A Agente Gravidade
47 Psicológico abalado
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P.O.V.’s Sophie:
Natasha correu para me soltar, enquanto Thor e Capitão América lutavam com Loki que estava nu. Eles o agrediam com força, mas ele não se rendia facilmente e continuava de pé, firme e forte.
— Droga! Não tenho como te soltar! As cordas estão fortemente amarradas e não trouxe nada cortante... – ela bufava de raiva.
Logo, Tony Stark adentrou a sala. A ruiva chamou-o e pediu que ele jogasse um de seus raios propulsores a fim de fazer a corda arrebentar. Ele me olhou com uma expressão preocupada:
— Oi Sophie, será que pode abaixar a cabeça para eu jogar o raio só na corda?
— Ok, mas me respondam como me acharam aqui?
— Seu cartão dos Vingadores! Estava no meio da neve ali fora...
— NEVE??? Onde estou? – eu não fazia a mínima ideia.
— Depois te explico tudo com calma, apenas abaixe a cabeça para que eu rompa as cordas.
Assenti, fazendo o que me pediu e logo ele cumpriu o que disse. As cordas se arrebentaram e ele pediu que Naty me levasse até o helicóptero que eles haviam usado para chegar àquela antiga base da HYDRA. Porém eu estava nua! Naty o orientou que se eu saísse dessa forma iria congelar, então, pediu que procurássemos minhas roupas.
Olhamos por todos os cantos para tentarmos achar minhas roupas e nada delas. Homem de Ferro, Thor e Capitão América lutavam com Loki que estava claramente em desvantagem, quando de repente foram interrompidos, ouvindo um “Viva a HYDRA” nos altos falantes espalhados pela base... Pelo jeito ela não era tão abandonada assim...
— PRECISAMOS SAIR DAQUI ANTES QUE A HYDRA NOS ACHE!!! – gritou nos orientando Capitão.
— Alguém arruma alguma coisa para a Sophie se enrolar?
— Pegue aqui! – disse Thor tirando sua capa e jogando na mão de Natasha que me envolveu. Minhas feridas ardiam profundamente.
Corremos para sairmos da sala e Stark jogou um raio propulsor fazendo Loki cair desacordado.
—Você o matou?! – disse Steve pasmo.
— Queria o que? Que abusasse da Sophie e saísse impune? – pela primeira vez Thor concordou com a punição de seu irmão.
Continuamos correndo até chegarmos a porta de saída. Steve percebeu que eu não poderia pisar na neve, então me levou no colo até dentro do helicóptero.
Já dentro da nave, Rogers sentou no banco do piloto, Naty no do co-piloto, Thor e Tony foram atrás comigo. Meu corpo tremia de frio e meus dentes debatiam.
— Alguém a abrace e dê calor do próprio corpo para ela não ter uma hipotermia! – ordenou Natasha.
Mesmo eu estando enrolada na capa do Thor, ela não me protegia do frio. Então ele deitou-se ao meu lado esquerdo me abraçando. Porém, eu continuava a me debater.
— Stark, preciso que a abrace do outro lado! – pediu Thor.
Tony veio do meu lado direito e me abraçou. Naquele momento, me senti quente, segura e amada. Finalmente eu estava com os dois homens da minha vida juntinhos de mim. Finalmente o pesadelo do sequestro, estupro, violência, havia acabado!
Horas depois:
Eu já estava trocada, de banho tomado, vestida e chegando à sala dos Vingadores T’Challa, o nome verdadeiro do Pantera Negra, cuidava de minhas feridas, enquanto os Vingadores discutiam sobre o futuro da equipe, afinal, se Loki, sozinho, conseguiu me atacar, o que outros vilões não poderiam conseguir, não é mesmo?
— Afinal, o que o Loki queria com você? – Questionou-me Steve.
— Ele disse que queria se vingar do irmão dele... – fechei os olhos com dor. T’Challa tocou em uma das feridas que mais doía. – E também disse que se eu me casar com Thor, ele virará o novo rei de Asgard, assim, herdará os poderes de Odin... AI! – gritei de dor.
— Desculpe senhorita Triz, isto é necessário para que sua cicatrização seja mais rápida! — Explicou-me T’Challa com toda paciência.
— Loki sempre foi invejoso... Todavia, nunca imaginei que ele pudesse chegar a este ponto! – falou Thor inconformado com a traição de seu irmão.
— Bem, o que importa, é que vocês devem ficar aqui... Para o bem de vocês! – orientou Stark.
— NÃO! – retrucou o deus do trovão com autoridade. – AINDA NÃO OBTIVE AS RESPOSTAS QUE PRECISO! TENHO QUE VOLTAR PARA ASGARD! – gritou nervoso.
— Mas a Sophie não vai com você... – treplicou Tony e eu o interrompi.
— Vou sim! Meu lugar agora é ao lado do Thor!
O loiro me olhou orgulhoso e eu sorri para ele. Todos ficaram boquiabertos.
— Mas então, o loirinho vai ter que jurar que vai cuidar de você! – disse Stark, levantando a mão direita de Thor, obrigando-o a jurar.
Passamos o resto do dia na torre dos Vingadores. Todos dormimos lá. No dia seguinte, voltaríamos para Asgard e Tony para sua mansão. Ele passou as mãos em meu rosto, me abraçou e pediu que Thor cuidasse muito bem de mim. Eu não gostava de despedidas. Thor rodou o martelo e partimos.
Algum tempo depois:
P.O.V. ’s Thor:
Passaram-se 28 dias do sequestro de Sophie e ela estava estranha. No começo, quando voltamos para Asgard, ela entrou em estado de choque. Não falava, só chorava e comia porque enfiávamos comida goela abaixo. Depois, ela passou a falar algumas coisas, entretanto, nem parecia a mesma garota extrovertida, engraçada de antes. Agora ela ficava olhando para o horizonte, pensativa e do nada chorava. Eu pedia que ela se abrisse comigo, mas tudo que fazia era encostar-se a meus ombros e chorar. O trauma foi muito forte para ela, desestabilizou seu psicológico. Depois que voltou, tentei fazer amos com ela algumas vezes, mas ela fugia de mim e dizia que não estava preparada. Depois sentava na cama e chorava. Eu não a reconhecia mais.
Sentamos-nos à mesa para comer. Chamei-a diversas vezes. Todos já estávamos sentados, Odin, Sif, Bill Raio Beta, Heimdall e eu. Sophie foi a última a chegar.
— Olha, pedi para que nossas cozinheiras preparassem um prato tipicamente brasileiro para ti! – disse-lhe abrindo a bandeja e mostrando à ela um prato de arroz, feijão e frango assado.
Ela pegou o prato, colocou perto dela e o encarou com nojo. Todos ficamos espantados com a expressão em seu rosto. Eu ia lhe chamar a atenção até que ela saiu correndo da mesa, com a mão na boca.
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