A Aposta.
12 Capítulo 12.
Notas iniciais
POV Clary.
Depois de dois dias sob observação no hospital, enfim deram-me alta. Com um pedido especial da Rainha da Inglaterra, a Diretora e os respectivos pais liberaram meus amigos para visitar-me e ficarem em Buckingham até o baile do meu aniversário.
Tessa, Sophie, Aline e Eu ficamos juntas o tempo todo. As hospedei no castelo e minha avó pediu para que eu lhes emprestasse alguns vestidos — E quem disse que o comportamento Arcaico morreu?
Bom, hoje era o dia do baile. As meninas e eu tivemos um dia de Beleza, eu estava com um misto de sentimentos: Felicidade, Tristeza, Dor e Ciúmes.
Felicidade por ser o dia de meu aniversário e o fato de que eu poderia passar com minhas amigas me deixava eufórica.
Tristeza por saber que também seria o dia de meu noivado e que o me futuro esposo não seria o Homem que eu amava.
Dor por Saber quem amo e não poder casar-me com ele.
E, por fim, ciúmes. Ciúmes pois Nathaniel exigiu acompanhar-me no Baile e Jace viria com outra. Isso me corroía e tive vontade de cancelar o baile. Preferiria passar meu aniversário só, com minhas sapatilhas de ponta e meu Mozart à tocar.
Quando ficamos pronas, já eram 7:40h. Estava na hora de descer. Aline foi à procura de Alec, Sebastian veio buscar Izzy– Que estava magnífica, na minha opinião. Tessa e Sophie já haviam ido com Will e Jem, então fiquei só. Esperando o Duque Comedor-De-Melecas Nathaniel.
– Princesa! — A voz do mesmo veio de trás de mim. Virei-me e dei de cara com Nathaniel em trajes de gala. Estava muito bonito, admito! — Uau, você está...
– Sem comentários, faça-me o favor! — Disse, ríspida, aceitando seu braço. Ele nos guiou até a escada que se dissipava no Grande Salão.
– Como queira, minha senhorita. — Falou, com seu sotaque inglês. Depois de um tempo convivendo com americanos, passa-se a perceber quando a pessoa possui sotaque Inglês. Segurei a borda de meu Vestido e ajeito a postura e Deixei Nathan guiar-me até o último degrau. O salão estava cheio e eu pude reconhecer a maioria dos rostos. Enquanto eu descia, muitos deles viraram-se para mim — Curvando-se.
Pus meu melhor sorriso no rosto e fui conduzida até minha avó, que estava em uma conversa animada com a Lady De Bourgh.
– Vovó. — Digo, curvando me. — Lady De Bourgh, como vai?
– Vou muito bem, Obrigado Princesa. — Respondeu. — Feliz aniversário, está incrivelmente bela nessa ocasião.
– Fico muito agradecida, Milady. Agora, dai-me licença que terei de procurar minha mãe. — Curvei-me novamente, segurando o Braço de um Nathaniel estranhamente silencioso. Percebi que ele encarava um lugar fixo.
Um lugar não, alguém.
Ou melhor, Jace. Ele estava em trajes de gala em extrema elegância. Tanta que fazer-me-ia desmaiar se eu não estivesse acostumada com o esplendor de seu ser. Estava esperando para ver sua acompanhante, Porém ele estava só. Conversando com Isabelle e Sebastian. Pedi a Nathaniel para nos conduzir até os mesmos e cheguei bem ao meio de um assunto que envolvia meu nome. Não querendo confusão, resolvi deixar passar. Mas Nathaniel não pensava como eu.
– Posso saber do que estão à falar sobre minha Clary? — Perguntou, com o típico tom de desdém que usava perto de Jace.
– Não, não pode. — Respondeu Jace, Sorrindo de modo hostil. Izzy o repreendeu com o olhar e sorriu para Nathaniel.
– Só estávamos falando o quanto a Princesa está bonita hoje. — Disse ela e Sebastian Assentiu.
– Ela está sempre bonita, afinal, ela é minha noiva. — Falou Nathaniel, tentando ser engraçado. Jace — Pensei — conseguiria fazer uma piada com esse tema muito melhor do que a de Nathaniel. — Acho que a beleza dela nunca chegará ao mesmo nível que a minha, Porém, ela pode muito bem ser... agradável aos olhos.
– Oh, por favor, riem! — Digo, fuzilando Nathaniel com o olhar. — Deixem-no pensar que é engraçado. Assim não feriremos seu Ego.
Jace emitiu um ruído deselegante e Izzy fingiu ter um acesso de tosse para disfarçar a risada. Sebastian apenas tapou a boca com a mão. Um garçom passou ao meu lado com uma bandeja repleta de champanhe. Peguei uma taça, a virei em um gole e devolvi à bandeja.
– Com licença! — Pedi, segurando a saia do vestido e me retirando para o jardim. Ficava um pouco longe dali, porém estava deserto.
Assim que cheguei às roseiras, desabei em um banquinho. Não permitir-me-ia chorar, porém, um refúgio solitário era o que eu precisava. Suspirei e senti o cheiro das rosas me invadir. De todo o castelo, aquele era o meu lugar predileto. Vinha ali desde pequenina e frequentaria até antes de partir.
– Aproveitando o ambiente? — Perguntou a voz que eu reconheceria em qualquer lugar. Virei meu rosto para o mesmo, que sentou-se ao meu lado.
– As rosas permitem-me pensar. — Respondi, com um meio sorriso.
– Pensar em que? -se me permite perguntar. — Falou Jace.
– Pensar em tudo. Na vida, no mundo, na lua...
– No coração... — Completou, sorrindo e segurando uma mecha de meu cabelo preso.
– Sim, no coração. — Eu digo, dando mais espaço para ele acomodar-se direito ao meu lado.
– Sabe, eu detesto ver seu cabelo preso. Prefiro muito mais ele... — E puxou o prendedor de meus cabelos, deixando eles caírem ao meu redor de uma forma elegante. — Solto.
Sorri para ele, que cruzou os braços.
–Não posso acreditar que vai se casar com ELE! — Falou, rindo. — Ele é ridículo!
– Eu sei! — Respondi, rindo também.
– Então, por que Diabos..?
– Você sabe muito bem o porque.
– Sim, sei. Mas entre saber e aceitar, existe um abismo. — Falou, erguendo um dedo.
– Não preciso que aceite minhas escolhas, Jace. Apenas respeite-as. — Falei e ele me olhou com desdém.
– Oh, Sim! Irei respeitar a decisão da MINHA princesa casar-se com outro cara por uma promessa ao seu falecido pai. — Zombou. — Eu aceitaria perfeitamente se você me trocasse por algum zé-mané que amasse. Mesmo se ele tivesse três olhos e conseguisse comer a comida da Izzy. Mas ME trocar por esse aí...
– Isso foi planejado com antecedência, Jace. Entenda de uma vez que se eu pudesse-me casar com quem amo, escolher-te-ia. — Suspirei. — Mesmo sabendo que casamento para você é papo furado.
Ele riu suavemente e descruzou os braços.
– O que está pensando? — Perguntei, curiosa.
– Em você. Estou sempre pensando em você. — Respondeu. — E quando não estou pensando em você, estou pensando em maneiras de te ter de volta. — Riu com desgosto. — Por fim, achei apenas uma.
– E posso saber qual? — Perguntei novamente, em um tom cético.
– Me casando com você. — Respondeu, com um sorriso.
Gargalhei com sua piada e o mesmo olhou-me sério.
– Desculpe, Jace, mas essa sua piada foi ridícula. Quase convenceu-me! — Falei, parando de rir. — Quase. — Acrescentei.
– E quem disse que é piada? — Ele levantou-se, levando a mão dentro do Casaco do smoking e tirou uma caixinha de lá. — Esse é o anel da família Herondale. — Falou, ajoelhando-se a minha frente. — Clarissa Adele Fray Mongestern, prometo amá-la por toda a minha vida, e, se houver vida após isso, te amarei também. Dar-me-ia a honra de conceder-me sua mão?
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