A Aprendiz
15 À prova de falhas...E de fogo.
Notas iniciais
E eu terminei de ler Imperador de Nhon-Ja (país que é plagiado do Japão huashuashuashua). QUE FINAL PERFEITO!!!
Bom que eu acabei no meio da aula, e comecei a gritar feito uma louca e falar um bocado de palavrão... PORQUE, SE O RANGERS ACABAR, O QUE EU VOU FAZER DA MINHA VIDA?
Enfim, a turma toda tava gritando, então a professora nem viu.
Depois que eu vi o final, vou dizer uma coisa: ESSA FIC FOI ESCRITA ANTES DO LANÇAMENTO DO NONO E DO DÉCIMO LIVRO, ENTÃO É POR ISSO QUE ELA É COMO É (não posso justificar direito porque senão vou dar spoiler)E NÃO COMO DEVE SER.
Espero que vocês não tenham lido isso até o final. Porque perderam seu tempo =D
Will estava realmente preocupado. Preocupado com Alyss, nas mãos dos sequestradores. Preocupado com Christine, cuja língua ferina poderia trazer-lhe problemas. Mas Jack era sua preocupação mais imediata.
O garoto estava aguentando bem a viagem, embora precisasse para com mais frequência que os outros para descansar. Porém, quando chegavam a seu destino, ele estava pálido , e o ferimento em seu tórax reabrira.
- Preciso... Parar. — ele disse, com esforço. O coração de Gilan pareceu encolher. Se seu aprendiz estava admitindo isso, devia estar sentindo muita dor.
Eles estavam a apenas alguns metros do castelo, mas não achavam que o jovem aguentaria chegar até lá, então pararam à sombra de algumas árvores.
- Alguém deve ir buscar ajuda...? — perguntou Horace a Halt. Antes que ele pudesse responder, Jack o fez por ele.
- Não... Ah! — arfou. — Não precisa. Eu... Ai... Eu estou bem. — garantiu, enquanto seu mestre ajudava-o a descer do cavalo. — Só preciso descansar um pouco, só... Só isso.
Os quatro homens mais velhos o encararam, todos de sobrancelhas erguidas.
- Você não parece bem. — observou Halt. — Olhe só seu curativo; está todo manchado de sangue.
- Isso... — sua fala era pontuada por respirações súbitas e caretas de dor. — Isso... Não é... Nada. Eu...
Horace, Halt, Gilan e Will se entreolharam.
- O que faremos com esse garoto? — perguntou Gilan, suspirando de forma exageradamente sofrida.
- Definitivamente precisamos buscar ajuda. — declarou Horace.
- Vocês só precisam... Ai... Trocar o curativo e me deixar... Ai... Descansar.
- Acho que pode ser uma boa ideia. — ponderou Halt. — Antes de nos desesperarmos, vamos tentar isso.
Jack sorriu, satisfeito por finalmente fazer valer sua vontade.
* * *
Dois dias antes...
Christine sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo ao ouvir aquelas palavras. Ethan deve ter percebido alguma coisa em sua expressão, pois seu sorriso se ampliou.
- Acho mesmo que vamos nos divertir. — reafirmou.
A aprendiz lançou um rápido olhar a Alyss, que lutou para manter a expressão calma, para não assustar ainda mais a garota, e depois a Peter, que estava pálido e balançando a cabeça sem parar. "Não fui eu quem contou", parecia dizer. Ela sabia disso.
Chris respirou fundo e voltou-se para Ethan.
- Ah, você acha? — repetiu, forçando-se a sorrir. — Eu tenho certeza.
- Ótimo. — então se aproximou de modo que só ela o ouvisse. — Não adianta tentar isso comigo, meu amor. Não vai funcionar.
- Não estou tentando nada. — ela respondeu, inocentemente. — Só estou sendo simpática. Faz parte de minha personalidade.
Ethan soltou um risinho abafado de desdém e afastou-se. Gesticulou para os dois homens parados à porta.
- Peguem-na. — ordenou. Aquele sorriso voraz nunca saía de seu rosto? — Você vai comigo, meu amor. Aí poderemos conversar com privacidade.
Ela se lembrava vagamente de ter dito alguma coisa parecida com aquilo no dia em que tinha sido sequestrada. Foi a vez dela de sorrir debochadamente.
- Não precisam me pegar. — disse. — Eu vou andando, mesmo.
O sorriso finalmente desapareceu do rosto de Ethan. Aquela garota era atrevida, e isso poderia ser perigoso para a organização. Mas também poderia ser divertido para ele. E ele gostava disso.
Aquilo, porém, não estava certo. Ela não podia desafiá-lo, muito menos ficar dando aquelas respostas toda hora. Fez um gesto para os dois homens, que se adiantaram e a agarraram pelos braços.
Christine estremeceu levemente, mas deu de ombros, fingindo que não se importava. Enquanto a levavam para fora, sorriu de forma encorajadora para Alyss, desejando poder dizer a ela que não se preocupasse. Quando passou por Peter, ele parecia muito assustado.
- Não se preocupe. — murmurou. — Eu sou uma arqueira. — Tecnicamente, era apenas uma aprendiz, porém Will sempre dizia que os aprendizes também eram membros do Corpo de Arqueiros. Todos que usavam a folha de carvalho eram. — Vou dar um jeito de sair dessa.
Peter observou-a ir embora, pensando que a garota soara como se estivesse tentando convencer a si mesma, e isso não podia ser um bom sinal. Assim que a porta se fechou, os prisioneiros começaram a cochichar entre si. Afinal, todos conheciam a fama dos arqueiros. Se havia um ali com eles, talvez houvesse esperanças.
Alyss percebera Chris murmurando para o garoto, e se aproximou dele.
- Qual é o seu nome? — perguntou.
- Peter. — ele respondeu. — Você é Alyss, certo? Amiga de Christine.
- Certo. Você também é amigo dela?
Peter balançou a cabeça.
- Só nos conhecemos a caminho daqui, mas... — Então ocorreu-lhe que, depois de terem dormidos abraçados, eles deveriam poder pelo menos se dizer amigos. Sentiu o rosto queimar. — Ah... Acho que pode dizer que sim.
A mensageira ergueu uma sobrancelha. Tinha imaginado o que o garoto estava pensando e o que tinha acontecido entre eles. Na noite anterior, a aprendiz de arqueira havia lhe falado sobre a reunião de arqueiros — inclusive sobre Jack e como eles brigavam. "Gilan faz muitas piadinhas sobre isso", dissera. "Mas não há nada entre nós, e é realmente irritante quando ele faz essas coisas.".
Alyss pensou que, caso Peter e Chris se apaixonassem, a garota teria problemas com os dois garotos quando saíssem dali. Sabia, por experiência própria, que essas paixões nascidas de experiências perigosas eram difíceis.
Mas agora não era hora para isso. Ela concentrou os pensamentos.
- Entendi. — falou, apenas. — E vocês sabia que ela era uma aprendiz de arqueira?
- Descobri noite passada. Ah... O colar caiu do bolso dela.
A mensageira assentiu, a testa franzida pela concentração.
- E agora eles provavelmente vão torturá-la para ela revelar informações sobre o Corpo de Arqueiros, provavelmente... — outra coisa ocorreu-lhe, e seu estômago se contraiu. — Ou... Ou matá-la.
- Matá-la? — o jovem repetiu, atordoado. — Por que eles a matariam?
- Bem... Os arqueiros são cheios de artifícios, técnicas, enfim, são terríveis para se ter como inimigos. Eles podem ficar com medo de ela fugir e contar alguma coisa à corporação...
- Se eles concluírem que ela sabe demais...
- Então eles a matarão. — Alyss concluiu.
Notas finais
P.S.: Só eu que estou louca pra Peter e Jack se conhecerem? Hehe ^^
Deixem reviews!!
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