A Agente Gravidade
46 A missão de resgate

P.O.V. ’s Thor:
Assim que Stark me culpou por ter perdido Sophie, senti um peso de culpa sobre meus ombros. Comecei a chorar em desespero porque a esta altura ela poderia estar machucada, sofrendo ou até... Morta! E tudo seria por culpa minha... Para minha surpresa, Stark abraçou-me de volta e consolou-me:
— Thor... Eu sei o que está sentindo... Mas chorar no meu ombro está meio estranho... – disse-me fazendo uma careta. Levantei meu rosto, me recompus e sequei o rosto.
— Desculpe Stark... Tu tens razão... A culpa é minha!
— NÃO THOR! – gritou – Desculpa, estou nervoso... Não falei por mal! Mas olha aqui pra mim – olhei em seus olhos. – iremos achá-la, custe o que custar! Só que você tem que me prometer que vai cuidar melhor dela!
Assenti com a cabeça. Rogers e Rhodes encaravam-nos.
Saímos com Tony do quarto e Rhodes disse que só daríamos uma volta, para que permitissem sua saída.
De lá, fomos direto para a Torre, onde Stark abriu uma tela, com tecnologia de certa forma avançada, para o que já havia visto em Midgard e começou a buscar o cartão de Sophie.
O sistema buscou, buscou, buscou e... NÃO ENCONTRADO!
— MERDA! – gritou Stark socando a mesa.
— Olha a língua... – advertiu-o Capitão.
Ele revirou os olhos e colocou o sistema para buscar de novo. Ele buscou, buscou, buscou... CARTÃO LOCALIZADO!
— CARALHO, ALGUÉM ANOTA O ENDEREÇO, PORRA! – gritou Stark correndo para pegar o celular e anotar o endereço. Rogers revirou os olhos e balançou a cabeça em sinal de desgosto pelo linguajar de Stark.
— Já anotei o endereço! – disse Rhodes. – Fica no Pólo Sul...
— POLO SUL??? – gritamos surpresos.
Stark buscou as informações do local no seu sistema, era uma antiga base da HYDRA, abandonada.
— Não podemos ir lá agora... – alertou Rogers. – É longe demais e Tony tem que voltar para a clínica...
— Eu não vou voltar para lá! – interrompeu-o nervoso.
— Não, você tem que voltar! Se não amanhã, como irá conosco? – perguntei.
— Sem contar que falamos que só iríamos dar uma volta e já estamos demorando... – disse Rhodes.
— Tudo bem... Eu até volto! Mas quero que logo amanhã de manhã, o mais cedo possível, vocês passem lá e me busquem para resgatar Sophie!
Assentimos e o levamos de volta para a clínica. A recepcionista estava brava porque demoramos.
Retornamos à Torre e já estava tarde. Natasha estava fazendo o jantar, a me ver abraçou-me e logo perguntou sobre Sophie. Eu fiquei sem resposta. Rogers pediu que ela se acalmasse e contou o que aconteceu. Ela segurou para não chorar, desesperada, implorou que a deixássemos ir conosco para o resgate. Pedi que ela se acalmasse e voltasse a fazer o jantar, tranquilamente. Prometi que a deixaria nos ajudar no caso de Sophie.
Terminado o jantar, Romanoff chamou os outros Vingadores para jantarem. Tive que contar para todos novamente sobre o sequestro. Isso me amargurava porque me sentia culpado por tê-la perdido. Rogers orientou que para segurança de Sophie e dos próprios Vingadores apenas ele, eu, Stark e Natasha iríamos à missão ao Pólo Sul. Houve um debate, mas todos acabaram concordando.
P.O.V.’s Sophie:
Loki me estuprava e enfiava com força para me machucar. Também forçava as agulhas debaixo de minhas unhas para me torturar. Ele me deu uma espécie de remédio, disse que era para eu dormir, pois ele estava com sono e queria que eu também dormisse. Nem discuti, só obedeci. Mal tomei o remédio e já caí no sono.
No dia seguinte, acordei com um soco no rosto, que fez meu nariz sangrar.
— ACHOU QUE IA DORMIR O DIA INTEIRO, VADIA? – gritou o maldito perguntando com desdém.
Eu comecei a chorar e me debater de dor, ainda presa às cordas. Eu estava do mesmo jeito há três dias. Não tomei banho, não comi, só apanhava, era estuprada e torturada. A dor embaixo das unhas estava pior a cada segundo que passava. Loki finalmente resolveu me alimentar. Deu em minha boca uma sopa com gosto de velha, parecia que havia sido feita há meses. Eu, faminta, comi tudo. Mas logo em seguida, ele me deu um soco no estômago fazendo com que vomitasse o alimento e muito sangue. Depois, ele me soltou da cama, mas me prendeu novamente em pé, de costas para ele. Eu não relutava, sabia que eu ia acabar morrendo. Ele começou a bater na minha bunda e penetrou com força nela. Nunca havia feito sexo anal e era horrível minha primeira vez acontecer daquela forma. Eu fechei os olhos numa mistura de dor e ódio. Quando abri, percebi que havia uma porta ao fim do corredor que era grudado à sala que estávamos. Percebi a figura de um homem com roupa azul aparecer. Loki não percebeu e continuava a me estuprar. Então, comecei a gritar desesperadamente em meio a lágrimas por socorro. O homem se aproximou, fazendo Loki interromper o ato.
— QUEM ESTÁ AÍ? – gritou irado. Esperou uma resposta e tudo que ouviu de volta foi o eco de sua voz. – EU VOU PERGUNTAR DE NOVO... QUEM ESTÁ AÍ?
Um escudo voou em sua direção lhe acertando. Era o Capitão América! Logo em seguida, vi Thor aproximando-se com seu martelo na mão, porém, dentro daquela base, que continha poderes inumanos, mágicos etc., ele não funcionava. Sentindo-se inerte perante a situação e vendo que Loki ia levantar para me agredir, deu-lhe um soco no rosto, fazendo com que seu olho ficasse roxo no mesmo instante.
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