A Agente Gravidade

64 Guerra Civil (Parte 1)


P.O.V.’s Sophie:

Alguns dias do ataque surpresa causado por Loki havia se passado. Tentamos encontrar o corpo de Odin mas foi sem sucesso. Meu relacionamento com Thor ia muito bem, quase todas as noites fazíamos amor apaixonados antes de dormir e aos poucos eu ia me esquecendo de Tony.

Eu havia acabado de acordar, estava deitada de camisola sobre o braço forte de Thor, que estava somente de cueca. Com um beijo molhado no rosto eu o acordei, sorrindo ele me retribuiu o beijo, acariciando-me. Quando me dei conta eu já estava sentada em posição de cavalgada sobre ele e fizemos sexo logo de manhã.

Depois, saímos de nossos aposentos e fomos tomar café. Banner, que já havia recuperado seu controle sobre a raiva, Bill e Sif já estavam na mesa se servindo quando chegamos. Comemos uma panqueca asgardiana totalmente diferente de todas que eu já havia comido na Terra, mas nossa refeição foi interrompida quando vimos uma grande sombra rondando o palácio de Odin.

Corremos para fora e ao avistarmos o que era nos surpreendemos. Era uma espécie de serpente gigante, que envolvia Asgard inteira.

— MAS QUE PORRA É ESSA? – falei alto.

— Chegou o dia... Este é o começo do Ragnarok... – disse-me Thor impressionado com o tamanho da serpente.

— E agora, o que faremos? – perguntou Sif.

— Lutaremos até o fim! – exclamou Thor enchendo o peito.

— Ok, vamos nos preparar então... – eu disse.

— Tu não irás lutar! Preciso que vá a Midgard e peça ajuda aos nossos amigos Vingadores! – Thor me ordenou.

Preferi não discutir e logo corri para a Bifrost e ordenei a Heimdall:

— Heimdall, abra a ponte, por favor!

— Com certeza, Lady Gravity! – disse-me abrindo a ponte colorida. Eu o olhei fixamente e pulei.

Para minha sorte, caí em frente a Torre dos Vingadores. Toquei a campainha e Natasha me atendeu:

— Não me diga que brigou com Thor?

— Claro que não amiga... – a abracei. Estava com tanta saudade. – Posso entrar?

— Claro! – disse-me cedendo passagem.

— Cadê todo mundo? – perguntei.

— Aqui só está Rhodes, T’Challa, Parker, Lore, Jenny, Visão e eu.

— E os outros?

— É uma longa história que...

Uma voz a interrompeu e logo a identifiquei como do Stark:

— Sophie! Isso que você disse que ia ficar com o Thor em Asgard...

— Eu estou com ele em Asgard! – disse com ar de seriedade. – Preciso da ajuda de todos os Vingadores! Estamos enfrentando um inimigo que pode ser o fim dos asgardianos...

— Acontece minha querida, que temos problemas mais importantes para resolver agora! – disse Maria Hill surgindo ao lado de Tony.

— Ah é? Que problemas? – perguntei revirando os olhos enojada por vê-la.

— Estamos no meio de uma guerra!

— GUERRA??? CONTRA QUEM??? – perguntei falando alto.

— Contra nossos próprios amigos... – respondeu-me Lore surgindo de uma sala.

— Como assim gente? Expliquem-me! – eu estava confusa.

— É assim... – agora Jenny apareceu para me explicar. – O governo criou uma lei em que os super heróis tem que se registrar e revelar suas identidades...

— Por que o governo criou isso? – perguntei.

— Simplesmente por causa do ataque de Ultron! – explicou-me Visão que surgiu da mesma porta que Lore saiu. – Depois da destruição em Sokovia, na África do Sul e no Brasil, ainda teve mais um ataque com bombas aqui em Nova York...

— E neste ataque várias pessoas inocentes morreram... – explicou-me T’Challa. – Dentre elas crianças inocentes que estavam numa escola próxima ao local do ataque...

— E se nós não formos controlados, isso só tende a piorar! – resumiu Peter.

— Para piorar, o Capitão América e uma parte dos Vingadores se opuseram contra nós, ou seja, se opuseram a lei... – continuou Rhodes.

— E para piorar ele está levando isso para o lado pessoal tentando defender o Soldado Invernal! – concluiu Naty.

— Esse cara voltou? – perguntei tentando absorver todas as informações que havia recebido.

— Sim... E agora ele tem que pagar pelos crimes que cometeu! Não importa se estava hipnotizado pela HYDRA, foi ele quem cometeu! – disse Tony com certo ódio na voz.

— E vocês preferiram entrar em guerra com nossos amigos ao invés de tentarem um acordo? – perguntei.

— Não há acordo Agente Gravidade... É a lei! – informou Hill.

— Chamem do que quiserem! Sabem do que eu chamo isso? TRAIÇÃO! – eu fiquei furiosa.

— Inclusive, a senhorita terá que se registrar! – informou Rhodes.

— Eu não vou me registrar porra nenhuma! Vim aqui pedir ajuda pois estamos correndo perigo em Asgard e vocês aí preocupados em caçar nossos próprios amigos... Querem saber? ESSA GUERRA SÓ VAI ACABAR QUANDO ALGUÉM MORRER! – gritei irada e saí daquele lugar pisando fundo.

Um pouco antes de fechar a porta ouvi Maria Hill dar uma ordem a alguns agentes da SHIELD:

— Peguem a Agente Gravidade! Ela é uma fugitiva!

— Hill, não! Ela não... – Tony tentou impedi-la mas ela repetiu a ordem.

Ao cruzar a porta, ao lado de fora, vários agentes me cercaram. Eu dei um sorriso maligno e com uma simples explosão de gravidade todos saíram voando. Tentaram me acertar, mas eu estava vestida com o uniforme que o Stark havia projetado para mim, à prova de balas. Naquele instante pensei “até que enfim esse desgraçado fez algo que preste!”.

Pedi ajuda a Heimdall para que eu encontrasse o Steve. Rapidamente, ele me passou a localização do Cap. e me transferiu imediatamente para lá.

Ele estava em um galpão de uma antiga fábrica de sapatos abandonado. Adentrei e dei de cara com Falcão que me assustou:

— O que você está fazendo aqui?

— Vim pedir ajuda! – respondi assustada.

— Ajuda para quem? Você está trabalhando para o Stark? – ele me apontou uma arma.

— Não... Eu vim pedir ajuda para Asgard! – levantei as mãos para mostrar minha inocência.

Ele me agarrou pelo braço e me arrastou com força até Rogers.

— Steve... Achei uma espiã do Stark!

— Ei! Eu já falei que não sou uma espiã! – disse puxando meu braço para que ele soltasse. – E obrigada pela delicadeza em me trazer até aqui...

— O que faz aqui Sophie? Não havia ido embora? – perguntou-me Steve com uma seriedade nunca vista antes em seu rosto.

— Vim pedir ajuda... Asgard está em perigo...