Notas iniciais
Olá pessoas, tudo bem? Estou atrasada na postagem, eu sei. Aconteceu algumas coisas e pretendo me explicar. Primeiramente fiz dois resgates de gatinhos filhotes na semana do Natal (que era a semana que eu tinha para postar), esses resgastes demandam uma atenção forte, afinal são filhotes que foram abandonados na rua e que precisam de ajuda, fiquei focada nisso, em ajudá-los. Depois fui viajar para curtir a virada de ano (os gatinhos ficaram com a minha mãe). Durante essa semana eu continuei a cuidar dos filhotes e a procurar emprego (sim, estou desempregada). Por isso, o capítulo demorou para sair. E olha que esse capítulo é bem simples, o tipo de capítulo que digo ser de passagem. Mas, vamos falar de coisa boa? Eu gostaria muito de agradecer a Cris Campos, thai carvalho, Ghiamey, Day Alves, nicolyt91 e priprican por favoritarem a minha fanfic. ♥ Esse capítulo é dedicado a Ayumifk e a priprican por recomendar a minha fanfic, muito obrigada por isso, significa muito para mim, suas recomendações foram lindas e fiquei muito feliz em recebê-las. ♥ Vamos para a leitura? Enjoy it! ♥

Estou paralisada e sem ar quando vejo Peeta Meelark me esperando do lado de fora do prédio onde eu trabalho.

Ele está muito bonito em sua camiseta branca, jaqueta de couro preta e jeans escuros. O seu cabelo loiro curto deixa o seu visual quase selvagem e mesmo estando de óculos escuros sei que ele está olhando diretamente para mim.

Por isso não demoro a ir em sua direção, cada passo que dou faz com que meu coração dispare dentro do peito, estou surpresa de encontrá-lo. Afinal, depois da nossa última conversa, aquela onde passei uma vergonha estrondosa, realmente pensei que nunca mais o veria.

Sinto o meu coração disparar em cada passo que dou e quando chego em sua frente, Peeta me recebe com um sorriso largado.

— Katniss. — Ele me diz ao me cumprimentar com um sorriso.

— Peeta. — Digo tentando controlar o meu coração disparado.

— Nós podemos conversar? — Ele me pergunta ao descruzar os seus braços e dar um passo em minha direção.

— Eu não tenho certeza, Peeta. Estou atrasada para um encontro com Cato. — Respondo de forma sincera. Durante toda a semana pensei muito no que fazer para conseguir solucionar o meu problema, no primeiro dia descartei totalmente a ideia de buscar ajuda em um clube de sensualidade.

Definitivamente isso não faz a minha cara, e eu estaria muito desconfortável em participar de um lugar desse tipo.

Por isso, pensei bastante e acabei chegando a uma conclusão, se Peeta não podia me ajudar, eu encontraria alguém que pudesse, voltei a pensar bastante no meu tempo na Universidade e em outra pessoa que pudesse me ajudar. Logo lembrei de Cato e Finnick, eles andavam no mesmo grupo que Peeta e também eram grandes conquistadores.

Atualmente não tenho nenhum contato com Finnick e não sei onde encontrá-lo. Mas, uma amiga minha que já foi ficante de Cato tinha o seu número de telefone. Então, eu fiz ela me passar o seu contato e logo liguei para ele.

Cato pareceu surpreso com o meu telefonema, mas foi muito educado e aceitou me encontrar. Então, marcamos um encontro nessa tarde, para jantarmos. Eu não disse sobre o que seria, apenas marquei o encontro. E agora, Peeta está aqui na minha frente e já não sei o que fazer.

— Cato? — Ouço Peeta parecer surpreso e levemente divertido. — Entendo. Só um minuto.

E vejo Peeta tirar do bolso do seu jeans um telefone celular moderno, logo ele está fazendo uma chamada para alguém, estou estarrecida em sua frente, não sei para quem ele está ligando, tento dar privacidade para Peeta e me afastar de sua conversa, mas ele segura o meu braço com delicadesa e me impede de ir para longe dele.

— Oi Cato, é Peeta, tudo bem? — Fico surpresa quando escuto para quem ele está telefonando. — Sim, eu sei. Escute, Katniss Everdeen está aqui ao do meu lado e estou desmarcando o seu encontro com ela.

— O que? — Digo afoita, será que eu escutei direito?

— Não vou me desculpar por isso. — Peeta ri ao continuar sua conversa ignorando totalmente a minha expressão de confusão. — Você me deve e sabe disso. Te ligo mais tarde, sim pode deixar que eu falo para ela. Até mais.

Quando Peeta desliga o telefone eu o observo guardar o moderno aparelho de volta em seu bolso, depois o encaro com raiva.

— Por que você fez isso? — Pergunto ao tentar controlar a raiva em minha voz.

— Se você precisa de um professor, Katniss Everdeen, esse professor serei eu. — Peeta me responde ao tirar seus óculos escuros e me encarar com seus olhos azuis.

— Você vai me ajudar? — Pergunto já cheia de esperança, minha raiva por ele ter cancelado o meu encontro com Cato foi encoberta pela minha expectativa em conseguir alguém para me ajudar com o meu probleminha.

— Sim, eu vou. Você continua a mesma cabeça quente de sempre. — Ele me responde ao sorrir. — Eu estava pensando em jantar, você me acompanha, podemos discutir as aulas com uma maior privacidade.

E é claro que aceito, meu coração dispara no peito quando penso que consegui o que queria, e ainda mais vindo de Peeta, o McOrgasmo da mulherada, agora sim tenho chances reais de me tornar uma sedutora. Sei que saí abruptamente do seu escritório na segunda passada, mas estava tão cheia de sentimentos, sendo a maioria deles não tão agradáveis que acabei por fazer o que faço de melhor. Fugi dele e da decepção de sua negativa.

Mas agora Peeta está aqui e disse que vai me ajudar, essa é a melhor noticia que tive em muito tempo.

Por isso não demoro em entrar em seu carro, que aliás é um carro maravilhoso, um Rand Rover do ano, todo preto. Um modelo tão caro de carro que nunca pensei que sequer entraria em um desses. Não demorei a me acomodar no acento do passageiro ao seu lado. Peeta foi muito cavalheiro ao abrir a porta para mim, confesso que nunca me importei muito de ter um homem abrindo a porta de um carro para a minha pessoa. Gale nunca fez isso e não senti falta. Mas, agora que Peeta fez, sinto o meu peito se encher de ternura. Foi um gesto inesperado de cuidado.

Peeta me leva para jantar em um dos restaurantes mais cobiçados da cidade, nós não temos que pegar nenhuma fila e nem ficar esperando. Assim que Peeta e eu entramos em La Rose Blanche somos muito bem atendimentos e fomos levados a uma mesa perto de uma grande janela, mais ao fundo do restaurante.

Não posso negar a minha admiração pelo ambiente suntuoso e aconchegante. Não admito para ele mas já faz um tempo que queria vir em La Rose Blanche, meu ex-noivo traidor nunca teve tempo ou disposição para me trazer, sempre disse que os preços cobrados nesse lugar eram um absurdo.

Na época não me apeguei as suas palavras, apenas ao sentimento de decepção por ele não querer vir comigo, hoje me pergunto como ele sabia que os preços eram tão absurdos assim. Quantas vezes ele trouxe Madge aqui, os dois rindo da minha cara, gargalhando por me enganar e trair.

Até esse momento minha conversa com Peeta no nosso trajeto até o La Rose Blanche foi muito genérico, conversamos amenidades e não nos apegamos a nada de muito sério.

Todavia, agora que estamos confortavelmente acomodados em nossos lugares, Peeta volta a me encarar com seus olhos espertos. É claro que não posso deixar de me encantar ainda mais com a lembrança de sua gentileza ao puxar a cadeira para que eu me sentasse.

Esses seus gestos de cavalheirismo são feitos com muita naturalidade, nunca fui tão próxima dele para saber se esse é um comportamento regular ou algo feito apenas para me encantar.

De qualquer modo faz muito tempo que não sou tratada com tanta gentileza, como disse antes de descobrir a traição de Gale, nosso relacionamento já estava saturado e acabei me esquecendo como é bom ser tratada de modo gentil e galante por um homem.

Peeta escolhe um vinho para acompanhar a nossa refeição. Seus olhos azuis sempre estão sobre mim, o que me deixa levemente nervosa e ao mesmo tempo confortável, é a sensação mais maluca de todas. Em alguns momentos me pego pensando que é bom estar ao seu lado novamente.

Peeta exala uma confiança e charme que é quase tocável no ar. Eu nunca conheci ninguém igual a ele.

— Enquanto nosso jantar não chega, podemos conversar sobre o que você realmente deseja com essas aulas? — Sou surpreendida com a pergunta de Peeta, sua voz grossa arranha em suas cordas vocais, o que faz com que minha atenção esteja inteiramente nele.

Tenho que suspirar antes que possa dizer qualquer coisa. Minha sorte é que o vinho já foi servido, então posso dar pequenos goles da bebida deliciosa enquanto penso no que dizer.

— Bom, eu quero aprender a arte da sedução. O que um homem gosta na cama e fora dela. Quero me tornar uma mulher fatal, daquelas inesquecíveis.– Faço o meu pedido o mais sinceramente possível. Dessa vez, Peeta não me olha com surpresa ou choque, ele parece apenas analisar as minhas palavras.

— Eu devo te ensinar na prática essas coisas? — Ouço sua pergunta e tenho que me mover na cadeira, me sinto levemente desconfortável com a sua pergunta.

— Não, eu quero a teoria. — Respondo ao sentir minhas maças do rosto queimar de vergonha. Acho que não consigo sequer cogitar a ideia de ter Peeta me ensinando essas coisas de modo prático. E não é isso que quero, não vou prostituir o cara apenas para me vingar do meu ex.

Peeta merece mais que isso e não sou esse tipo de mulher. O que é muito patético, mas verdadeiro. Nos meus anos de namoro com Gale e depois noivado, nunca pensei em trai-lo. Quer dizer, não sou uma santa e tento muito não ser o tipo de pessoa hipócrita, por isso admito que houve uma vez em que tive o ímpeto de sentir os lábios de outro homem nos meus.

Foi em um amanhecer bem preguiçoso, quando dividi minha noite de sono com um certo loiro. De certa forma foi aterrorizante e ao mesmo tempo emocionante acordar nos braços de um outro homem, braços fortes e pele alva que não eram do meu namorado. Me lembro que estávamos tão grudados um no outro e a sensação era tão boa que por alguns instantes quando ainda estava muito sonolenta pensei em avançar e provar algo que estava proibido para mim.

O bom é ter a certeza de que Peeta nunca vai desconfiar que passei por isso ao seu lado. Que tive esse tipo de desejo. Será que ele pensaria o pior de mim? Acho que não, Peeta não parece o tipo de sujeito que julga as atitudes dos outros.

Entretanto, ao contrário de Gale, eu não fui adiante com os meus desejos e isso vale de muita coisa. Foi desconcertante guardar esse segredo dentro de mim, e durante muito tempo me forcei a não pensar naquele amanhecer.

— Eu posso te ajudar com isso, vai ser difícil sem a prática, mas talvez nós possamos testar algumas coisas quando o melhor momento chegar. — Peeta diz depois de tomar um gole de sua taça de vinho. Seus olhos continuam nos meus e isso faz com que o meu rosto fique ainda mais corado.

— Peeta, não sou uma exibicionista e nem tenho fetiches estranhos, e até onde estou ciente você também não é assim, então eu gostaria que houvesse uma discrição em relação as nossas aulas. Eu sei que sua imagem as vezes é divulgada na mídia e não quero que meu fracasso seja exposto. — Tenho que dizer para ele. Não posso suportar as pessoas saibam que sou péssima na cama.

— Vou ser discreto sobre as aulas, ninguém vai saber sobre elas a não ser você e eu. Prometo. — Peeta me assegura e não posso deixar de me sentir muito aliviada com as suas palavras. É claro que acredito nele.

Nesse momento somos interrompidos pelo garçom que traz os nossos pratos. E enquanto comemos continuamos a conversar pequenos detalhes dos nossos próximos encontros.

Combinamos de nos encontrar uma vez por semana, eu vou até o seu escritório na galeria de arte, lá podemos conversar sobre as minhas questões e as aulas vão fluir sem a interferência de curiosos.

Ter as aulas em meu apartamento séria impossível, pois atualmente divido a minha casa com minha amiga Johanna Mason e ela não é do tipo discreta. Sem contar que não demoraria nada para dar em cima de Peeta, e preciso que ele esteja focado em me ajudar e não flertando com a minha melhor amiga.

Tento não pensar em meu desconforto ao imaginar os dois juntos, um flertando com o outro e logo Peeta levando Johanna para um passeio ou algo do tipo. Por algum motivo que não quero me aprofundar, a imagem dos dois sendo amantes não me agrada. Todavia, empurro esse pensamento para o fundo da minha mente.

Peeta mantém em segredo sobre o que vai ensinar em suas aulas e tenho que me controlar para não gargalhar muito quando penso que posso me transformar em uma grande sedutora.

Katniss Everdeen, a mulher mais sedutora da cidade. Penso com certa dose de desanimo. Isso é trágico e cômico ao mesmo tempo, quase Trágicômico e essa palavra nem existe. Porém, tenho que confiar em Peeta. Ele não vai me decepcionar, sei disso, e apenas manter os meus pensamentos nessa certeza é que faz a minha confiança subir um pouco.

O Jantar foi maravilho, Peeta Mellark foi a companhia perfeita durante toda a noite. Eu não pensei que me divertiria tanto ao lado dele, mas foi isso mesmo que ocorreu. Ele me fez rir e por incrível que pareça até mesmo riu das minhas pobres tentativas de piadas.

E isso deve ser levado em consideração, já que de acordo com Gale eu sou uma pessoa sem nenhum senso de humor. Então perceber que Peeta pode se divertir ao meu lado foi um sopro de ar fresco.

É loucura perceber o quanto o meu relacionamento com Gale era nocivo para mim e para a minha autoestima, as vezes tenho esses lapsos de coisas que ele me dizia e que durante muito tempo achei que fossem verdades, e descobri que não era nada disso.

Depois do nosso jantar, Peeta insistiu em me levar para casa. Nós mantivemos em silêncio no nosso trajeto até o meu apartamento, todavia nossa atenção sempre estava no outro.

Na próxima quarta-feira vou ao seu escritório e darei inicio as minhas aulas de sedução. Estou nervosa e ansiosa, quero que tudo dê certo. O jantar dessa noite foi tão agradável que em nenhum momento me ressenti por não encontrar com Cato, para falar a verdade apenas o encontrei no final do jantar, quando Peeta já estava me levando de volta para casa.

O meu humor estava muito bom, mas tudo mudou no momento em que desci do carro de Peeta e nos despedimos com um aceno amigável. Mal passei pelos primeiros portões de grades quando o meu celular tocou dentro da minha bolsa, eu estava muito distraída e contente para me ater ao número de quem estava me ligando, apenas peguei o meu celular e o atendi.

— Até que enfim você me atendeu. Catnip, amor, você está bem? — Ouço a voz do meu ex-noivo falar comigo, sua voz parece chateada e preocupada ao mesmo tempo. Meu corpo todo tremeu de raiva ao ouvir sua voz.

— Gale, quantas vezes tenho que dizer para você parar de me ligar. — Desabafo irritada depois de dar um suspiro cansado. — Não quero mais falar com você, qual parte disso você não entendeu?

— Pare de falar assim comigo amor, você sabe muito bem que eu te amo, e nós dois nos amamos. Não vamos deixar uma briguinha nos separar. — Escuto as suas justificativas baratas e em nenhum momento consigo levar a sério o que ele diz. — Você é muito exagerada, sabe que não gosto disso.

— Exagerada? Briguinha? — Questiono ficando cada vez mais irritada. Meu sangue começa a correr veloz em minhas veias quando sinto o meu coração disparar dentro do peito. — Você deve mesmo acreditar que sou idiota. Não existe nós, Gale, eu terminei com você. Não sou exagerada apenas porque não quero um maldito traidor na minha vida, então pare de me ligar.

— Você não pode destruir o nosso amor porque Madge é uma vagabunda. Comer ela não era sério, você é algo sério, é o amor da minha vida. — Gale me diz com a voz melosa e com um pequeno ar de choro.

— Madge é sim uma vagabunda, obrigada por admitir, mas você é um traidor. Não me ama e nunca me amou, eu fui um troféu para você. Uma burra que você gostava de humilhar ao se deitar com uma amiga minha. Quer saber, pegue esses sentimentos que você diz sentir e vai se foder, pare de me ligar ou vou na polícia. — Retruco nervosa no mesmo momento que desligo a ligação. Não quero as desculpas de Gale, não quero ouvir ele dizer que me ama. Quem ama não trai o seu parceiro.

Eu era noiva do maldito, iria me casar com o desgraçado. E todos esses anos achando que tudo estava bem, quando por trás ele me traia com uma pessoa que eu considerava uma das minhas melhores amigas, nada disso pode ser deixado para trás.

Nunca vou esquecer do momento em que entrei no meu apartamento e os peguei trepando na minha cama. Ou do instante seguinte quando ele me humilhou na frente de Madge, me dizendo todas aquelas coisas horríveis e me culpando pela sua traição.

Madge Undersee era uma das minhas madrinhas, todo o casamento estava pronto. E por anos ele me traia com ela.

Sinto vontade de quebrar alguma coisa quando me lembro do olhar de triunfo em seus olhos azuis quando escutou Gale me chamando de fria na cama.

Sou acordada dos meus devaneios de raiva quando percebo que o meu celular continua a tocar, por isso o desligo sem demorar em verificar quem está ligando, eu sei muito bem quem é. Não quero falar com Gale, não entendo essa insistência dele em me ligar.

Ele me quebrou com as suas mentiras e falta de respeito, partiu o meu coração e a minha confiança e agora quer agir como se nada tivesse acontecido, como se tudo isso não tivesse passado de uma briga de casal.

Isso não vai acontecer. Não tenho sangue frio nas veias.

Apenas volto a me acalmar quando penso em Peeta e no jantar fantástico que tivemos juntos. Vou torcer para que os dias passem muito rapidamente, não vejo a hora de ter a minha primeira aula.

O que será que Peeta vai me ensinar?

Sem perceber acabo com um sorriso tímido em meus lábios quando penso no que está por vir.

Notas finais
Mais um capítulo fresquinho para vocês, eu disse que esse era bem de passagem. Mas as aulas já começam no próximo, o que será que o Peeta vai ensinar? Ideias? Sugestões? Será que devo postar mais cedo? Todos os comentários serão respondidos nesse final de semana. Até a próxima postagem! Um grande abraço =)