A Arte do Caos

13 Cap 13: Segredos... Que merda!


Notas iniciais
OIIIIIIII Liam la embaixo.

Não demorou muito para a ruiva chegasse aos portões da guilda. Assim que o sol nasceu, ela despertou e foi direto para lá com um objetivo em mente. Sem delongas, abriu a porta de madeira maciça. Apesar de tela escancarado, não a chutou, como era de costume. Queria ser mais discreta.

Vagueou os olhos analíticos por toda a guilda. Estava o mesmo de sempre. Menos cheia, devido à hora, mas a mesma coisa: Brigas, bêbados, magos escolhendo missões. Aquilo era como uma casa para si. Rapidamente começou a procurar por seu objetivo: Dragon Slayers.

Encontrou Wendy sentada no balcão conversando com Mirajane, Charles estava lendo algo parecido com um jornal. Balançou a cabeça em negativa. Wendy era jovem, poderia lhe explicar o que era a tal marca, mas não poderia ameaçá-la (como pretendia) para lhe contar o que era. Ela só tinha uns... 14 anos? Não queria traumatizar alguém de 14 anos!

Vagueou novamente os olhos e encontrou Natsu brigando, como de costume. Hoje não iria se incomodar com isso. O avaliou.... não. Seria mais provável uma porta lhe contar algo mais útil. Ele era ameaçável, mas sua memória era péssima; levaria um ano para que lhe dissesse algo pertinente.

Sondou novamente o local avistando uma das ultimas figuras que poderiam lhe dar as respostas que queria. Sorriu. No canto da guilda o moreno mastigava metal enquanto observava Levy ler descontraidamente. Perfeito!

Gageel era burro, mas tinha memória boa, alem de dar respostas pertinentes. Caminhou discretamente, indo para trás dele. A briga de Natsu e Gray se intensificou e se espalhou por toda a guilda, o que significa que ninguém prestava atenção. Ótimo. Não iria bater nos dois hoje.

Rapidamente, agarrou os cabelos negros e o puxou em direção a enfermaria sem que tivesse chance de protestar e chamar atenção. Abriu a porta de um dos quartos e o jogou para dentro; O mesmo tropeçou até que caiu no chão de lado, mas rapidamente se virou e a fuzilou com os olhos.

–Qual é o seu problema? Você é louca?!- exclamou quase gritando e realmente irritado.

A ruiva ignorou, entrou no cômodo e fechou a porta atrás de si. Cruzou os braços o encarando.

–Tenho algumas perguntas que você vai me responder!- falou em um tom sério e decidido.

Gajeel a olhou. Estava séria, o assunto não era brincadeira. Respirou fundo e suspirou se livrando da raiva, levantou-se batendo as mãos na calça para tirar a sujeira e se sentou com as pernas e os braços cruzados em cima da cama. Erza apenas se móvel para a cadeira próxima a cama e se sentou.

–O que quer?- perguntou direto.

Erza o encarou e foi direta, como sempre.

–Quero que me conte tudo a respeito de parceiras de Dragões e suas respectivas marcas!

Gajeel arregalou os olhos, completamente pego de surpresa. Esse tipo de assunto era restrito apenas aos Dragões e seus Dragon Slayers, então como ela poderia saber que isso existia? A parceira era algo sigiloso por que se as pessoas soubessem que poderiam controlar ou matar um Dragão através delas qualquer um faria qualquer coisa para telas em seu controle. Também tinha o fato de suas parceiras correram ainda mais perigos se descobrissem. Era isso que era uma parceira: A maior fonte de seu poder, mas também sua maior e mais frágil fraqueza. Pra um Dragão, uma companheira era literalmente tudo.

–Como você descobriu a respeito disso?- perguntou estreitando os olhos em desconfiança.

–Não tem que saber!- retrucou.

O Dragão de ferro a olhou. Não iria lhe contar, mas se ela quisesse mesmo saber a respeito disso iria impor suas regras.

–Olha Erza, eu não sei por que você quer saber disso e da para ver que nunca vai me contar... mas eu tenho regras.- inquiriu a olhando atento. Ela travou o maxilar já se preparando para ameaçá-lo se necessário. — Você tem que me jurar pela sua vida que o que eu vou lhe contar agora, você jamais contará a ninguém!- impôs.

Erza o olhou prestes a desafiá-lo, mas seus olhos impunham firmeza. O assunto era mais serio do que pensava. Precisava saber, e como não pretendia contar a ninguém mesmo...

–Tudo bem, eu prometo. Tem a minha palavra!

Gajeel procurou vestígios de mentira em seus olhos. Como não encontrou nenhum, prosseguiu.

–Uma parceira é alguém que nos foi destinado. Uma companheira que nos completaria, ela seria nosso poder e nossa força, e, uma vez encontrada, jamais poderíamos sair do seu lado; nem mesmo na morte. Seria algo equivalente, para vocês, ao “amor verdadeiro”!- falou fazendo aspas com os dedos. Erza prestava atenção completa as suas palavras, nem se incomodou com satirizar o assunto, já que às vezes tinha tendências a zoar com o assunto amor. – Quando um dragão encontra sua parceira ele a marca!- falou esperando as próximas perguntas.

–Marca como? Com uma tatuagem qualquer?- questionou tentando parecer que não sabia como era uma marca, mas realmente interessada.

Gajeel bufou.

–Não é com uma “tatuagem qualquer”!- exclamou.- Marcamos uma parceira com algo que nos represente, algo que faça lembrar o elemento que dominamos!

Erza estreitou os olhos pensando.

–Como no seu caso e o do Natsu, metal e fogo?- questionou.

–Isso.- respondeu.- Um dragão com o elemento que temos!

Ela se lembrou vagamente do enorme dragão azul e negro pousado no peito de Lucy, a olhando ferozmente.

–O que essa marca pode fazer?- questionou direta chegando no ponto que queria.

Gageel coçou a nuca.

–Depende...- murmurou, mas logo prosseguiu.- Todas as marcas possuem umas características básicas em comum. A primeira coisa que as marcas tendem a fazer é mudar o cheiro da parceira!

–Mudar como?

–O nosso cheiro se mescla ao dela para que os outros percebam que ele ou ela já possui um companheiro. –esclareceu. — A segunda tendência dela é protegê-la usando a nossa magia.- de relance, Erza se lembrou das chamas azuis que derreteram sua adaga quando rasgou a blusa de Lucy.- É algo extremamente perigoso, já que nossa magia é muito destrutiva. Por esse motivo a marca também torna o parceiro imune a nosso poder. O corpo dela também tende a sofrer mudanças...

–Mudanças?- interrompeu-o.- Que mudanças?

Gajeel sorriu escárnio.

–Entenda, somos meio brutos e uma companheira é algo especial para nós. Não podemos perde-la. O corpo dela não irá mudar de aparência, se é o que está pensando, ele apenas vai se tornar mais resistente... como vidro que se torna diamante. Existem momentos que não estaremos perto para protegê-las.- murmurou.- Nós podemos sentir o que o outro sente... entre outras coisas. Nada muito importante. Essas mudanças ocorrem com o passar do tempo, à medida que a marca vai se ajustando ao corpo de seu...han... hospedeiro!?

–Existe mais alguma coisa?- questionou seria.

–Bem, sim. Mas isso eu não poderei te contar.- Erza cerrou o olhos como se dissesse: Explique-se. Gajeel suspirou.- Cada marca tem a tendência de desenvolver habilidades diferentes de acordo com a quantidade de poder e de qual o elemento de seu companheiro!- explicou.

A ruiva respirou fundo. Então tinha coisas que somente Acnologia poderia esclarecer a Lucy. Droga.

–O que você quis dizer antes com: “nem mesmo com a morte”?

Gajeel respirou fundo. Essa era uma das partes complicadas, e também o porquê desse assunto ser tão restrito.

–A marca liga a vida de duas pessoas, conseqüentemente se um morrer o outro também morre. Um Dragão não consegue viver sem sua parceira. Ele se tornaria insano e descontrolado.- Erza arregalou os olhos surpresa. Agora tinha entendido o porquê de ele a ter feito prometer sigilo. Vendo a surpresa da maga, o Dragon Slayer decidiu prosseguir com a explicação.- Entenda Erza, um Dragão ganha poderes inimagináveis quando encontra sua companheira. É o poder adquirido para protegê-la. Como conseqüência a parceira pode revogar esse poder, ou seja, ela será a única pessoa com poder de pará-lo, ou controlá-lo. Nenhum Dragão contraria sua companheira. Ela é nosso equilíbrio, o ponto seguro. Se ela morresse, seu companheiro ficaria insano e ninguém conseguiria detê-lo. Ele não se importaria com nada, somente com sua fúria, por isso morremos com ela!

Erza piscou algumas vezes absorvendo a informação. Isso significava que Acnologia, alem de estar mais poderoso, não poderia machucar Lucy... Mas, espere. Isso também quer dizer que a maga celestial da Fairy Tail mandava no Rei Dos Dragões? Isso é possível? Ele estava... Domesticado?

Balançou a cabeça focando no agora. Tinha que extrair tudo que pudesse de informações do Dragão de ferro.

–E como infernos se faz essa marca? Deve-se usar uma grande quantidade de magia para isso!- falou. Uma ligação dessas não era algo simples. Era mais complexo do que compreendia.

–Provavelmente devemos usas toda nossa magia para criá-la.- Disse dando de ombros, mas logo em seguida abriu um sorriso cruel e malicioso. – Quanto ao como se faz... Bom, tente ser um pouco menos ...inocente, e deixe sua imaginação fluir!- terminou sugestivo.

Erza corou um pouco ao entender o recado. Isso quer dizer que Lucy e Acnologia... Hum... é.... hãn... Tran... AHHHHHHHHH. Não conseguia nem se quer pensar. Iria tirar satisfações disso com ela depois. Mas... espere! Isso também queria dizer...

–Quer dizer que você vai fazer aquilo com a Levy?- Questionou maliciosa.

Gajeel ficou vermelho e logo enfureceu.

–NÃO DIGA ASNEIRAS! Quem disse que a Levy seria minha parceira?- brigou, mas seu tom saiu pouco convincente. – Eu estou aqui, de boa vontade, te contando algo que nem deveria e você me torra a paciência?- resmungou.

Erza ignorou não entrando mais no assunto. Não estava aqui para isso.

–Bom, era só isso.- Falou se levantando da cadeira e indo para a porta. – Obrigada por me contar.

–Erza.- chamou quando ela estava com a mão na maçaneta.- Eu não sei como descobriu isso e nem quero saber, mas vou lhe dar um aviso: Se você encontrou a parceira de algum Dragão... se afaste dela!- A ruiva se virou para olhá-lo.- Não estou brincando quando digo que podemos ser mais perigosos do que você pode pensar quando alguém meche com nossas parceiras. Dragões são criaturas possessivas, egoístas e perigosas. Não mecha com ela ou ele, caso contrario seu companheiro irá lhe matar, e, nem mesmo você, seria párea para a fúria de um Dragão.

Erza engoliu o seco.

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Bufou, se curvando e encostando a testa sobre a mesa fria de madeira da guilda. Pouco depois de ele e Lucy acordarem, ela já saiu correndo preparando o café lhe dizendo que iria ajudar Mirajane a arrumar alguma coisa na Fairy Tail, e que também queria por os assuntos em dia com todos de lá, pois sentiu saudades já que mal chegou e já saiu em missão. As vezes aquele carinho e alegria espontânea com os outros o incomodava... Agora, permitindo esclarecer.

Sentia ciúmes. Odiava quando toda aquela alegria e boa vontade não eram voltadas exclusivamente para si. Era ridículo, ele sabia. Nenhum ser no mundo conseguia ficar voltado 24 horas em uma pessoa ou assunto só; nem mesmo ele. As vezes ficava viajando na maionese pensando em coisas banais enquanto Lucy escrevia ou fazia alguma coisa. MAS, isso não evitava a pontadinha de raiva que lhe brotava no peito, porem não era nada muito grave.

Enquanto ela arrumava as coisas com a maga classe S, ele se sentou em um lugar mais isolado da guilda, já que não era muito sociável, em uma mesa grande, próxima a uma baixinha de cabelos azuis que lia um livro. Embora sua mente estivesse vagueando em nenhum lugar especifico, ele mantinha, inconscientemente, um olhar de soslaio sobre a sorridente maga loira.

Levy o observou um pouco, intrigada, com sua presença. Ele emanava algo misterioso e conhecido, como se no fundo já o tivesse visto antes ; também tinha uma postura ameaçadora, como se fosse a pessoa mais poderosa do mundo- o que acabava por afastar pessoas indesejadas.-, os olhos azuis escuros eram estranhos, meio... assassinos, porem podia jurar que eles tinham mudado de cor quando Lucy falava com ele da maneira doce de sempre.

Desviou o olhar dele para a loira, sua namorada. Sentiu-se estranha como se não tivesse cumprido direito seu dever de melhor amiga em algum momento. A observou criteriosamente. Lucy tinha voltado muito mais sorridente e alegre do que jamais fora antes; tinha percebido que a maga estava um pouco depressiva antes do treino, mas estava tão atrelada com missões que Jet e Droy lhe empurravam para fazer que nem teve tempo de perguntar. Quando voltou ela tinha saído para treinar.

Sorriu um pouco ao ver a amiga que gargalhava de alguma coisa que mira tinha lhe contado, de soslaio também viu o Dragão direcionar os olhos para ela e contemplar a risada contagiante. Ele parecia encantado com ela, e nunca perdia um mínimo detalhe de seus movimentos ou ações. Queria ter alguém que lhe desse essa mesma atenção...

Balançou a cabeça voltando ao assunto Lucy. Não a tinha visto assim tão feliz há muito tempo. Quando seu pai- o qual havia recuperado o contato.- morreu, e levou um pouco de sua felicidade, assim como a mãe. Também, quando perderam 7 anos na ilha, ela nem pode recuperar um milésimo do tempo que perdeu na infância junto com o pai, pois ele havia morrido 3 meses antes de saírem do selo mágico. Ela chorou por dias quando viu os vários presentes que ele lhe enviara... parecia que Acnologia tinha lhe devolvido toda a alegria que perdera.

–Falando nisso, deve estar quase na hora da Lu-chan ir visitá-los...- pensou auto para si mesma.

Os ouvidos sensíveis do Dragão captaram a fala baixinha da jovem, e algo em sua mente se acendeu como uma luz vermelha, de algo que ele gostaria e não gostaria de saber ao mesmo tempo. Ficou confuso, mas sua curiosidade falou mais auto. Ergueu a cabeça da mesa e se virou para a azulada.

–Visitar quem?- perguntou direto.

Levy deu um pulo de susto na cadeira. Praguejou baixinho consigo mesma, antes de se virar para responder.

–A Lu-chan visita os pais dela todo ano!- respondeu.

Acnologia piscou varias vezes confuso. Eles não estavam mortos?

Vendo sua confusão, a maga resolveu reformular.

–Ela não lhe contou que visita o tumulo dos pais dela todos os anos em Nagoya?- questionou. Ah, ele tinha apenas entendido errado. Piscou novamente retornando ao presente e negou balançando a cabeça.- Ela costuma ir nessa época do ano, pouco antes da primavera. – esclareceu.

–Hum.- murmurou como resposta.

Ela não tinha lhe contado que visitaria seus pais, mas isso não lhe incomodou. Talvez ela tivesse se esquecido de dizer ou, quando decidisse ir, ela lhe diria. Nunca chegou a lhe perguntar nada sobre o assunto. Sabia que o passado dela era cheio de farpas, e que poderia fazê-la chorar forçando-a a se lembrar de algo.

–Sabe, você deve ser uma pessoa realmente muito querida para a Lu-chan. Eu nunca vi ela tão feliz assim, ainda mais depois da morte do pai.- comentou. Ele voltou sua atenção a baixinha.- Eles não se davam muito bem antes...- murmurou com o dedo indicador no queixo relembrando o passado.

–Como assim?- questionou curioso.

Ele viu em Levy a oportunidade de saber do passado de Lucy sem ter de fazê-la lhe contar e se relembrar de coisas desnecessárias, ou de invadir suas lembranças como havia feito a duas noites atrás.

–Ela não lhe disse muito do passado dela não é?- perguntou.

–Não, na verdade eu nem perguntei muito. Acho que ela não gosta de entrar muito no assunto.- respondeu sincero.

Ela iria lhe dar as respostas que sua mente curiosa por Lucy precisava, o mínimo que poderia fazer era ser sincero e simpático.

–Ela e o pai dela não se davam bem. Sabe, a Lu-chan já foi rica. Seu pai, Jude, era dono da companhia Heartphilia. Ele era uma pessoa boa e inteligente, tanto é que enriqueceu rápido. Porem, quando a Lucy tinha 7 anos, a mãe dela morreu e foi um grande desastre. O pai dela não ligava muito para ela, estava deprimido com a morte de Layla, e cada dia mais se focava no trabalho. Um dia a Lu-chan fugiu de casa e, um tempo mais tarde, encontrou Natsu quando ele procurava Igneel, então ela veio para a Guilda. Foi uma festa, até hoje eu lembro da cara dela quando viu essa zona. –comentou desviando um pouco do assunto mais logo retornou.- Algum tempo depois, Jude contratou uma guilda inimiga da Fairy Tail, da qual Gajeel e Juvia já fizeram parte, chamada Phantom Lord.Ele queria forçá-la a voltar para casa e a se casar com outro cara rico.- Acnologia fechou a cara e os punhos. A ligeira idéia de um cara querer se casar com a sua linda e irresistível maga celestial lhe dava nos nervos.- Depois ela enfrentou o próprio pai, recusando seu dinheiro e o ordenando a ficar longe da Fairy Tail. Pelo menos nós reconstruímos a guilda. Já estava na hora. Quase um ano mais tarde, a companhia Heartphilia faliu, e Jude veio procurá-la. Eles se desentenderam um pouco no inicio, mas depois voltaram a ficar próximos. Ele voltou para Nagoya e continuou a ser um homem de negócios. –disse encerrando a história e dando uma breve pausa para o Dragão a digerir.

Acnologia ficou pensativo por alguns instantes. Sentia-se, no mínimo, estranho. Estava inconformado de Lucy ter –praticamente.- sido abandonada quando pequena. Imaginou-a como criança, frágil, chorando pela morte da mãe sem ter o pai para lhe consolar. Seu coração se esmagou de repente; tinha certeza que se não estivesse sentado e em publico, cairia de joelhos bufando com falta de ar. Não sentia raiva, apenas dor.

Dor por não te-la procurado e não ter sido pelo menos um amigo na época e a ajudado em tudo que precisava. O Destino era realmente traiçoeiro e ria da cara das pessoas com gosto.

Suspirou, fechando os olhos para logo depois abri-los. Sua curiosidade venceu e lhe perguntou algo que estava martelando em sua mente.

–Quando ele morreu?

Levy piscou, também saindo de seus pensamentos.

–Ah, já tem pouco mais de um ano. Nossa o tempo passou rápido.- murmurou para si mesma. Balançou a cabeça para recuperar o foco e lhe responder mais exatamente, lhe contando o fim da história.- Ele morreu 3 meses antes de voltarmos!

–Voltarmos?- perguntou vincando as sobrancelhas.

–É.- falou, mas logo viu que ele não entendeu.- Sabe, há pouco mais de 8 anos atrás, nós fomos fazer um exame de admissão para novos magos Classe S, e fomos para a Ilha de Tenrou.- aquele nome lhe provocou uma pontada na nuca.- Durante o teste nos fomos atacados pelo Rei dos Dragões, Acnologia.- Disse séria. Outra pontada, só que no coração também; seus olhos se arregalaram um pouco, receoso com o que estava por vir.- Ele explodiu a Ilha inteira e lutou conosco mo se fossemos formigas. Mavis colocou um feitiço de proteção ao nosso redor e conseguiu nos proteger, mas uma magia tão poderosa leva um tempo para ser desfeita, e isso levou 7 anos. Alguns meses antes de sairmos, Jude já havia falecido. Ele nunca perdeu a esperança de que a Lu-chan estava viva e enviava presentes de aniversario e todas as datas comemorativas para o apartamento dela todos os anos. Foi ele que pagou o aluguel da Lu-chan esses anos. Acho que é por isso que ela nunca quer sair daquele lugar, embora também tenha outras coisas. –comentou pensativa.- Também descobri nesse meio tempo que não sou muito chegada a Dragões.- disse também se lembrando do incidente nos jogos.

Acnologia fitava a madeira da mesa com os olhos opacos, o rosto inexpressivo. Estava triste e deprimido por dentro. Levy percebeu seu desânimo e logo fez uma ligação errada, porem lógica dos fatos.

–Se está chateado por que seu nome é igual ao daquele maluco, não fique. A Lu-chan gosta de você como você é. Não ligue muito. Acho que ela já se cansou de viver no passado.- tentou animá-lo. Ele lhe deu um meio sorriso, mas não a olhou. Percebendo que não iria adiantar, Levy suspirou. Talvez precisasse pensar um pouco.- Eu vou para a biblioteca.- informou com a intenção de dizer que o deixaria sozinho.- Tchau!

Segundos depois ela já tinha sumido, o deixando a sós.

Cruzou os braços sobre a mesa e enterrou o rosto sobre eles.

Era doloroso pensar que havia infringido tanta dor a Lucy antes de conhecê-la. Saber que tinha sido o responsável pela sua não convivência com o pai quando eles tinham se acertado. Enterrou mais o rosto entre os braços e cerrou os dentes. Seu peito estava doendo de uma maneira tão insuportável que já estava parecendo dor física. Soltou o ar bruscamente. Queria levar um soco por ter feito o que fez; como pode ser tão imprudente a ponto de destruir aquela ilha por mera irritação?! A pessoa que mais amava poderia estar morta neste exato momento.

Seu peito se apertou mais. Agradeceria muito a Mavis quando a visse. Não conseguia mais viver sem Lucy, sem seu sorriso, sem seu cheiro.

Ouviu uma risada melodiosa que lhe obrigou de automático a erguer a cabeça. La estava ela, Lucy rindo da briga boba entre Natsu e Gray; sorrindo como se fosse o sol- ou ao menos era o seu sol particular. Fez uma promessa inconsciente a si mesmo e aos pais dela que nem conhecia: Iria fazê-la ser a pessoa mais feliz do mundo daqui para frente, e tudo que ela não pode fazer na infância ela poderia fazer agora.

Não seria um grande problema, podia mover as montanhas se fosse o caso.

Sorriu, o aperto em seu peito diminuiu ate desaparecer.

É... iria ser o eterno guardião de sua Princesa.

“Aquele que luta com monstros, deveria tomar cuidado, para que ele mesmo não se torne um... Pois quando você olha para dentro de um abismo, o abismo também olha para dentro de você!”

Notas finais
# GENTE, Eu estou muito feliz com os comentários do ultimo cap. Não se preocupem, vou respondê-los ainda hoje XD. #Alguns ai devem estar perguntando: Ei, Se a sua prioridade é a outra fic por que você esta postando mais nessa aqui? Resposta: Eu estou com um puta bloqueio na outra e nessa a minha imaginação fluía livremente. #Estou entrando em semana de provas, por tanto talvez eu poste essa semana na Chave Para as Trevas. Mas é só um talvez. #Fiz esse cap para deixá-los mais curiosos e a partir do 15 as coisas vão pegar fogo. #O proximo cap é importante, mas ja aviso que terá Hentai, pelo menos a metade dele, por tanto aqueles que não gostam leiam apenas a outra metade. (vocês vão me chamar muito de pervertida quando o virem) #Estou chateada pois fui plagiada (de novo). Bom, mas eu não considerei muito um plagio ja que a menina mudou varias coisas na Historia, então eu considerei apenas inspiração. So fiquei bolada dela ter pego meu titulo. Não querendo bancar a esperta (mas infelizmente terei de dizer) quando vocês porem um titulo, tem que por aquilo que vocês realmente planejavam que seria adequado. Existe um motivo para o nome dos meus titulos nas duas fics (que não posso dizer por que vocês vão descobrir mais para frente). Então, não fação isso. #Comentem, favoritem, xinguem, recomendem... em fim, fação o que quiserem. Bjs XD AMOOOOOOOOOO VOCÊSSSSSSSSSSSSSSSSSS XD XD