A Agente Gravidade

65 Guerra Civil (Parte 2)


P.O.V.’s Sophie:

— Como assim, Sophie? – perguntou a mim, Steve.

— O apocalipse dos deuses está começando... Preciso da ajuda de vocês!

— Desculpe, estamos ocupados fugindo do seu queridinho Tony Stark! – disse Falcão com arrogância.

— Olha aqui Sam Wilson, sempre te tratei com respeito, mas estou a dois palitos de quebrar seus dentes se continuar sendo grosseiro comigo! – disse já ficando nervosa.

— Ei! Ei! – ouvi uma voz feminina chamando nossa atenção. Era Sharon Carter. – Agente Gravidade... Você por aqui?

— Olá Agente 13, desculpe por eu falar assim com o Sam, mas ele está sendo extremamente grosseiro comigo.

Ele me fuzilou com os olhos e ela lhe deu uma bronca. Novamente ele me acusou de ser uma espiã.

— Wilson, se ela fosse uma espiã não ia se expor tanto assim... Concorda? – disse Sharon, obrigando-o a assentir e se desculpar.

— Sophie!? – ouvi a voz de Wanda surgir e logo corri para abraçá-la. – Não me diga que você e o Thor já terminaram?

— Não... Nós estamos bem... Já Asgard... Lá não está! Vim aqui para pedir a ajuda de vocês! – eu disse com um olhar pedinte.

— Desculpa aí gata, mas dessa vez, vamos ficar te devendo essa! – ouvi uma voz masculina. Depois vi a imagem da pessoa aparecer, era o Clint.

— Legolas! Que saudades! – eu o abracei apertado. – Resolveu voltar à ativa?

— É... Não do jeito mais agradável... Saber que nossos amigos estão nos caçando não é nada bom... – disse-me com tristeza no olhar.

— Como nos encontrou aqui? – perguntou Steve.

— Eu fui à Torre pedir ajuda dos Vingadores. Mas para minha surpresa, metade da equipe não estava lá... Daí a nojenta da Hill com o Stark me disseram sobre a tal lei de registro e que vocês eram foragidos. Acredita que a louca da Maria até mandou que agentes da SHIELD atirassem em mim?

— Ela está assim mesmo... Tolerância zero... – disse-me Clint.

— Ei, eu também quero participar da conversa! – apareceu um homem baixo com olhos claros e cabelos castanhos.

— Oi, seja lá quem você for, entra na roda aqui! – eu disse bem humorada.

— Oi, prazer, meu nome é Scott Lang... Também sou conhecido como Homem-Formiga! Você é mais bonita pessoalmente, Agente Gravidade! – disse-me beijando minha mão. Fiquei sem graça ao ser elogiada.

— É um prazer conhecê-lo Homem-Formiga! – rimos. – Mas, Steve, — ele olhou para mim com o rosto apoiados nas mãos. – Você tem certeza que vai lutar contra a lei só por causa do Soldado Invernal?

— Não é só por causa dele, Sophie! É porque acredito que as únicas mãos que podem proteger este mundo são as nossas!

— Eu sei Steve... Mas, vem cá... Eu venho de um país que mesmo todos pedindo impeachment da presidente, ela não largou mão do governo e só está o afundando cada vez mais em miséria. Todos os dias acontecem manifestações que arrastam multidões de pessoas por cada estado... E nada dela sair do governo... Acha mesmo que você pode lutar contra o sistema? – eu disse a ele.

— Não acho... Mas se nos entregarmos é o mesmo que assumirmos nossa culpa! – disse-me convicto.

— EI, O QUE ESSA MALUCA TÁ FAZENDO AQUI? – gritou Bucky surgindo do nada.

— Calma Bucky... Ela é nossa amiga! – Steve tentou acalmá-lo.

— AMIGA??? DA ÚLTIMA VEZ QUE A VI ELA TENOU ME MATAR!

— Claro, você atirou nos meus colegas de equipe, nos deixou feridos e queria que eu fizesse o que? – respondi com ironia.

— Ei, pessoal, não querendo interromper a conversa de vocês, mas acho que estamos sendo atacados... – Orientou-nos Scott.

Logo ouvimos um barulho da porta caindo e todos ficaram em posição defensiva. Agentes da SHIELD entraram e nos cercaram por todos os lados.

— E ainda diz que não é espiã... – disse Falcão se referindo a mim.

— Esperem! Não tenho nada a ver com isso! – respondi.

— Tem sim! Você veio do covil das cobras diretamente para cá... Fomos achados graças a você! – acusou-me Sam.

— Muito obrigado, Sophie! – disse-me Rogers sarcástico.

— Desculpem, eu não sabia que eles iam conseguir me seguir... – respondi concentrando-me e causando uma explosão de gravidade derrubando todos os agentes no chão. Fiz um escudo para que a equipe do Capitão América não caísse junto. – E de nada por isso! – disse sarcástica.

— CORRAM! – ordenou Gavião apontando para um míssil que se aproximava pelo outro lado do galpão.

Wanda e eu formamos um escudo para nos protegermos do fogo que rapidamente explodiu o galpão todo.

— Esse míssil não é do Stark! – informou Bucky apontando para o símbolo da HYDRA desenhado no míssil.

— Zemo... – disse Steve. – Precisamos fugir daqui o mais rápido possível.

Corremos pela rua, disfarçadamente. Encontramos outro prédio abandonado onde entramos.

— Pessoal, essa guerra não vai nos levar a nada! – eu disse.

— Ah é? Conte-nos mais sobre ser uma espiã do Stark! – Falcão está me irritando, sério!

— Vai continuar insistindo nessa história? Se for tão machão então vem lutar comigo, já que acha que sou uma traidora! – eu levantei erguendo meus punhos.

— Sophie, você precisa ir embora! – disse-me Steve.

— Vai dizer que também me acha uma traidora? – eu disse inconformada.

— Não... Mas você disse que Asgard precisa de ajuda... Aqui não poderemos te ajudar... Diga ao Thor que sinto muito! – disse-me abaixando a cabeça.

— Querem saber? Essa guerra só vai acabar quando alguém morrer! – eu disse com certa tristeza na voz.

Todos abaixaram a cabeça.

— Se for necessário, nós morreremos para podermos continuar usando nossas habilidades para defender as pessoas livremente! – afirmou Clint. Todos concordaram.

— Espero que esse não seja meu último adeus! – eu disse com os olhos já cheios d’água. Abracei cada um deles e me afastando pedi a Heimdall que me levasse de volta à Asgard.