A Arma do Olimpo
12 Capítulo 12
– Você está atrasada.
A voz estranha assustou-me, um jato de adrenalina percorreu meu corpo e colocou-me em pé de uma só vez.
– Ei! Relaxe – sorriu Annabeth– Eu não sou um fantasma.
– Você me assustou – tentei respirar fundo.
– E você está mais do que atrasada! O que aconteceu com “te encontro em duas horas”?
– Eu... Eu me distraí e acabei me esquecendo, foi só– tentei forçar um sorriso.
– O que háentre você o Heitor? – sua expressão parecia preocupada.
– Não há nada – minha patética tentativa de mentir.
– Aquilo mais cedo não me pareceu nada.
–Aquilo... Aquilo... Podemos apenas não falar disso. Eu sei que você está só tentando me ajudar mas... – as luzes piscaram novamente.
Estava ficando mais frio que o normal.
Não podia ser. Estava tudo tão bom, tão normal, tão fora da minha realidade.
– Essas malditas luzes! Estavam assim também na Casa Grande. Provavelmente um problema com a energia.
– O que você disse? – rezei para estar errada.
– Problemas com a energia?
– Antes disso...
– As luzes também estavam falhando na Casa Grande – ela parecia confusa.
– Aconteceu algo estranho também? Eu não sei, como ficar frio de repente?
– Sim, mas pode ser por caus...
– Corre! – sai em disparada pela porta.
Isso não poderia estar acontecendo. Não, não e não! Eu tinha que chegar lá antes que qualquer coisa acontecesse.
– Por que nós estamos correndo? – perguntou Annabeth quase sem fôlego.
– Fantasma – disse eu – Luzes piscando, frio repentino... – tentei segurar minhas lágrimas.
– Fantasmas não são exatamente reais Jess! –Annabeth me segurou.
A voz de Heitor ressoou num grito de dor.
– Há 4 meses vocês também não eram – corri o mais rápido que pude.
A entrada principal dava na sala de estar, eles não estavam lá. Cada passo a mais enchia-me de uma mistura de angustia e adrenalina.
– Como isso é possível? – sussurrou Annabeth do jeito mais assustado que eu já ouvira.
– Olhe para mim – me virei para ela – Ferro e sal, não mata, mas nos dá tempo de proteger ok? Assim que encontrarmos os meninos precisamos correr o mais rápido possível para a cozinha e cobrir todas as entradas com sal. Entendido?
Ela apenas concordou com um sinal.
Caminhamos lentamente até a sala de reuniões.
– Aqui – disse Annabeth – Não mata, mas machuca correto? – Disse ela ao me entregar um arpão de lareira.
– Correto – respirei fundo.
Quando chegamos à sala do conselho logo avistei os meninos no canto. Percy empunhava Contra-Corrente em posição de defesa, Heitor logo atrás pressionava o ferimento em seu abdômen... Havia tanto sangue. A menos de um metro a frente estava o espírito vingativo, era pálido e com cabelos loiros sem vida, em seu abdômen havia uma adaga exatamente no lugar onde Heitor estava ferido.
– Não! – Annabeth gritou ao sair correndo.
O espectro se virou.
– Luke?! – sua voz parecia histérica e assustada.
O espectro estava se aproximando, cada vez mais perto. Annabeth foi incapaz de dar mais um passo sequer.
Eu sabia o que iria acontecer. Aproveitei a distração e ataquei o espectro com o arpão, um gritou horripilante cortou o ar e ele desapareceu.
– O que foi isso? – disse Annabeth.
– Para a cozinha – disse rígida – AGORA!
Nenhum deles pensou muito, apenas seguiram minha ordem.
Enquanto caminhávamos pude escutar Heitor gemendo de dor, eu estava tão perturbada que mal conseguia identificar os corredores e o caminho para a cozinha. – Com atenção Jessie – disse a mim mesma – Tudo isso é culpa sua! Recomponha-se e resolva tudo.
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