A Aposta Virgem
5 O primeiro presente
Capitulo 4
O primeiro presente
Laura ficou admirada quando ouviu ele a dizer o nome, Bernardo.
– Então és tu! Que andas a mandar-me mensagens!
….eu…eu..
… diz a verdade. Não me mintas!
– Não. E se quiseres podes ver o meu telemóvel e vais ver que não sou eu.
Laura para ter a certeza pediu o telemóvel, viu e mandou um toque para o seu telemóvel.
Não era ele! Só podia estar a ficar maluca!
– Desculpa… eu não …
…não faz mal. Eu também não estou aqui bem.
– Mas afinal, porque elas estão a perseguir-te?
– Por ser bonito. Disse num tom de desânimo
Laura ficou surpreendida. Era um bocado estranho, um rapaz ficar desanimado por ser bonito e atraente
– Qual é o mal de ser bonito?
– Elas me perseguem – É algo que eu não gosto.
– Como assim? Não gostas?
– Eu … eu…
– já estou a perceber…
… Perceber o quê?
– É um assunto privado e pelo que dás a entender, é algo sério.
– Pois.
Bernardo ficou sem o que dizer ou o que perguntar a Laura.
– Como te chamas? – Tu ainda não disseste. Perguntou Bernardo
– Ah! Desculpa, chamo -me Laura. Muito prazer.
Ficaram outra vez sem falar durante 2 minutos.
– Vamos ficar aqui o dia todo? Perguntou Laura a olhar para o telemóvel
– Ah! Não! Desculpa vou já abrir a porta.
Bernardo abriu a porta e ambos saíram do balneário masculino.
***
Já em casa, Laura esta a falar com o tal que dizia ser o Bernardo.
Já estavam a falar há mais de duas horas.
Cada mensagem era uma descoberta de um desconhecido que para ela era como se fosse uma sombra por entre a escola que anda.
Pois não sabia quem ele era. Se aquele era mesmo o nome verdadeiro dele.
Era alguém cuja cara e a voz eram um puro mistério.
Ate que…
– Mensagem de voz? Disse Laura admirada
Na mensagem ouvia -se ruídos de fundo, ou alguém. Se calhar tinha irmãos ou estava com os amigos.
Na mensagem ouviu -se o seguinte – olá! Desculpa a minha voz estar rouca mas de repente fiquei doente. Soube que fazias anos então. Parabéns!
Laura ficou admirada. Como um estranho tinha desejado parabéns e os seus próprios pais não.
O seu irmão não se tinha esquecido. Já lhe tinha telefonado logo de manha.
Como era costume, os seus pais nunca se lembravam. Já estava habituada.
Mas um estanho! Ela ficou muito admirada. E a sua voz parecia familiar era difícil de terá certeza porque estava meio rouco.
Laura mandou uma mensagem a dizer que ia dormir e que amanha acordava cedo e que falavam mais amanha.
***
Já na escola. Bernardo estava a preparar a surpresa para Laura.
Ia dar-lhe um presente de aniversário.
Mas ninguém podia descobrir que era ele com quem ela falava.
Pelo estranho que parecia, estava adorar falar com ela.
Estava a conhecer uma Laura que ninguém conhecia e estava acontecer mais do que algum sentimento de amizade.
Mas era cedo demais para saber se isso era verdade.
Estava tudo programado. Tinha contratado um estafeta. E ia entregar quando a aula começasse.
Só faltavam 5 minutos para que tudo entrasse como estava planeado.
4 Minutos.
Estava já a ir para a sala, que por acaso era do outro lado da escola.
3 Minutos.
Já estava ao pé da porta da sala. Ia ter história A. Aula que também odiava.
2 Minutos.
Será que ela ia gostar? Talvez não. Ele mal a conhecia.
1 Minuto
Mal esperava para saber se ela tinha gostado. As reacções da turma. Queria saber tudo o que tinha acontecido. Desde que o presente entrou na sala ate que saiu.
Tocou para entrar na sala.
Mal espera par ver a reacção dela.
***
Alguém tinha batido á porta da sala.
Um rapaz com uma caixa grande entrou na sala.
Era um estranho. Para quem era a tal caixa. Questionou Laura para si mesma.
– Laura. Disse a professora.
– Sim?
– Esta caixa era para ti.
Para ela? Quem a tinha mandado? E porque mandaram para a sala de aula e não para a casa dela?
O rapaz entregou a caixa a Laura. Toda a turma ficou admirada. Pois ela tinha recebido um presente ou algo parecido numa sala de aula.
Só podia abrir quando a aula terminasse. Isso era óbvio.
Após entregar a caixa o tal rapaz foi embora.
No decorrer da aula, todos olhavam para a caixa. Devia ter, sem exagero uns 50 centímetros de largura e uns 20 centímetros de altura. Mas não tinha a certeza pois não andava com uma régua o dia todo para medir caixas que lhe podiam mandar para a aula.
Mal espera para ver o que estava lá dentro.
– Parabéns Laura.
Laura virou-se, tinha sido Rafaela a desejar parabéns.
Laura respondeu com um sorriso e Rafaela com outro.
Aula tinha finalmente acabado, o que queria dizer era que aquela caixa ia ser aberta finalmente.
– Deixa -me ver o que eu tenho aqui dentro.
Todos olharam. Pareciam velhas cuscas á procura de novas notícias para contar á sua amiga vizinha do lado.
Laura nem ligou apenas abriu a caixa.
Estava bem fechada.
Era de um cartão forte e o que tinha lá dentro de certeza que não era muito pesado.
Quando finalmente abriu a caixa.
Não queria acreditar no que estava a ver.
– Como ele sabia que era isto que eu queria… como? Como isto é possível?
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