A Aposta Virgem
4 O primeiro contacto
Laura estava a subir a escadas enquanto pensava na mensagem que tinha lido antes de jantar.
Mas quem era aquele Bernardo que lhe tinha mandado uma mensagem.
O mais estranho era como ele tinha aquele número, visto que ela não tinha dado a ninguém porque aquele numera ninguém o tinha porque era um novo cartão.
– Será que… era a única resposta. Disse Laura enquanto escrevia uma mensagem para o tal Bernardo.
Foi aos contactos do telemóvel e …estranho pensou Laura.
Estava um contacto de um tal Bernardo.
Recebeu outra mensagem. Esta dizia o seguinte.
– Desculpa pela mensagem que enviei anteriormente, na verdade não fui eu que a enviei mas sim o meu amigo. Eu sei que deve ser estranho mas não fui eu que pôs o meu contacto no teu telemóvel. Se não quiseres falar comigo é na boa acredita. Desculpa por incomodar. Adeus.
Laura mandou logo mensagem a responder. Tinha perguntado quem pôs o número e como ele tinha conseguido o pôr.
Longo de seguida recebeu uma resposta e Laura leu de seguida.
– Fui eu que encontrei o teu telemóvel caído no corredor da escola, o meu amigo pôs o número porque…não tinha nenhum contacto. Porquê?
Laura respondeu.
És da minha escola? Quem és tu afinal?
Demorou mas recebeu uma resposta.
– Demorou meia hora, foi difícil responder.
Laura leu a mensagem.
– Eu sou da tua escola, mas não sei se sou da tua turma. Porque sinceramente é como tivesse num encontro as escuras.
Uma coisa era certa, ele era da mesma escola mas não era da turma dela.
***
Bernardo estava a responder a tudo o que Laura perguntava menos quem ele era na verdade.
O mais estranho e que estava a gostar de falar4 com ela mas não sabia se esse sentimento era mútuo.
A última mensagem que tinha enviado foi a dizer que amanha ela o podia ver. E que já ia dormir.
Na verdade não o ia ver em concreto porque ia ver mas não sabia que era ele que lhe mandava mensagens.
Bernardo adormeceu.
Já de manha…
Bernardo fazia a mesma rotina. Tomava duche, vestia-se, tomava o pequeno-almoço e o pai levava-o a escola mas a partir de hoje ele ia no seu descapotável.
O que ele deseja muito já tinha, agora só faltava duas coisas que queria fazer.
***
Quando Laura chegou a escola começou a olhar feita doida para todos os rapazes para ver quem era o tal bernardo.
Mas depois pensou que bernardo só havia dois alunos com esse nome. Estava a ser parva ou não. Porque ele podia ter alterado o nome.
Tocou para as aulas e sinceramente não queria nada ter português, odiava as aulas e como estava nos últimos lugares podia falar com alguém por telemóvel mas não tinha… espera! Tinha o contacto do Bernardo.
Não podia estar a gostar de falar com ele. Era um estranho e também tudo a volta dele era estranho mesmo.
Laura pensou que era melhor não mandar nenhuma mensagem.
Entrou para a aula, sentou-se e tirou as coisas precisas para aula.
Algo vibrou.
– Mas que …
Tinha recebido uma mensagem.
Laura foi logo ler.
– Bom dia! Estás melhor? Eu sei que és um ouço reservada bem-vinda ao clube. Desculpa se estivera chatear.
Laura respondeu de imediato.
– Estou bem. Na verdade não interrompas nada porque odeio português. Estas bem?
Voltou a por o telemóvel no bolso e olhou com atenção para a professora.
O telemóvel voltou a vibrar
Laura leu a mensagem.
– Estou muito bem! Obrigado. Eu estou a ter matemática, queres pior que isto. Lool
Laura esboçou um sorriso.
– Então Laura estas a ler alguma mensagem de um admirador ou será do teu novo namorado? Perguntou Rafaela uma colega que estava sentada na mesa ao lado dela.
– Nem uma coisa nem outra.
– Só queria saber quem te esta a dar o teu sorriso de volta.
Laura ficou admirada, Rafaela estava a ser simpática para ela.
– Eu não te odeio Laura, a serio. Acredita em mim.
– Eu acredito.
Rafaela sorriu.
Tinha tocado para sair da aula.
– O tempo passou rápido. Disse Laura enquanto arruma as coisas.
– Estavas distraída com algo ou com alguém. Disse Rafael com um sorriso nos lábios.
Laura apenas respondeu com outro sorriso.
Enquanto Laura estava a sair da aula tinha recebido outra mensagem.
Mas esta era diferente, não era o bernardo mas era mensagem dele.
– Que estranho?
Laura logo leu a mensagem.
– Estou nos balneários dos rapazes se quiseres me ver, vem!
De todas as mensagens que ele tinha mandado esta foi totalmente diferente e também tinha abreviaturas.
Muito estranho, pensou ela. Podia ser uma armadilha para fazerem uma partida. Só podia ser isso.
Para ter a certeza passou por lá.
Foi sempre me frente ate ao corredor que dava ligação aos balneários femininos e masculinos.
De repente ouve-se um barulho de raparigas.
– Mas quem esta a gritar? Quando olhou para trás um rapaz pegou ela pelo braço e puxo-a para dentro do balneário masculino.
– Desculpa! Disse Bernardo ao reparar que puxou a pessoa errada – Mas o meu amigo estava… ao teu lado… como?
– Eu aceito as desculpas. Mas porque estas a fugir delas?
Bernardo trancou o balneário com a chave que estava ao pé da porta.
– Elas são malucas, não me largam – disse bernardo – quero espaço!
– Pois. Com essa cara e difícil.
– O que tem a minha cara? Bernardo foi logo correr para o espelho ver se tinha alguma coisa.
– Estava a brincar – Laura sorriu – estou a dizer que és o tipo giro que todas caem aos pés.
– Pois. Disse Bernardo num tom de desânimo
– Porque estás desanimado?
– Porque tenho uma fobia estranha. É só isso.
– Então ultrapassa-a.
– Achas que devo fazer isso?
– Sim.
– Um amigo meu deu — me uma oportunidade para perder a fobia mas…
… então tenta.
– Mas…
…mas o quê?
Bernardo estava diante da oportunidade, Laura não sabia que a oportunidade era com ela.
Que ele tinha de tirar a virgindade dela. ele não queria.
Mas uma coisa tinha a certeza, ele não estava com medo dela.
– Como te chamas? Perguntou Laura.
– ah! Chame-me Bernardo! Bernardo só depois reparou que tinha dito o seu nome.
– Bernardo?
– Sim. Porquê?
– Andas a mandar-me mensagens?
Notas finais
esperem para ver no próximo capitulo!!!!
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