Pliiiiim! Pliiiiiim! Pliiiiiiiim!

O implicante do despertador tocava, apenas para me irritar. Bati no botão superior e o silenciei, encolhendo-me ainda mais sobre minha enorme e confortável cama.

Sentia frio.

Mas não o frio comum, estava coberta por um grosso edredom que aquecia até o inferno. O frio que eu sentia era a falta de Jace na cama, me abraçando ou até mesmo praticando outras... ér... obscenidades.

Um barulho se é ouvido um pouco perto de meu quarto e a porta se abre em um rompante. Os sapatos de salto que o ser cuja questão eu não fazia de saber quem é faziam Clap Clap Clap.

Foi-se ouvido o barulho das cortinas sendo abertas e a luz preencheu o quarto.

– Levante-se, minha menina! — Ordenou-me a voz de Hermy, puxando minhas cobertas.
– Só mais alguns minutos, bah! — Pedi, me encolhendo ainda mais sobre a cama. — Não tenho vontade de levantar e nem de viver.
– Nem mais um minuto, Clarissa! — Declarou, severa. — Pare com esse drama e reaja! Você é uma princesa, o sangue Mongestern corre por suas veias.
– Eu sei, mas...
– Mas nada! Achas que não sei sobre esse seu profundo amor àquele garoto, o tal Jace? Se quer ser teimosa, princesa, seja teimosa. Mas não seja fraca e chore por sua teimosia. Não és mais uma criança. Criança que faz criança não é mais criança.
Engoli em seco, com dificuldade. Mas Hermy prosseguiu.
– Não vou lhe dizer o que fazer, muito menos o que pensar. Estou aqui para justamente te aconselhar e nada mais. Eu lhe aconselharia a aceitar o O pedido de Jace. Deixar tua teimosia de lado e ir ser feliz. Não sou sua mãe, Clarissa, não mando em vos. Mas amo-te como a uma filha e doi em mim ver-te infeliz.
– C-Como v-Você sabe d-do pe-pedido? — Gaguejei, ridiculamente.
– Vossa mãe me contou.
– E como ela sabia?
– Pergunte à mesma, minha princesa. Tenho muito a fazer agora, se me der licença. — Reverenciou-me, antes de sair pela porta. Deixando-me aturdida e chorosa, envergonhada por tal sermão de uma pessoa muito próxima.
Ouviu-se um Toc Toc Toc novamente.
– Quem é? — Gritei, com a voz trêmula.
– Papai Noel! — Respondeu uma voz grossa e sexy, AQUELA voz maldita.
– Pois então retorne no Natal. Não desejo vê-lo agora.
– Você está sendo muito levada, terei de pô-la na lista negra.
Não consegui conter a risada nessa fala e Jace suspirou.
– deixe-me entrar — Pediu. — Prometo que serei breve.
Bufei e me levantei, abrindo a porta para ele.
– Pois entre, e diga logo o que quer. — Ordenei e ele emitiu um som de escárnio. Jace entrou, passou a mão direita nos cabelos por nervosismo e sentou-se em minha cama.
– Escute, Clary.. — Pela primeira vez ele falou meu nome em tom sério, em vez de me chamar de "Minha Princesa". Gelei com isso. — Não escondo e nunca esconderei meu amor por você. É algo único para mim, a primeira vez que senti algo além de desejo por uma garota. Nunca pensei em amar alguém. Também nunca pensei que um dia ficaria de joelhos pela mesma e pediria-a em casamento. Mas, mesmo assim, se tivesse pensado Nisso, imaginaria que a mulher que eu amo me amasse também. E ela me ama, mas infelizmente declinou ao meu pedido por razões estúpidas. Então, não me leve a mal, Princesa, mas eu não posso continuar com isso. Estou cansado de tentar te fazer feliz.
Senti as lágrimas rolarem por meu rosto e, inutilmente, baixei-o para escondê-las. Mas Jace ja havia às visto.
– Na-Não chore, Princesinha. Essa culpa não é sua, eu entendo a promessa que fez a teu pai, mas essa situação me prejudica. Eu estou sofrendo com isso.
– Ma-Ma-Mas e-e-eu na-Não... — Não consegui formular a frase por causa do choro.
Jace então ergueu meu rosto e selou seus lábios aos meus, os provando pela última vez. Minha reação foi firmar minhas mãos em seus cabelos e permitir excessivamente sua passagem. Com as mãos em minhas bochechas, reproduzia círculos lentos com os polegares pelas mesmas. Uma carícia tão única. Tão... Jace.
Quando o ar se fez necessário, ele se afastou.
– Eu te amo. — Sussurrei, involuntariamente.
– Então não me machuque. — Dito isso, afastou-se e saiu.

POV Autora.
Conversa de Jace e Joselyn:

– Mandou me chamar, senhora? — Perguntou o jovem galante todo luz e sombras.
– Certamente, Jace. Sente-se, por favor. — Respondeu a senhora ruiva e baixinha, cuja filha herdara tanta beleza, com o sotaque britânico carregado.
– O que deseja? — Perguntou Jace, logo após sentar-se em uma das luxuosas poltronas no escritório de Joselyn.
– Quero te pedir um favor.
– Que tipo de favor?
– Convensa minha filha.
– Haaam... Eu não sei se a senhora reparou, mas sua filha é muito teimosa. — Sorriu de um jeito pouco cavalheiresco.
– Ah, e como já reparei! — Admitiu. — Eu pretendo dar-te o pote de ouro Jace, apenas siga meu conselho...
– E qual seria ele?
– Diga que não está mais a fim. Diga que está magoado e que não vale mais a pena. Se Clary achar que está desistindo dela, logo correrá atrás de você.
– Hmm... Ok.
– Faça isso Jace e faça também minha menininha feliz. Posso contar convosco?
– Obviamente.
– Muito Obrigado, Jace. — Agradeceu Joselyn, aproximando-se ainda mais dele. — cai entre nós, você é muito mais garboso do que aquele comedor de melecas.
– eu sei. — Declarou Jace, sorrindo maldoso. — Eu sei, sogrinha.
Dito isso, Jace pretendia se retirar, mas Joselyn chamou-o novamente.
– Jace..?
– Sim, senhora? -Perguntou, virando-se para a mesma.
– O que Clary é para você?
Jace pareceu refletir um minuto e, por fim, sorriu.
– Ela é a minha Princesinha. — Respondeu, decidido.

Notas finais
Desculpem o capítulo ser pequeno, mas eu estou planejando um capítulo maior e polêmico! Então... É isso! Beijiiinhuhs Psicoticamente, A.