A Arte do Caos
14 Cap 14: Quer me matar?
*Ronck*
–Lucyyyyyy, eu estou com fome!-reclamou berrando deitado no sofá.
–Tenha calma.- murmurou enquanto terminava de preparar o jantar.- Seria mais rápido se você me ajudasse.- rebateu.
–Você mais do que ninguém sabe que eu sou um desastre para cozinhar.- rebateu inconformado.
Estava com muita fome, em todos os sentidos. Estava querendo comer uma montanha da comida deliciosa que ela fazia, estava com fome esperando comer algo doce de sobremesa, e mais do que tudo, estava faminto pelo corpo da maga celeste; faminto pelo amor que ela tinha a lhe oferecer. Sua besta – que só despertava antes em momentos de batalha- estava indignado com a sua incapacidade de ir lá logo e acabar de uma vez com isso. Saciar-se. Ma pelo amor de Deus! Só fazia 4 dias que a teve. Só tinha que esperar um pouco, mas esse pouco estava se tornando muito para seus instintos.
Suspirou. Realmente odiava isso.Todo Dragão possuía uma besta, uma alma animalesca dentro de si... um monstro. Ele era guardião do poder supremo que havia em todos eles e só despertava em poucas ocasiões: quando corriam risco de vida, e, infelizmente, quando encontravam suas companheiras. É por isso que era quase impossível renegar ou matar uma companheira. Se você não o fizesse, a besta assumia o controle e, muitas vezes, as coisas não saem da maneira que deveriam. Não deixaria que isso acontecesse com Lucy. Poderia lidar com isso por mais um tempo.
Isso lhe deixava ligeiramente preocupado. Para sua gloria, a primeira semana da primavera estava a bons meses de distancia. Sempre odiou a primeira semana da primavera.
Não tinha nada contra as flores, beleza, harmonia, etc, que assolavam a primavera, mas tinha tudo contra essa primeira semana. Estes eram os dias em que as fêmeas de todas as espécies de animais entravam no cio, e nenhuma espécie era exceção. Os Dragões por sua vez fazem a farra neste dia, seus hormônios – já alterados- ficavam ainda piores. Assim que sentiam o cheiro das companheiras, literalmente perdiam o raciocínio. A espécie humana não se diferenciava das outras, a diferença é que nenhum humano sentia este cheiro, mas o clima romântico e florido da primavera resolvia esse problema.
Suspirou outra vez pondo o braço em frente aos olhos, ainda deitado. Jamais conseguiria controlar-se por completo nessa época, mas também não era isso que o preocupava.
Lucy já estaria muito bem até lá. O grande problema era que ele não era o único Dragão no mundo. Como dito antes, os Dragões – principalmente os mais jovens- fazem festa nessa época. Usavam mais magia que de costume para se transformarem em humanos – já que, ao contrario de Acnologia, eles nunca foram humanos- Conseguiam se assemelhar bastante a um, mesmo que não conseguissem disfarçar por completo todas as características dracônicas, mas o suficiente para enganar todos. O rei Dragão não tinha problemas quanto a isso; já fora humano, a única coisa que não conseguia disfarçar inteiramente eram os olhos felinos.
Em fim: Os Dragões se disfarçavam, e aqueles que não possuíam companheiras andavam pelas cidades atrás de diversão. Se encontrassem Lucy, reconheceriam seu cheiro e ele estaria ferrado. Muitos Dragões, pessoas e sabe-se La mais o que, lhe odiavam. Podiam usá-la como seu ponto fraco. Não admitiria isso. Teria de dar um jeito de sumir com Lucy para um lugar seguro, pelo menos na primeira semana de primavera. Quanto a isso, sua besta concordava. A prioridade era a segurança de Lucy.
–Está pronto!- gritou da cozinha.
Suspirou. Ainda tinha bastante tempo para pensar e se preocupar com isso. Levantou-se do sofá, e se sentou na mesa junto com a loirinha. Comeu ate quase estufar, Lucy riu de sua gula; sempre achou graça em como os Dragon Slayers eram famintos e descontrolados quando viam algo comestível. Ele sorriu de volta. Com ela, ele não se importava de ser piada. Ela colocou as coisas na pia e contornou a mesa para lhe dar um beijo na testa.
–Vou tomar banho.- informou, se dirigindo ao banheiro.
Assim que ouviu a porta se fechar, Acnologia suspirou. Por que ela tinha que ser tão gentil com ele? Isso o fazia ter tanto remorso. Como gostaria de voltar no tempo e corrigir algumas burradas. Às vezes pensava que não fazia o suficiente por ela; que não merecia tudo aquilo que ela lhe dava: Amor, carinho, uma vida...
Queria tanto fazer algo a mais por ela, mas não tinha idéia do que. Ela ficava ao seu lado mesmo depois de todo o sofrimento que ele propositalmente tinha causado. Tinha prometido na estalagem que a levaria para voar sempre que quisesse. Ela amava voar.Mas ainda não era o bastante... porém já era um começo. A levaria no dia seguinte; no primeiro dia propicio para que ela veja o céu límpido. Ela iria gostar ainda mais. Talvez um dia a levasse de noite para que pudesse ver as estrelas mais de perto... ou então no solstício de verão a levaria na direção de algum vilarejo ou reino ao norte para que pudesse ver as famosas Auroras Boreais.
Por possuir sentidos aguçados, sempre conseguia saber onde elas aconteceriam. As partículas solares se chocavam contra a atmosfera, e causava uma enorme movimentação de gases, principalmente Oxigênio e Nitrogênio, e, com seu olfato, conseguia ver onde estes gases estavam mais concentrados. Bom, era basicamente isso. Não era uma ciência exata, mas acertava na maioria das vezes.
Levantou-se da mesa coçando os cabelos e foi em direção a cama. No trajeto, retirou a blusa, jogando-a em cima da cadeira próxima a escrivaninha e também se desfez dos sapatos. Jogou-se na cama e fechou os olhos enquanto Lucy não saia do banho. Os minutos se passaram, e ele começou a ficar preocupado. Era costume dela demorar mas nem tanto.
Saiu da cama na intenção de perguntar que se estava tudo bem. Assim que se postou de frente a porta branca, prestes a erguer a mão para tocar na maçaneta, ela se abriu.
Quase imediatamente seus olhos ficaram negros com a visão que teve. Lucy estava ali, a sua frente, parada usando uma toalha e apenas isso. Os cabelos molhados e a pele rosada, os seios espremidos e acomodados dentro do tecido branco. Tudo que o prendia ali era um nó, um misero e simples nó!
Uma gota de água escorreu sensualmente do seu pescoço, descendo pelo ombro e sendo acomodada gentilmente pelo vale de seus seios. Engoliu o seco juntamente com o rosnado grave que estava quase saindo por entre seus dentes. Ela queria matá-lo por acaso? Tinha noção de quanto era sexy sem nem mesmo precisar se esforçar? Suas calças estavam absurdamente apertadas.
Lucy engoliu a pouca saliva em sua boca, enquanto uma parte de sua mente lhe dizia para recuar o mais breve possível. Por que infernos teve de esquecer a roupa no armário? Ficou vários minutos dentro do banheiro na esperança de que ele estivesse dormindo. Aqueles olhos azuis magníficos, felinos como os de um verdadeiro dragão, se mesclavam entre negro e azul. Parecia que ele queria devorá-la. Uma presa indefesa era isso que era.
Baixou um pouco os olhos o avaliando. Estava sem camisa... aquele Deus da perfeição tinha tirado a droga da camisa! Aqueles quadradinhos bem talhados pareciam piscar para ela, a tentando a tocá-los. Suas mãos formigaram. Como queria sentir aquela pele lisa que escondia os músculos rígidos, que se contraiam a cada toque que dava. Fechou as mãos em punhos para conte-las. Tinha vergonha.
Nunca negou isso. Era tímida, e ainda não tinha se acostumado com o fato de que poderia tocá-lo da maneira que quisesse. Essa idéia nunca lhe passou pela cabeça. Ficar nua e tocar um homem do sexo oposto ainda lhe era algo novo, porem ansiava isso. Era inexperiente no assunto. Se sentia tão errada e certa ao mesmo tempo....
Suas bochechas coraram absurdamente com seus pensamentos.
Acnologia viu sua reação. Seus olhos o analisando criteriosamente, suas mãos se fechando, suas bochechas corando...
Ah, não precisava ser um gênio para deduzir. Ela queria tocá-lo, mas ainda era tão tímida...
Sorriu satisfeito. Ainda possuía um pouco de inocência; e iria arrancar mais uma parte dela essa noite. Planejava esperar mais, mas sinceramente já não agüentava. Precisava amá-la e se sentir amado outra vez. A noite estava um pouco fria e iria esquentá-la.
Segurou o pulso fino com firmeza, a puxando para mais perto e colocando sua mão em cima de seu abdômen. Lucy sentiu suas bochechas arderem, e tentou puxar o braço mesmo sendo contra sua vontade. O Dragão apertou ainda mais sua mão contra sua pele, e um rosnar repreensivo soou ao pé de seu ouvido.
–Não tenha medo em me tocar, Lucy...- ronronou arrastando a voz ao pronunciar seu nome. Sentia os choques que aquela pequena mãozinha distribuía em seus músculos que se contraiam ao seu comando. – Gosto quando me toca.
Sem delongas, passou a outra mão por sua cintura e a beijou com voracidade. Laçou sua língua com a dela em um ritmo sensual enquanto a puxava mais contra si, a fazendo sentir sua ereção pulsante em seu ventre. Acnologia se curvou um pouco mais, fazendo Lucy se arquear de leve e lhe dando mais acesso ao seu corpo, ainda escondido por uma toalha branca minúscula.
Quando se separaram, Acnologia arrastou os beijos pelo pescoço fino. Assim que chegou a base de seu ombro, lhe deu uma mordida tomando cuidado com os caninos afiados. Refez o caminho, mas dessa vez com a língua a fazendo arfar, e, assim que chegou próximo a orelha, finalizou com um chupão que ficaria ali por alguns dias.
Ronronou ate grudar os lábios em sua orelha, jogando sua respiração lá de propósito, a sentindo estremecer em seus braços. Sorriu com gosto.
–Não quero que fique tímida em minha presença, Lucy...- murmurou baixinho.- Quero que me toque sempre que tiver vontade.- falou fechando os olhos enquanto inspirava a fragrância única. Já quase não se agüentava.- Prometa-me...- pediu.
Anestesiada com o prazer que sentia, mesmo que tenham sido apenas alguns toques a Heartphilia pensou em concordar, mas algo lhe ocorreu. Em sua primeira vez – mesmo que fosse inexperiente— percebeu que Acnologia se segurava. Agradeceu por isso, afinal era virgem, mas, mesmo agora, sentia que ele estava se segurando. Não gostou disso. Queria tê-lo do seu jeito. Não queria que a tratasse como porcelana, queria saber como o Rei dos Dragões realmente era — por assim dizer.Dragões eram criaturas naturalmente controlados pelo instinto, e não queria que ele fosse diferente.
–Prometo, mas com uma condição.- impôs a Heartphilia com os olhos fechados, também sussurrando ao pé de seu ouvido.
Algo se remoeu em seu interior. Era uma mistura de alegria e aversão a sua condição.
–E o que seria?- questionou deslizando a ponta de seu nariz por todo o pescoço alvo.
Lucy levou uma das mãos aos fios negros azulados, os prendendo lá e sussurrou de volta sensualmente.
–Pare de se conter.- ordenou. – Quero que se deixe levar.
Insana. Era isso que ela era. Por Deus, ela fazia idéia do que pedia? Deixar-se ser guiado pelo seu desejo voraz seria...
–Lucy...- repreendeu embora já começasse a perder os sentidos.
A marca em seu coração reluziu um brilho azul leve. Uma corrente elétrica foi descarregada no corpo do Dragão. Arfou tentando manter o controle. Era isso que desejava, e desejava profundamente. Indiscutivelmente ela possuía um domínio que ninguém jamais teve sobre si. Sentiu que sua marca draconiana a protegeria de seus excessos; sabia que a marca já tinha se adaptado o suficiente a Lucy para tornar seu corpo mais resistente, suportando sua força descomunal. Rosnou perdendo a sanidade.
–Por favor Acnologia...
Apertou os olhos para logo tornar a abri-los. Se era o que ela queria, lhe daria.
Suas mãos desceram até as coxas fartas, as apertando forte e as erguendo com força. O movimento lhe fez roçar seu membro na intimidade descoberta, o que o deixou mais voraz ainda. Jogou todos os objetos que estavam na pequena mesinha do quarto no chão, ouvindo algo de vidro se quebrar, mas não se importou. A colocou sentada na beirada, enquanto atacava seus lábios de maneira insana.
Sua mão direita subiu ate chegar ao vale dos seios, onde enfiou dois dedos e puxou a toalha bruscamente, a deixando completamente nua. Cortou o beijo respirando forte e segurou o queixo de Lucy a obrigando a olhá-lo nos olhos.
–Se eu te machucar, você vai me dizer?- perguntou com a voz absurdamente rouca, antes de se deixar levar.
O bem estar dela era muito mais importante que qualquer outra coisa. Não podia correr riscos.
–Sim.- respondeu com a voz fraca e ofegante.
Ele sorriu. Lucy jamais quebrava uma promessa. Atacou seus lábios outra vez com luxuria, se deixando levar completamente. Suas mãos seguraram as nádegas redondas, as apertando com força, sentindo a carne entre seus dedos. Puxou-a bruscamente de encontro ao seu corpo provocando um choque com sua pelves.
Seus toques não eram mais como antes. Claro que ela ainda podia sentir o amor e o carisma neles, mas eles estavam muito mais brutos e desesperados; famintos até. Cada toque em seu corpo lhe provocava uma descarga muito mais alta que na primeira vez e todos esses impulsos lhe provocavam fincadas cada vez maiores em seu ventre, e estes por sua vez lhe causavam gemidos quase escandalosos, que agradavam profundamente os ouvidos do Dragão. Sentia a pele em cima de seu coração queimar, mas não se ateu a isso.
Acnologia começou a trilhar beijos pelo seu maxilar, pescoço, ombros, descendo em direção ao seu busto com a intenção de chegar aos seus seios. Isso a obrigou a se curvar ainda mais para traz, já que ele não permitia nenhum afastamento.Assim que chegou lá, ele abocanhou um dos mamilos rosados, sugando-o com um suspiro satisfeito. Sua boca brincava com o pedaço de carne, enquanto Lucy apenas gemia e agarrava seus cabelos, para impedi-lo de parar. A maga sentia a avidez do Dragão; sentia seus cabelos ficando maiores e seus caninos afiados aumentarem, roçando como navalhas em seus seios. Por um minuto temeu que os dentes afiados atravessassem sua pele, mas por mais que ele a mordesse sua pele não se rompia. Não sabia como, mas também não se interessava em saber.
Cumprindo sua parte do acordo, Lucy desceu as mãos por seus ombros e braços, arranhando os músculos e deixando vergões. Ouvia Acnologia rosnar profundamente ao pé do seu ouvido, sentia seus músculos contraírem ao seu toque. Refez o caminho de volta, para logo em seguida descer suas mãos pelo tórax, até chegar ao abdômen talhado. Se deliciou contornando os gomos musculosos, deixando marcas com suas unhas. Outro rosnado. Era estranho. Começou a sentir a pele um pouco mais rígida sob seus dedos, mas lhe era familiar... Escamas.
Algumas partes de suas costas e braços agora possuíam leves escamas azuis. Mordeu os lábios. Com isso soube que ele não se controlava mais. Baixou as mãos até chegar ao cós da calça de algodão, onde seus dedos ágeis desfizeram a fivela do cinto e empurraram para baixo suas ultimas peças de roupa. Não se atreveu a descer mais. Poderia até ter prometido, mas ainda era tímida.
No fim nem teve muito tempo para tocá-lo, pois ele a deitou bruscamente na mesa enquanto segurava sua cintura e a invadiu com um só movimento, se curvando sobre o corpo miúdo. Ambos gemeram entorpecidos.
–Acnologia...
Lucy fechou os olhos se deliciando com a primeira pontada de prazer. Não podia dizer que não sentia nada, pois sentia, mas a dor agora era quase inexistente. A espera do Dragão lhe trouxe resultados.
O mago soltou o ar com força enquanto usava os punhos e cotovelos para se apoiar na mesa, ao lado do corpo da maga para não esmagá-la com seu peso. Como tinha desejado isso. Sentia-se um pervertido depravado, mas não estava nem ai. A desejava e não tinha medo de gritar isso aos quatro ventos.
Quente, macio, apertado. Ah, era a melhor sensação de todas. Não havia palavras ou comparações para serem feitas, o que reforçava ainda mais o fato de ela ter sido feita apenas para si. Por tudo que é mais sagrado, ele ia explodir.
–Porra!- praguejou ao pé do ouvido da maga. Ela se assustou ligeiramente. Era a primeira vez que usava palavras chulas... bom, ao menos com ela, já para xingar os outros...- Você não tem a menor noção do que faz comigo Lucy.- confessou rouco, dando inicio aos movimentos.
Estocou forte, sem preliminares, sentindo todos os músculos dela lhe apertarem ainda mais. Rosnou satisfeito. Estava tão absurdamente mergulhado no prazer que aquele mulher maravilhosa lhe dava, que nem percebeu que suas mãos começavam a possuir garras, que furavam a pobre mesa de madeira. Lucy ouviu os estalos da madeira ao seu lado, mas não se importou, se quer olhou o que era; estava mais preocupada em gemer alto e puxar os fios emaranhados em seus dedos, pertencentes ao rosto masculino que estava escondido na curva de seu pescoço.
Acnologia se ergueu um pouco, para levar suas mãos as nádegas macias e puxá-las um pouco para fora da mesa, podendo estocar mais profundamente e mais forte. Rosnou outra vez quando ouviu Lucy gritar de prazer. Se curvou sobre ela novamente, abocanhando seus seios. Fechou os olhos, sentindo a sensação prazerosa aumentar cada vez mais. A maga puxava seus cabelos, lhe dizendo que sentia o mesmo.
Travou os dentes quando Lucy arqueou embaixo de si, e lhe comprimiu o máximo que pode. Ela tinha chegado ao seu ápice. O aperto ao redor de seu pênis e o fato de senti-la através de sua ligação foi seu estopim. Estocou o mais fundo e forte que pode,puxando cintura fina em sua direção, travando seu quadril ao dela, enquanto urrava de prazer.
Permaneceu curvado em cima dela, parado, respirando forte enquanto recuperava o raciocínio. Com o passar dos segundos, as poucas escamas que se despontaram voltaram a se esconder sob sua pele, assim como suas garras, cabelos e dentes. Respirou fundo, ainda um pouco desnorteado e ofegante. Fez menção de se retirar- a contra gosto- mas Lucy o impediu firmando as pernas de leve em sua cintura. Ergueu a cabeça para olhá-la.
–Não consigo andar...- confessou em um fio de voz envergonhado.
Sorriu fraco pelo cansaço. Beijou sua bochecha e enfiou um de seus braços por baixo das costas dela, a puxando para que ficasse sentada na mesa outra vez. Segurou suas coxas para ergue-la e a levou consigo para a cama. Se jogou de costas, cansado, no colchão, deixando Lucy sobre seu tórax enquanto recobrava um pouco das energias.
Suas mãos subiam e desciam fazendo carinho nas costas dela, enquanto esperava em silencio. Estava exausto. Era estranho. Nunca se cansava tão rápido assim, ainda mais quando o assunto era sexo. Mas Lucy tinha o estranho poder de lhe dar os melhores orgasmos de sua vida e depois cansá-lo como se tivesse corrido uma maratona. Suspirou e beijou a cabeleira dourada.
–Eu te machuquei?- perguntou quando recobrou a linha de raciocínio.
Sentiu-a balançar a cabeça negativamente na curva de seu pescoço. Respirou aliviado. Lucy se ergueu, saindo de cima de si, para se deitar ao seu lado, com a cabeça em seu peito.
–Boa noite Acno.-murmurou pegando no sono.
Não respondeu, apenas sorriu com o apelido.A abraçou, sentindo seus músculos arderem um pouco. Olhou sobre seu ombro e quase riu vendo alguns vergões. Parece que ambos cumpriram o que prometeram.
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Nenhum som alem das respirações serenas eram ouvidas no quarto. Ambos estavam acordados, e tinham ciência disso, mas nenhum deles queria cortar o clima agradável que pairava no ar. Acnologia acariciava as costas nuas de Lucy, acompanhando a linha de sua coluna. Sentia-se mais leve.
Entreabriu um pouco os olhos, virando um pouco o rosto em direção a janela. Suspirou frustrado. Estava nublado, e uma chuva fina caia do lado de fora- chuva essa que inspirava todas as pessoas a ficarem na cama. E lá se vai o seu plano de voar com Lucy hoje. Amanha talvez seria um bom dia.
Ouvindo seu suspiro, a maga se remexeu olhando na mesma direção que o Dragão, mas ao contrario dele ela sorriu sonolenta. Tempo chuvoso significava que ela não precisava ir à guilda. Isso era bom. Se sentia absurdamente dolorida e suas pernas estavam bambas. Suspirou se acomodando de novo no peito sarado. Pelo jeito levaria um pouco mais de tempo para se acostumar...
Suas bochechas coraram de vergonha. “Lucy, dês de quando você se tornou pervertida?”
Suspirou, voltando a abrir os olhos e moveu sua mão –que antes descansava no tórax masculino –e a desceu, para dedilhar os contornos do abdômen exposto. Acnologia voltou a fechar os olhos, e deixou os dedos finos se entreterem. Passado mais alguns minutos seu estomago roncou baixo mas foi ouvido por Lucy, já que estava com a cabeça próxima a sua barriga. Ela riu. Ele voltou a abrir os olhos.
–Não devia rir.- resmungou inconformado.- É você que vai ter que se levantar para cozinhar, a não ser que queira me deixar explodir a cozinha.
A Heartphilia fechou a cara.Ele sorriu debochado. Tinha cara de empregada? Segurou a vontade de lhe dar um soco. Suas partes vulneráveis estavam ao seu alcance, poderia provocar um bom estrago agora. Sorriu, pretendendo devolver a ameaça.
–E eu poderia lhe dar um soco em um lugar bem desagradável agora.
Foi à vez de Acnologia fechar a cara e olhar, cauteloso, para Lucy. A loura riu. Uma idéia lhe veio em mente. Ela de debruçou sobre o peito do Dragão, ficando meio na diagonal, com os seios espremidos em seu abdômen. O Rei a olhou sem entender. A maga se espichou até alcançar a gaveta do criado mudo. A puxou, e enfiou a mão em seu interior e retirando uma embalagem circular de vinte centímetros de diâmetro, de cor amarronzada amarrada com um laço dourado.
Voltou à posição original colocando a caixa em cima do peito de Acnologia, que rapidamente reconheceu o cheiro.
–Chocolates?- perguntou com os olhos brilhantes e com água na boca.
–Sim. Comprei pouco depois que voltamos de missão.
Rapidamente o Dragão retirou o laço e a tampa, colocando ambos em cima do criado. Pegou um colocando-o inteiro na boca. Lucy lhe deu um tapa no ombro.
–Ei! É para mastigar antes de engolir, e essa caixa e para nós dois.- resmungou prevendo que não sobraria quase nada para si.
Não costumava comer besteiras de manha, mas hoje faria uma exceção.
Pegou um dos bombons de creme na caixa e o mordeu, comendo junto com o mago. Passaram alguns minutos comendo em silêncio, até que Lucy resolveu puxar assunto para alguns tópicos que precisavam discutir.
–Nee Acno.- começou deitada de barriga para cima, olhando o teto.- Você não se incomoda da Erza saber de tudo?
Acnologia parou de comer por um instante, e engoliu o chocolate que tinha na boca. Deu de ombros.
–Não. Dês de que ela não saia falando por ai.- falou, e quando estava prestes a abocanhar outro chocolate se lembrou de algo.- Mas não vou perdoá-la da próxima vez que ela tentar te atacar. – falou decisivo.
As sobrancelhas louras se ergueram.
–Como sabe que ela tentou me atacar?- perguntou. Se lembrava perfeitamente de ter dado sumiço na adaga derretida e no pijama fatiado antes que ele retornasse com as sacolas de comida.
Acnologia parou um pouco ao ver o território que estava pisando. Precisava controlar um pouco sua boca. Definitivamente não queria lhe explicar tudo que a marca fazia, ao menos não hoje.
–Posso sentir quando está em perigo Lucy. Como acha que meu poder lhe protegeu?- Questionou retórico fazendo a Heartphilia se lembrar das lindas chamas azuis. – Sabia que ela não tentaria nada depois do susto que iria levar. Por isso não voltei na hora.- murmurou voltando a devorar os chocolates que em breve estariam no fim.
Lucy estreitou os olhos, desconfiada, mas deixou o assunto passar em branco.
–Ela não vai dizer a ninguém. Mas é provável que queira explicações.- murmurou, pegando um dos poucos chocolates restantes, já que Acnologia estava devorando todos.
Passaram mas alguns minutos ali em silêncio. Lucy suspirou e se levantou da cama, pegando a coberta que fora jogada para fora da cama em algum momento da noite e a usando para cobrir seu corpo. O Dragão se sentou na cama, pondo a caixa vazia de lado; o fino lençol o cobria da cintura para baixo. Aproveitou para fazer uma varredura rápida no corpo da maga, constatando que realmente não a tinha machucado na noite anterior.
–Onde vai?- perguntou.
–Tomar banho.- respondeu resmungando. Não podia fazer nada sem dar a ele satisfações.
Acnologia deu de ombros, jogando o lençol para o lado e se levantando totalmente nu. Lucy corou feito um tomate. O Dragão sorriu debochado; mesmo depois de tudo ela continuava com um pouco de inocência e timidez. Não se queixava; corar com a vergonha era uma característica dela a qual amava.
–O que está fazendo?- questionou apreensiva.
Aquele corpo magnífico estava ali, na sua frente, a tentando.
–Indo tomar banho, oras.- respondeu se aproximando dela e rolando os olhos como se fosse óbvio.
–Acnologia!!- repreendeu com vergonha e atônita.
Rolou os olhos outra vez.
–Lucy, eu já vi isso tudo ai mais de uma vez.- gesticulou apontando para o corpo dela.- E não se preocupe senhorita pervertida- que- só- imagina- bobagens, eu vou me comportar.- falou vendo-a ficar estática e corar ainda mais. Como queria dar-lhe um soco bem no focinho para que aprendesse a não zombar dela!
Quase riu. Rolou os olhos pela enésima vez impaciente e puxou o cobertor do corpo dela, que soltou um gritinho surpreso. Passou um braço por suas costas e outro na dobra de seus joelhos, a erguendo nos braços. Gritou ainda mais.
–ME PÕE NO CHÃO. EU SEI ANDAR!!!- Protestou.
Balançou a cabeça a ignorando por completo, indo em direção ao banheiro. Quando ia passar pela porta, algo lhe chamou atenção em sua visão periférica, o fazendo virar para ver melhor. Lucy parou de protestar assim que acompanhou os olhos do Dragão. Fez uma careta de desgosto com o que viu.
Lá estava a pobre e inocente mesa de madeira. Pobre coitada, era o que deveria dizer. Em sua superfície –antes lisa- agora se encontravam vários buracos, alguns maiores, outros menores; Alguns deles atravessavam a mesa, dando para colocar o olho lá e ver o chão, outros apenas afundaram em várias depressões diferentes; mas não era só isso. Havia também vários vergões formando fendas como mini cânions; Algumas se formando a partir dos furos e outras não. Também tinha várias lascas e farpas de madeira no que restava da superfície. Parecia que alguém tinha dado vários tiros na mesa e depois jogado um tigre de garras afiadas em cima dela.
No chão havia estilhaços de vidro de um pequeno vazo que não sobreviveu e que decorava a mesa, alguns livros e papeis.
Ergueu mais as sobrancelhas louras aumentando a careta de reprovação.
–Parece que te devo uma mesa nova.- resmungou o Dragão avaliando os próprios estragos. Não se lembrava de ter feito tanto estrago assim ontem. Se bem que não pensava em muita coisa a não ser se livrar da toalha branca e possuir Lucy.
Lucy suspirou.
–Nada que um forro não de jeito por enquanto.- Falou já pensando na possibilidade de pegar uma missão para pagar gastos futuros. – Por acaso Dragões ou Dragon Slayers tem uma síndrome de destruir tudo?- perguntou não sabendo classificar bem o namorado em uma categoria.
Até onde sabia ele conseguia ser os dois. Mas seus amigos –Dragon Slayers ou não- também tinham esse... hãn... defeito?!
Acnologia deu de ombros. Talvez sim.
Lucy torceu o nariz outra vez ao olhar os estragos. Agradecia a Deus ou o que fosse que tenha feito sua pele ficar resistente o bastante para não ter se machucado, caso contrario não estaria melhor que a mesa.
O Dragão se virou retomando o objetivo original e foi para o banheiro. Chegando lá, colocou Lucy no chão e foi abrir a torneira da banheira de mármore. Lucy ligou a lacrima que era usada para iluminar o banheiro e fechou a porta. Ainda poderia correr o risco de ter o apartamento invadido como sempre, mesmo em dias chuvosos.
Olhou para o teto vendo a Lacrima branca toda iluminada e, conseqüentemente, iluminando o banheiro. Poderia parecer bobagem mas aquilo era de uma utilidade sem igual. Se lembrava de seu pai e sua mãe dizendo que, antes delas terem se popularizado, tinham que usar castiçais de vela para iluminar recantos escuros das casas ou até mesmo para andar por ela á noite. Alguns ainda eram usados, porém é mais como decoração. Existia um grande numero de acidentes e incêndios por causa deles.
Saiu de seus devaneios quando dois braços a circundaram por trás e recebeu um beijo na nuca.
–Você pensa demais sabia?- falou Acnologia divertido.
Não respondeu, apenas sorriu para ele lhe dando um selinho. Puxou-a consigo para a banheira, entrando primeiro e se recostando na beirada. Lucy entrou logo depois se sentando entre suas pernas e se recostando em seu tórax enquanto ele a circundava com os braços.
Lucy recostou a cabeça em seu peito, enquanto observava seus dedos fazerem círculos no braço direito de Acnologia. Gostava de lhe dar pequenos carinhos e tocar sua pele, até mesmo quando se transformava. Soava meio estranho desejar dedilhar as escamas, não é? Mas não podia evitar. Era como uma criança descobrindo algo novo. Suspirou espalmando a mão em seu tórax. No mesmo instante- onde sua mão o tocava- a pele dele reluziu de leve em azul, e as escamas apareceram.
Ergueu as sobrancelhas surpresa, mas logo mordeu o lábio, alegre, e começou a dedilhar os contornos escamosos. Elas desapareciam quando retirava a mão e reapareciam quando o tocava.
Acnologia sentiu uma descarga quando ela o tocou. Sentia que era um impulso vindo de sua marca, um desejo feito por ela assim como do dia anterior. Fechou os olhos para logo voltar a abri-los. Observou que sua pele se transformava onde ela tocava. Esse era o desejo? Ontem tinha pedido para se descontrolar, agora pedia para tocar suas escamas? Lucy era bem... peculiar. Sempre o surpreendia. O que ela via de tão interessante em suas escamas.
Primeiro era suas asas- o que era justificado já que gostado céu e de voar.- e depois suas escamas? Elas eram muito boas em batalha, impenetráveis e nunca permitiam uma vazão grande de magia quando se transformava, alem de manter sua temperatura em qualquer ambiente. Mas que interesse Lucy teria nelas?
Praguejou mentalmente percebendo outra coisa: Não era para a marca estar obedecendo tão facilmente a Lucy. Era estranho, sua ligação com ela estava mais avançada que o normal. Isso, talvez, poderia vir a ser um problema no futuro. Precisava falar com Shinuky. Por mais que lhe parecesse terrível, ela poderia saber se este avanço na adaptação da marca era um problema ou não. Deveria levar semanas ara a marca obedecê-la.
–Nee Acno.- Falou com a voz curiosa e arrastada, o tirando dos pensamentos.- Você nunca me contou como conseguiu sua magia. – murmurou em uma indireta.
Acnologia travou a respiração.
Saber de seu passado não era algo proibido, mas ele não queria falá-lo para Lucy. Antes ele esfregava na cara de seus inimigos quantos matou, quanto poder conseguiu com isso, etc, mas com Lucy era diferente. Não queria lembrá-la de outros vários motivos para não ficar consigo. Porem, ao mesmo tempo isso era um voto de confiança. Se ela soubesse pela boca de outra pessoa algum dia seria bem pior.
–Eu não sei muito bem como consegui minha magia.- Confessou iniciando a história e escolhendo suas palavras enquanto Lucy dedilhava suas escamas, mas prestava atenção.- A única coisa que me lembro era que quando tinha pouco mais de sete anos eu já a possuía. Não me lembro de ter uma família, só lembro de ter acordado em um bosque e ter começado a vaguear sozinho. Encontrei alguns Dragões no caminho, eles diziam que eu havia nascido com meus poderes, uma magia amaldiçoada...
“Nunca dei bola para o que eles falavam. Comecei a andar por ai, lutando algumas vezes e vivendo, passando os anos... mas ai veio à guerra. Dragões contra Dragões e Humanos. Um dia eu estava em um vilarejo, e um dragão atacou outro que era a favor dos humanos. Ele já estava no chão quando o outro disse que iria matar todos ali apenas para provar a insignificância dos humanos e depois iria matá-lo. Eu fui o primeiro que ele tentou matar. De alguma forma eu sabia seus pontos fracos, sabia como agir, sabia como matá-lo. Ele lançou um rugido contra mim. Não me mexi. Seu poder era inútil contra minhas escamas, assim como a de todos os outros Dragões viriam a ser; eu o matei rápido,arrancando sua cabeça, enquanto ele se perguntava como sobrevivi ao seu ataque e como pude usar a magia pertencente aos dragões. O Dragão que defendia o vilarejo também pensava nisso.
Eles me chamaram de o 1° Dragon Slayer. O Dragão que deixei vivo antes de partir, espalhou a idéia de dar poder aos humanos, criando novos Dragon Slayer’s. Vieram me matar na esperança de desencorajá-lo, mas eu matava todos que vinham, me tornando cada vez mais forte. Meus poderes começaram a se tornar quase ilimitados. Eu não ligava para a guerra ou para qualquer um dos lados. Apenas destruía aquilo que estava no meu caminho. Um dia a guerra chegou em seu ápice. Eu estava na atual cidade de Crocus. Vários Dragões vieram para me matar; Zircones, Croquelhos, Hizaru, ate mesmo Lazaros. Eu matei todos eles, embora Lazaros tenha sido o que mais durou.
Neste dia meu poder ficou tão grande que meu corpo teve que se transformar para conte-lo. Dês de então eu me tornei um Dragão. Neste dia que eu conheci Zeref, e começaram a espalhar boatos que fui uma das criações dele e, por causa do cemitério de Dragões que eu havia feito, me nomearam como Rei dos Dragões. Foi a partir daí que comecei a fazer algumas merdas.”- comentou para descontrair o clima, mesmo que não estivesse pesado.
Lucy ficou em silêncio por alguns minutos pensando e absorvendo as informações. Dê repente se virou de frente para ele o encarando.
– E por que suas chamas são azuis?- perguntou desconsiderando completamente as atrocidades cometidas por ele no passado.
Acnologia ergueu as sobrancelhas surpreso, tanto pela pergunta quanto pelo fato de ela ignorar seu passado. Mas Lucy não guarda rancor...
Agradeceu imensamente por ter sido abençoado com aquele anjo a sua frente.
–Por que está perguntando isso?- devolveu sem entender.
–Natsu é um Dragon Slayer do fogo, por isso tem chamas vermelhas. Gajeel é Dragon Slayer do metal, por isso cospe metal para todo lado, Wendy é do céu, por isso usa ventos, Rogue usa sombras e Sting Luz. Todos eles dominam um elemento. Qual é o seu exatamente?- perguntou calma, colocando o cotovelo apoiado no ombro dele e apoiando a cabeça na mão encarando-o com o rosto inclinado. Levou sua outra mão ao rosto dele, observando a parte que tocava se encher de escamas azuladas e suas pupilas se contraírem formando fendas e suas íris ficarem mais reluzentes destacando mais o azul que tanto gostava.
Ele parou para pensar um pouco. Nunca tinha se preocupado em saber um qual gênero a sua magia se encaixava.
–Sei lá.- murmurou erguendo uma de suas mãos e as cobrindo com as chamas azuis. Ficou analisando a própria mão.- Nunca quis saber. Apesar de se comportarem como chamas, elas não provem do fogo. Mas destroem tudo o que tocam.
Lucy ergueu a mão e começou a brincar com as chamas. Acnonogia a olhou de soslaio. Com certeza ela tinha um parafuso a menos na cabeça. A maga notou, mas não ligou. A primeira coisa que ele havia lhe dito era que depois de marcada ela seria imune a sua magia.
De repente, a maga teve uma idéia absurda e ao mesmo tempo brilhante para tirar a carranca que ele fazia. Não devia ter perguntado de seu passado,mas queria saber.
Inclinou-se em direção a mão coberta de chamas e as abocanhou, para logo depois se virar e sobrar da boca as poucas que pegou. Achou no mínimo divertido. Acnologia arregalou os olhos e ficou com a boca escancarada.
–Lucy!!!!- exclamou.
O que infernos ela estava fazendo? Era louca por acaso? Comer suas chamas? Maluca!
–O que?- perguntou inocente.se virando novamente para ele.- Vocês não vivem comendo a magia dos outros? Alem do mais foi divertido.- Falou com uma carinha de criança sapeca.
Ele a fuzilou com os olhos.Ela fez menção de fazê-lo outra vez. Acnologia rapidamente dissipou as chamas de sua mão. Lucy ficou de frente para ele, cruzou os braços, e fez um biquinho emburrado enquanto suas bochechas coravam de raiva. Como ele ousa! Tirar sua diversão infantil sem significado era um ultraje!
O Dragão bufou virando o rosto, enquanto apoiava o cotovelo na beirada e apoiava a bochecha no punho. Não estava acostumado com as pessoas tocando sua magia sem se ferir. Era algo novo e sempre esquecia que Lucy era imune a ela agora.
Lucy também virou o rosto indignada, fitando a pia. Acnologia a olhou de soslaio. Lá estava uma legitima criançona. Rolou os olhos virando em sua direção. Deixou sua boca se encher com chamas azuis e as soltou em uma lufada, de forma que elas formassem um O que bateu contra o rosto de Lucy.
–Ei!!!- exclamou indignada lançando água nele.
Ele riu e lhe jogou outra lufada.
–Isso é guerra!!!- decretou Lucy começando a jogar água nele incessantemente.
E lá estavam duas crianças –mentalmente falando- brincando em um dia nublado em magnólia.
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Passou um lenço na testa e tomou um gole do cantil de saque que estava em seu bolso. Mais uma reunião de mestres. Por que sentia algo estranho em relação a esta? Não sabia.
Suspirou guardando o cantil no bolso interno da roupa e olhou para as duas grandes portas de metal e madeira a sua frente, cheia de desenhos e adornos dos quais não queria saber o significado. Se aproximou da mesma, que logo foi aberta por dois guardas vestidos com roupas do conselho. Entrou no salão ouvindo o beque profundo da porta atrás de si. Viu uma mesa enorme e oval, feita de madeira assim como as cadeiras –que eram todas iguais com exceção da ultima na outra ponta da mesa. Havia uma lacrima projetora em seu centro.
Puxou uma cadeira e sentou calado, reconhecendo os outros mestres de guilda que ali estavam. A sala era escura e mau iluminada, o que não lhe permitia ter uma dimensão de como ela realmente era.
–Está atrasado, mestre Makarov. – explicitou a voz grossa e velha do conselheiro que se sentava na única cadeira diferente da mesa.
–Me desculpe, mas deveriam saber que ao se convocar alguém com tamanha urgência é de se esperar pequenos atrasos.- justificou.
–Não estamos aqui para discutir tempo.- lembrou outra conselheira sentada ao lado da cadeira principal.- Temos um assunto sério para discutir aqui, senhores.
–E qual seria este assunto?- perguntou Bob.
Um homem sentado na parte mais mediana da mesa se levantou.
–Essa parte é comigo.- informou com um sorriso rápido, ajeitou os óculos de armação fina no rosto e pegou alguns papeis dispostos na mesa. Era magro, rosto fino, cabelos castanhos. Vestia uma blusa social branca, e uma calça simples preta com um cinto de couro.- Meu nome é Erick, faço parte da equipe responsável pela detecção de ameaças em potencial do conselho de magia. Monitoramos pessoas ou as ações das Dark Guilds que poção representar uma ameaça. –falou técnico e ríspido, ajeitando os óculos novamente e dando uma olhada nos papeis.
A lacrima no centro da mesa foi ativada, e um homem loiro de olhos negros apareceu. Seus cabelos eram arrepiados, com idade mediana; possuía 3 cicatrizes no rosto; uma no queixo, a outra na bochecha e uma em transversal no olho.
–Este homem é Hizame Akira. Ele é uma ameaça em grande potencial. Hizame se aliou a algumas Dark Guilds para concretizar um plano. Vamos precisar realizar outra aliança de guildas para detê-lo, visto que o exercito do conselho não obteve êxito. Também precisaremos de todos os seus Dragon Sleyer’s.
–Por que precisaram deles?- perguntou Jiemma, interessado.
–Temos informações de que Hizame teve acesso as pesquisas Daphne, a respeito de como criar um Dragão e alguns textos de magias antigas. Ele pretende, de alguma forma, usar um Dragão; mais precisamente, um Dragão morto das lendas, seu nome era Lazaros, foi morto por Acnologia. – Makarov apertou os olhos. –Tendo em vista por experiência que nenhum de seus Dragon Slayer’s sozinho consegue matar um dragão, caso Hizame consiga obter êxito, é bom termos uma artilharia para contra atacar.
–Queremos que montem as equipes o mais breve possível, mandando seus magos disponíveis mais fortes em conjunto. –ordenou a voz grossa outra vez.-Quantos Dragon Slayer’s a Sabertooh e a Fairy Tail podem mandar junto com as equipes em um prazo de 48 horas?- questionou.
–Dois, e mais três pessoas.- respondeu Jiemma calmamente.
–Cinco.- respondeu Makarov no mesmo tom.-e mais 4 pessoas.
Todas as cabeças se viraram para Makarov, espantados.
–Nós temos informações de que só há 4 matadores de dragões em sua guilda, Makarov. – decretou o conselheiro pedindo visivelmente uma explicação.
–Recentemente admiti um novo membro em minha guilda. Enviei um relatório para os conselheiros há alguns dias. Creio que ainda não tiveram a oportunidade de lê-lo.
Um dos conselheiros na outra ponta da mesa perguntou.
–E qual seria seu nome e magia? Veio a Guilda de espontânea vontade?
Makarov respirou fundo. Ainda bem que o próprio já tinha inventado uma historia.
–Por ironia do destino, seu nome é Acnologia.- Sussurros foram escutados de todas as partes. –Devo lembrá-los que Acnologia é um Dragão.- falou com a voz um pouco mais alta para que voltassem a atenção para si novamente.- E o mago em minha guilda é humano. Foi lhe dado esse nome por que sua magia é familiar a do Rei dos Dragões, nada mais. Foi levado a guilda por outra maga minha, Lucy Heatphilia. –disse sem mais detalhes.
–Como podemos ter certeza?- questionou outro.
–Primeiro por que ele não caberia dentro da guilda. – falou quase zombeteiro.- E segundo por que sua magia não é tão grande quanto a de um Dragão, e devo lembrá-los que já enfrentei o próprio Rei dos Dragões. O reconheceria quando o visse.
Os murmúrios cessaram. A explicação era plausível.
–Pois bem.- declarou o chefe do conselho.- Preparem as equipes em 48 horas!
“Não existe magia Negra... ou branca, parda, amarela e azul. O que existe a a Magia, e aqueles que a utilizam possuem intenções boas e ruins!”
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