A Aposta.
4 Capítulo 4.
Notas iniciais
– Como me chamou, Fray? — Disse aVaCamille.
– Tenho certeza de que não és surda, Por essa questão, não necessita-se de repetição. — Falei e ela me olhou como se eu tivesse falado Grego Arcaico. — Traduzindo para sua língua de Niandertal: Você me ouviu muito bem!
Ela bufou e cruzou os braços, as cachorrinhas a imitaram.
– Jessie, Agh! — Isabelle disse, sorridente. Elas mostraram os dentes para Izzy. — Credo! Camille, você vacinou elas? Estou com medo de uma me morder e eu contrair raiva!
Jessamine fuzilou Isabelle com o olhar e eu sorri, me virando para Jace novamente.
"Princesas mostram a outra face!" — A voz de minha amada avó martelava em minha cabeça.
– Não me de as costas, Fray! — Disse Camille. — Vou te dizer, hein... Você está vestida como se fosse uma pessoa normal! Nossa, Você está passando mal? — Usou o tom de desdém. Meu virei, calmamente, para ela e sorri de modo doce.
– Oh, estou passando mal sim! — Afirmei. — Mas não se preocupe! É só o enjôo habitual de quando Olho para você.
Tessa gargalhou, junto de Will — Seu namorado. Nem Jem, que era o mais sensato de todo o Grupo, conseguiu se conter. Camille me fuzilou com o olhar. Jace gargalhou e eu me desequilibrei de seu colo. Eu iria cair se não fosse por sua mão na minha perna.
Corei veementemente. Jace riu suavemente.
– Ai Meu Deus! Não vai me dizer que está com ela, Jace! — Camille praguejou. — E nós?
– Nunca existiu Nós, Camille! — Ele respondeu e ela soltou um muxoxo.
– M-Mas naquela noite... — Tentou argumentar.
– Você conhece o Jace, Camille! — Disse Jem. — Você sabia como seria!
– Ele não não se envolve! — Afirmou Simon.
Ela bufou, frustrada, e me empurrou do colo de Jace. Quase caí no chão, mas Simon estava ao lado e eu me apoiei nele. Me levantei e a encarei.
"Não perca o controle, se mostre superior!"
Mas eu sabia que se demorasse mais alguns segundos, agarraria seu pescoço e arrebentaria-lhe sua face.
– Então me responda, Sr. Simon-Sabe-tudo, por que ele está com ela? — VaCamille perguntou, claramente ofendida.
Simon deu de ombros e sorriu.
– Jace? — Perguntou. Jace me puxou de volta para o seu colo e passou meus braços ao redor do seu pescoço. — Corei novamente.
– A Princesa é especial! — Respondeu e eu o repreendi com o olhar, junto de Izzy. Ela sabia do meu segredo, era a minha melhor amiga. A sorte foi que Ninguém levou para o sentido literal.
– Princesa? PRINCESA?! — Camille desdenhou. — Eu te conheço à 3 anos e você nunca me deu um apelido. Conhece ESSA AÍ à 4 meses e Já está chamando ela de Princesa!
– Ironia do destino! — Debochou Jace.
– Ela é Esquisita, Jace! Parece que vem de outro mundo. Usa roupas antiquadas, sua fala é rústica, seus modos perfeitinhos. Parece mesmo uma princesa perdida em NY!- Murmurou VaCamille. Eu engoli em seco com as especulações corretas dela.
– Bom, não podemos fazer nada quando o coração fala mais alto! — Disse Tessa, a Sonhadora. Eu revirei meus olhos e fitei Jace — Que sorria amplamente, debochado.
– Bom, vamos Princesa! — Jace falou para comigo. — Quero chegar à Classe mais cedo hoje!
Me levantei e permiti que o mesmo me arrastasse para a classe.
Estava deserta e eu me soltei de seu aperto logo que entramos.
– Pode me explicar quais são suas intenções, SENHOR? -Desdenhei do modo com que ele mandou eu chamá-lo. — Tenho de ser sua Criada, não fingir ser a Namorada!
– Tem razão! Como minha criada, tem que fazer tudo o que eu mando. E eu lhe ordeno que finja ser minha namorada! Capiche? — Sorriu. Eu queria lavar àquele sorriso a tapas bem fortes. Acho que ele advinhou o que eu pensava pela minha expressão.
Segurou meu pulso e me puxou mais para perto, seus lábios bem perto do lóbulo de minha orelha. Suspirei.
– Não... faça... isso! — Praguejei quando sua bova parou à pouquíssimo espaço da minha.
– Isso o que? — Perguntou e eu senti minhas barreiras caírem. Eu não iria aguentar muito tempo, tinha certeza.
Não podia explicar o misto de sentimentos que aquele ser Pedante e idiota provocava em mim. Mas eu sabia que era forte, muito forte. Proferi as palavras que queimavam minha garganta em um fio mínimo de voz.
– Não me beije! — Admiti, e senti meu coração descompassado acelerar quando ele se aproximou um pouco mais.
– Por que luta contra, Fray? Sabe que quer! — Ele disse, sem humor.
– Porque eu não posso! — Me afastei. — As pessoas já devem estar chegando, não vai ser muito legal se testemunharem uma ceninha! — Falei.
Ele Bufou e se sentou em uma mesa, indicando para a cadeira ao seu lado. Eu me sentei.
Seria um longo dia!
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