A Arte do Caos
8 Cap 8: A sincronia perfeita...
Notas iniciais
Tudo estava o mais puro caos em sua mente.
O rei dos Dragões agora estava deitado embaixo da sombra de uma arvore, em frente a casa, com os braços abertos olhando o céu. Sua mente nunca esteve em um conflito tão grande. Mas também nunca tinha se importado com ninguém alem de si próprio.
Era ai que estava o grande problema, Lucy Heartphilia. Nunca se importou com alguém alem de si, mas dês de que descobriu que por obra do destino tinha encontrado sua parceira-- e por mais que no inicio tenha relutado em dizer que nunca teria uma-- não conseguia mais se afastar. Seus instintos estavam cada dia mais aguçados, como em uma batalha, o problema é que eles se concentravam nela. Conseguia sentir seu cheiro a quilômetros, conseguia ouvir sua voz a mesma distância, por Deus, conseguia ate mesmo ver cada mínimo movimento que ela fazia, mesmo estando a 50 metros de distancia ou mais.
Estava ficando louco e embriagado por ela. A queria como nunca quis nada em sua vida. Mas estava de volta ao repetitivo e exaustivo problema inicial: Nunca tinha se importado com alguém antes.
Nunca fora uma pessoa romântica e duvidava muito que algum dia poderia ser. A brutalidade e a selvageria estavam em seu sangue dês de o dia que decidiu se transformar em um Dragão. Seus instintos o comandavam, e isso pela primeira vez o atrapalhava. Embora nunca na vida fosse conseguir ser romântico, estava se esforçando para ser mais gentil, e mostrar a ela que se importava, mostrar a ela que poderia fazê-la feliz.
Isso estava funcionando, já que a algum tempo a maga estava confiando nele. Mas seus instintos estavam cada vez mais vorazes. Estava prestes a perder o controle sobre si mesmo.
Apertou os olhos fitando a nuvem acima de si. Teria que demonstrar a ela o quanto a amava, antes que perdesse o controle ou antes que ela retornasse a magnólia.
Fechou as pálpebras respirando profundamente. Não teria muito tempo para pensar já que a loirinha iria embora em pouco mais de 24 horas. Passou algum tempo discutindo meios de fazer isso em sua mente, ate que um cheiro já extremamente conhecido, e viciante, que tinha se impregnado em suas narinas surgisse mais forte ao seu lado. Não tinha a menor necessidade de abrir os olhos, aquele cheiro era quase parte dele mesmo, mas nunca resistia.
Abriu os olhos se deparando com a maga sentada ao seu lado o observando de maneira avaliativa. Ergueu uma das sobrancelhas.
–O que foi?
–Nada. Só acho que você está muito pensativo hoje. Nem esta me irritando!- respondeu-o.
Acnologia revirou os olhos.
–Vá fazer algo ao invés de observar os outros!- murmurou voltando a olhar o céu.
Lucy se aproximou mais, analisando o rosto do Dragão. Estava sereno e pensativo, sem desviar os olhos do céu.
De repente, Acnologia sentiu um certo peso, confortável até, em seu peito. Quando olhou para baixo se deparou com Lucy deitada em cima de si, com os cabelos loiros fazendo um tapete dourado em seu colete, e lhe provocando leves choques quando tocavam a parte desnuda de seu tórax.
–O que esta fazendo?- perguntou sem reclamar de onde ela estava.
–Tentando ver o que você tanto pensa.- disse olhando o céu enquanto se acomodava no peito malhado.- Eu também adoro observar o céu!- comentou.
Um pequeno sorriso surgiu no rosto masculino. Ele sabia muito bem que gostava. Observou tudo nela dês de que chegou. Mesmo as coisas que eram relativamente insignificantes. Sabia que ela gostava de escrever novelas e romances, que variavam de acordo com o seu humor. Sabia que ela gostava de escrever cartas para a falecida mãe, contando os acontecimentos e sobre o que sentia. Nunca leu as cartas, apenas dois parágrafos de uma. Achou algo pessoal demais para ficar lendo. Se ela quisesse lhe contaria, e tinham assuntos de mãe e filha que eram apenas seus. Não iria ler isso.
Passou os braços pela cintura fina a apertando contra si.
–Em que você estava pensando?- perguntou a maga olhando as nuvens.
Acnologia pensou um pouco antes de responder.
–Em algo que, possivelmente, você descobrirá logo. E você?- perguntou curioso.
–Pensando em um jeito de te agradecer.- disse surpreendendo-o.- Sabe, dês de que cheguei aqui você me ajudou... de forma estranha mais ajudou. Então? Como poderia te agradecer?
Acnologia piscou surpreso, mas decidiu dizer algo que realmente queria e ao mesmo tempo que iria fazê-la ficar lindamente corada.
–Poderia me beijar!- respondeu convenientemente.
–Pervertido tarado. Não foi isso que eu quis dizer!- Disse ela corando como uma pimenta, enquanto dava um soco no peito do mesmo.
–Eu não tenho culpa!- Disse o Dragão enquanto ria. Realmente não tinha culpa. Não era difícil alguém cair nos encantos da Heartphilia. Isso o incomodava, por que significava que outras pessoas poderiam tentar tomá-la caso não a conquistasse logo. Mas o que ele não sabia era que ela começava a amá-lo.- Né Lucy, O que você vai fazer?- Perguntou.
Ele sabia que ela tinha entendido sua pergunta.
–Eu não sei direito.- Falou com a voz baixa enquanto pensava.- Meu treinamento acabou, mas não sei se consigo voltar sozinha para a guilda. Eu não sei como reagir!- disse sincera.
Por um instante, o Dragão pensou em se oferecer para ir com ela, mas seu coração lhe disse que não era a ora.
–Então o que vai fazer hoje?-perguntou para mudar de assunto.
–Eu estava pensando em ir a cidade, tomar um sorvete e comer alguns chocolates de creme!- disse rindo.
–Vai me dar outra caixa?- perguntou com os olhos brilhando e babando como uma criança.
A maga riu com o entusiasmo do Rei Dragão por uma misera caixa de chocolates.
–Tudo bem. Eu compro!-Murmurou se levantando.- Vamos sair daqui a pouco!- disse entrando na casinha para se arrumar.
Algo no interior de Acnologia se aqueceu. Tinha a impressão de que algo muito bom aconteceria hoje.
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Nunca, nunquinha, sobre hipótese alguma, nenhuma pessoa seria capaz de se quer sonhar com a cena que viam. O famoso e temível rei dos Dragões, Acnologia, se divertia mais do que nunca no parque da pequena cidade com ninguém menos que a maga celestial mais gentil e poderosa que já existiu, Lucy.
Depois de terem tomado um sorvete, os dois começaram a conversar sentados, em um dos bancos de madeira do parque bem preservado no centro da minúscula cidadezinha, e então, a conversa se transformou em uma animado jogo de esconde -esconde misturado com um pega -pega. Lucy corria de Acnologia que tentava pega-la enquanto ela corria tentando, em vão se esconder. O faro do Dragão já estava tão viciado e acostumado a captar qualquer minúscula brisa que conte-se o cheiro de Lucy que tornou praticamente impossível para a maga se esconder.
Os dois riam e brincavam como um casal de namorados em um momento infantil. Muitos passavam e olhavam para os dois com admiração e nostalgia.
–Kyah!- Lucy deu um mini gritinho quando o Dragão a encontrou atrás de uma arvore e pulou em cima de si e fazendo com que ambos caíssem.- Pare Acnologia!- Brandiu em meio aos risos enquanto ele lhe fazia cócegas.
O Dragão parou enquanto continuava a rir.
–Você nunca vai conseguir fugir de mim Lucy. Posso sentir seu cheiro a quilômetros!- contou enquanto tirava algumas folhas dos fios dourados.
–Mais ai não vale.- Murmurou emburrada e fazendo um biquinho. Deus sabe o quanto o Dragão teve de se controlar para não morder os lábios rosados sensualmente posicionados.- Que graça tem brincarmos disso se você sempre sabe onde me encontrar?
–Não foi você mesma que disse a horas atrás que isso era uma brincadeira sem sentido para pessoas com a nossa idade?- debochou o Dragão.
–Mas é.- rebateu a loira.- mais não significa que não possamos brincar!- murmurou corada.
Uma risada breve ressoou de Acnologia.
–Ate parece que você nunca brincou ou nunca foi criança!- comentou risonho.
A maga desfez o rosto emburrado e desviou o olhar apreensiva, e como sempre, o Dragão havia notado.
–Eu não tinha muito com quem brincar quando era criança.- respondeu por fim ao ver a duvida crescente nos olhos azuis. Acnologia franziu o cenho sem compreender.- Quando eu era menor, meu... pai não me deixava sair muito, e eu sempre estudei em casa então, no fim das contas principalmente depois que minha mãe morreu, eu era uma garota meio solitária.- esclareceu olhando para o céu com um pouco de pesar.- O Maximo que já cheguei a fazer foi brincar com os filhos dos empregados quando o meu pai tinha que sair para as reuniões. Quando ele me via brincando ele me colocava de castigo!- Terminou com um breve sorriso.
Mesmo com as lembranças tristes de seu passado a assolando, Lucy não conseguia odiar o pai. No fim das contas, ele a amava.
Acnologia se surpreendeu mais uma vez. Nunca pensou que a garota que conhecera a vários meses, alem de ser sua parceira, possuía um passado tão... frágil. Seu interior buscava de todas as formas entender como não existia nenhuma gota de ódio no coração frágil. Em seu lugar, já teria cometido uma chacina.
–O que mais vamos fazer?- perguntou a loira o tirando dos devaneios.
–Não sei...- disse olhando para o céu. Era impressionante como o tempo passava rápido quando estava ao lado dela. Já estavam no final da tarde. Em breve teriam de voltar para casa.- Chocolates?- Sugeriu de olhos brilhantes se recordando da loja.
A maga riu.
–Chocolates!- Disse concordando ao vê-lo tão animado por uma coisa tão comum.
Acnologia se levantou e puxou Lucy para que ela se levantasse. Os dois saíram atrás da velha loja que tinham encontrado no primeiro dia.
Não demorou muito para que a encontrassem, o faro de Acnologia conseguiria achar uma agulha em um palheiro. Por sorte, chegaram pouco antes da loja fechar, e compraram os chocolates, para logo depois se sentarem em uma das mesas de pedra que costumavam ser usadas para as famílias que traziam os piqueniques ou para que descansassem depois de um longo dia de compras.
Com a mesma rapidez que encontraram a loja o Dragão devorou os pobres e indefesos chocolates, não deixando um para contar a história.
–Você tem tendência a ser chocólatra por acaso?- Perguntou a loira enquanto comia a ultima das 3 pequenas trufas que tinha comprado enquanto ele comia o resto da caixa.
–Não tenho culpa.- justificou.- chocolates são extremamente saborosos!
–Sei...- murmurou rindo.- Vou ali comprar algo para beber. Quer alguma coisa?- Disse apontando para um pequeno barzinho ainda aberto.
–Não!- respondeu devorando o definitivo e ultimo chocolate.
Lucy saiu em direção ao pequeno bar. O lugar não era um trapo como a maioria costumava ser. Era arrumado, as mesinhas de madeira bem cuidadas, e possuía uma decoração naval bem feita e ate agradável. O único problema ali era o publico. A noite o pequeno lugar era povoado por, em sua maioria, homens moribundos com problemas familiares, financeiros ou que queriam se divertir com a bebida e qualquer uma que encontrassem por ali. Resumindo, não era um lugar agradável para se estar a essa hora desacompanhada.
A maga se dirigiu ao balcão tentando ignorar os olhares de praticamente todos que estavam ali a comendo com os olhos. O balconista que a atendeu foi bastante simpático, não era um pervertido como a maioria ali, e também era educado. Pediu duas águas sabendo que Acnnologia estaria com sede depois de comer a caixa inteira de doces. O balconista foi para a parte de trás dos estoques de bebidas para pegar o pedido deixando a loira sozinha.
–Ora ora o que temos aqui?- se aproximou um jovem de cabelos castanhos bem vestido com uma jaqueta negra elegante, e calça azul escura.- Uma linda flor?
Lucy como uma menina muito educada... ignorou.
–Ora flor não me ignore. Não é todos os dias que vemos uma beleza tão rara quando a sua. Eu te pago um Drink!- disse se sentando no banquinho ao lado da mesma a devorando com os olhos.
Lucy não pode evitar de corar levemente. Ninguém antes disse que ela era bela, era impossível não corar com este tipo de comentário.
–Desculpe, eu não bebo!- Respondeu com um sorriso amarelo.
Uma bela e gorda mentira esfarrapada. Era obvio que bebia, já ficara bêbada com suas amigas quando entraram de férias, o que não foi nada bom a sua cabeça. Mas não era ingênua; sabia exatamente onde aquele homem queria chegar. E alem de não querer ter sua primeira vez com um pervertido que nunca iria amar ou ver outra vez, não estava nenhum pouco afim de estragar um dia, ate agora, tão bom com um bêbado.
–Ora, vamos flor. Uma bebidinha não mata ninguém!- falou se aproximando mais.
–Aqui esta seu pedido!- disse o balconista.
–Obrigada.- falou virada ao mesmo e o pagando. Se levantou e se virou para o infeliz que não a deixava em paz.- Sinto muito mais estou de saída!- terminou pegando as duas garrafas e se dirigindo a porta.
Antes que conseguisse chegar a porta, uma mão forte segurou seu pulso com tamanha força que teve de conter a lamuria de dor. A mesma mão a puxou com força fazendo com que ela larga-se as garrafas, que caíram no chão e se estilhaçaram.
–Você não achou mesmo que eu deixaria uma flor como você sair assim achou?- perguntou jogando o hálito fétido de álcool em seu rosto, fazendo com que suas feições se retorcessem de nojo.
–Me largue!- vociferou levando uma de suas mãos ao molho de chaves.
Antes que pudesse retirar qualquer uma delas, o homem agarrou seu outro pulso o apertando quase a ponto de quebrá-lo. Com certeza iria deixar marcas.
Queria gritar e espernear para que alguém lhe ajudasse, mas de que adiantaria? Os homens ali ou estavam bêbados demais para saber o que acontecia ou encaravam aquilo como diversão, e os funcionários estavam nas adegas, pegando mais pedidos.
–Não estou a fim.- comentou se aproximando do seu rosto enquanto ela tentava se afastar o Maximo possível, porem ele a puxava para si.- Não vou deixar que você saia sem te provar linda flor!- comentou prestes a beijá-la.
Antes que o homem concretizasse o ato, Lucy sentiu um braço forte envolver sua cintura e os apertos em seus pulsos sumiram.
Quando olhou para seu lado Acnologia estava La. Suas feições estavam rígidas, e os dentes cerrados, o braço ao redor de sua cintura estava idêntico a uma barra de titânio puro. O Dragão segurava um dos braços do homem e, sem piedade e sem dizer nada, o torceu até que seus ouvidos conseguissem ouvi-lo se quebrar.
Ainda sem dizer uma palavra guiou Lucy para fora do bar fazendo com que suas asas aparecessem, rasgando parte da blusa que vestia, pegou a maga nos braços e alçou vôo em uma velocidade maior do que de costume.
Estava furioso. Como um humano imundo teria a audácia de tocar nela. Estava se remoendo de ódio. Chegou a uma conclusão breve, nunca, jamais sobre nenhuma hipótese, ficaria mais do que 10 metros longe de Lucy. Principalmente naquela cidade. Parecia que todos La a queriam, mas ela já possuía um dono.
Chegou mais rápido que de costume na velha casa, sem cerimônias entrou pela janela do quarto, ouvindo um pequeno gritinho vindo de Lucy, o que o fez revirar os olhos. A colocou no chão e foi em direção a cozinha buscar algo para se acalmar.
–Acnologia!- falou a loira fazendo-o parar na soleira da porta.- O que foi?
Claro, superficialmente a pergunta não tinha o menor sentido. Ela tinha praticamente sido estuprada pelo olhar dos homens naquele bar. Mas ele sabia a que ela se referia. Ela sabia quando tinha algo de errado com ele, e isso só a deixava ainda mais irresistível aos seus olhos.
–Não é nada Lucy!- respondeu fazendo menção de voltar a andar.
–Como não é nada?- a loira exclamou se pondo na sua frente e colocando as mãos em seus ombros.- Eu sei que você não esta bem. O que foi?- perguntou novamente o olhando nos olhos.
O Dragão suspirou desistindo e fechando os olhos, para logo depois voltar a abri-los com a intenção de contar; porem sua visão periférica notou uma coisa.
Com delicadeza, subiu uma de suas mãos para pegar um dos braços finos em seu ombro, e levá-lo ate seu campo de visão. Foi ai que ele notou. Os dois braços alvos estavam vermelhos e marcados com brutalidade.
Ainda com o pulso frágil em mãos, trincou os dentes com força.
Sentiu sua magia percorrer seu corpo, juntamente com a raiva e o ódio que circulava como veneno em suas veias. A vontade de se transformar e aniquilar aquele desgraçado maldito era intensa.
Era impossível Lucy não perceber a mudança de estado sentimental de ruim, para muito, MUITO pior. A tenção nos músculos era visível. Podia vê-los se retesarem para conter a ânsia assassina que o tomava.
–Maldito!- Exclamou com a voz rouca, cortante e fria se dirigindo a janela.
Lucy sabia muito bem o que ele iria fazer. Matá-lo.
–Acnologia!- falou novamente enquanto se colocava como barragem entre ele e a janela.
–Lucy, saia!- Falou calmamente, mesmo com a raiva fervendo em seu corpo.
–Não.- falou exaltada.- Não até você me dizer por que esta fazendo isso!
Ela podia ver, ela sentia em suas veias que tinha um motivo. Por que o Rei dos Dragões a tratava tão bem? Por que ele era tão possessivo e protecionista? E acima de tudo, por que ele só era assim com ela? E ela queria muito ter finalmente a resposta.
–Lucy, por favor...- falou suspirando enquanto fechava os olhos e massageava as têmporas.
Não iria agüentar.
–Não. Você vai ter que me dizer por que, por que você está fazendo isso?- perguntou elevando a voz com os olhos marejados.
–Lucy...
–Por que? Por que você se importa comigo?- Perguntou finalmente quase gritando.
E a resposta veio de uma maneira inesperada.
Agindo pó impulso, Acnologia segurou os pulsos finos com firmeza e usou seu corpo para prensá-la na parede ao lado da janela. E, sem se conter, fez aquilo que mais queria a meses atrás: Beijou os lábios finos.
Lucy não podia acreditar na seqüência dos acontecimentos, assim como não conseguiu oferecer resistência depois que a sensação de surpresa a abandonou. Fechou os olhos deixando que o Dragão fizesse o que tanto almejava, assim como ela também almejava.
Nada, literalmente nada que já tivesse comido e provado se comparava ao sabor dos lábios de Lucy. Se antes seu cheiro o viciava agora ela se tornou uma necessidade patológica do seu corpo. A mistura do cheiro com o sabor o tentava de maneira tão brutal que realmente chegou a pensar que estava no céu.
Suas línguas se entrelaçavam como duas amantes que já se conhecia a anos e queriam sempre mais uma da outra.
Com calma e em meio ao beijo, as mãos de Acnologia desceram para a cintura fina e curvilínea, e os dedos delicados se emaranharam no cabelo macio o puxando para si, de forma que jamais iria querer que ele parasse. Se sentiam nas nuvens, nada mais importava. Nem o fato de ele ser um temível Dragão, e nem o ódio pelo homem que nem se quer sabiam o nome. Só importava os dois.
Quando o ar ficou rarefeito em ambos os pulmões, foram obrigados a se separarem contra a vontade de ambos.
Acnologia permaneceu de olhos fechados encaixando o rosto no pescoço alvo e, finalmente, falando aquilo que estava entalado em sua garganta.
–Por que eu te amo....- sussurrou sentindo o cheiro doce o entorpecer.- Eu te amo Lucy!
Os olhos de Lucy se encheram de lagrimas. Finalmente teria encontrado alguém que correspondia seu sentimentos? Isso só o tempo iria dizer. Mas isso não importava agora.
Puxou de leve os cabelos exóticos, trazendo o rosto masculino para seu campo de visão, e encarou os olhos azuis, o azul que tanto amava, para dizer aquilo que transformaria para sempre sua vida.
–E também te amo, seu idiota!- falou deixando as lagrimas de alegria percorrerem seu rosto.
O sentimento que inflou no coração de Acnologia não conseguiu ficar contido. Um sorriso enorme expondo os caninos pontudos, tomou conta de seu rosto por completo. Pela primeira vez se sentiu amado, e incondicionalmente feliz.
Tomou novamente os lábios rosados sem se conter. Iria amá-la como jamais teve a oportunidade de amar alguém antes. Iria protegê-la como nunca protegeu alguém, nem a si mesmo. Hoje iria fazê-la sua e nunca iria abandoná-la.
Com esse pensamento, a prensou ainda mais na parede e desceu as mãos até as coxas fartas a suspendendo e a obrigando a ficar presa junto a si. Quando o ar os separou, o Dragão desceu de beijos pelo pescoço alvo, até a base de seu ombro, onde deu uma mordida leve a provocando com seus caninos.
A carregou ate a cama, e a deitou com delicadeza. Estava faminto para te-la e marcá-la era verdade, mas queria amá-la. Queria dar prazer a ela e fazer com que sua primeira vez fosse memorável e agradável. Por isso permanecia calmo e seria paciente. Daria a ela tudo de si enquanto explorava o corpo esbelto, e iria fazê-la se lembrar disso como algo bom.
Quando o ar acabou novamente, o Dragão desceu de beijos pelo pescoço delicado, passando pelos ombros finos, e descendo em direção ao busto. Quando chegou lá, um rosnado saiu de sua boca. Ainda existia uma peça de roupa para lhe impedir. Desesperado para manter seus lábios entretidos, voltou a boca fina e maravilhosa que Lucy possuía.
A maga estava embriagada. Podia sentir os toques delicados, mas ao mesmo tempo firmes e desesperados, como se aguardassem por muito tempo para terem sido feitos. Isso a faz sorrir em meio ao beijo sedento. Lucy soltou um pequeno guincho surpreso, desfazendo o beijo, quando sentiu 5 pontas afiadas roçando levemente na pele exposta de seu busto, e logo em seguida rasgarem em tiras a blusa fina.
Acnologia tinha transformado suas mãos em garras e fatiado o tecido que tanto lhe incomodava com rapidez, e ao mesmo tempo sem deixar um misero arranhão na pele clara.
Sem os lábios sedosos para se entreter, o Dragão refez o caminho pelo pescoço ate chegar em seu busto, onde encontrou outra infeliz peça em seu caminho: o sutiã negro.
Sem cerimônias, arrancou o tecido com os dentes, o reduzindo a meras tiras assim como a blusa. Ergueu levemente o tronco, para que pudesse ver uma das coisas que sempre imaginou nela: Seus seios.
Eram mais lindos do que imaginava, e com certeza bem maiores do que aparentavam. Grandes, redondos e com os bicos levemente rosados. Seus olhos nublaram com a visão.
Lucy por outro lado corou mais do que nunca.O olhar selvagem, possessivo e detalhista com o qual ele a observava lhe deixava muito envergonhada, e tímida. Mas também nunca tinha feito isso antes, porem a impressão que tinha é que ele queria devorá-la.
Percebendo o leve temor da parceira, Acnologia a beijou calmamente antes de descer ate seu ouvido e sussurrar:
–Não precisa ter medo Lucy. Você é linda, e eu vou te amar para sempre!-Murmurou com a voz rouca e ríspida de desejo.
Acnologiia voltou ao busto farto e se rendeu a vontade imensa de prová-los. Enterrou o rosto entre os montes sedosos, respirou fundo fechando os olhos sentindo o cheiro forte que emanava e, por fim abocanhou um deles deixando finalmente com que todo o desejo que tinha contido por ela, circulasse em suas veias.
Lucy não foi capaz de conter o gemido agudo que saiu de seus lábios. A sensação de ter a língua quente em uma das partes mais sensíveis de seu corpo, enviava correntes elétricas para todas as áreas, incluindo uma em especial, e a obrigava a se contorcer perante as caricias. Gostando imensamente do que ouviu, Acnologia capturou o segundo seio em uma de suas mãos. Era impressionante como o corpo dela se encaixava no seu. Ficou longos minutos saboreando e se demorando no busto, sem pressa, sentindo seu sabor e sua textura macia.
Uma nuvem expeça cobria completamente a mente de Lucy. As sensações que sentia eram indescritíveis. Sem que percebesse começou a fazer seus próprios movimentos.
As mãos finas percorreram toda a extensão dos braços fortes, sentindo todos os músculos se contraírem e relaxarem a seu toque, ate chegar em sua blusa levemente rasgada pela aparição anterior de suas asas. O Dragão finalmente saiu de seu busto para que pudesse ajudá-la a retirar a tão incomoda blusa.
Os dedos finos começaram a explorá-lo querendo gravar toda sua extensão. Acnologia escondeu o rosto no pescoço alvo e fechou os olhos sentindo os toques tímidos em seu abdômen.
A maga começou a percorrê-lo maravilhada, sentido os músculos bem feitos e os marcando com suas unhas, e sentindo-os contrair com isso. O Dragão soltou um ronronar ríspido e selvagem com os toques femininos, mas não ficou assim por mais tempo.
Voltou a descer de beijos pelo pescoço, passando entre o vale dos seios e pela barriga lisa, onde contornou o pequeno umbigo com a língua, recebendo como resposta uma risada em meio a um suspiro.
Desceu mais um pouco se deparando com a saia e a minúscula calcinha negra, que se esfarelaram rapidamente.
Lucy corou com força enquanto se retraia fechando as pernas por instinto. Nunca tinha ficado nua e a mercê de um homem, porem rapidamente Acnologia abriu um sorriso caloroso e abriu suas pernas com delicadeza.
Abaixou o rosto com calma enquanto segurava as coxas fartas, e distribuía leves beijos pela mesma, ate chegar ao que tanto almejava: A intimidade da loira, que emanava o cheiro que mais lhe ensandecia.
Lucy não pode conter o grito que saiu de seus lábios quando sentiu a língua quente percorrer sua intimidade. Por impulso, arqueou as costas e enfiou os dedos em meio aos cabelos negros azulados, o puxando para si.
A maga se contorcia e gemia seu nome, ao mesmo tempo que respirava forte. O prazer que sentia era tão grande que aumentava ainda mais o nevoeiro espesso em sua mente chutando sua sanidade para longe. Por um momento chegou a pensar que iria explodir, e foi isso que aconteceu.
Em um dado momento, o prazer que sentia foi tão grande, que explodiu de uma forma arrebatadora se espalhando por seu corpo, ao mesmo tempo que arqueava as costas e gemia o nome do Dragão em meio a um grito.
Caiu no colchão respirando de maneira forte e profunda, e com a visão turva.
Mesmo com a visão embaçada, ela foi capaz de ver o rosto masculino surgir em seu campo de visão, com os cabelos bagunçados enquanto lambia os lábios soltando um rosnado satisfeito.
–Você é deliciosa Lucy...!- falou rouco lhe dando um beijo curto.
Lucy não sabia quando ele tinha se livrado do resto de suas roupas, mas isso não lhe importava agora.
Sentiu o volume duro contra a entrada de sua intimidade, e estremeceu pela ansiosidade. Lentamente, e sem interromper o beijo, Acnologia a penetrou enquanto a distraia com suas caricias.
A maga não poderia dizer que não sentia nada, pois sentia, mas tinha a sensação de que se não estivesse tão relaxada e não tivesse gozado antes, teria sido muito pior. A dor não era insuportável, era apenas incomoda e chata, mas seu amado esperou pacientemente ate que se acostumasse, mesmo que estivesse lutando para se controlar.
Quando os movimentos começaram, os dois tiveram a sensação de que a realidade não existia. Começaram a ser tomados por uma sensação tão intensa que era impossível de se conter. Lucy soltava gemidos altos e incompreensíveis enquanto Acnologia rosnava, ao pé de seu ouvido, sem ter mais condições de manter o raciocínio, e sendo obrigado a seguir seus impulsos.
Pela primeira vez ambos estavam se amando, sem se importar com o futuro dês de que estivessem juntos e conectados. O Dragão não daria mais ouvidos ao orgulho, e a maga não ouviria mais o sofrimento. Ambos estavam se oferecendo um sentimento guardado a mais tempo do que deveria, e que estavam desesperados para usar. Não importava mais o que viesse. Iriam ficar juntos afinal.
E como se quisessem comprovar essa uniam, um grito e um rugido ecoaram pela floresta, informando a todos o ápice do sentimento estrondoso que compartilharam.
Acnologia sentiu que era exatamente esse o momento que aguardava tão desesperadamente, e, sem pensar duas vezes, fincou os caninos no pescoço alvo, fazendo a loira soltar uma lamuria pequena de dor, que foi encoberta pelos espasmos que percorriam seu corpo.
Uma quantidade exorbitante de magia começou a preencher o local, fazendo com que a dor ficasse um poço mais acentuada, e fazendo a loira arranhar as costas do Dragão provocando vergões. Ela sentia uma quantidade enorme de magia percorrer deu corpo, e se concentrar em seu peito, provocando uma ardência no local.
Aos poucos, a sensação passou fazendo com que ela se acalmasse, mas juntamente ao alivio, veio uma sensação arrebatadora de cansaço que, em um filete de pensamento, ela associou com o que quer que Acnologia tenha feito com sigo.
O Dragão finalmente retirou os dentes da pele alva, dando uma pequena lambida e leves beijos enquanto observava o lugar cicatrizar como se nunca tivesse feito nada ali.
–O...o que você...?- Lucy tentou formular a pergunta, mas o cansaço era tão grande que ela mal conseguia manter os olhos abertos.
–Shhhi.- impediu o Dragão levantando a cabeça para que a loira pudesse enxergá-lo. Só ai Lucy pode ver pela primeira vez, feições cansadas no Dragão. Parecia que ele tinha gastado todo seu poder de uma só vez, mas seus olhos estavam extremamente alegres.- Amanha eu te explico. Boa noite meu anjo!
“Nossas duvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar!”
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