A Aposta.
17 Capítulo 17.
Notas iniciais
Duas Semanas após a conversa com Jace.
*Castelo Mongester, 11:00H.*
POV Clary.
Eu estava caminhando pelos corredores do castelo, meu casamento aconteceria em quatro dias e eu tinha de me preparar psicologicamente.
Minha saúde não estava nada boa: tonteiras me atormentavam, Enjoos me consumiam e vontade de vomitar. Achei que minha "Depressão" havia voltado, então começei à passar mais tempo com as meninas para que me alegrasse um pouco. Realmente ajudava, a não ser pelos enjoos na hora de comer.
Maia estava sempre ausente, Nathaniel também. E eu passei à achar isso estranho. Hoje, quando ela terminou seu desjejum, eu a segui.
Estava fazendo isso agora mesmo, seguindo pelos corredores não muito utilizados, até ouvir sua voz vindo de um quarto.
Sabia que era errado e que uma princesa não deveria bisbilhotar, mas... Ah, que se exploda a monarquia!
Me escorei na porta e prendi a respiração para poder ouvir a conversa.
– Logo, meu querido Nate, reinaremos juntos por este castelo.– Disse a voz de maia, com ânimo. - Depois que você se casar com aquela ruiva irritante, ela poderá "simplesmente" beber algo envenenado, assim como fez o pai dela. Ah... Se ela soubesse que não foi seu tio quem o envenenou e sim minha mãe...– Soltou uma risadinha animada. - Agora eu completarei o serviço e eliminarei, de vez, os Mongestern do poder.
– Meu amor, quanta maldade!– Exclamou a voz de Nathaniel, com falso horror. – Sua mãe não lhe ensinou que é feio mentir, fingir e roubar? Porque você quer roubar o trono da Clarissa.
– Não, ela me ensinou que eu devo fazer de tudo para estar no topo e de tudo eu farei!– Respondeu Maia, com certeza.
– Nós faremos. - Disse Nathaniel e logo pôde-se ouvir barulhos de beijos.
Trinquei os dentes por irritação e me afastei da porta, com uma vontade imensa de entrar lá e matar os dois. Apenas dei mais um passo para trás e pretendia sair dali e contar para minha mãe o que tinha acabado de ouvir. Mas, sendo desastrada como eu sou, bati em uma mesinha de canto com uma estátua do Busto de meu Bisavô Reymond Mongestern e o mesmo caiu, causando um alto barulho.
– O que foi isso?– Perguntou a voz de Nathaniel, assustada. Eu, sem bancar aquela garota burra dos filmes que esperam o vilão abrir a porta para começar a correr, saí em disparada para algum lugar, em qualquer lugar. Mas não consegui sair do campo de visão de maia quando a mesma abriu a porta.
– É a Clary! — Exclamou, logo vindo atrás de mim.
Eu tinha que correr bastante, ou estaria perdida.
POV Autora.
Clary corria pelos corredores, ouvindo atrás de si os passos rápidos de Maia.
Atravessou o Grande salão, passou pela cozinha, cruzou o Jardim e enfim chegou à área da Piscina. Viu que ali estava encurralada, já que a única saída vinha de onde Maia iria chegar. Tentou fazer um retorno rápido antes que ela chegasse ali, mas a mesma Logo chegou, tapando a saída com seu próprio corpo.
Maia caminhou até Clary com uma expressão desdenhosa, estalando a língua três vezes em reprovação.
– Clary, Clary, Clary! — Começou, antes de gargalhar malevolamente. — Achou mesmo que poderia fugir de mim?
– Eu não tenho medo de você! — Rosnou a ruiva, destemida. Mas sabia que Maia tinha sangue de barata e que iria fazer o que bem entendesse.
– Mas é bom ter, porque eu não pretendo te deixar sair viva daqui. — Declarou a morena. Ficando em frente da baixinha.
– Por que você é tão má?
– Por que? POR QUE? Porque, ao contrário de você, eu não tive todo esse prestígio. Não fui mimada, não tive status de princesa, não cresci em um castelo... Está aí o seu "Porque". — Disse Maia, Antes de empurrar Clary na enorme piscina do castelo.
Clary, que não sabia nadar e era traumatizada por um incidente de infância, não pôde fazer nada à não ser imergir e submergir, clamando por socorro. Maia apenas se divertia com a situação, as vezes até rindo com sua pura maldade.
– SOCORR... — Tentou pedir, antes de submergir novamente. Quando conseguiu impulso para subir, clamou pelo único nome que veio à sua mente, depositando naquelas simples quatro letras toda a sua esperança e vida. — JACE!
Quando afundou, não conseguiu mais imergir. Então, aceitando o inevitável, fechou seus preciosos olhos verdes e se permitiu morrer.
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Jace, que estava pretendendo tomar um banho de piscina junto de Alec e Izzy — que estavam ao seu lado — ouviu seu nome ser gritado pela voz que tanto amava e, sem pensar duas vezes, começou à correr em direção a piscina. Isabelle e Alec o seguiram.
Quando adentraram ao local, depararam-se com uma Maia assustada na beira da piscina, apontando para a água e chorando.
Jace olhou para o emaranhado ruivo no fundo da piscina e, sem nem pensar direito, pulou naquele local. Agarrou a menina, a puxando para fora d'água, e levou à para a beirada em seu colo.
A deitou no mármore e se ajoelhou ao seu lado, fazendo pressão sobre seu peito três vezes antes de colar os lábios aos seus, tampando o nariz com a mão e fazendo respiração boca-a-boca.
Água saiu da boca da menina, mas ela não acordou. Apenas tossia.
– Chamem ajuda, os médicos, qualquer coisa! — Gritou e Isabelle logo caiu em si, correndo atrás de ajuda.
Jace continuou tentando acordar seu precioso amor, mas nada aconteceu.
Então esperou a ambulância chegar e foi com ela, ainda ensopado, para o hospital.
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Após algumas horas sentado na sala de espera da Emergência do hospital, com frio pelo fato de estar molhado em um lugar com ar-condicionado, Jace estava nervoso. Roendo as unhas.
Jocelyn estava preenchendo os papéis e Isabelle estava chorando em um canto, junto de Maia.
Uma enfermeira passou por ali, parando em sua frente.
Você está acompanhando a senhorita que acabou de ser atendida? — perguntou a moça e jace assentiu.
– Como ela está? Vai ficar tudo bem? Ela vai morrer? Ela já acordou? Meu Deus, se ela morrer eu me mato junto! — Metralhou, amedrontado.
A enfermeira riu suavemente, o que afastou Jace do desespero.
– Calma, senhor! Está tudo bem com ela. — Começou, sorrindo amigavelmente. — Com ela e com o bebê.
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