A Aposta.
13 Capítulo 13.
Notas iniciais
POV Clary.
Aqueles lindos olhos dourados encaravam o verde dos meus com esperança, certeza e amor. Ainda estava ajoelhado, com a caixinha do anel incrustado de brilhantes formando um H elegante com um desenho de passaros ao lado. Quando viu que eu estava sem reação, deixou a caixa de veludo em minhas mãos, se levantou e me puxou para um beijo. Eu prontamente cedi, mentalizando uma resposta decente para dar-lhe.
Seria mil vezes sim! Eu o amava e iria sempre amar. Estava tão feliz que nem permiti minhas lágrimas caírem.
Quando o ar se fez necessário e nos afastamos, abri a boca para dar a resposta. Porém, fui interrompida por uma voz estridente e nojenta, carregada de amargura e falsidade.
– Jaciinho! — Exclamou, batendo palmas.
– O que faz aqui, Camille? — Perguntei, ríspida e vi Jace praguejar. Ela apenas caminhou até ele e enlaçou seu pescoço com os braços descobertos.
– Jace não te contou? — Soou traída. — Nós estamos juntos. Ele é meu namorado agora e eu vim de acompanhante dele no baile. Bom, eu vou pegar uma taça de champanhe. Já volto bebê! — Deu um selinho em Jace e retirou-se.
Assim que ela saiu, meu chão se desmoronou. Eu precisava sair dali, eu precisava fugir dali. Segurei a saia de meu vestido, ajeitei minha postura e dei-lhe as costas — Destruída. Antes que eu pudesse retirar-me, a mão de Jace segurou meu braço.
– Espere! Clary, não é o que você está pensando! — Exclamou. Virei-me para ele novamente.
– Oh, vai me dizer que não está com ela?! — Ironizei. — Ou vai dizer que não acabou de pedir-me em casamento estando comprometido com outra?!
– Nem um nem outro! — Respondeu, frio. — Vou ser homem e assumir que estava com Camille, mas também deixarei bem claro que nunca a amei e nem mesmo gostei dela.
– Isso pouco me importa, Jace! — Falei, séria. — Eu não nasci para ser a Outra! Então, faça-me o favor de sumir da minha vida. Não desejo mais te ver.
– Nós dois sabemos que isso não é verdade! — Ele declarou, sorrindo cafajeste. — Eu não irei sair da sua vida e você ainda me ama.
– Sim, Jace. Eu ainda amo a ti. — Admiti, derrotada. — Esse é o meu grande pecado. Mas irei casar-me com Nathaniel e irei superá-lo. Posso não esquecer, Porém te superarei.
Essas palavras pareciam tê-lo ferido.
– Você...
– Jaciiii! — A voz de Camille veio de trás de mim e eu tive de conter bem as lágrimas. — O que vocês falam tanto?
Virei-me para ela e fi minha melhor expressão indiferente.
– Nada. — Respondi para ela, segurando a saia do vestido. — Apenas que eu desejo o melhor para vocês dois. Vocês se merecem! Com licença.
Assim que me retirei, corri até Izzy e a puxei para um lugar vazio. Joguei minha cabeça em seu ombro e fiquei ali por um tempo. Não me permiti chorar, Jace não merecia uma lágrima minha.
– O que aconteceu? — Perguntou Izzy, preocupada.
– Camille chegou e anunciou que está junto de Jace para mim. — Respondi.
– O Jace é um idiota mesmo. Eu avisei para ele não criar cobra dentro de casa...
– O pior nem é isso! — Exclamei.
– Então o que é? — Perguntou, hesitante.
– Ela fez isso logo depois de Jace ter me pedido em casamento.
– O Jace o que? — Perguntou Isabelle, incrédula.
– Foi o que você ouviu. Deu-me o Anel Herondale e tudo.
– Oh, Clary! — Izzy abraçou-me mais apertado. — Vai dar tudo certo, acredite.
– Eu preciso fazer uma coisa! — Falei, afastando Isabelle.
– E o que é? — Perguntou.
– Você verá! — Respondi, com um sorriso ferido no rosto.
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Isabelle e eu voltamos ao salão. Nathaniel estava a minha espera. Assim que fitou-me, guiou-me prla mão até um degrau alto da escada, chamando a atenção de todos os presentes.
Assim que senti o olhar de Jace sobre mim, tratei de abrir um enorme sorriso.
Nathaniel ajoelhou-se, tirou uma caixa aveludada do bolso como a de Jace e a abriu.
– Clarissa Adele Fray Mongestern, prometo cuidar-te, amar-te e proteger-te perante toda minha existência. Não poderia desejar-te mais do que desejo. Daria-me o privilégio de ser minha esposa?
Olhei para a multidão que Sorria, encantada, pelo discurso ensaiado do Comedor de Melecas. Vi alguns olhares de reprovação também, vindo de Izzy, minha mãe, Sebastian, Simon, Aline, Tessa, Sophie, Jem, Will e até mesmo de minha avó. Percebi o olhar suplicante de Jace queimar em meio da multidão em salva de palmas quando eu disse:
– Sim, eu aceito.
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