido, saiu de dentro dela. Ambos pegaram seu monte de roupas e sapatos e, usando mais uma vez a magia das sombras, os tirou dali.
~*#*~
Lucy não parava de rir.
—Betinha! — Riu de novo. — O nome dela é Betinha!
As lágrimas desciam por seus olhos de tanto rir, fazendo-a falhar miseravelmente em colocar as roupas de volta no corpo no meio da floresta escura.
Foi incapaz de achar graça do nome tosco por causa da raiva rabugenta que o consumiu por Betinha ter cortado o seu momento. Duas vezes.
Enfiou o pau ainda duro para dentro das calças outra vez, fechando o zíper. O clima tinha acabado totalmente, mas seu pênis e seu tesão não estavam de acordo com isso. Como ainda podia ter tesão depois de tudo o que fizeram? Maldita bruma de hormônios e maldita Lucy Heartphilia que o fazia ser insaciável.
—Como essa blusa ficou tão embolada? — Ela se perguntou, finalmente parando de rir para se concentrar na tarefa de pôr roupas.
Ao contrário de si ela não podia enxergar no escuro e não tinha percebido que ela não só estava embolada como do avesso.
—Me dá ela aqui. — Pediu.
Pegou a roupa em suas mãos e a desembolou, colocando-a do lado certo e desembaraçando o sutiã tomara que caia que estava no meio da bagunça.
—Vai querer pôr o sutiã?
Ela torceu a cara e negou com a cabeça.
—Vamos voltar pro chalé. Não quero colocar isso de novo. Aperta meus peitos.
Oh, péssima hora para lembrá-lo de peitos. Queria chupá-los de novo. Estaria fazendo isso neste exato momento se não fosse por Betinha.
Ela colocou a blusa enquanto enfiava o sutiã dela no bolso traseiro da calça, depois de embolá-lo para caber. Pôs a própria blusa de volta enquanto ela colocava a saia.
Lucy fez uma careta.
—Não vou conseguir andar com esses saltos. — Murmurou pegando-os na mão.
Uma brisa fresca passou e ela apertou as pernas e estremeceu.
—Por Merlin, andar de saia sem calcinha é muito estanho.
Apertou os olhos.
—Lucy, continue me lembrando disso e eu vou te comer de novo no meio do mato.
Ela riu.
—Eu até toparia, mas preciso de um banho e minha bunda dói. — Respondeu a provocação quando começaram a andar.
Passou o braço por seu ombro e a puxou para perto, esquentando-a na noite fria e a guiando pela floresta escura, impedindo-a de tropeçar nos galhos e raízes.
Ela estava visivelmente desconfortável enquanto andava. A ausência de sapatos, calcinha e a humidade no meio de suas pernas era algo bem incômodo e estranho, mas ela não reclamou. Andou com um sorriso empolgado no rosto e um olhar relaxado.
A forma como ela apoiou a cabeça em seu peito de um jeito tranquilo enquanto andavam lhe dizia o quanto ela tinha se divertido aquela noite.
Beijou o topo da cabeleira loira, esquecendo a raiva. De fato, aquela noite tinha sido muito divertida. Estava feliz.
Não falaram muito, apenas andaram pela floresta na direção em que sentia o cheiro da água do lago, apreciando a companhia um do outro.
Um barulho sutil de folhas e galhos sendo amassados fez Lucy dar um pulo de susto.
—O que foi isso? — Questionou curiosa.
Ela sabia que não era perigoso já que Acnologia não deixaria algo perigoso se aproximar.
—Um coelho marrom.
As sobrancelhas de Lucy se uniram.
—Você enxerga bem o suficiente a noite para ver a cor?
Acnologia deu de ombros.
—Posso ver cores a noite, mas não preciso olhar para saber. Sinto o cheiro dele e nessa região só existem coelhos marrons.
—Hummmm. — Ela murmurou. — Que legal!
Os olhos castanhos se ergueram para encará-lo, quase brilhando de orgulho.
—Sempre me surpreendo com o quanto seus sentidos são bons. Eu não consigo enxergar mais do que 4 metros a minha frente. E bem mau.
Sorriu perante seu comentário.
—Não vou te deixar bater com a cara em uma árvore. — Debochou.
Ela mostrou-lhe a língua.
Andaram mais um pouco e passaram da parte mais densa da floresta, entrando em uma clareira. A luz da lua quase cheia banhava a relva verde, e trazendo um pouco de claridade a aquele lugar.
—Nossa. Que linda! — Lucy exclamou.
Olhou para os cabelos dourados dela refletindo contra a luz prateada da lua e suspirou. Ela estava linda. Tanto o sol como a lua banhavam Lucy com sua luz, deixando-a deslumbrante demais. Se apaixonava de novo toda vez que olhava para ela.
—Talvez daqui a uns dois dias esteja ainda mais, quando estiver cheia. — Ela voltou a falar.
Sorriu. Talvez voltassem ali amanhã.
Seu corpo enrijeceu e um rosnado selvagem fez o corpo de Lucy tremer. Ela se assustou e o encarou.
— O que foi?
Encarou a vegetação densa atrás de si.
—Você queria conhecer lobisomens, agora vai conhecer alguns. — Ralhou.
Cinco lobos. Vinham direto em sua direção. Aquelas putas peludas eram bem rápidas quando transformadas. Em questão de segundos, Lucy conseguiu ouvir os passos galopantes e a forma espectral deles aparecendo na escuridão das arvores.
Olhos vermelhos e amarelos por toda parte, os dentes expostos e rosnando alto. Eles eram maiores do que pensou. Não eram como lobos, mas uma mistura estranha.
Garras enormes, uma altura de uns 3 metros cada, eles possuíam uma estrutura meio humana, curvada. Os músculos eram tão grandes que eram delineados mesmo com a quantidade enorme de pelos. As pernas traseiras lembravam as de um lobo, só que maiores, robustas, com cochas humanas. Eles pareciam ser capazes tanto de correr em quatro patas quanto ficar em uma forma humanoide ereta.
Eles lembravam Acnologia na forma intermediária, só que grotescos, peludos e com um detalhe peculiar.
Pelos Deuses, aquilo eram as genitálias deles no meio de um monte de pelos?
Acnologia não perdia o pênis ao se transformar, mas ele ficava escondido. Aquilo ali não tinha nada de escondido em sua armadura.
Um maior, de uns 4 metros, olhos vermelhos vivos apareceu no meio deles. Seu pelo era diferente, um cobre avermelhado. Ele rosnou para os outros que recuaram um pouco, parecendo contrariados. Ele se ergueu, ficando em duas patas e olhando para os dois. Sua forma ereta o deixava com uns 6 metros de altura. Bastante intimidador, admitia.
Os olhos de Acnologia ficaram vermelhos e ele rosnou de volta. A raiva queimou em suas veias quando sentiu que eles estavam tanto sexualmente excitados e desejando uma briga para aliviar os ânimos.
O grande lobo não era um alfa, mas era perto disso. Um beta muito poderoso, possivelmente braço direito de um alfa.
Ele olhou para Lucy de cima abaixo e fez um barulho animalesco estranho como se fosse um regozijo por ter encontrado uma boa presa.
—Me dê a fêmea. — A voz pesada, rouca e animal arrepiou Lucy, mas não de um jeito bom.
E então ficou obvio para o dragão que eles tinham sentido o cheiro dela na floresta. O cheiro de sua excitação, do momento que passaram juntos. Eles estavam na bruma e queriam alguém para foder e o cheiro de Lucy era divino.
A voz da besta saiu ácida.
—Saia logo daqui antes que eu arranque uma de suas pernas, cachorro.
Não queria terminar a noite em uma briga, por mais que quisesse espancar aquele imbecil e parti-lo ao meio. O dia tinha sido muito bom para terminá-lo assim.
Ele rosnou por ter sido contrariado e grunhiu. Seus olhos grudaram em Lucy e ele uivou.
—Só me dê logo ela, humano. Não ouse nos desafiar.
Aquilo era o bastante.
Em um segundo Acnologia se transformou em sua forma intermediária e seu punho esmagou o rosto do lobo. Pode sentir o osso de sua mandíbula trincar sob suas escamas. Ele foi jogado para o outro lado da clareira e ganiu de dor. Com dificuldade ele se ergueu nas quatro patas outra vez.
Os outros lobos se eriçaram com a ameaça, e se uniram rosnando, na intensão de combaterem o inimigo que machucou seu superior.
O rosnado que Acnologia deu foi tão sombrio que todos eles recuaram ao invés de atacar. Suas asas se abriram e sua calda se moveu como um chicote. Eles não sabiam o que ele era, mas seus instintos mandavam recuar.
Só que era tarde demais. Aqueles lobos seriam espancados pela forma negra sinistra sob a luz da lua.
Uma coisa Lucy tirou disso. Acnologia tinha razão sobre os lobos machos naquela época do ano e de como eles tratavam suas mulheres. Duvidava que aquele idiota lhe respeitaria se ouvisse um não.
"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."
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